quarta-feira, 29 de junho de 2016

MERCADO CONTINUA AJUSTANDO SUAS PROJEÇÕES
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada nesta semana pelo Banco Central (BCB) revisou praticamente todas as projeções do mercado para este ano, exceto taxas de câmbio, PIB, conta corrente e balança comercial. Quanto ao próximo ano, as estimativas de sete variáveis permaneceram inalteradas. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e contempla 15 indicadores. A seguir, uma análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 24.6.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,29% em 2016, ante 7,06% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 26.6.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém em 5,50% a projeção do mercado para o índice, pela sexta semana consecutiva;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado de 24.6.16 eleva a projeção do índice para 8,55% em 2016, de 7,20% verificado há um mês, enquanto a pesquisa de 26.6.15 mantém a estimativa em 5,50%, pela quadragésima sétima semana consecutiva. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana reduz a expectativa do IGP-DI para 5,58%, ante 5,59% da semana anterior;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o último relatório Focus mantém a estimativa do câmbio em R$/U$3,60 para 2016, ante R$/U$3,65 há trinta dias. Ainda com relação a 2016, o Focus de 26.6.15 reduz a taxa de câmbio para R$/U$3,37, de R$/U$3,40 observado na semana anterior. Para o próximo ano, a pesquisa de 24.6.16 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,80, ante R$/U$3,85 observado há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 24.6.16 eleva a taxa de juros para 13,25% a.a. para 2016, ante 12,88% a.a. observado há 30 dias, enquanto o relatório de 26.6.15 mantém a projeção dos juros em 12% a.a. para 2016. O Relatório de Mercado desta semana reduz a estimativa dos juros para 11% a.a. para 2017, ante 11,25% a.a. verificado nas semanas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 24.6.16 mantém em -3,44% o decréscimo da atividade econômica para 2016, ante variação negativa de 3,81% verificada há trinta dias. Já a pesquisa de 26.6.15 registra redução na expectativa de crescimento do PIB em 2016 para +0,50%, ante variação positiva de 1% observado há quatro semanas. Com relação a 2017, a última pesquisa Focus mantém em +1% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,55% verificado há trinta dias;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 24.6.16 corrigiu o declínio da atividade industrial para -5,89% para 2016, ante a variação negativa de 6% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 26.6.15 a projeção de crescimento do setor industrial se mantém nas últimas semanas em +1,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa divulgada desta semana eleva o crescimento da indústria para +0,80%, de +0,90% apresentado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 24.6.16 mantém a projeção do superávit comercial em U$50,76 bilhões para 2016, ante U$58,64 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 26.6.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$12 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus de 24.6.16 mantém praticamente estável em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, ante U$50,07 bi verificados na pesquisa anterior;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 24.6.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$60,50 bilhões, para o final de 2016, ante U$58,54 bi observados há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a última pesquisa Focus mantém a estimativa do IDP em U$60 bilhões, pela nona semana consecutiva.

O governo Temer tenta colocar a economia em funcionamento, mas os indicadores de desemprego, inadimplência e inflação continuam sinalizando negativamente, enquanto não for resolvido o processo de impedimento da presidente afastada.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

UMA QUESTÃO DE HÁBITO!
Régis Varão/¹

Eu moro próximo à Livraria Cultura do Lago Norte, o que me leva a visitá-la quase todos os dias no final da tarde. São momentos agradabilíssimos e relaxantes, vejo os novos lançamentos, principalmente nas áreas de Finanças Pessoais, Coaching, Liderança e Economia, isso sem me descuidar de visitar sistematicamente a revistaria para me inteirar das constantes “trapalhadas” da política nacional.

Um hábito saudável desenvolvido ao longo de minha vida, e que devo basicamente ao meu querido e saudoso pai José da Silva Varão, conhecido como Dr. Varão, farmacêutico e odontólogo, um apaixonado por literatura, grande empreendedor, homem justo, decente, coerente, corajoso e de grande sabedoria, o que talvez explique o porque de minhas visitas frequentes às livrarias Cultura, Fenac e Leitura, todas em Brasília.

O que desejo registrar é que em uma dessas visitas deparei-me com o livro Geração de Valor, vol. 1 e 2, de Flávio Silva. Uma leitura agradável e com um enfoque diferenciado, importante para quem quer empreender ou repensar seu modelo de vida. Um dos tópicos abordados no vol.1, diz respeito aos hábitos dos perdedores, que achei oportuno descrever rapidamente nesse artigo, considerando o nome original:

7 HÁBITOS MAIS FREQUENTES DOS PERDEDORES

1. RECLAMAM QUANDO É SEGUNDA-FEIRA E JÁ PENSAM NA SEXTA:

Os perdedores normalmente odeiam trabalhar. Segundo o autor da Geração Valor, “Tudo na vida deles se resume à busca de um novo parceiro para uma aventura sexual num fim de semana. Por isso, a balada é sagrada, e é assim, de noite em noite, que eles levam a vida”. Em geral, as pessoas com esse perfil são preguiçosas, embora com muita disposição para a noite;

2. NÃO ASSUMEM COMPROMISSOS:

Eles são aficionados pela sensação, falsa, de independência. Ter um relacionamento, “comprometer-se no trabalho e lutar por uma meta, sacrificando-se em prol de um objetivo maior, faz com que se sintam escravizados;”

3. AS DECISÕES DECORREM MAIS DO MEDO DE PERDER À VONTADE DE GANHAR:

As pessoas com esse perfil normalmente se acovardam diante do medo natural que todos sentem, logo, “não se frustram de imediato, porém não conquistam nada. No longo prazo sentem-se vítimas do sistema ou acham que não tiveram oportunidades”. Conheço pessoas que tiveram grandes oportunidades e deixaram escapar todas, mas ainda reclamam da ausência delas, e se fossem mais novas é possível que repetissem o padrão;

4. DESISTEM ÀS PRIMEIRAS DIFICULDADES:

“Os perdedores são especialistas em manipular a si mesmo, criando teses convincentes para desistirem de seus objetivos. Tudo isso para fugir das dificuldades. Uma de suas teses preferidas é: Não me sinto feliz fazendo isso”. Os perdedores consideram toda atividade profissional que promove o crescimento e o desenvolvimento como desafiadora, e para essas pessoas, os desafios geram desconforto e muitas vezes ansiedade. Flávio Silva afirma que “Diante disso, os perdedores usam suas teses para correr dos desafios. Resultado: não crescem”;

5. COMO NADA REALIZAM, O QUE LHES RESTA É O HÁBITO DA AUTOAFIRMAÇÃO:

Um grande problema dos perdedores é que são orgulhosos, “falam e defendem suas convicções sem nenhuma autoridade, e na hora H fogem da raia. Não é pouco comum vê-los se autoafirmando quanto às suas grandes habilidades e competências que nunca colocam em prática”.

6. SÃO REFÉNS DE SEUS SENTIMENTOS:

Segundo Flávio Silva, “Os sentimentos, quando não são gerenciados, passam a controlar nossa vida.” As pessoas com tais perfis, vão de um lado para outro levadas por seus sentimentos, e uma das frases preferidas é “Por ser autêntico, não controlo o que está em meu coração”.  Um grande problema nesse tipo de pessoa é que não se utiliza da racionalidade e nem do bom senso;

7. ACREDITAM NA SORTE PARA VENCER:

Eles acreditam na sorte para vencer e funciona como anestesia em sua consciência. O perdedor jamais colherá resultados de um vencedor, logo, é mais confortável e confortante sentir-se azarado, o que alivia a dor e desenvolve sentimentos de autopiedade, típico desse tipo de pessoa. Quando alguém afirma que os resultados são frutos de suas próprias escolhas, tem sempre uma resposta do tipo, “Não é bem assim”. “A propósito, os perdedores são especialistas na relativização do absoluto ao mesmo tempo que generalizam o relativo,” afirma o autor de Geração de Valor.

Continuando, Flávio Silva descreve os 10 mandamentos dos perdedores: “1. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. 2. Pau que nasce torto morre torto. 3. Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim... 4. Deixa a vida me levar... 5. Curta a vida agora. Amanhã não existe. 6. Melhor pingar do que secar. 7. Acredite que só vence na vida quem se envolve em coisas erradas. 8. Acredite que só vence na vida quem abandona a família. 9. Não se arrependa por nada que tenha feito, mas somente pelo que tenha deixado de fazer. 10. Primeiro eu, segundo eu e, terceiro, eu de novo”.

Portanto, previna-se contra os maus hábitos, que muitas vezes são praticados por amigos, familiares e em grande parte por nossas próprias fraquezas. Maus hábitos quando desenvolvidos têm o poder de influenciar nossas decisões e comportamentos, e nos prejudica cada vez mais. Fuja da proximidade e amizade com perdedores, se são da família tente alertá-los, mas proteja-se das atitudes e comportamentos negativos. A prosperidade é para todos, e a Bíblia Sagrada afirma em Jeremias 29:11: “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.”


¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

MERCADO AJUSTA SUAS PROJEÇÕES
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) revisou praticamente todas as projeções do mercado para este ano, exceto as das taxas de juros. Com relação a 2017, as estimativas de cinco variáveis permaneceram inalteradas. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e contempla 15 indicadores. A seguir, uma análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 17.6.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,25% em 2016, ante 7,04% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 19.6.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50%. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém em 5,50% a projeção do mercado para o índice, pela quinta semana consecutiva;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado de 17.6.16 eleva a projeção do índice para 8,27% em 2016, de 7,20% observado há um mês, enquanto a pesquisa de 19.6.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50, pela quadragésima sexta semana consecutiva. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz a expectativa do IGP-DI para 5,59%, ante 5,60% da semana anterior, mas 0,03 p.p. acima do valor divulgado há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório desta semana reduz a estimativa da taxa de câmbio para R$/U$3,60 em 2016, ante R$/U$3,67 há trinta dias. Ainda com relação a 2016, o Focus de 19.6.15 eleva a taxa de câmbio para R$/U$3,40, de R$/U$3,30 observado nas semanas anteriores. Para o próximo ano, a pesquisa de 17.6.16 reduz a taxa de câmbio para R$/U$3,80, ante R$/U$3,88 observado há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 17.6.16 indica taxa de juros de 13% a.a. para 2016, ante 12,75% a.a. observado há 30 dias, enquanto o relatório de 19.6.15 mantém inalterada a projeção dos juros em 12% a.a. para este ano. O Relatório de Mercado desta semana mantém inalterada a estimativa dos juros em 11,25% a.a. para 2017, ante 11,38% a.a. verificado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa divulgada hoje corrige para -3,44% o decréscimo da atividade econômica para 2016, ante variação negativa de 3,60% verificada na semana anterior, e queda de 3,83% divulgada há trinta dias. Já a pesquisa de 19.6.15 registra redução na expectativa de crescimento do PIB em 2016 para +0,70%, ante variação positiva de 1% verificado há trinta dias. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana mantém em +1% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,50% observado há quatro semanas, o que mostra pequena melhora nas expectativas do mercado, ainda aguardando uma definição da agenda política nacional;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 17.6.16 corrigiu o declínio da atividade industrial para -5,85% para 2016, ante a variação negativa de 6% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 19.6.15 a projeção de crescimento do setor industrial cai para +1,50% em 2016, ante +1,60% da pesquisa anterior. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz o crescimento da indústria para +0,67%, de +0,90% apresentado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa divulgada hoje eleva a projeção do superávit comercial para U$50,76 bilhões em 2016, ante U$49,57 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 19.6.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$11 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus de 17.6.16 corrige para U$50,07 bilhões a estimativa do superávit comercial, ante U$50 bi verificados nas últimas semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 17.6.16 corrige para baixo a estimativa do IDP, U$60 bilhões, para o final de 2016, ante U$59,28 bi verificada há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para este ano. Já para o próximo ano, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bilhões, pela oitava semana consecutiva.

Portanto, embora o governo provisório tente colocar a economia nos trilhos, se demorar o desfecho do processo de impeachment da presidente Dilma, a economia continuará paralisada e mais tempo será gasto para sua recuperação.


¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 18 de junho de 2016

AS ARMADILHAS DO COMÉRCIO
Régis Varão/¹

Muitos não percebem, mas quando você entra em uma loja, shopping, outlet, restaurante, tudo pode estar preparado para fazê-lo gastar. Normalmente utilizada, a cor vermelha é a cor que estimula o apetite, de uma unidade que vende fast-food, exemplo o McDonald’s, e a iluminação indireta nas cabines para provar roupas íntimas, que esconde defeitos, são exemplos de estratégias utilizadas pelo Neuromarketing.

A ciência que estuda a mente do consumidor é uma nova abordagem de pesquisa de marketing que utiliza avançada tecnologia investigativa da neurociência comportamental. As ferramentas utilizadas possibilitam, de forma objetiva e com rigor científico, uma nova dimensão de compreensão das motivações implícitas do comportamento do consumidor.

Indicadores neuro-psico-fisiológicos, como a atividade elétrica e metabólica do cérebro, a ativação de músculos faciais, os batimentos cardíacos, a sudorese entre outros. Pesquisas conseguem detectar os efeitos provocados por produtos, peças publicitárias, logomarcas e embalagens nos potenciais compradores. Uma luta desigual travada entre um simples e desinformado indivíduo contra a ciência com forte embasamento.

Grandes varejistas adotam esse expediente para atender as relações entre emoções e bens ou serviços que ajuda a manipular o inconsciente de quem compra, por impulso ou não, e fazer com que abra a carteira, utilize o cartão de crédito ou débito e fique satisfeito, pelo menos no momento da compra.

A situação é tão sofisticada que alguns estudos incluem análise de ressonância magnética e tecnologia de rastreamento de movimentos oculares para detectar, por exemplo, em qual posição no cardápio devem se localizar os pratos mais caros em um restaurante.

Segundo a revista Você S/A, existem áreas ligadas à publicidade e propaganda que trabalham apenas para pensar qual é a melhor forma para fazer o consumidor gastar mais, afirma Karen Perrotta Lopes, professora de marketing da Universidade Mackenzie (SP). Ainda segundo a revista, uma pessoa que vive em um grande centro urbano é bombardeada com mais de 6 mil mensagens publicitárias por dia. Calcula-se que as empresas gastem por ano mais de R$ 45 bilhões em pesquisas de neuromarketing no Brasil. O artigo cita uma afirmação de Heloisa Omine, professora da ESPM e especialista em estratégia, branding e visual marketing: “Só nos resta abrir os olhos e tentar evitar as armadilhas.” Por outro lado, também fique de olhos bem abertos às pegadinhas financeiras muito comuns no setor financeiro nacional. O artigo Armadilhas Financeiras faz um comentário a respeito do assunto.

De acordo com Márcia Tolotti, autora de As Armadilhas do Consumo, o problema não está no marketing, nas operadoras de cartões de crédito ou nos meios de comunicação, mas na inversão que ocorreu: a maioria das pessoas passou a acreditar que o mais importante é ter e não ser. Não paramos aí, avançamos para o parecer ter. Não é isso que acontece? Quantas pessoas você conhece que aparentam uma condição que não possuem de fato? Carro importado, roupas de marca, cartões de crédito estourados, conta negativa e cobradores na porta de casa é uma realidade vivida por muitos, mas porque alguém se submete a isso? Uma das fortes razões para isso acontecer é a forma como as relações sociais acontecem hoje em dia. A aparência em primeiro momento, muitas vezes é mais importante que a própria realidade, em maior ou menor grau, todos absorvem esse pensamento e o pratica.

Logo, ficamos vulneráveis, sob vários aspectos, e mais suscetíveis a falhas de julgamento, o que nos leva na maioria das vezes a cair nesses truques do comércio, a fazer compras desnecessárias, a nos endividarmos e a piorar a qualidade de vida de nossa família. A seguir, nove armadilhas utilizadas pelo comércio:

1. VALOR DAS PARCELAS:

Uma artimanha muito comum no varejo é colocar em destaque o valor da parcela e não o preço total do bem ou serviço. Muitas vezes, quando lemos que um produto é parcelado em 12 prestações mensais fixas de R$149,99, não interpretamos esse valor estendendo-se por um ano, observamos apenas que o valor da parcela cabe em nosso orçamento, e é onde muitos compram sem necessidade;

2. ARREDONDAMENTOS PARA BAIXO:

A tendência das pessoas é arredondar valores para menos, por exemplo, se o preço da sandália é R$149,99, a impressão que fica é de que o preço está mais próximo de R$100,00 do que de R$150,00. Isso é explicado porque nosso cérebro tende a considerar apenas a centena, e nos lembramos mais do primeiro número que vimos à esquerda, assim, o consumidor descarta os outros dígitos e acredita que está gastando menos, afirma Heloisa Omine da ESPM;

3. PERFUMES QUE LEMBRAM UMA MARCA ESPECÍFICA:

A Você S/A afirma que “A grife Hugo Boss, por exemplo, passou dois meses testando perfumes até decidir qual usar em suas lojas. Hoje transformou o perfume da loja em produto para venda. Pesquisas mostram que o odor do ambiente pode surtir efeito positivo ou negativo na percepção da qualidade dos produtos e que o aroma também influencia o tempo que o consumidor fica na loja e até a possibilidade de ele voltar.” Como podemos observar, as armadilhas do comércio envolvem outros órgãos do sentido além da visão e audição;

4. CARDÁPIOS BEM DESCRITOS E SEM PREÇOS:

Pesquisas realizadas pela Universidade de Cornell (EUA), afirmam que os restaurantes que excluem as cifras do cardápio vendem mais, isso ocorre porque o cliente fica mais alerta quando vê o símbolo. Segundo Brian Wansink, autor do livro Slim by Design e diretor do Food and Brand Lab da Cornell University, um dos "truques" dos restaurantes, para chamar atenção é colocar entradas com preços mais baixos próximas dos pratos mais caros. Uma artimanha utilizada para fazer com que o consumidor compare os preços dos pratos se estiver buscando uma opção mais barata, o que pode ser influenciado pelo preço. Wansink destaca ainda o poder das palavras, pois alguns estudos indicam que elas quando bem usadas para descrever um prato podem elevar as vendas em até 27%. Esse mesmo mecanismo também funciona em lojas com preços de roupas e outros produtos, pois ao perguntarmos a vendedora quanto custa ela responde um, sete, dois e não cento e setenta e dois, isso é mais um dos truques. Ao dizer um, sete, dois não soa tão agressivo quanto o segundo (172), e o comprador desatencioso, pode comprar por impulso um produto que não precisa;

5. A ENGANAÇÃO DA PECHINCHA:

As lojas utilizam produtos mais caros para direcionar o cliente aos mais baratos. O interesse do lojista não é fazer o consumidor adquirir o produto de preço mais elevado, embora não o desagrade a ideia, mas induzi-lo a pensar que descobriu uma grande oportunidade ao comprar o mais barato. Na realidade o mais barato foi comparado apenas com o produto mais caro naquele estabelecimento comercial;

6. CARROS GRANDES EM SUPERMERCADOS:

Já prestaram atenção no tamanho do carrinho de compras dos supermercados? São grandes exatamente para que o consumidor tenha a impressão de que está levando poucos produtos, alimentos, frutas, verduras etc. Por outro lado, normalmente as frutas e verduras ficam próximas da entrada do supermercado para que o cliente escolha os alimentos mais saudáveis logo ao entrar e não se preocupe em encher o carrinho com alimentos menos saudáveis. E fique atento com os carros grandes que estimulam o consumo. Muitos supermercados dispõem de carrinhos menores, assim, prefira-os;

7. TESTES E KIT NAS LOJAS DE COSMÉTICOS:

Segundo pesquisas, consumidores pagam até 50% mais caro no preço de produtos se experimentá-los. Heloisa (ESPM), afirma que “É por isso que lojas de cosméticos tiveram de se redesenhar e colocar os produtos à disposição dos clientes.” A maioria das perfumarias e lojas de departamento que vendem cosméticos, em especial perfumes e cremes, disponibilizam testes, e não é porque são bonzinhos, é que essa prática induz o consumidor a abrir a carteira. A malandragem dos kits, muitas vezes contêm o perfume que é o objeto de interesse do consumidor, mas vem com cremes e outros produtos que estão encalhados no estoque, que parado custa caro. Essa é uma prática comum chamada de venda casada, que é proibida pelo art. 39 do Código de Defesa do Consumidor-CDC. Todo vendedor conhece o CDC, mas continua praticando a venda casada em vários setores da economia, não só no comércio;

8. COMPRE AGORA:

As agências de viagens são exemplos típicos desse tipo de comportamento, normalmente se utilizam do senso de urgência toda vez que um cliente entra em suas instalações, tanto para comprar pacotes de viagens ou apenas para perguntar preços. Afirmam que, se o cliente não comprar o pacote naquele momento ou naquele dia, perderá a oportunidade única e pagará muito mais caro no dia seguinte;

9. ILUMINAÇÃO ADEQUADA NOS PROVADORES DE ROUPA:

Como vimos no início do texto, a iluminação nos provadores influenciam a decisão dos clientes na hora de comprar roupas. Segundo Heloisa, as mulheres cariocas ao comprarem biquínis, querem provadores bem iluminados, para saberem como ficarão na praia, enquanto as que compram lingerie em lojas caras compram mais quando a iluminação dos provadores é indireta e a cliente enxerga menos detalhes de seu corpo. Outro aspecto é que a luz indireta dos provadores evita que imperfeições no vestuário sejam detectadas.

Portanto, podemos observar que os consumidores não estão preparados para enfrentarem essas malandragens. Os vendedores estão utilizando seus melhores arsenais e recebem treinamento para isso, enquanto os consumidores não recebem nenhum treinamento para aprenderem a comprar. É uma luta desigual, mas não perdida, entre um vendedor treinado para “empurrar” bens e serviços e um consumidor despreparado e sem conhecimento desses truques. Faça planejamento financeiro, utilize o bom senso e antes de abrir a carteira faça três perguntas: Eu preciso? Tenho dinheiro? Tem que ser agora? Com três respostas positivas, compre, mas apenas uma negativa, não compre.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 14 de junho de 2016

OS 7 ERROS MAIS COMUNS DOS ENDIVIDADOS
Régis Varão/¹

Procurar entender a fonte da dívida pode ser considerado o melhor começo para buscar uma saída para o endividamento. Uma alternativa, talvez a melhor nesse momento, é escrever em uma folha de papel ou em uma planilha, o que for mais fácil, todas as despesas realizadas ao longo do dia, tentar elaborar um orçamento e colocar nele: grandes despesas, pequenas, prestações, financiamentos, restaurantes, cinema e afins, lanche da tarde e o café expresso bebido com os amigos entre outros. Não esqueça de pedir nota fiscal ou cupom fiscal de tudo que comprar e guarde para ajudá-lo em seus controles.

Assim, verifique como a dívida começou, qual o tamanho exato dela, quais são as maiores prestações ou financiamentos e suas respectivas taxas de juros, e concentre seus esforços naquelas em que paga mais juros para que não cresçam e liquide-as o mais rápido possível. A seguir, os sete erros mais comuns dos endividados:

1. TER MAIS DE DOIS CARTÕES DE CRÉDITO:

Colecionar cartões de crédito pode levar ao endividamento e ao descontrole, principalmente se a soma dos limites dos cartões superar a renda mensal. Exemplo: o indivíduo recebe mensalmente R$ 15.000,00 de salário, e tem limite de R$ 35.000,00 em três cartões de crédito. Esse limite muitas vezes cria a falsa impressão de que se tem mais dinheiro para gastar. A sugestão: apenas pessoas controladas financeiramente devem utilizar cartão de crédito, e mesmo assim, o limite nunca deve ultrapassar o equivalente a 50% do valor dos ganhos mensais. Com um salário de R$15 mil, o limite de crédito não deveria ultrapassar R$ 7.500,00. Assim, um cartão de crédito é mais que suficiente para atender às necessidades de qualquer pessoa. No entanto, se a pessoa não for disciplinada, esqueça cartão de crédito e pague tudo com dinheiro;

2.  PAGAR O MÍNIMO DA FATURA DO CARTÃO DE CRÉDITO:

Os juros do crédito rotativo do cartão de crédito são os mais elevados entre todas as modalidades de crédito do sistema financeiro nacional. Segundo os últimos dados do Banco Central (BCB), em média, atingem cerca de 450% a.a. Apenas para comparar, a Selic, taxa básica de juros da economia, está em 14,25% a.a. Toda vez que você paga o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, o valor remanescente é financiado a juros elevadíssimos, multiplicando a dívida aceleradamente. Evite pagar o valor mínimo, pague sempre o valor integral da fatura no dia do vencimento. Assim, o melhor é colocar a fatura do cartão de crédito como débito em conta;

3. NÃO FAZER PLANEJAMENTO FINANCEIRO:

É muito importante fazer orçamento pessoal ou familiar, e para isso é necessário ter controle de todas as receitas e despesas para saber como está sendo gasto seu dinheiro. Relacione todos os gastos com supermercado, padaria, farmácia, combustível, manutenção do veículo, luz, água, condomínio, aluguel, tributos em geral, prestações, financiamentos, restaurantes, cinema, lanches etc, e veja onde pode economizar e até mesmo cortar. Lembre-se, sempre existe margem para economizar;

4. NÃO NEGOCIAR DÍVIDAS:

O endividado poderia reduzir muito o montante das dívidas se tivesse negociado diretamente com as operadoras dos cartões de crédito, em vez de deixar a dívida crescer muito. A negociação pode ser realizada com instituições financeiras e até mesmo com o colégio dos filhos. Ao negociar com o credor - bancos, operadoras de cartão de crédito, financeiras, escola dos filhos etc - cria-se uma nova condição de pagamento, ao passo que evitar a negociação pode ser um comportamento perigoso e de elevado custo financeiro. Assim, fique atento ao poder multiplicador dos juros compostos;

5. TIRAR EMPRÉSTIMO PARA PAGAR DÍVIDAS E CONTRAIR OUTRAS:

Em situações de elevado endividamento, é importante que se elimine despesas sem contrair novos gastos. Cuidado ao tomar um novo empréstimo, as parcelas serão novas despesas mensais, e deverão caber em seu orçamento. Fique atento aos empréstimos tomados para quitar dívidas, normalmente os juros são elevadíssimos e muitas vezes pioram ainda mais a situação do devedor. Negocie sempre, e evite tirar novos empréstimos;

6. NÃO USAR O 13º E EXTRAS PARA PAGAR CONTAS:

As dívidas mais elevadas, com juros mais caros, devem ser quitadas o quanto antes, por exemplo: cartão de crédito e cheque especial. Renda extra como 13º que é parcelado em duas vezes geram duas novas oportunidades, ao longo do ano, para liquidar dívidas, e as bonificações ou comissões extras também podem ser utilizadas para esse fim. Se grande parte do endividamento é com o cartão de crédito, negocie o quanto antes ou utilize a renda extra para pagá-lo. Nesse caso específico, vale a pena tomar um crédito consignado, normalmente a menor taxa de juros do mercado, apenas para liquidar a dívida do cartão de crédito ou cheque especial;

7. NÃO COMPRAR A VISTA:

As compras parceladas levam ao endividamento tendo em vista que são pequenas prestações, mas que no agregado se transformam em grandes problemas. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio-CNC, de mai/16, carnê de loja é o segundo tipo de endividamento preferido das famílias brasileiras com 15%, perdendo apenas para o cartão de crédito com 77% das preferências, na sequência temos o terceiro lugar com financiamento de carro (11,3%) e em quarto lugar crédito pessoal com 10,1%. O segredo do sucesso financeiro é: se não tiver dinheiro para comprar a vista, simplesmente não compre.

Portanto, antes de abrir a carteira ou utilizar o cartão de crédito, pergunte-se: (a) Eu preciso? (b) Tenho dinheiro? (c) Tem que ser agora? Apenas uma resposta negativa a uma das três perguntas já é suficiente para não adquirir o bem ou serviço.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) revisou praticamente todas as projeções do mercado para este ano, exceto a taxa de câmbio (média do período). Com relação a 2017, as estimativas de sete variáveis permaneceram inalteradas. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e contempla 15 indicadores. A seguir, uma análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 10.6.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,19% em 2016, ante 7% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 12.6.15 mantém inalterada a estimativa do índice em 5,50%. Para 2017, a pesquisa desta semana mantém em 5,50% a projeção do mercado para o IPCA, pela quarta semana consecutiva;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado de 10.6.16 eleva a projeção do índice para 7,97% em 2016, de 7,10% observado há um mês, enquanto a pesquisa de 12.6.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50. Para 2017, a pesquisa desta semana eleva a expectativa do IGP-DI para 5,60%, ante 5,58% da semana anterior, e 5,60% divulgada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado hoje reduz a estimativa da taxa de câmbio para R$/U$3,65 em 2016, ante R$/U$3,70 há trinta dias. Ainda com relação a 2016, o Focus de 12.6.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30, pela décima semana consecutiva. Para o próximo ano, a pesquisa de 10.6.16 reduz a taxa de câmbio em R$/U$3,81, ante R$/U$3,90 observado há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 10.6.16 mantém a taxa de juros em 13% a.a. para 2016, ante 12,88% a.a. observado na pesquisa anterior, enquanto o relatório de 12.6.15 mantém a projeção dos juros em 12% a.a. para este ano. O Relatório de Mercado desta semana mantém a estimativa dos juros em 11,25% a.a. para 2017, ante 11,50% a.a. verificado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa divulgada hoje corrige para -3,60% o decréscimo da atividade econômica para 2016, ante variação negativa de 3,71% verificada na semana anterior, e queda de 3,88% divulgada há trinta dias. Já a pesquisa de 12.6.15 registra variação positiva de +0,90% na expectativa de crescimento do PIB para 2016. Com relação a 2017, a pesquisa divulgada hoje eleva para +1% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,50% observado há um mês, o que mostra melhora nas expectativas do mercado, ainda pessimista quanto ao desempenho da atividade econômica em 2016 e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 10.6.16 corrigiu o declínio da atividade industrial para -5,87% para 2016, ante a variação negativa de 5,85% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 12.6.15 a projeção de crescimento do setor industrial sobe para +1,60% em 2016. Para 2017, a pesquisa desta semana corrige para baixo o crescimento da indústria (+0,80%), de +0,74% registrado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa divulgada hoje eleva a projeção do superávit comercial para U$50,52 bilhões em 2016, ante U$48 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 12.6.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$10,35 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus de 10.6.16 mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, pela décima semana consecutiva;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 10.6.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$61,30 bilhões, para o final de 2016, ante U$58,50 bi verificada há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para este ano. Já para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bilhões, pela sétima semana consecutiva.

Portanto, o governo Temer completa trinta dias no poder, mas ainda é cedo para o mercado reagir positivamente às possíveis mudanças anunciadas. A situação político-econômica do País continua grave, e enquanto não for resolvido o problema do impeachment da presidente Dilma, o País não deslancha.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.