INTENÇÃO DE CONSUMO APRESENTA MELHORA EM AGOSTO
Régis Varão/¹
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), é um indicador antecedente que objetiva antecipar
o potencial de vendas do comércio, e mensura a avaliação que os consumidores
fazem da capacidade de consumo atual e de curto prazo, do nível de renda
doméstico, das condições de crédito, segurança no emprego e da qualidade de
consumo presente e futuro.
Os resultados do ICF podem ser avaliados
considerando o grau de satisfação e insatisfação dos consumidores. Na análise é
utilizada 18 mil questionários que mostram os indicadores de compra a prazo,
nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para bens duráveis. Índice
inferior a 100 pontos indica insatisfação, enquanto acima (≤200 pontos), indica
o grau de satisfação com seu emprego, renda e capacidade de consumo.
O
ICF em ago/16 atingiu 69,3 pontos na comparação com jul/16 que chegou a 68,7
pontos, 81,8 pontos em ago/15 e 120,8 em ago/14, em uma escala entre 0 e 200. De acordo com Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, “Mesmo com a
perda da força da inflação e seus impactos favoráveis nas vendas, a confiança
do consumidor ainda segue fragilizada por causa do encarecimento do crédito e
da instabilidade no mercado de trabalho”.
Comparativamente aos meses anteriores, em agosto
deste ano todos os componentes tiveram variação positiva na comparação mensal: momento
para duráveis apresentou o melhor desempenho com +2,1%, seguido pelo emprego
atual com +1,6%, compra a prazo (+1,1%), perspectiva profissional (+0,5%), nível
de consumo atual (+0,5%), perspectiva de consumo (+0,4%) e renda atual com
+0,3%. Embora o indicador tenha apresentado variação positiva em agosto deste
ano, ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, isto é, continua abaixo
da zona de indiferença, indicando uma percepção de insatisfação com a atual situação.
Portanto,
o indicador de agosto deste ano foi o segundo menor valor de toda a série
histórica, embora tenha apresentado crescimento pela primeira vez nos últimos seis
meses. A falta de educação financeira associada à elevação do desemprego e
retração do crédito, têm contribuído para manter elevado o nível de
insatisfação com o momento atual por que passa o País.
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