quarta-feira, 25 de setembro de 2013

IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO DOMÉSTICO
Régis Varão

O planejamento financeiro é necessário para a família ou indivíduo que deseja ter suas contas em ordem e possa levar uma vida feliz.

Assim como o governo federal, estados, municípios e empresas têm seus orçamentos, as famílias e os indivíduos também precisam de um, para poder fazer previsões de receitas e despesas, tendo em vista as disponibilidades existentes.

Todos temos sonhos, que podem ser desde a compra de uma nova TV, uma viagem de férias, a troca do veículo, até a aquisição da casa própria.

A maneira mais prática de realizar sonhos esta no modo como elaboramos nosso orçamento e lidamos com o dinheiro. Os recursos podem ser provenientes de salários, pró-labore, rendimento de aplicações financeiras, aluguéis recebidos, renda de serviços de consultoria entre outros. Já as despesas são um pouco mais complexas, e na grande maioria das vezes é o vilão que destrói sonhos.

O modo mais prático e fácil de obter sucesso financeiro é com planejamento, entretanto, precisa-se de um orçamento doméstico, que é a primeira e talvez a mais importante fase do planejamento financeiro.

Passos importantes para elaborar um orçamento:

Primeiro: relacionar todas as despesas realizadas e todas as receitas auferidas em determinado período. Exemplo: mês, trimestre e/ou ano. Para uma análise correta, o ideal é guardar os comprovantes de despesas e receitas. No caso das despesas devem ser guardados os recibos do cafezinho, do cigarro entre outros. Nunca despreze os pequenos valores (Fator Café), assunto que será abordado em um próximo texto;

Segundo: relacionar a receita mensal, que pode ser o salário líquido (menos descontos), no caso dos que dispõem de renda fixa. Para os que não dispõem de renda fixa (ganham por comissões), trabalha-se com a média dos últimos meses, evitando-se surpresas desagradáveis em períodos de queda de receita;

Terceiro: as despesas podem ser relacionadas basicamente de duas maneiras: por grupos: (a) alimentação (subgrupos: mercearia, padaria, supermercado etc); (b) moradia (aluguel/prestação, condomínio, iptu, seguro, água, telefone, luz etc); (c) saúde (plano de saúde, consulta médica/odontológica, fisioterapia, remédios entre outros); (d) transporte (financiamento de veículo, gasolina, manutenção, ipva, seguro etc); (e) lazer (clube, cinema, teatro, viagens, restaurantes, TV a cabo etc); (f) educação (colégio, faculdade, matrícula, material escolar etc); (g) despesas pessoais (salão de beleza etc); (h) despesas financeiras (juros de empréstimos bancários, juros do cheque especial, anuidade do cartão de crédito, tarifas bancárias etc). A outra maneira é trabalhar com despesas fixas e variáveis. Para manter melhor controle da evolução dos gastos, a utilização de grupos e subgrupos é a mais fácil não só de controlá-los, mas de lembrar do comportamento de itens específicos. O grupo despesas financeiras e seus subgrupos é muito importante na elaboração do orçamento, pois, nele verificamos a saúde financeira e o comprometimento do patrimônio individual e familiar;

Quarto: fazer o somatório de todas as despesas e receitas e compará-las mensalmente para verificar se existe superávit ou déficit;
        
Quinto: verificar onde estão os ralos, por onde escorre as receitas recebidas. O passo anterior mostra a real situação desses ralos, que normalmente são grandes;

Sexto: esse é o último passo, a diferença é que agora conhecemos os ralos, e precisamos encontrar uma maneira de tapá-los. Essa é a parte mais difícil e dolorida na elaboração do orçamento, pois, muitos aspectos estão envolvidos, inclusive emocionais, hábitos antigos entre outros.

Com a elaboração do orçamento temos a real dimensão do endividamento, e que agora fica mais fácil resolvê-los, que podem ser: aumento das receitas e redução das despesas; aumento das receitas mantendo inalteradas as despesas; mantendo estáveis as receitas e reduzindo as despesas. São muitas as possibilidades, mas o aumento de receitas e redução de despesas pode ser considerada a melhor delas.

A elaboração do orçamento pode levar indivíduos e famílias a conhecerem seus padrões de despesas, a descobrirem para onde está indo o dinheiro oriundo do seu trabalho, a observarem os inúmeros ralos que dificultam o planejamento financeiro da maioria dos brasileiros, isto é, o orçamento pode ser considerado a peça mais importante do planejamento financeiro, pois, levará o individuo e as famílias a pensar em um futuro melhor.

Contudo, o orçamento não pode ficar apenas na teoria, tem que ter compromisso, ou seja, o indivíduo tem que necessariamente rever conceitos, adotar novas atitudes e perceber a importância do planejamento financeiro para sua vida e de sua família.