domingo, 13 de novembro de 2016

THE NEW PRESIDENT OF THE USA IS DONALD TRUMP
Régis Varão/¹

O texto a seguir discute o resultado das eleições nos EUA. É de autoria de Roberta Varão Wiediger, PhD, e está disponível em http://bethwiediger.blogspot.com/2016/11/our-true-color.html?m=1. O tema é relevante tendo em vista o resultado surpreendente e as discussões que se originaram a partir da divulgação do resultado, do erro cometido pelos principais institutos de pesquisa dos EUA e no resto do mundo e do que esperar com a posse do republicado Donald Trump a partir de janeiro do próximo ano.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.
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OUR TRUE COLOR
Roberta Varao Wiediger/¹

And the new President of the United States of America is Donald Trump!!!! That's it! That is who the country elected as the new leader of this great nation.

However, I have never felt sick to my stomach due to the outcome of an election before. This was the first time I have ever voted in my life, the first time! You see, only 1 year ago I became a US citizen, even though I have lived here for 20 years. I was very excited to be able to exert my citizen duty and cast a vote. I thought about how important, and sometimes forgotten, that women were not allowed to vote until 1920. So, not only I, a woman, a new citizen of this great country, would be voting for the first time, but I would also be voting for a woman.

So I was a bit emotional when I went to cast my vote, and afterwards I felt the need to go home and talk to my girls about Susan B. Anthony. I then explained to my girls how important it was for us to vote not just because Susan Anthony fought so hard to give us that voice, but because as a citizen, you should take part in this important event.

Nobody is flawless, the two major candidates were not perfect, because in reality, nobody is. No matter the outcome of the election, some would be happy and some would not. That is what it is, you can't please everyone. And I get this, I understand that, and I am telling myself and my kids that we will be OK. We need to give Trump a chance to show us all, that he can do good. I have to keep telling myself that, I have to, otherwise there is no hope.

But I'm upset. I'm very upset, and I still can't believe that this is real, because it just seems like a very bad joke. What is upsetting to me is not even that Hillary Clinton did not win, but the problem is that Trump was the one who won. Trump, an individual who is the worst role model for our nation, and an individual who does things that we should never do. Trump's behavior during the election, from his vulgar tones to his mockery and cruelty towards others, set a very perverse example of how to attain what you want. He showed the world, that you can win by being arrogant, rude, under prepared and crude. He showed people that money and power are more important than human decency. He showed us that it is acceptable to grope and diminish women. But most importantly, he showed us all that a large percentage of our citizens applaud these types of behavior.

This election told us more about ourselves as individuals than about Trump. This entire process shed light in the fact that there is a lot more darkness in our country then we wish there was. Trump winning showed us just how much hatred, misogyny and discrimination there really are in the USA.  Who knows, but maybe he did us all a favor and got people to expose their true colors.

¹/ PhD from Washington State University (WSU) with emphasis in Neuroscience, Master of Science in Psychology from WSU with emphasis on Human Behavior and Bachelor of Science in Psychology from Eastern Oregon University. Member of the American Psychological Association (APA), the Illinois Community College Faculty Association (ICCFA) and the Society for the Teaching of Psychology (STP). Psychology Professor at Lincoln Land Community College in Springfield, IL,USA.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS CAI EM OUT/16
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias caiu em out/16 ante o mês anterior, mas declinou na comparação com out/15. Já o percentual de famílias com contas/dívidas em atraso apresentou queda tanto em relação a set/16 quanto em relação ao mesmo período de 2015.

O percentual de famílias que relata sem condições de pagar as contas em atraso também declinou na comparação mensal, não obtendo o mesmo resultado ante out/15, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A pesquisa é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e contempla todas as capitais do País mais Distrito Federal.

Com relação às famílias que relatam ter dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro chegou a 57,7% em out/16, com redução de 0,5 p.p. em relação a set/16 e -4,4 p.p. ante out/15.

Já o percentual com dívidas ou contas em atraso atingiu 23,8% em out/16, ante 24,6% observado no mês anterior, e acima do percentual de out/15 com 23,1%. O percentual de famílias que declarou sem condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, assim, permaneceriam inadimplentes também recuou na comparação mensal, chegando a 9,4% em out/16, ante 9,6% em set/16 e 8,5% em out/15.

Entre os dois grupos de renda pesquisados, abaixo de 10 salários mínimos (<10 SM) e acima de 10 salários mínimos (>10 SM), o recuo do percentual de famílias endividadas foi observado no grupo de menor renda, na comparação mensal. Já na comparação anual, houve redução em ambos os grupos.

Quanto às famílias com contas em atraso houve comportamento semelhante nos dois grupos de renda pesquisados, na comparação mensal. No grupo <10 SM, o percentual com contas ou dívidas em atraso recuou de 27,8% para 27% no período set-out/16. Em out/15, 26% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso, enquanto no grupo >10 SM, o percentual de inadimplentes atingiu 10,3% em out/16, ante 11,2% em set/16 e 10,9% em out/15.

A proporção de famílias que declara muito endividada caiu entre 14,4% em set/16 para 14,2% em out/16. Na comparação anual, houve incremento de 0,3 p.p. Entre out/15 e out/16, a parcela que declarou estar mais ou menos endividada caiu de 22,6% para 20,8%, e a parcela pouco endividada passou de 25,6% para 22,7% do total de famílias.

Em outubro deste ano, por tipo de dívida, o cartão de crédito continua na preferência das famílias endividadas, sendo apontado como um dos principais tipos de dívida por 77,1% das famílias, seguido por carnês de lojas com 14,1%, financiamento de carro (10,2%), crédito pessoal com 9,8%, financiamento de casa (8%), cheque especial com 6,8% e crédito consignado com 5,2%. Já entre as famílias com renda >10 SM, os principais tipos de dívida apontados em out/16 foram o cartão de crédito com 72,5%, financiamento de carro (21,1%), e financiamento de casa com 16,4%.

Portanto, o percentual de famílias endividadas recuou em outubro deste ano ante o mês anterior e frente a out/15. O alto custo do crédito, devido em grande parte às elevadas taxas de juros, mais o grande contingente de desempregados, vem contribuindo para manter o nível de consumo retraído, o que tem pressionado o endividamento das famílias para baixo.


¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ELEIÇÕES NORTE-AMERICANAS 2016
Régis Varão/¹

A publicação do texto 2016 USA ELECTION - MAY GOD HELP US ALL!, http://bethwiediger.blogspot.com.br/?m=1, de Roberta Varão Wiediger, PhD, deve-se à relevância do tema para as relações políticas e comerciais dos EUA com o resto do mundo, que poderão sofrer abalos com a vitória do republicano Donald Trump.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

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2016 USA ELECTION - MAY GOD HELP US ALL!
Roberta Varao Wiediger/¹

Wow! That's the first thing that comes to mind when I think of this election. Wow!!!

It seems like a bad joke, or maybe just a very bad dream. I can't believe that someone like Trump could make it this far into the election process. Who knows, perhaps I will wake up one day and realize that this was just a bad dream, and that people do have the common sense to not want someone like that to lead us.

The more I watch this man on television the more hopeless I get. This is the exact type of person I teach my kids to stay away from. His actions are the exact type of behavior that I teach my kids not to do. He is who I will teach my baby boy not to be, and he is who I will teach my pre-teen girls to stay away from. He is everything that I don't want my kids to be..... And how can I explain to them that he may be the next president of the United States.

I used to believe that being the president was the most prestigious, most influential, and most important position someone could ever attain. And that scares me! How can we have someone in the oval office like him??? He is disrespectful, he bullies his way around the world, he is immature, he is rude, he is arrogant, he is inexperienced, and he believes he is better than everyone.

This man does not inspire others to be tolerant of diversity, even though we live in a world that is filled with different races. How can you relate to others, how can you make allies with others, and how can you bring people together, when your morals and values are so corrupted by money and the need for power?

What upsets me the most is that people are okay with having a "bully" for president. The contradiction is painful! We teach kids to not be bullies, but our future president could be the biggest bully we have ever been explicitly exposed to. Instead of reprimanding him, some are applauding his immature behavior. What happened to simple human decency ?????


¹/ PhD from Washington State University (WSU) with emphasis in Neuroscience, Master of Science in Psychology from WSU with emphasis on Human Behavior and Bachelor of Science in Psychology from Eastern Oregon University. Member of the American Psychological Association (APA), the Illinois Community College Faculty Association (ICCFA) and the Society for the Teaching of Psychology (STP). Psychology Professor at Lincoln Land Community College in Springfield, IL,USA.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

MERCADO REDUZ PROJEÇÕES DOS PREÇOS PARA 2016
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de nove variáveis para 2016 e de sete para 2017, de um total de quinze. A seguir, a análise de oito indicadores selecionados:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 7.10.16 corrige para baixo a estimativa do índice para 7,04% em 2016, ante 7,36% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 9.10.15 estima em 6,05% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa desta semana reduz para 5,06% a projeção do mercado para o IPCA no próximo ano, de 5,12% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 7.10.16 reduz a projeção do índice para 7,59% em 2016, de 8,03% registrado há um mês, enquanto o relatório de 9.10.15 eleva a expectativa do mercado para 5,86% para este ano. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada ontem mantém a expectativa do IGP-DI em 5,50%, pela sétima semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa divulgada segunda-feira mantém a expectativa do mercado em R$/U$3,25, na comparação mensal, para o final deste ano. Ainda com relação a 2016, o Focus de 9.10.15  eleva o câmbio para R$/U$4,15. Para 2017, a pesquisa de 7.10.16 mantém inalterada a taxa de câmbio em R$/U$3,40, ante a semana anterior, e cai quando comparada há quatro semanas (R$/U$3,45);

(d) Taxa Selic (% a.a.): o relatório Focus de 7.10.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,75% a.a. para o final de 2016, nas últimas oito semanas, enquanto a pesquisa de 9.10.15 eleva a projeção dos juros para 12,63% a.a., na comparação mensal. A pesquisa divulgada ontem mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas últimas cinco semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 7.10.16 corrige para -3,15% o declínio do indicador em 2016, ante variação negativa de 3,18% verificada há trinta dias. A pesquisa de 9.10.15 eleva a expectativa de decréscimo do PIB para -1,20% em 2016. Já para 2017, a pesquisa divulgada ontem mantém em +1,30% a projeção de crescimento do PIB;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 7.10.16 mantém o declínio da atividade industrial em -5,96% para 2016, ante queda de 5,93% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 9.10.15 a projeção de declínio do setor industrial para 2016 está em -1%, de +0,50% observado há um mês. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada segunda-feira eleva o crescimento da indústria para +1,11%, de +0,50% apresentado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 7.10.16 reduz a projeção do superávit comercial para U$49,18 bilhões em 2016. A pesquisa de 9.10.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$25 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$45 bi a projeção do superávit comercial, de U$47,55 bi registrados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 7.10.16 mantém a estimativa do IDP em U$65 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas dez semanas, enquanto o relatório de 9.10.15 reduz para U$60 bi a estimativa para aquele ano. Com relação a 2017, a última pesquisa Focus divulgada mantém em U$65 bilhões a projeção do IDP, pela décima terceira semana consecutiva.

Portanto, embora alguns índices de expectativa tenham apresentado melhora nas últimas semanas, o que não configura tendência, o cenário de curto prazo não está bom, tendo em vista o elevado desemprego, queda nas vendas do comércio, inflação e juros elevados.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

MELHORA A CONFIANÇA DO CONSUMIDOR EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores com relação à situação atual e às expectativas econômicas pessoais e do País para meses futuros. O índice representa o sentimento dos brasileiros quanto à situação e às expectativas econômicas das pessoas e do País.

Segundo o INEC de set/16, a confiança do consumidor apresenta desempenho positivo ao registrar elevação de 1,1%. É o terceiro mês consecutivo sem queda na comparação mensal. Em jun/16 (+0,2%), o INEC havia registrado estabilidade, e em jul/16 (+0,8%) crescimento. Na comparação anual, o INEC aumenta 7,1% em set/16. Apesar do momento favorável, o índice permanece 5,3% abaixo de sua média histórica (108,9). A maioria dos índices que compõem o INEC registra mais otimismo na comparação mensal.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: os índices de expectativas de inflação registraram elevação de 3,6% em set/16, quando chegou a 114,7 pontos, ante ago/16, e subiu 21,1% com relação a igual período de 2015 (94,7 pontos). Segundo dados da CNI, houve melhora da expectativa dos consumidores quanto à evolução futura da inflação, no período ago-set/16. Em set/16, o indicador apresentou o maior valor desde mai/16 (126,5 pontos). Fora o quinto mês de 2016, set/16 apresenta o maior valor registrado no ano;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram crescimento de 2,4% em set/16 (116,8 pontos), frente ao mês anterior, e subiu 14,8% ante set/15 (101,7 pontos), o que evidencia uma melhora na expectativa dos entrevistados quanto à evolução futura do desemprego. Fora mai/16 com 125,6 pontos, o melhor desempenho do indicador no ano foi setembro;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal apresentaram declínio de 2,4% em set/16 quando chegou a 92,7 pontos, ante o mês anterior, e apresentou incremento de 7% com relação à set/15 (86,6 pontos). Na comparação mensal, o dado de set/16 demonstra piora nas expectativas dos entrevistados quanto à evolução da renda, enquanto na análise anual registra melhora;

(d) Compras de Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor, o indicador de set/16 (110,1 pontos) registrou decréscimo de 0,9% com relação ao mês anterior, e caiu 2,7% ante set/15 (113,2 pontos). Entre os seis componentes do INEC, esse indicador foi o único a registrar decréscimo na comparação mensal e anual. Cabe observar que o indicador de setembro apresentou o pior desempenho no ano;

(e) Endividamento: o indicador de endividamento apresentou elevação de 2,7% em set/16 (97,8 pontos) quando comparado ao mês anterior, e registrou incremento com relação à set/15 quando chegou a 91,8 pontos, o que mostra aumento da expectativa quanto ao crescimento do endividamento dos consumidores no período. Em set/16, o indicador de endividamento do consumidor chegou ao maior nível observado desde dez/15 (92,7 pontos);

(f) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, houve melhora nas expectativas em set/16 (90,8 pontos), quando registrou crescimento de 3,1% frente ao mês anterior, e subiu 8% ante set/15 quando chegou a 84,1 pontos. O mês de setembro de 2016 foi o melhor desempenho do indicador no ano.

Portanto, a maioria dos indicadores que compõem o INEC registra desempenho positivo na comparação mensal e anual, o que mostra mais otimismo por parte dos consumidores.


¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS CONTINUA ELEVADO
Régis Varão/¹

O percentual de famílias endividadas subiu em set/16 ante o mês anterior, mas reduzindo na comparação com igual período de 2015. Já o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso apresentou elevação em relação a ago/16, mantendo a tendência de alta ante set/15. Percentual de famílias que relatou sem condições de pagar as contas em atraso cresceu na comparação mensal e anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A pesquisa é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e contempla todas as capitais do País mais Distrito Federal.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 58,2% em set/16, um aumento com relação a ago/16 (58%), interrompendo seis meses consecutivos de queda. No entanto, o indicador apresentou declínio em relação a set/15, quando ficou em 63,5%.

Com relação à elevação do percentual de endividadas, as famílias com dívidas ou contas em atraso também apresentaram crescimento em set/16, na comparação mensal, de 22,9% para 24,6% do total. A inadimplência subiu ante set/15, quando o indicador chegou a 23,1%. O percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas/dívidas em atraso e que permaneceram inadimplentes subiu nas duas bases de comparação, chegando a 9,6% em setembro deste ano, ante 9,4% observado no mês anterior e 8,6% em set/15.

Entre os grupos de renda pesquisados, abaixo de dez salários mínimos (<10 SM) e acima de dez salários mínimos (>10 SM), o crescimento do percentual de famílias endividadas foi verificado em ambos os grupos, na comparação mensal. Já na comparação anual, houve declínio em ambos os grupos. Entre as famílias que ganham <10 SM, o percentual daquelas com dívidas foi de 59,9% em set/16, ante 59,5% em ago/16 e 65,1% em set/15. Entre as famílias com renda >10 SM, o percentual das endividadas decresceu de 50,6%, em ago/16, para 49,8% no mês seguinte. Em set/15, o percentual de famílias endividadas nesse grupo de renda era 55,6%.

O percentual de famílias que declarou não ter condições de pagar suas contas em atraso também apresentou comportamentos semelhantes em ambas as bases de comparação (mensal e anual). Na faixa de renda >10 SM, o indicador atingiu 3,9% em set/16, ante 4,5% no mês anterior e 2,7% em set/15. No grupo com renda <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos subiu de 10,5% em agosto para 11% em set/16, enquanto houve alta de 0,5 p.p. em relação a set/15.

A proporção de famílias muito endividadas caiu no período ago-set/16, de 14,6% para 14,4% do total. Na comparação anual, houve elevação de 0,5 p.p. Na comparação entre set/15 e set/16, as famílias que declararam estar mais ou menos endividada caiu de 24,2% para 20,9%, e a parcela pouco endividada reduziu de 25,3% para 22,9%.

Em setembro deste ano, por tipo de dívida, o cartão de crédito continua na preferência das famílias endividadas, sendo apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,3% das famílias, seguido por carnê de loja com 14,8%, financiamento de carro (10,9%), crédito pessoal com 9,8%, financiamento de casa (8%), cheque especial com 7,2% e crédito consignado com 5,9%.

O percentual de famílias endividadas cresceu em setembro deste ano, repetindo o resultado positivo de ago/16. Já na comparação com igual mês de 2015, esse indicador registrou decréscimo de 5,3 p.p. A queda do poder aquisitivo da população, decorrente, em parte, da elevada inflação, tem contribuído para pressionar para baixo o nível de consumo que aliado ao elevado custo do dinheiro e do crédito têm contribuído para reduzir o endividamento das famílias.

Portanto, a proporção de famílias com dívidas em atraso cresceu em set/16, bem como daquelas que relataram sem condições de pagar suas dívidas/contas em atraso. Na comparação com set/15, houve piora de ambos os indicadores de inadimplência e um número crescente de famílias apresentou dificuldade de pagar suas contas em dia. O crédito consignado continuou em set/16 (5,9%) no mesmo patamar do mês anterior, o que é positivo tendo em vista tratar-se do crédito mais barato praticado pelo mercado financeiro nacional.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

MERCADO CONTINUA CORRIGINDO SUAS PROJEÇÕES!
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada no início desta semana pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de oito variáveis para 2016 e onze para 2017, de um total de quinze. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 23.9.16 corrige para baixo a estimativa do índice para 7,25% em 2016, ante 7,34% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 25.9.15 estima em 5,87% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa desta semana reduz para 5,07% a projeção do mercado para o IPCA no próximo ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 23.9.16 reduz a projeção do índice para 8% em 2016, de 7,74% registrado há um mês, enquanto o relatório de 25.9.15 mantém a expectativa do mercado em 5,75% para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada nesta semana mantém a expectativa do IGP-DI em 5,50%, pela quinta semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa divulgada no início da semana reduz a expectativa do mercadão para R$/U$3,29, na comparação mensal, para o final deste ano. Ainda com relação a 2016, o Focus de 25.9.15  mantém o câmbio em R$/U$4. Para 2017, a pesquisa de 23.9.16 mantém inalterada a taxa de câmbio em R$/U$3,45, pela quinta semana consecutiva;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o relatório Focus de 23.9.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,75% a.a. para o final de 2016, nas últimas seis semanas, enquanto a pesquisa de 25.9.15 eleva a projeção dos juros para 12,50% a.a., na comparação mensal. A pesquisa divulgada nesta semana mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas últimas semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 23.9.16 corrige para -3,14% o declínio do indicador em 2016, ante variação negativa de 3,16% verificada há trinta dias. A pesquisa de 25.9.15 eleva a expectativa de decréscimo do PIB para -1% em 2016. Já para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana reduz para +1,30% a projeção de crescimento do PIB, ante +1,23% observado há quatro semanas;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 23.9.16 mantém o declínio da atividade industrial em -5,93% para 2016, ante queda de 5,98% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 25.9.15 a projeção de crescimento do setor industrial para 2016 apresenta variação negativa de 0,60%, de +0,89% observado há um mês. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira mantém o crescimento da indústria em +1%, de +0,50% apresentado no Focus há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 23.9.16 mantém a projeção do superávit comercial em U$50 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas seis semanas. A pesquisa de 25.9.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$23,50 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$46,83 bi a projeção do superávit comercial, de U$49,81 bi registrados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 23.9.16 mantém a estimativa do IDP em U$65 bilhões para 2016, valor verificado nos últimos dois meses, enquanto o relatório de 25.9.15 reduz para U$62,30 bi a estimativa para 2016. Com relação a 2017, a última pesquisa Focus divulgada mantém em U$65 bilhões a projeção do IDP, pela décima primeira semana consecutiva.

Assim sendo, embora alguns indicadores de expectativas tenham apresentado melhora, a situação da economia brasileira continua ruim, com alto desemprego, vendas do comércio em queda, inadimplência e inflação elevados e juros abusivos. A população continua aguardando medidas que possam gerar crescimento da atividade econômica e como consequência aumento do emprego.


¹/ Coach Financeiro, Executive Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.