quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

7 ATITUDES PARA O SUCESSO FINANCEIRO
Consultor Régis Varão¹

Grande parte das dificuldades financeiras por que passam pessoas e famílias decorrem da inadequada gestão de seus recursos financeiros. Gastar mais do que se ganha, viver constantemente endividado, pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, comprar tudo a prestação, são algumas das razões que contribuem para que as pessoas tenham uma qualidade de vida emocional e financeira ruim. Nosso comportamento decorre de atitudes e hábitos inadequados que podem interferir no sucesso e no desempenho de nossa vida financeira.

A seguir, 7 hábitos que podem contribuir para o desempenho positivo de nossa vida financeira:

1. Economizar sempre:

Qualquer pessoa sabe que economizar é essencial para o triunfo pessoal e familiar. Você pode economizar 5%, 10%, 15% e até mais de seus proventos líquidos e ter boa qualidade de vida. Economizar parte do que se ganha é apenas uma questão de hábito.

2. Utilizar o Planejamento Financeiro:

Pratique o planejamento financeiro, faça orçamento pessoal, liste receitas e despesas realizadas na quinzena, no mês etc. Relacione as despesas por grupos, como alimentação, saúde, moradia, transporte etc, e as fontes de receitas, como salário, aplicações financeiras, aluguéis etc. Isso mostrará para onde está indo o dinheiro, e quais medidas devem ser adotadas.

3. Fazer Reserva Financeira:

Muitos não fazem reserva financeira por desconhecerem sua importância. Deve-se reservar um percentual mensal da renda líquida para formá-la. Pode-se começar com 5% e subir gradualmente até atingir 20%. Todos estão sujeitos a surpresas desagradáveis como acidentes, doenças em família, desemprego etc. A finalidade da reserva financeira é atender esses eventos inesperados.

4. Observar os Pequenos Valores:

Muitas pessoas cometem equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes no total de gastos. Um simples café expresso custa R$ 4,00, tomado cinco vezes por semana fica em R$ 20,00, chega a R$ 80,00 no mês, e atinge R$ 960,00 no ano. Um lanche diário sai próximo de R$ 9,00, no ano totaliza R$ 2.160,00. Junte-se a eles o cigarro (R$ 5,50) e a cerveja com os amigos (R$ 5,50), e temos um valor razoável. Somando esses pequenos valores o gasto diário é de R$ 24,00, no final do ano soma R$ 5.760,00, e a pessoa não estará com a saúde melhor. Produtos necessários para a família poderia ser adquiridos com esse valor ou com apenas 50% dele (R$ 2.880,00). Logo, não desconsidere o poder dos pequenos números.

5. Evitar Compras Parceladas:

Evite compras a prazo, pois muitas vezes as prestações podem levar ao endividamento. Se não tiver dinheiro para comprar a vista não compre, deixe para o próximo mês, semestre etc. Antes de abrir a carteira pergunte-se: Eu preciso ?; Tenho dinheiro ?; Tem que ser agora ? Com uma resposta negativa não compre. Se as respostas forem positivas, antes de comprar peça desconto.

6. Desconfiar da Memória:

A grande armadilha das finanças pessoais é o péssimo hábito brasileiro de confiar nas chamadas contas mentais. Anote tudo e guarde todos os recibos para não ter surpresas desagradáveis no final do mês. Tudo que é gasto é importante para o planejamento financeiro, mesmo os pequenos valores, e sempre peça nota fiscal, pois além de contribuir para reduzir o IPVA e o IPTU, nota legal, facilita o controle das despesas.

7. Tirar Proveito do Cartão de Crédito:

Pague sempre a fatura integral, nunca pague o valor mínimo, pois os juros incidentes sobre o saldo devedor é o mais elevado do mercado, e pode chegar a dois dígitos, em muitos casos pode ultrapassá-lo. Utilize o cartão de crédito a seu favor, tire proveito dele, cadastre-o em programas de milhagem, que podem ajudar a adquirir passagens gratuitamente entre outros benefícios. Não saia com cartão de crédito e talão de cheques ao mesmo tempo, coloque apenas um na carteira.

O segredo da prosperidade está no planejamento financeiro, assim, evite comprar por impulso, faça reserva financeira, não compre a prazo e evite pagar juros. Bons hábitos ajudam a reduzir o estresse, contribui para uma melhora na qualidade de vida e eleva a produtividade das pessoas.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Originalmente este artigo foi publicado no “Jornal Brasília Notícias”, de jan/14. Site: www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

2014 COM PROSPERIDADE
Consultor Régis Varão

Início de ano normalmente é um período que exige muita atenção para o orçamento pessoal e familiar, pois a lista de contas a pagar é longa e vem com correções que desagradam 10 entre 10 contribuintes: IPVA, seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), que vence com a primeira parcela do IPVA, licenciamento anual do veículo, que vence com a terceira parcela do IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, sem considerar que tem ainda as parcelas das compras de final de ano, o cartão de crédito, as parcelas das passagens aéreas das férias, e o Imposto de Renda (IRPF), que se tiver que pagar que seja de uma vez, mas se tiver devolução que seja direcionada para uma poupança.

Na virada de ano em geral as pessoas pensam em tomar decisões e adotar atitudes diferentes, para o ano que se inicia. Entretanto, é importante antes de qualquer coisa, definir objetivos, escrever o que realmente queremos e tentar cumprir com determinação o pretendido. Em vez de “quero comprar uma passagem internacional’’, escreva “quero viajar para Nova York para passar o natal de 2014 e a entrada de ano, e preciso de U$3.000,00 fora passagem, para gastos com alimentação e diversão”. O ideal é que no retorno não tenha parcelas de financiamento da passagem, nem dívidas no cartão de crédito por vencer. É preciso fazer orçamento financeiro neste início de ano, pois além das passagens aéreas e diversão, existem aquelas despesas obrigatórias com IPTU, IPVA etc.

Ao estabelecer objetivos, “Natal de 2014 em Nova York”, e metas a cumprir, isso determina uma nova atitude, pois na atual conjuntura quem faz planejamento financeiro descobre as oportunidades com maior rapidez e se programa para encarar os desafios que surgem ao longo do caminho, com mais disposição e tranquilidade, pois os obstáculos serão conhecidos com antecedência.

Para resolver parte desses problemas e garantir uma saúde financeira estável em 2014, um ponto de partida é ter reservado parte do 13° do ano anterior, bônus de natal ou comissões recebidas no período natalino, algumas categorias as recebem, para resolver essas despesas de início de ano, tendo em vista que ocorrem sempre no mesmo período.

No entanto, se não reservou parte dos ganhos extras natalinos, a recomendação é fazer um levantamento do que irá vencer nos próximos meses, datas e valores, e tentar resolver o mais rápido possível, para usufruir de agradáveis férias em Nova York e ter um ano de contas no azul. Caso não tenha dívidas continue sem fazê-las e aumente o percentual da poupança para a reserva financeira, que poderá ser incrementada com a devolução do Imposto de Renda.

Algumas regras básicas podem ser adotadas, mas fazer planejamento financeiro envolvendo a família pode ser um bom começo. Inicie o planejamento com um orçamento pessoal ou familiar, onde serão listadas receitas e despesas semanais, mensais etc, o que já pode trazer algumas surpresas, como o tamanho da dívida e a proximidade de vencimentos.

Normalmente o efeito dos juros e multas sobre dívidas não pagas surpreendem os desavisados e fazem com que as parcelas de empréstimos ou saldos de dívidas não quitadas deixem muitos com insônia. Ao listar as dívidas descobre-se um montante elevado no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial, portanto, liquidar esses dois é prioridade máxima, tendo em vista que os juros cobrados, caso do rotativo, passam normalmente no ano, dos três dígitos. Verifique o montante de outras despesas já contraídas, prestações antigas e recentes, e o período de vencimento. Some tudo isso e veja se existe algum recurso disponível, uma poupança que pode ser utilizada.

Utilize o cartão de crédito a seu favor, cadastre-o em programas de milhagem/fidelidade, que podem ajudar a adquirir passagens gratuitamente (inclusive internacionais) ou com descontos, promoções em restaurantes entre outras vantagens. Evite utilizar cartão de crédito no exterior, pois paga-se IOF de 6,38% sobre compras realizadas em moeda estrangeira.

Por falar em viagens internacionais, o ministério da fazenda deu mais um grande presente aos viajantes brasileiros ao taxar em 6,38% os cartões de débito em viagens internacionais, Visa Travel Money, e na compra do Traveler Check. Se não adquiriu os dólares em espécie para o Natal em Nova York pense em poupar mais, pois as viagens internacionais, com uma simples canetada ministerial ficou mais cara. Por outro lado, se desistir de Nova York, o litoral brasileiro esta proibitivo, afinal de contas estamos em ano de copa do mundo, e passagens e diárias de hotel já estão mais caras. A última opção possível, tente passar férias na casa de um parente ou amigo, ou desista, tendo em vista que o Banco Central elevou a taxa Selic para 10,5% a.a., o que tornará mais caro as prestações.

Após uma digressão a respeito de cartões de crédito e débito etc, retornamos ao planejamento financeiro. Se após o levantamento das dívidas novas e antigas, prestações por vencer e não pagas, saldos devedores do rotativo, tributos por vencer, matrícula e material escolar, a contabilidade não fecha, isto é, deve-se mais do que se recebe, a única solução é partir para a negociação. Junte todas as dívidas e negocie como pagá-las todas de uma vez. Em uma negociação as partes ganham e o devedor ainda obtém bons descontos pela liquidação total da dívida. Nesse caso, o crédito consignado, normalmente com juros relativamente muito baixos, pode fazer uma grande diferença. Resolvido o problema do endividamento retorne ao orçamento e inicie o ano com as contas no azul.

A maioria das pessoas sabe que poupar e economizar é essencial para o triunfo pessoal e familiar. Logo, não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar, mas devem ter uma reserva financeira para suprir eventualidades ou surpresas desagradáveis (desemprego, doença, acidentes inesperados etc).

Contudo, resolvido o problema do endividamento, haverá uma prestação fixa do empréstimo consignado, assim, utilize o orçamento para estabelecer um percentual que pode variar de 10% a 20% de seus proventos líquidos e faça uma reserva financeira, pois economizar uma parte do que se ganha é apenas uma questão de hábito.

Aprenda a comprar, negocie sempre, embora não seja um hábito cultural brasileiro, peça sempre descontos, pois a margem de lucro do empresariado brasileiro é a maior do mundo, e por esse motivo sempre haverá espaço para um bom desconto e até mesmo um parcelamento maior do débito e sem juros, diferentemente de outros países em que pedir desconto é um hábito. O conselho é barganhe sempre, essa deve ser a regra para fazer bons negócios e comprar o que você deseja. No entanto, só compre se estiver precisando do bem ou serviço, se o preço for adequado ao seu orçamento e se puder pagar a vista.

Portanto, não esqueça, faça planejamento financeiro, fuja de crediários, negocie sempre, peça descontos, utilize o cartão de crédito a seu favor, compre apenas o que precisa e tenha um 2014 com prosperidade.