MEDO DO DESEMPREGO AUMENTA!
Régis Varão/¹
Saímos há pouco de 2016, mas os problemas continuam
os mesmos, milhões de desempregados, taxa de juros elevada, inadimplência e endividamento
das famílias batendo recordes etc. O medo do desemprego, um indicador relevante
nessa onda de notícias ruins, continua muito acima da média histórica, segundo a
pesquisa Medo
do Desemprego e Satisfação com a Vida, divulgada ontem pela
Confederação Nacional da Indústria-CNI.
O Índice de Medo do Desemprego-IMD apresentou incremento
de 3,6 pontos em dez/16 ante set/16 e dez/15, respectivamente. O crescimento de
dez/16 compensou a queda verificada em set/16 e fez com que o índice fechasse 2016
com 64,8 pontos, acima do observado em dez/15 (61,2 pontos), indicando que o
brasileiro continua preocupado em relação ao mercado de trabalho. A média
histórica do índice está em 48,4 pontos, 16,4 pontos abaixo do IMD verificado em
dez/16.
Quanto ao grau de instrução, o índice é mais
elevado entre as pessoas com mais baixo nível de escolaridade: até a 4ª série
do fundamental, o índice passou de 58,2 pontos em dez/15 para 63,8 pontos em
dez/16 (+5,6 pontos); enquanto no ensino Superior sobe para 59,4 pontos (+ 2,2
pontos), na mesma base de comparação.
Com relação à idade: de 25 a 34 anos o índice chega
a 64,9 pontos em dez/16, de 63,5 pontos em dez/15 (+1,4 pontos), a menor
variação positiva por faixa etária; enquanto de 45 a 54, sobe 6,8 pontos (maior
elevação por faixa etária) e chega a 65,9 pontos em dez/16, de 59,1 observado em
dez/15.
A região Sul é a única a apresentar retração no IMD,
caiu de 63,2 pontos em dez/15 para 57,8 em dez/16, -5,4 pontos no período; o
Nordeste registra a maior elevação (+11,3 pontos), passa de 58,7 pontos em
dez/15 para 70 pontos em dez/16; enquanto o Sudeste apresenta a menor variação
positiva no período (+1,4 pontos) e atinge 64,9 pontos em dez/16.
Quanto à renda familiar, até 1 salário mínimo o
índice apresenta o maior crescimento (+5,6 pontos) entre dez/15 e dez/16 (72,4
pontos), enquanto a menor alta fica entre 1 e 2 salários mínimos quando passa
de 64,9 pontos em dez/15 para 66,8 pontos em dez/16.
Já o Índice de Satisfação com a Vida-ISV, por sua
vez, manteve-se praticamente estável no último mês de 2016 (66,8 pontos), com declínio
de 0,2 ponto ante set/16. O ISV finaliza 2016 com alta de 0,9 ponto em relação
a dez/15 (65,9 pontos). A deterioração nas expectativas da região Nordeste pode
ser verificada no Índice de Satisfação com a Vida, que caiu 1,4 pontos entre
dez/15 e dez/16 (66,9 pontos). A região Nordeste foi a única a apresentar
retração na satisfação com a vida no período.
Portanto, o medo de perder o emprego é mais forte
entre trabalhadores com menor nível de escolaridade e entre os que recebem
mensalmente até 1 salário mínimo. Entre as regiões brasileiras, o Nordeste
apresenta a maior variação positiva do IMD, enquanto a região Sul foi a única a
registrar decréscimo no índice de medo do desemprego.
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