ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS RECUA EM JAN/17
Régis Varão/¹
O percentual de famílias brasileiras endividamento decresceu
em jan/17 ante o mês anterior, bem como na comparação anual. O percentual de
famílias com contas/dívidas em atraso também apresentou declínio entre dez/16 e
jan/17. Por outro lado, o percentual que relatou não ter condições de pagar
suas contas em atrasos apresentou elevação em ambas as bases de comparação, segundo
a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação
Nacional do Comércio (CNC). A PEIC é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e abrange
todas as capitais do País mais Distrito Federal.
O percentual de famílias que relataram ter dívidas com
cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja,
empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 55,6% em jan/17, com redução
de 1 p.p. em relação a dez/16 e -6 p.p. ante jan/16, um declínio significativo
em doze meses.
Já o percentual com dívidas ou contas em atraso chegou a 22,7% em jan/17, ante
23% observado no mês anterior, enquanto ficou em 23,7% em jan/16. Entre as
famílias com dívidas/contas em atraso, o tempo médio de atraso chegou a 65 dias
em jan/17, ante 64 dias observados em igual período do ano anterior. O percentual
de famílias que declararam sem condições de pagar suas dívidas em atraso e que permaneceriam
inadimplentes apresentou crescimento na comparação mensal, chegando a 9,3% em
jan/17, ante 8,7% em dez/16 e 9% em jan/16.
A redução do número de famílias endividadas - na
comparação mensal e anual - foi registrada em ambas as faixas de renda, abaixo
de 10 salários mínimos (<10 SM) e acima de 10 (>10 SM). Com relação às
famílias que recebem <10 SM, o percentual de famílias endividadas foi de
57,5% em jan/17, ante 58,5% em dez/16 e 63% em jan/16. Já com relação às
famílias com renda >10 SM, o percentual de famílias com dívidas caiu de
47,6% em dez/16 para 46,1% no mês seguinte, enquanto em jan/16, o percentual de
famílias endividadas nessa faixa de renda era 54,3%.
A proporção de famílias que se declararam muito
endividadas subiu de 13,6% em jan/16 para 13,8% em dez/16 e 13,9% em jan/17. A
parcela que declarou estar mais ou menos endividada caiu de 22,4% (jan/16) para
20,3% em dez/16 e para 20,2% em jan/17. A parcela de famílias que declararam pouco
endividadas passou de 25,5% em jan/16 para 22,6% em dez/16 e para 21,5% em
jan/17.
Em janeiro deste ano, por tipo de dívida, o cartão
de crédito continua como o mais importante na preferência das famílias
endividadas, sendo apontado por 77,3% das famílias, seguido por carnês de lojas
por 14,1%, financiamento de carro (10,1%), crédito pessoal (9,7%),
financiamento de casa (8%), cheque especial (7,2%), crédito consignado (5,7%) e
cheque pré-datado por 1,8%. Já entre as famílias com renda >10 SM, os
principais tipos de dívida observados em jan/17 foram o cartão de crédito por 72,2%,
financiamento de carro (20,8%), e financiamento de casa (16,5%).
Portanto, o percentual de famílias endividadas continuou
recuando em janeiro deste ano ante os últimos quatro meses, como consequência
da sazonalidade positiva do período, a proximidade do recebimento do 13º
salário que contribui para quitar dívidas e pelas mudanças favoráveis de alguns
indicadores como inflação e juros.
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