terça-feira, 31 de maio de 2016

MELHORA A CONFIANÇA DO CONSUMIDOR BRASILEIRO EM MAIO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores brasileiros com relação à situação atual e às expectativas econômicas pessoais e do País para os próximos meses. O índice representa o sentimento dos brasileiros quanto à situação e às expectativas econômicas das pessoas e do País. Quanto maior o valor do índice, mais otimista é a avalição dos consumidores.

O INEC registra 105,2 pontos em mai/16, um crescimento de 7,9% na comparação com abr/16 (97,5 pontos) e de 6,6% frente a maio do ano anterior (98,7 pontos). Com esse desempenho, o índice atinge o maior valor desde jan/15, quando registrou 104,2 pontos. Apesar desse incremento significativo, o índice permanece em patamar baixo, 3,6% inferior à média histórica, que é 109,2 pontos, o que dificulta uma recuperação mais forte do consumo no momento atual.

Por outro lado, o crescimento em maio deste ano, se deve principalmente à melhora das expectativas dos consumidores em relação à inflação, ao nível de emprego e à renda nos próximos meses. Os indicadores de situação financeira e de endividamento mostram melhora, mas ainda permanecem baixos, diferentemente dos demais componentes do INEC.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: os índices de expectativas de inflação registraram elevação de 23,2% em mai/16, quando atingiu 126,5 pontos, ante abr/16, e subiu 36,8% com relação a igual período de 2015 quando chegou a 92,5 pontos. Pode-se afirmar que houve melhora da expectativa dos consumidores quanto à evolução futura da inflação, segundo os dados da CNI referentes ao período abr-mai/16, tendo em vista que o mês de mai/16 registrou o maior valor desde out/10, quando atingiu 131,5 pontos. Cabe observar que fora abril e maio, o maior valor registrado em 2016 foi 98,7 pontos em março;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram crescimento de 15,2% em mai/16, quando atingiu 125,6 pontos, frente ao mês anterior, e subiu 30,8% ante mai/15, o que evidencia uma melhora na expectativa dos entrevistados quanto à evolução futura do desemprego. Fora maio, o melhor desempenho do indicador no ano ficou em fev/16 com 110,5 pontos;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal apresentaram incremento de 9,8% em mai/16 quando atingiu 96,6 pontos, ante o mês anterior, e apresentou decréscimo de 2,8% com relação à mai/15 (99,4 pontos). Na comparação mensal, o dado de mai/16 demonstra melhora nas expectativas dos entrevistados quanto à evolução da renda, enquanto na análise anual registra queda;

(d) Compras de Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor, houve decréscimo de 0,6% em maio deste ano, quando atingiu 110,9 pontos, frente à abr/16, e apresentou crescimento de 1,5% ante mai/15 com 109,3 pontos. Entre os seis componentes do INEC, esse indicador foi o que apresentou a menor variação positiva frente a maio de 2015. Cabe observar que o período abr-mai/16 apresentou o pior desempenho no ano, o que demonstra arrefecimento nas expectativas quanto a compras de bens de maior valor;

(e) Endividamento: o endividamento apresentou elevação de 6,1% em mai/16 (95,4 pontos) quando comparado ao mês anterior, e registrou estabilidade com relação à mai/15 (95,4 pontos), o que mostra um maior nível de endividamento dos consumidores no período abr-mai/16. Em 2016, o indicador de endividamento do consumidor em maio só ficou abaixo do observado em jan/16 quando atingiu 97 pontos;

(f) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, houve melhora nas expectativas em mai/16 (86,4 pontos), quando registrou crescimento de 4,5% frente ao mês anterior. Já na comparação anual, houve declínio de 6,6% em maio deste ano frente à mai/15 quando registrou 92,5 pontos.

Portanto, as expectativas dos consumidores brasileiros em relação à inflação, ao nível de emprego, à renda nos próximos meses, a situação financeira e o endividamento apresentaram melhora, na comparação mensal, embora os dois últimos ainda permanecem baixos.


¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB) continua revisando parte das projeções do mercado para este ano e para o próximo. A pesquisa é realizada semanalmente, contempla 15 variáveis e é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias. A seguir, uma análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 27.5.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,06% em 2016, ante 6,94% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa realizada em 29.5.15 mantém inalterada a projeção do índice em 5,50%. Para 2017, o Focus divulgado hoje mantém em 5,50% a estimativa do mercado, ante 5,72% registrado há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado divulgado hoje mantém a projeção do índice em 7,20% para 2016, de 7,12% observado há um mês, enquanto o relatório de 29.5.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz a expectativa do IGP-DI para 5,56%, ante 5,60% divulgada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado hoje reduz a estimativa do câmbio para R$/U$3,65 em 2016, ante R$/U$3,72 divulgado há um mês. Ainda com relação a 2016, o Focus de 29.5.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30, pela oitava semana consecutiva. Para 2017, o Focus de 27.5.16 corrige para baixo a expectativa do câmbio para R$/U$3,85, de R$/U$3,91 observado há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 27.5.16 eleva a taxa de juros para 12,88% a.a., ante 13,25% a.a. observado no Focus há um mês, enquanto a pesquisa de 29.5.15 mantém a projeção dos juros em 12% a.a. para 2016. O relatório Focus desta semana reduz a projeção dos juros para 11,25% a.a. para o final de 2017, ante 11,75% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa Focus de 27.5.16 continua corrigindo para baixo a expectativa de declínio do PIB em 2016 para -3,81%, frente ao declínio de 3,89% do relatório divulgado há trinta dias. A pesquisa de 29.5.15 mantém estável em +1% a expectativa de crescimento do PIB para 2016. Com relação a 2017, a pesquisa divulgada hoje eleva para +0,55% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,40% observado há um mês. O mercado embora pessimista, após meses, corrigiu menos o ainda negativo desempenho da atividade econômica para 2016 e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 27.5.16 mantém estável o declínio da atividade industrial em -6% para este ano, ante a variação negativa de 5,83% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 29.5.15 mantém estável em +1,50% o crescimento da indústria para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa desta semana mantém o crescimento do setor industrial em +0,90%, de +0,50% registrado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 27.5.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$50 bilhões em 2016, ante U$48 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 29.5.15 mantém estável a estimativa do superávit comercial em U$10 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, pela oitava semana consecutiva;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 27.5.16 corrige para baixo a estimativa do IDP, U$58,64 bilhões, para o final de 2016, ante U$58 bi verificada há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bilhões, pela quinta semana consecutiva.

Portanto, ainda é muito cedo para o mercado reagir positivamente às mudanças da equipe econômica ainda em formação, embora continue gravíssima a situação política e econômica do País. O novo governo enfrentará muitos desafios até conseguir melhorar as expectativas do mercado e gerar satisfatório nível de empregos na economia.


¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

PESSIMISMO CONTINUA MESMO MUDANDO GOVERNO
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB) revisa grande parte das projeções do mercado para este ano e para 2017. A pesquisa é semanal, contempla 15 indicadores, e é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 20.5.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,04% em 2016, ante 6,98% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa realizada em 22.5.15 mantém inalterada a projeção do índice em 5,50%. Para 2017, o Focus divulgado hoje mantém em 5,50% a expectativa do mercado, ante 5,80% registrado há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado divulgado hoje eleva a projeção do índice para 7,20% este ano, de 7,19% observado há um mês, enquanto o relatório de 22.5.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz a expectativa do IGP-DI para 5,56%, ante 5,59% divulgada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado hoje reduz a estimativa do câmbio (R$/U$3,67) para o final deste ano, ante R$/U$3,80 divulgado há um mês. Ainda com relação a 2016, o Focus de 22.5.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30, pela sétima semana consecutiva. Para 2017, o Focus de 20.5.16 corrige para baixo a expectativa do câmbio para R$/U$3,88, de R$/U$4,00 observado há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 20.5.16 reduz a taxa de juros, final de 2016, para 12,75% a.a., ante 13,25% a.a. observado no Focus há um mês, enquanto a pesquisa de 22.5.15 eleva a projeção dos juros para 12% a.a. em 2016. O relatório Focus divulgado hoje reduz a projeção dos juros para 11,38% a.a. para o final de 2017, ante 12% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa Focus desta semana continua corrigindo para baixo a expectativa de declínio do PIB em 2016 para -3,83%, frente ao declínio de 3,88% do relatório divulgado há trinta dias. Já o relatório de 22.5.15 mantém estável em +1% a expectativa de crescimento do PIB para este ano. Com relação ao próximo ano, a pesquisa de 20.5.16 mantém estável em +0,50% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,30% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho da atividade econômica em 2016 e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje corrige o declínio da atividade industrial em 2016 para -6%, ante queda de 5,80% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 22.5.15 mantém estável em +1,50% o crescimento da indústria para 2016. Para 2017, a pesquisa de 20.5.16 eleva o crescimento da atividade industrial para +0,90%, de +0,54% registrado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.5.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$49,57 bilhões em 2016, ante U$48 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 22.5.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$10 bilhões em 2016. Para o próximo ano, o Focus divulgado hoje mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, pela sétima semana consecutiva;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.5.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$59,28 bilhões para o final de 2016, ante U$55,10 bi há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 eleva para U$65 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bi, pela quarta semana consecutiva.

Portanto, ainda é muito cedo para que o mercado reaja e melhore suas expectativas, embora as mudanças no planalto e na equipe econômica possam ajudar nas próximas semanas. Os agentes econômicos aguardam as medidas a serem adotadas pela nova equipe econômica, embora todos tenham consciência de que a situação econômica do Brasil é gravíssima e requer fortes ajustes. A população pagará um preço elevado pela irresponsabilidade fiscal do governo anterior.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 17 de maio de 2016

NOVO GOVERNO NÃO MELHORA O PESSIMISMO DO MERCADO
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisa grande parte das projeções do mercado para 2016, exceto IPCA, câmbio, juros e preços administrados. Para o próximo ano foram mantidos inalterados seis indicadores. A pesquisa tem periodicidade semanal, é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, e contempla 15 indicadores. Esta análise aborda oito variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 13.5.16 mantém inalterada em 7% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,08% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa realizada em 15.5.15 reduz a projeção do índice para 5,50%. Para 2017, o Focus divulgado ontem reduz a estimativa do IPCA para 5,50%, ante 5,93% registrado há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado desta semana eleva a projeção do índice para 7,10% este ano, de 7,03% observado na semana anterior, e 7,22% há um mês, enquanto o relatório de 15.5.15 mantém inalterada em 5,50% a estimativa do índice para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada esta semana eleva a expectativa do IGP-DI para 5,60%, ante 5,50% divulgada há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado ontem mantém a estimativa do câmbio em R$/U$3,70, ante R$/U$3,80 divulgada há um mês. Ainda com relação a 2016, o Focus de 15.5.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30. Para 2017, o Focus de 13.5.16 mantém a expectativa do câmbio em R$/U$3,90, de R$/U$4,00 observado há trinta dias. A taxa de câmbio tem apresentado grande volatilidade nas últimas semanas, devido, basicamente à atual conjuntura político-econômica;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 13.5.16 mantém os juros, final de 2016, em 13% a.a., ante 13,38% a.a. observado no Focus divulgado há um mês, enquanto a pesquisa de 15.5.15 eleva a projeção dos juros para 11,75% a.a. para este ano. O relatório Focus divulgado ontem reduz a projeção dos juros para 11,50% a.a. para o final de 2017, ante 12,25% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa Focus desta semana corrige para baixo a expectativa de crescimento do PIB para 2016 (-3,88%), frente ao declínio de 3,80% do relatório divulgado há trinta dias. Já o Focus de 15.5.15 mantém estável em +1% a expectativa de crescimento do PIB para este ano. Quanto a 2017, a pesquisa de 13.5.16 mantém em +0,50% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,20% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho do PIB para este ano e 2017, embora continue fazendo pequenas correções altistas nas projeções para o próximo ano;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado ontem continua apostando em forte declínio da atividade industrial para 2016 (-5,85%), ante queda de 5,80% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 15.5.15 mantém variação positiva de 1,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa de 13.5.16 mantém estável o crescimento da atividade industrial em +0,74%, embora tenha registrado +0,69% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 13.5.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$48 bilhões em 2016, ante U$45,51 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 15.5.15 mantém a estimativa do superávit comercial em U$9,45 bilhões para 2016. Para 2017, o Focus divulgado ontem mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, mesmo valor observado nas últimas seis semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 13.5.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$58,50 bilhões para o final de 2016, ante U$55 bi há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$64 bilhões a projeção para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada esta semana mantém a estimativa do IDP em U$60 bi, de U$55 bilhões observados há quatro semanas.

Portanto, nos últimos dias, o País apresentou pequena melhora nas expectativas do mercado, tendo em vista a possibilidade de confirmação pelo Senado Federal do impeachment da presidente Dilma. O mercado aguarda a indicação da futura equipe econômica, para poder iniciar o processo de enfrentamento da crise e trazer tranquilidade ao Brasil.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

domingo, 8 de maio de 2016

PARA SEMPRE
Régis Varão/¹

No segundo domingo de maio se comemora e homenageia a mãe e a maternidade, logo, não poderia deixar passar em branco essa data que é muito importante em nossa vida. Para essa homenagem, escolhi um poema do grande poeta Carlos Drummond de Andrade que retratar essa magnífica criação divina:

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Portanto, desejo um FELIZ DIA DAS MÃES a todas essas magníficas mulheres que se dedicam integral e incansavelmente ao belíssimo ofício da maternidade. Desejo a todas as mães que tenham um dia com alegria, amor, paz e muita saúde, e que o bom e generoso Deus acompanhe, ilumine e oriente vocês nessa vitoriosa jornada.


¹/ Coach Financeiro, Educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Para mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 3 de maio de 2016

JÁ TEMOS 11 MILHÕES DE DESEMPREGADOS NO BRASIL!
Régis Varão/¹

O País está parado aguardando o desenlace do processo que tramita no Senado Federal, e que poderá tirar a presidente Dilma da cadeira mais cobiçada do Brasil. Enquanto isso, milhões de famílias estão desocupadas, o desemprego bate recordes mês após mês. Os juros são os mais elevados do mundo, a atividade econômica despenca a cada divulgação do Focus-Relatório de Mercado, do Banco Central (BCB), o endividamento e a inadimplência das famílias estão elevadíssimos e continuam a subir, e quanto ao futuro ninguém arrisca a fazer previsões.

A Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, apresenta os indicadores de desemprego para o País, que são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa.

A taxa de desocupação no trimestre finalizado em mar/16 foi estimada em 10,9%, 1,9 p.p. acima da taxa do trimestre encerrado em dez/15 com 9%, e 3 p.p. acima do trimestre jan-mar/15 (7,9%). A população desocupada atinge o contingente de 11,1 milhões de pessoas, no trimestre móvel encerrado em mar/16, cerca de 22% a mais, 2 milhões de pessoas, que o total observado no período out-dez/15. Na comparação com o período jan-mar/15 temos elevação de 3,2 milhões no total de desocupados, aproximadamente a população do Uruguai com 3,4 milhões.

Com o trimestre encerrado em mar/16 atingimos a mais elevada taxa de desemprego de toda a série histórica (10,9%), ficando 0,7 p.p. acima da observada no trimestre encerrado em fev/16 (10,2%), inaugurando um novo patamar de taxa. Até então, a mais elevada taxa da série tinha ficado em 9%, respectivamente nos trimestres encerrados em out/15, nov/15 e dez/15.

Quanto à população ocupada, que totaliza 90,6 milhões, apresentou declínio de 1,7%, quando comparada com o trimestre out-dez/15. Em comparação com igual trimestre de 2015 foi registrada redução de 1,5%, o que representa 1,4 milhão de pessoas a menos.

Já com relação ao total de empregados com carteira assinada, em um total de 34,6 milhões, apresentou decréscimo em ambos os períodos de análise. Frente ao período out-dez/15, a redução foi de -2,2%. Na comparação com mesmo trimestre de 2015, a redução foi de 4,0%, cerca de 1,4 milhão de pessoas a menos.

Com relação ao rendimento médio real recebido em todos os trabalhos, R$ 1.966,00, ficou estável frente ao trimestre out-dez/15, R$ 1.961,00, e mostrou queda de 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior com R$ 2.031,00. A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos, R$ 173,5 bilhões, ficou estável em relação ao período out-dez/15 e apresentou declínio de 4,1% frente ao mesmo período de 2015.

A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento de 1,2% em relação ao trimestre de out-dez/15, e apresenta incremento de 274 mil pessoas. Na comparação com o período jan-mar/15, constatou-se aumento de 6,5%, o que representou acréscimo de 1,4 milhão de pessoas. A participação dos empregadores apresentou uma redução de 5,8% em relação ao trimestre out-dez/15 e, em relação ao trimestre jan-mar/15, a redução foi de 8,6%.

Com relação ao trimestre jan-mar/15, houve aumento nos segmentos de transporte, armazenagem e correio, 4,3% (+184 mil pessoas); serviços domésticos, 4,3% (+258 mil pessoas); alojamento e alimentação, 4,0% (+173 mil pessoas); e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 2,4% (+358 mil pessoas). Nos grupamentos da indústria geral e da informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, verificou-se queda de 11,5% (-1,5 milhão de pessoas) e de 6,3% (-656 mil pessoas), respectivamente. Nos demais segmentos ocorreram estabilidade.

Na comparação com o trimestre out-dez/15, apenas os trabalhadores domésticos apresentaram aumento no rendimento médio (+2,3%) e as demais categorias não tiveram variação significativa em seus rendimentos. Em relação ao trimestre jan-mar/15, no segmento dos trabalhadores por conta própria verificou-se declínio de 3,9% no rendimento médio. As demais categorias apresentaram estabilidade em seus rendimentos.

Em relação ao período out-dez/15, ocorreu retração de 4% nos segmentos agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e incremento de 2,3% nos serviços domésticos. Nos demais segmentos não houve variação.

Portanto, enquanto se discute a formação de um novo ministério, em um aparente novo governo, o País está parado à espera de decisões que virão do Senado Federal. Estamos perdendo por ano, de postos de trabalho, o equivalente à população do Uruguai.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.