segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O QUE NÃO É COACHING!
Régis Varão/¹

Muita gente não entende o significado de coaching e constantemente o confunde com consultoria e terapia. Tendo em vista essas confusões resolvi apresentar, de maneira simples, as principais diferenças entre esses temas, e mais que isso mostrar o que não é coaching.

Apresento, a seguir, os diversos conceitos de coaching, consultoria, couseling, mentoring e terapia, conforme descrito em meu trabalho de final de curso apresentado no Instituto Brasileiro de Coaching-IBC para receber o título e certificação internacional da formação de Professional & Self Coach-PSC:

1. Coaching: durante o processo, o Coach (o profissional), através de perguntas, possibilita que o Coachee (cliente) desenvolva seu autodiagnóstico e crie alternativas que o levem a ser quem realmente sempre desejou ser. Fazendo perguntas, verificará quais as vantagens e desvantagens de cada opção, facilitando a escolha do cliente por uma nova carreira. O coaching foca no presente e no futuro. Após definidos o objetivo e a estratégia, como chegar lá, o Coach irá acompanhar todo o processo de mudança ou aprendizado, apoiando e dando o suporte necessário para que o resultado realmente ocorra e que seja de forma mais fácil e consistente. O Coach, não aconselhando, pode, no entanto, apontar soluções, ou seja, pode informar o cliente baseado em sua experiência. Vamos ilustrar a atuação do Coach considerando: (a) ESTADO ATUAL: a pessoa está endividada, com prestações, financiamento da casa própria e colégio dos filhos em atraso, gasta mais do que recebe etc; (b) ESTADO DESEJADO: a pessoa não está endividada, paga suas prestações, o financiamento da casa própria e a prestação do colégio dos filhos em dia, gasta menos do que ganha e faz poupança. O que aconteceu? Utilizando ferramentas e técnicas adequadas, o Coach vai atuar para que o cliente, com problemas financeiros hoje/ESTADO ATUAL, chegue ao ESTADO DESEJADO em boas condições financeiras e qualidade de vida;

2. Consultoria: em um processo de consultoria, o consultor levanta o maior número de informações a respeito do cliente em relação à sua vocação, através de seu passado na escola, os cargos que ocupou ao longo de sua vida, as avaliações de performance que recebeu, discutirá com o cliente o resultado do levantamento, finalizando o processo com uma recomendação, normalmente escrita como um manual ou relatório, e o entrega ao cliente;

3. Counseling: nesse processo, trabalha-se com clientes que se sentem constrangidos ou insatisfeitos com suas vidas. Eles buscam orientações e conselhos, sendo assim, trabalha-se para sanar o problema de um cliente.  Ele atua como um aconselhador do cliente. É o modelo de interação com o cliente que fornece conselhos, metodologias, estruturas e soluções para que ele possa atingir seus próprios objetivos;

4. Mentoring: é um método em que um profissional mais experiente e dono de maior vivência e conhecimento de mundo, dá conselhos e atua como modelo. Esse processo envolve discussões amplas/genéricas, que podem abordar temas fora do contexto do trabalho. Tanto o mentoring quanto o coaching relacionam-se principalmente com as realizações no presente e no futuro. O mentoring é modelo de interação com o cliente, e o orienta através da utilização de exemplos e práticas bem-sucedidas, geralmente decorrentes da experiência, do conhecimento e da vivência própria do mentor;

5. Terapia: tem o foco predominantemente no passado, diferente do coaching que foca no presente e no futuro. A terapia busca diagnosticar e tratar disfunções do cliente e tem a cura como seu objetivo principal. Ela trabalha com pessoas que buscam alívio de sintomas psicológicos ou físicos, e seu objetivo é a cura emocional e o alívio do sofrimento mental. Ela lida com a saúde mental do cliente, enquanto o coaching lida com o seu crescimento mental.

Portanto, é importante compreender as principais diferenças entre essas atividades, principalmente na atuação dos profissionais que trabalham com coaching e com terapia, motivo de grandes confusões.

¹/ Economista com pós-graduação stricto sensu em economia e bacharel em direito. Foi professor universitário durante 23 anos, é ex-servidor do Banco Central. Atua como Coach Financeiro, Coach Executivo e Coach Pessoal. É educador financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança, educação corporativa e conjuntura macroeconômica, com artigos publicados. Para mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

HÁBITOS FINANCEIROS SAUDÁVEIS!
Régis Varão/¹

A grande maioria das pessoas com problemas financeiros decorre da inadequada gestão de seus recursos financeiros. Gastar mais do que ganha, viver constantemente no vermelho, pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, comprar sempre a prestação, são alguns dos motivos que contribuem para que as pessoas tenham uma qualidade de vida financeira ruim.

A má gestão dos recursos financeiros diários decorre, em grande parte, de atitudes e hábitos inadequados e repetitivos na administração das receitas provenientes de salário, pró-labore, bónus, premiações, comissões e outros, e que interferem negativamente no sucesso da vida financeira.

Maus hábitos no trato com o dinheiro podem levar ao endividamento, com danos paralelos, pois pesquisas demonstram que indivíduos endividados ou com problemas financeiros vão ao médico com mais frequência, faltam mais ao trabalho, usam mais atestados médicos, discutem mais com colegas e familiares, estão mais sujeitos a perderam o emprego, reduzem o nível de concentração, diminuem a produtividade e se separam ou divorciam com mais frequência que os indivíduos sem problemas de endividamento.

Mais do que nunca, precisamos de investimentos em educação financeira porque é de fundamental importância tirar grande parte das famílias brasileiras do analfabetismo econômico-financeiro. Para ilustrar o desconhecimento de educação financeira, no caso específico dos juros, um dos princípios que regem o impulso dos consumidores brasileiros ao adquirirem bens e serviços a prazo e com juros exorbitantes, é se as parcelas cabem no orçamento pessoal ou familiar.

Hábitos que ajudam as pessoas e famílias a terem um desempenho positivo e adequado na gestão de suas receitas mensais:

1. Economizar sempre:

Qualquer pessoa sabe ou deveria saber que economizar é essencial para uma vida financeiramente saudável e tranquila. A prosperidade está associada em parte, aos recursos financeiros que são guardados mensalmente em uma reserva financeira. A bíblia faz várias referências à prosperidade, e em Jeremias 29-11 temos: Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Na citação de Jeremias o termo prosperidade está associado à esperança de dias melhores e um futuro com segurança e tranquilidade.

Para atingir a prosperidade, você pode iniciar economizando 5% da renda líquida mensal e gradualmente - elevar esse percentual até atingir 30%, em um prazo de até doze meses. Considere as peculiaridades de cada um, muitas famílias têm avós, pais, filhos e netos morando juntos, nesse caso, esses percentuais servem como indicativo, mas cuidado para não perder qualidade de vida. Muitas vezes 10%, 20% pode ser adequado para uma família padrão - marido, mulher e filhos -, no entanto, um assalariado de alta renda pode guardar entre 25% e 50% de seus rendimentos mensais líquidos sem alterar seu padrão de vida.

Obedeça sempre a regra universal: economize sempre. Muita atenção com os supérfluos. Não precisa ser um “Tio Patinhas”, guardar dinheiro por guardar, tenha um ou mais objetivos bem definidos, estabeleça metas e as discuta com sua mulher e filhos, afinal de contas trata-se da sua família. Transmita aos seus filhos hábitos saudáveis, oriente-os enquanto são jovens e serão adultos responsáveis financeiramente. Economizar parte do que se ganha (10-15% por mês) é um hábito saudável, é simplesmente uma questão de sabedoria. Incorpore esse hábito no seu dia-a-dia e de sua família.

2. Fazer Planejamento Financeiro:

Fazer orçamento pessoal/familiar e gastar menos do que se ganha é questão de bom senso e até de sobrevivência financeira. Faça mensalmente um orçamento pessoal, liste as receitas provenientes de aluguéis, aplicações financeiras, salários, pró-labore, gratificações, bónus, premiações, comissões etc. Relacione os recibos com as despesas realizadas no mês, inclusive os pequenos valores (café espresso, cigarro etc), crie grupos de despesas como alimentação, educação, lazer, moradia, saúde e transporte, isso ajuda nos controles e no planejamento financeiro.

Com receitas e despesas relacionadas já se tem um indicativo para onde está indo o dinheiro, que na maioria das vezes desaparece sem deixar vestígios, é como um grande ralo embaixo de um chuveiro ligado. Ao listar as despesas, observe com muita atenção todos os valores, sem exceção, o que ajudará a tomar conhecimento de sua real situação financeira e a decidir qual a melhor estratégia para realizar o planejamento financeiro.

3. Fazer Reserva Financeira:

Muitos não fazem reserva financeira por desconhecerem e até não compreenderem sua importância. Deve-se reservar um percentual da renda líquida mensal para formá-la, comece com 5% e gradualmente chegue a 30% ou até mais. Todos estão sujeitos a surpresas agradáveis (formatura do filho, casamento da filha, MBA dos filhos, pós-graduação em boa universidade etc); e desagradáveis como perda do emprego, acidentes diversos, doenças em família, gravidez inesperada, desemprego etc.

O ideal é ter uma reserva que seja suficiente para cobrir gastos entre 6 e 12 meses. No entanto, se conseguir formar uma reserva que cubra os gastos equivalentes às despesas totais realizadas em 6 meses, já está bom. Exemplo: se você gasta em média R$ 4.000,00 por mês, incluindo despesas fixas e variáveis, você deveria ter no mínimo R$24.000,00 (6 x R$4.000,00) depositado em banco. Por outro lado, se puder manter em banco o equivalente a um ano de despesas, total de R$48.000,00 (12 x R$4.000,00), seria bem melhor.

Os valores acima podem servir como colchão financeiro em casos de desemprego e dívidas inesperadas, mas também podem ajudar nas despesas com o casamento da filha etc. O objetivo da reserva financeira é atender a demandas inesperadas, sem endividar a família. Ela pode ter destinos diversos, desde que atenda as necessidades e não leve a pessoa ou família a tomar crédito no sistema bancário. Mantenha distância das carteiras de crédito do setor bancário.

4. Observar o Poder dos Pequenos Valores:

Muita gente comete equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes na estrutura global de despesas das famílias. Um simples café expresso de R$5,00, tomado sete vezes por semana fica em R$35,00, que chega a R$140,00 no mês, e atinge R$1.680,00 no ano, em 10 anos temos R$16.800,00, sem considerar os juros incidentes. Um lanche diário de R$9,00, custa R$63,00 por semana, R$252,00 por mês e no ano R$3.024,00. Junte-se a eles o cigarro (R$7,00) e a cerveja com os amigos (R$12,00), e temos um valor razoável.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, de 21.11.13, o “Brasileiro que consome um maço de cigarros por dia durante 50 anos gasta, no mínimo, o equivalente a um Golf zero quilômetro; despesa anual do governo com a saúde dos fumantes soma R$ 21 bilhões.” Somando esses pequenos valores gastos no dia-a-dia, a despesa anual atinge R$11.088,00, um valor elevado que pode reduzir a qualidade de vida da família e nada contribui para uma saúde melhor.

Produtos necessários, como alimentos, vestuário e lazer, poderiam ser adquiridos com esses “pequenos grandes valores” se economizados. Imagine o que você poderia adquirir para sua casa, sua mulher e seus filhos, evitando esses gastos excessivos. Reduza essas despesas pela metade e temos uma sobra de R$5.544,00 (R$11.088,00/2), que pode ajudar na reforma da casa, na troca da velha máquina de lavar roupas e até mesmo nas férias da família. Logo, fique atento ao Poder dos Pequenos Valores.

5. Evitar Compras Parceladas:

Evite comprar a prazo, pois muitas vezes várias pequenas prestações podem levar ao endividamento quando agregadas. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio-CNC, de jan/17, o carnê de loja é o segundo tipo de endividamento preferido das famílias brasileiras com 14,1%, perdendo apenas para o cartão de crédito com 77,3% das preferências, na sequência temos o terceiro lugar com financiamento de carro (10,1%) e crédito pessoal (9,7%).

O segredo do sucesso financeiro é: se não tiver dinheiro para comprar a vista não compre, deixe para o próximo mês, para o próximo semestre ou ano. Antes de abrir a carteira pergunte-se: (a) Eu preciso? (b) Tenho dinheiro? (c) Tem que ser agora? Com apenas uma resposta negativa a qualquer das perguntas, não compre. Se as respostas forem positivas, mesmo assim antes de comprar peça desconto. Proteja seu dinheiro, não faça dívidas, evite compras parceladas, adquira “apenas” o necessário e planeje-se para adquirir algum produto novo, pode ser que você não esteja precisando dele e até em muitos casos pode ter um parecido.

6. Desconfiar da Memória:

A grande armadilha das finanças pessoais é o mau hábito de confiar nas chamadas contas mentais. Anote toda e qualquer despesa, solicite recibos/notas fiscais - o vendedor é obrigado por lei a fornecer os comprovantes - para não ter surpresas desagradáveis no final do mês. Um bom Planejamento Financeiro e o cuidado com os pequenos valores nos gastos do dia-a-dia podem ajudar a evitar as armadilhas preparadas pela memória. Tudo que é gasto é importante, mesmo os pequenos valores, e sempre peça nota fiscal de tudo o que adquirir, pois além de facilitar o controle das despesas pode contribuir para reduzir o IPVA e o IPTU em cidades como Brasília (nota legal) e São Paulo (nota paulista), e até mesmo receber valores em espécie como devolução.

7. Tirar Proveito do Cartão de Crédito:

Pague sempre a fatura integral, não pague o valor mínimo em hipótese alguma, pois os juros incidentes sobre o saldo devedor é o mais elevado do mercado, e ultrapassa dois dígitos ao mês. Segundo dados do Banco Central a taxa média de juros do crédito rotativo do cartão de crédito atingiu 484,57% a.a. (15,85 a.m.) em dez/16, ante 431,38% a.a. (14,93% a.m.) em igual período do ano anterior, mantendo-se no maior patamar da série histórica. O segundo lugar foi para o cheque especial com 328,63% a.a. (12,89% a.m.) em dez/16, ante 287,02% a.a. (11,94% a.m.) observado em dez/15.

Utilize o cartão de crédito a seu favor, cadastre-o em programas de milhagem, que podem ajudar a adquirir passagens gratuitamente, obter descontos em bens e serviços entre outros benefícios. Não leve na carteira cartão de crédito e talão de cheques, os dois juntos podem estimular o consumo desnecessário, coloque apenas um na carteira. Só saia com o cartão de crédito quando estiver realmente precisando de adquirir um produto essencial, como comida, remédio etc.

Portanto, o segredo da prosperidade está em fazer planejamento financeiro, economizar sempre, evitar compras por impulso, fazer reserva financeira, não comprar a prazo, evitar muitas prestações, não pagar juros e manter-se atento ao poder multiplicador dos juros compostos e dos pequenos valores. Bons hábitos reduzem o estresse, melhora o humor e a pressão sanguínea, aumenta a produtividade e ajuda a manter a qualidade e a expectativa de vida das pessoas elevadas. Uma regra de ouro a ser observada: “Para juntar R$ 1 milhão é fundamental resistir a 1 milhão de tentações.”

¹/ Economista com pós-graduação stricto sensu em economia e bacharel em direito. Foi professor universitário durante 23 anos, é ex-servidor do Banco Central. Atua como Coach Financeiro, Coach Executivo e Coach Pessoal. É educador financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança, educação corporativa e conjuntura macroeconômica, com artigos publicados. Para mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS RECUA EM JAN/17
Régis Varão/¹

O percentual de famílias brasileiras endividamento decresceu em jan/17 ante o mês anterior, bem como na comparação anual. O percentual de famílias com contas/dívidas em atraso também apresentou declínio entre dez/16 e jan/17. Por outro lado, o percentual que relatou não ter condições de pagar suas contas em atrasos apresentou elevação em ambas as bases de comparação, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A PEIC é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e abrange todas as capitais do País mais Distrito Federal.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 55,6% em jan/17, com redução de 1 p.p. em relação a dez/16 e -6 p.p. ante jan/16, um declínio significativo em doze meses.

o percentual com dívidas ou contas em atraso chegou a 22,7% em jan/17, ante 23% observado no mês anterior, enquanto ficou em 23,7% em jan/16. Entre as famílias com dívidas/contas em atraso, o tempo médio de atraso chegou a 65 dias em jan/17, ante 64 dias observados em igual período do ano anterior. O percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas dívidas em atraso e que permaneceriam inadimplentes apresentou crescimento na comparação mensal, chegando a 9,3% em jan/17, ante 8,7% em dez/16 e 9% em jan/16.

A redução do número de famílias endividadas - na comparação mensal e anual - foi registrada em ambas as faixas de renda, abaixo de 10 salários mínimos (<10 SM) e acima de 10 (>10 SM). Com relação às famílias que recebem <10 SM, o percentual de famílias endividadas foi de 57,5% em jan/17, ante 58,5% em dez/16 e 63% em jan/16. Já com relação às famílias com renda >10 SM, o percentual de famílias com dívidas caiu de 47,6% em dez/16 para 46,1% no mês seguinte, enquanto em jan/16, o percentual de famílias endividadas nessa faixa de renda era 54,3%.

A proporção de famílias que se declararam muito endividadas subiu de 13,6% em jan/16 para 13,8% em dez/16 e 13,9% em jan/17. A parcela que declarou estar mais ou menos endividada caiu de 22,4% (jan/16) para 20,3% em dez/16 e para 20,2% em jan/17. A parcela de famílias que declararam pouco endividadas passou de 25,5% em jan/16 para 22,6% em dez/16 e para 21,5% em jan/17.

Em janeiro deste ano, por tipo de dívida, o cartão de crédito continua como o mais importante na preferência das famílias endividadas, sendo apontado por 77,3% das famílias, seguido por carnês de lojas por 14,1%, financiamento de carro (10,1%), crédito pessoal (9,7%), financiamento de casa (8%), cheque especial (7,2%), crédito consignado (5,7%) e cheque pré-datado por 1,8%. Já entre as famílias com renda >10 SM, os principais tipos de dívida observados em jan/17 foram o cartão de crédito por 72,2%, financiamento de carro (20,8%), e financiamento de casa (16,5%).

Portanto, o percentual de famílias endividadas continuou recuando em janeiro deste ano ante os últimos quatro meses, como consequência da sazonalidade positiva do período, a proximidade do recebimento do 13º salário que contribui para quitar dívidas e pelas mudanças favoráveis de alguns indicadores como inflação e juros.

¹/ Coach Financeiro, Executivo Coach e Coach Pessoal, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com pós-graduação stricto sensu em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.