ATITUDES QUE LEVAM
AO SUCESSO
Consultor
Régis Varão
Muitas das dificuldades por que passam
pessoas e famílias decorrem de descontroles nos gastos e da inadequada gestão
dos recursos financeiros no dia-a-dia.
Gastar mais do que se ganha, pagar juros e
multas, endividar-se desnecessariamente, pagar o valor mínimo da fatura do
cartão de crédito, fazer muitas prestações, são algumas das coisas que
contribuem para que as pessoas e as famílias tenham uma qualidade de vida
emocional e financeira ruim.
Nosso comportamento decorre de atitudes,
hábitos antigos que podem ser bons ou ruins, mas que interferem fortemente no
sucesso e no desempenho de nossa vida financeira.
A seguir, alguns hábitos que contribuem
para o desempenho, positivo ou negativo, de nossas finanças pessoais:
1.
Economizar sempre:
Uma das maiores fraquezas do ser humano é a
tendência de gastar mais do que ganha. Qualquer pessoa bem sucedida sabe que
economizar dinheiro é essencial para o triunfo pessoal e familiar. As pessoas
não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar, tio Patinhas já era. Você
pode economizar 10%, 15% e até 20% de seus proventos líquidos e ter boa
qualidade de vida. Economizar uma pequena parte do que se ganha é apenas uma
questão de hábito positivo.
2.
Planejamento financeiro:
É importante para o sucesso financeiro das
pessoas e famílias praticar o planejamento financeiro. Tente fazer um
orçamento pessoal ou familiar, e nesse documento liste receitas e despesas realizadas
na semana, no mês etc. Relacione as despesas por grupos, como Alimentação,
Saúde, Moradia, Transporte, Lazer etc, que ajuda no estabelecimento de metas,
levando ao controle e administração das despesas.
3.
Aumentar as receitas:
É comum as pessoas dizerem espantadas, no
final do mês, que o dinheiro acabou antes do tempo. Isso se deve principalmente
à falta de planejamento financeiro e organização na hora de adquirir bens e
serviços. Na realidade falta é Educação Financeira aos contumazes gastadores.
Em alguns casos o salário é pequeno para tantos gastos, nesse caso, o
ideal é buscar novas alternativas de renda extra, como dar aulas noturnas,
aulas particulares, vendas de cosméticos, bijuterias, bombons etc.
4.
Cartão de crédito:
Muitas vezes, quando mal administrado,
torna-se grande vilão. Pague sempre a fatura integral, nunca pague o valor
mínimo, pois os juros incidentes sobre o saldo devedor é o mais elevado do
mercado, e pode chegar a dois dígitos, em muitos casos pode ultrapassá-lo. Utilize
o cartão de crédito a seu favor, cadastre-o em programas de milhagem e
fidelidade, que pode ajudar a adquirir passagens gratuitamente ou com
descontos, promoções em restaurantes entre outras vantagens. Uma dica, quando
sair com o cartão de crédito evite levar o talão de cheques ou vice-versa.
5.
Pequenos grandes números:
O grande erro das pessoas é pensar que
pequenos valores não são importantes, o que é um perigo. Uma simples xícara de
café expresso custa R$ 4,00, tomada seis vezes por semana fica em R$ 24,00,
chega a R$ 96,00 no mês, e atinge R$ 1.152,00 no ano, um lanche rápido sai
próximo de R$ 8,00 por dia, no mês fica em R$ 192,00. Junte-se a eles uma
carteira de cigarro por dia (R$ 5,50) e mais uma cerveja com os amigos (R$
5,50). Somando esses pequenos valores o gasto diário fica em R$ 23,00, na
semana sobe para R$ 138,00, no mês atinge R$ 552,00, e no final do ano você
gastou a pequena grande quantia de R$ 6.624,00, e com certeza não estará com a
saúde melhor. Portanto, não desconsidere o poder dos pequenos valores.
6.
Guardar recibos:
Tudo que é gasto é importante no
planejamento financeiro, mesmo os pequenos valores (peça nota fiscal sempre),
pois além de contribuir para reduzir o IPVA e o IPTU no nota legal (DF) e na
nota paulista (SP), contribui para o controle dos pequenos gastos muitas vezes
esquecidos.
7.
Não confiar na memória:
A grande armadilha das finanças pessoais é
o péssimo hábito de confiar nas chamadas contas mentais. Não confie na memória,
anote tudo e guarde todos os recibos para não ter surpresas desagradáveis no
final do mês.
8.
Reserva Financeira:
Muitos não trabalham com reserva financeira
por desconhecerem sua importância. Deve-se reservar um percentual mensal da
renda líquida para formá-la. Todos estamos sujeitos a surpresas desagradáveis
como desemprego, doenças em família e acidentes inesperados. A reserva
financeira serve para atender esses eventos atípicos. Ela deve representar
entre 3 e 6 vezes o valor da renda líquida mensal do interessado.
9.
Compras parceladas:
Evite ao máximo comprar a prazo, pois
muitas vezes as prestações podem, quando não planejadas, criar grandes
desconfortos, e até mesmo levar ao endividamento, pelo excesso de parcelas com
a mesma data de vencimento.
10.
Negociar sempre:
Embora não seja um hábito cultural
brasileiro, discuta sempre descontos, pois sendo a margem de lucro do
empresário brasileiro uma das maiores do mundo, sempre haverá espaço para
descontos e até mesmo um parcelamento maior sem juros. Barganhe sempre, essa é
a regra para obter bons negócios, ou melhor boas compras.
Não desanime, faça planejamento financeiro,
evite compras por impulso, e o que é mais importante livre-se dos maus hábitos
de consumo. Os bons hábitos de consumo ajudam a reduzir o estresse, e contribui
fortemente para melhorar a qualidade de vida presente e futura dos envolvidos.
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