segunda-feira, 23 de maio de 2016

PESSIMISMO CONTINUA MESMO MUDANDO GOVERNO
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB) revisa grande parte das projeções do mercado para este ano e para 2017. A pesquisa é semanal, contempla 15 indicadores, e é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 20.5.16 eleva a estimativa do IPCA para 7,04% em 2016, ante 6,98% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa realizada em 22.5.15 mantém inalterada a projeção do índice em 5,50%. Para 2017, o Focus divulgado hoje mantém em 5,50% a expectativa do mercado, ante 5,80% registrado há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado divulgado hoje eleva a projeção do índice para 7,20% este ano, de 7,19% observado há um mês, enquanto o relatório de 22.5.15 mantém inalterada a estimativa em 5,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz a expectativa do IGP-DI para 5,56%, ante 5,59% divulgada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado hoje reduz a estimativa do câmbio (R$/U$3,67) para o final deste ano, ante R$/U$3,80 divulgado há um mês. Ainda com relação a 2016, o Focus de 22.5.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30, pela sétima semana consecutiva. Para 2017, o Focus de 20.5.16 corrige para baixo a expectativa do câmbio para R$/U$3,88, de R$/U$4,00 observado há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 20.5.16 reduz a taxa de juros, final de 2016, para 12,75% a.a., ante 13,25% a.a. observado no Focus há um mês, enquanto a pesquisa de 22.5.15 eleva a projeção dos juros para 12% a.a. em 2016. O relatório Focus divulgado hoje reduz a projeção dos juros para 11,38% a.a. para o final de 2017, ante 12% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa Focus desta semana continua corrigindo para baixo a expectativa de declínio do PIB em 2016 para -3,83%, frente ao declínio de 3,88% do relatório divulgado há trinta dias. Já o relatório de 22.5.15 mantém estável em +1% a expectativa de crescimento do PIB para este ano. Com relação ao próximo ano, a pesquisa de 20.5.16 mantém estável em +0,50% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,30% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho da atividade econômica em 2016 e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje corrige o declínio da atividade industrial em 2016 para -6%, ante queda de 5,80% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 22.5.15 mantém estável em +1,50% o crescimento da indústria para 2016. Para 2017, a pesquisa de 20.5.16 eleva o crescimento da atividade industrial para +0,90%, de +0,54% registrado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.5.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$49,57 bilhões em 2016, ante U$48 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 22.5.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$10 bilhões em 2016. Para o próximo ano, o Focus divulgado hoje mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, pela sétima semana consecutiva;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.5.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$59,28 bilhões para o final de 2016, ante U$55,10 bi há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 eleva para U$65 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bi, pela quarta semana consecutiva.

Portanto, ainda é muito cedo para que o mercado reaja e melhore suas expectativas, embora as mudanças no planalto e na equipe econômica possam ajudar nas próximas semanas. Os agentes econômicos aguardam as medidas a serem adotadas pela nova equipe econômica, embora todos tenham consciência de que a situação econômica do Brasil é gravíssima e requer fortes ajustes. A população pagará um preço elevado pela irresponsabilidade fiscal do governo anterior.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 17 de maio de 2016

NOVO GOVERNO NÃO MELHORA O PESSIMISMO DO MERCADO
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisa grande parte das projeções do mercado para 2016, exceto IPCA, câmbio, juros e preços administrados. Para o próximo ano foram mantidos inalterados seis indicadores. A pesquisa tem periodicidade semanal, é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, e contempla 15 indicadores. Esta análise aborda oito variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 13.5.16 mantém inalterada em 7% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,08% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa realizada em 15.5.15 reduz a projeção do índice para 5,50%. Para 2017, o Focus divulgado ontem reduz a estimativa do IPCA para 5,50%, ante 5,93% registrado há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado desta semana eleva a projeção do índice para 7,10% este ano, de 7,03% observado na semana anterior, e 7,22% há um mês, enquanto o relatório de 15.5.15 mantém inalterada em 5,50% a estimativa do índice para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada esta semana eleva a expectativa do IGP-DI para 5,60%, ante 5,50% divulgada há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório divulgado ontem mantém a estimativa do câmbio em R$/U$3,70, ante R$/U$3,80 divulgada há um mês. Ainda com relação a 2016, o Focus de 15.5.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30. Para 2017, o Focus de 13.5.16 mantém a expectativa do câmbio em R$/U$3,90, de R$/U$4,00 observado há trinta dias. A taxa de câmbio tem apresentado grande volatilidade nas últimas semanas, devido, basicamente à atual conjuntura político-econômica;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 13.5.16 mantém os juros, final de 2016, em 13% a.a., ante 13,38% a.a. observado no Focus divulgado há um mês, enquanto a pesquisa de 15.5.15 eleva a projeção dos juros para 11,75% a.a. para este ano. O relatório Focus divulgado ontem reduz a projeção dos juros para 11,50% a.a. para o final de 2017, ante 12,25% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa Focus desta semana corrige para baixo a expectativa de crescimento do PIB para 2016 (-3,88%), frente ao declínio de 3,80% do relatório divulgado há trinta dias. Já o Focus de 15.5.15 mantém estável em +1% a expectativa de crescimento do PIB para este ano. Quanto a 2017, a pesquisa de 13.5.16 mantém em +0,50% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,20% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho do PIB para este ano e 2017, embora continue fazendo pequenas correções altistas nas projeções para o próximo ano;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado ontem continua apostando em forte declínio da atividade industrial para 2016 (-5,85%), ante queda de 5,80% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 15.5.15 mantém variação positiva de 1,50% para 2016. Para 2017, a pesquisa de 13.5.16 mantém estável o crescimento da atividade industrial em +0,74%, embora tenha registrado +0,69% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 13.5.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$48 bilhões em 2016, ante U$45,51 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 15.5.15 mantém a estimativa do superávit comercial em U$9,45 bilhões para 2016. Para 2017, o Focus divulgado ontem mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, mesmo valor observado nas últimas seis semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 13.5.16 corrige para cima a estimativa do IDP, U$58,50 bilhões para o final de 2016, ante U$55 bi há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$64 bilhões a projeção para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada esta semana mantém a estimativa do IDP em U$60 bi, de U$55 bilhões observados há quatro semanas.

Portanto, nos últimos dias, o País apresentou pequena melhora nas expectativas do mercado, tendo em vista a possibilidade de confirmação pelo Senado Federal do impeachment da presidente Dilma. O mercado aguarda a indicação da futura equipe econômica, para poder iniciar o processo de enfrentamento da crise e trazer tranquilidade ao Brasil.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

domingo, 8 de maio de 2016

PARA SEMPRE
Régis Varão/¹

No segundo domingo de maio se comemora e homenageia a mãe e a maternidade, logo, não poderia deixar passar em branco essa data que é muito importante em nossa vida. Para essa homenagem, escolhi um poema do grande poeta Carlos Drummond de Andrade que retratar essa magnífica criação divina:

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Portanto, desejo um FELIZ DIA DAS MÃES a todas essas magníficas mulheres que se dedicam integral e incansavelmente ao belíssimo ofício da maternidade. Desejo a todas as mães que tenham um dia com alegria, amor, paz e muita saúde, e que o bom e generoso Deus acompanhe, ilumine e oriente vocês nessa vitoriosa jornada.


¹/ Coach Financeiro, Educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Para mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 3 de maio de 2016

JÁ TEMOS 11 MILHÕES DE DESEMPREGADOS NO BRASIL!
Régis Varão/¹

O País está parado aguardando o desenlace do processo que tramita no Senado Federal, e que poderá tirar a presidente Dilma da cadeira mais cobiçada do Brasil. Enquanto isso, milhões de famílias estão desocupadas, o desemprego bate recordes mês após mês. Os juros são os mais elevados do mundo, a atividade econômica despenca a cada divulgação do Focus-Relatório de Mercado, do Banco Central (BCB), o endividamento e a inadimplência das famílias estão elevadíssimos e continuam a subir, e quanto ao futuro ninguém arrisca a fazer previsões.

A Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, apresenta os indicadores de desemprego para o País, que são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa.

A taxa de desocupação no trimestre finalizado em mar/16 foi estimada em 10,9%, 1,9 p.p. acima da taxa do trimestre encerrado em dez/15 com 9%, e 3 p.p. acima do trimestre jan-mar/15 (7,9%). A população desocupada atinge o contingente de 11,1 milhões de pessoas, no trimestre móvel encerrado em mar/16, cerca de 22% a mais, 2 milhões de pessoas, que o total observado no período out-dez/15. Na comparação com o período jan-mar/15 temos elevação de 3,2 milhões no total de desocupados, aproximadamente a população do Uruguai com 3,4 milhões.

Com o trimestre encerrado em mar/16 atingimos a mais elevada taxa de desemprego de toda a série histórica (10,9%), ficando 0,7 p.p. acima da observada no trimestre encerrado em fev/16 (10,2%), inaugurando um novo patamar de taxa. Até então, a mais elevada taxa da série tinha ficado em 9%, respectivamente nos trimestres encerrados em out/15, nov/15 e dez/15.

Quanto à população ocupada, que totaliza 90,6 milhões, apresentou declínio de 1,7%, quando comparada com o trimestre out-dez/15. Em comparação com igual trimestre de 2015 foi registrada redução de 1,5%, o que representa 1,4 milhão de pessoas a menos.

Já com relação ao total de empregados com carteira assinada, em um total de 34,6 milhões, apresentou decréscimo em ambos os períodos de análise. Frente ao período out-dez/15, a redução foi de -2,2%. Na comparação com mesmo trimestre de 2015, a redução foi de 4,0%, cerca de 1,4 milhão de pessoas a menos.

Com relação ao rendimento médio real recebido em todos os trabalhos, R$ 1.966,00, ficou estável frente ao trimestre out-dez/15, R$ 1.961,00, e mostrou queda de 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior com R$ 2.031,00. A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos, R$ 173,5 bilhões, ficou estável em relação ao período out-dez/15 e apresentou declínio de 4,1% frente ao mesmo período de 2015.

A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou aumento de 1,2% em relação ao trimestre de out-dez/15, e apresenta incremento de 274 mil pessoas. Na comparação com o período jan-mar/15, constatou-se aumento de 6,5%, o que representou acréscimo de 1,4 milhão de pessoas. A participação dos empregadores apresentou uma redução de 5,8% em relação ao trimestre out-dez/15 e, em relação ao trimestre jan-mar/15, a redução foi de 8,6%.

Com relação ao trimestre jan-mar/15, houve aumento nos segmentos de transporte, armazenagem e correio, 4,3% (+184 mil pessoas); serviços domésticos, 4,3% (+258 mil pessoas); alojamento e alimentação, 4,0% (+173 mil pessoas); e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 2,4% (+358 mil pessoas). Nos grupamentos da indústria geral e da informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, verificou-se queda de 11,5% (-1,5 milhão de pessoas) e de 6,3% (-656 mil pessoas), respectivamente. Nos demais segmentos ocorreram estabilidade.

Na comparação com o trimestre out-dez/15, apenas os trabalhadores domésticos apresentaram aumento no rendimento médio (+2,3%) e as demais categorias não tiveram variação significativa em seus rendimentos. Em relação ao trimestre jan-mar/15, no segmento dos trabalhadores por conta própria verificou-se declínio de 3,9% no rendimento médio. As demais categorias apresentaram estabilidade em seus rendimentos.

Em relação ao período out-dez/15, ocorreu retração de 4% nos segmentos agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura e incremento de 2,3% nos serviços domésticos. Nos demais segmentos não houve variação.

Portanto, enquanto se discute a formação de um novo ministério, em um aparente novo governo, o País está parado à espera de decisões que virão do Senado Federal. Estamos perdendo por ano, de postos de trabalho, o equivalente à população do Uruguai.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

MERCADO REVISA ESTIMATIVAS PARA BAIXO
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) revisa praticamente todas as projeções do mercado para 2016, exceto para juros, conta corrente e balança comercial. Para o próximo ano foram mantidas inalteradas apenas três variáveis. A pesquisa é realizada semanalmente com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, contemplando um total de 15 indicadores. No entanto, esta análise aborda oito variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 29.4.16 reduz para 6,94% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,28% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 30.4.15 continua mantendo inalterada a projeção do índice em 5,60%. Para 2017, o Focus divulgado hoje também reduz a estimativa do índice para 5,72%, ante 6% registrado há trinta dias. O mercado vem reduzindo as projeções do IPCA ao longo das últimas semanas para este ano e o próximo, mas ainda estão distantes da meta de inflação estabelecida pela Autoridade Monetária;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado de 29.4.16 reduz a projeção do índice para 7,12% em 2016, ante 7,41% observada há um mês, enquanto o relatório de 30.4.15 continua mantendo inalterada a estimativa do índice para este ano, em 5,50%. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje eleva a expectativa do IGP-DI para 5,60% (praticamente igual à da semana anterior), ante 5,50% divulgada há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório de mercado desta semana reduz a estimativa do câmbio, final de 2016, para R$/U$3,72, de R$/U$4,00 divulgada há quatro semanas. Ainda com relação a este ano, o Focus de 30.4.15 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,30. Para 2017, o Focus de 29.4.16 reduz a expectativa da taxa de câmbio para R$/U$3,91, de R$/U$4,10 da pesquisa há trinta dias. A taxa de câmbio tem apresentado declínio nas últimas semanas, estimulada pelo andamento do processo de impeachment da presidente da república;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 29.4.16 mantém os juros, final de 2016, em 13,25% a.a., ante 13,75% a.a. observado no Focus divulgado há um mês, enquanto a pesquisa de 30.4.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para este ano. O relatório Focus divulgado hoje reduz a projeção dos juros para 11,75% a.a. para o final de 2017, ante 12,50% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a última pesquisa Focus corrige para baixo a expectativa de crescimento do PIB em 2016, para -3,89%, pela décima quinta semana consecutiva, frente ao declínio de 3,73% do relatório publicado há trinta dias. Já o Focus de 30.4.15 mantém estável em +1% a projeção de crescimento do PIB para 2016. Com relação a 2017, a pesquisa de 29.4.16 eleva a expectativa de crescimento do PIB para +0,40%, frente ao incremento de 0,30% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho do PIB este ano, embora venha fazendo pequenas correções altistas em suas projeções para 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje corrige para baixo o decréscimo da atividade industrial para 2016, -5,83%, ante queda de 5,80% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 30.4.15 mantém variação positiva de 1,50% para este ano. Em 12 meses as expectativas do mercado passaram de +1,50% para -5,83% no final de 2016. Para 2017, a pesquisa de 29.4.16 reduz o crescimento da atividade industrial para +0,50%, ante +0,69% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o relatório de 29.4.16 mantém a projeção do superávit comercial em U$48 bilhões para 2016, ante U$44,80 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 30.4.15 mantém a estimativa do superávit comercial em U$9,95 bilhões para 2016. Para 2017, o Focus divulgado hoje mantém em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial, mesmo valor observado há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 29.4.16 corrige para cima a estimativa do IDP (U$58 bilhões), para o final de 2016, enquanto o relatório de 30.4.15 mantém em U$60 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém a estimativa do IDP em U$60 bi, de U$54 bilhões observados há trinta dias.

O País está atravessando uma crise sem precedentes em sua história, o que tem contribuído para elevar o pessimismo dos agentes econômicos, que estão paralisados aguardando os desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma.

Portanto, quanto mais o tempo passa mais se agrava a crise, e mais difícil fica a recuperação da economia. Faltam verdadeiros líderes no País, homens com espírito público, que ponham os interesses do Brasil e de seu povo em primeiro lugar.

¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

PESSIMISMO TOMOU CONTA DO BRASIL
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada esta semana pelo Banco Central (BCB) mantém inalteradas em 80% as projeções realizadas pelo mercado para 2016 e 2017. A pesquisa é realizada semanalmente com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, contemplando 15 indicadores, mas são discutidas oito indicadores nesta análise:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 22.4.16 reduz para 6,98% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,31% observado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 24.4.15 mantém inalterada a projeção do índice em 5,60%. Para 2017, o Focus de 22.4.16 reduz a expectativa do índice para 5,80%, ante 6% registrado há trinta dias. O mercado ao longo das últimas semanas vem reduzindo as projeções do IPCA para este ano, mas ainda distantes da meta de inflação estabelecida pelo BCB;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus divulgado nessa semana reduz a projeção do índice para 7,19% em 2016, ante 7,43% observada há um mês, enquanto o relatório de 24.4.15 mantém estável em 5,50% a estimativa para 2016. Para 2017, a pesquisa desta semana eleva a expectativa do IGP-DI para 5,59%, ante 5,50% divulgada há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório desta semana mantém a estimativa da taxa de câmbio, final de 2016, em R$/U$3,80, de R$/U$4,15 divulgada há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, o Focus de 24.4.15 mantém o câmbio em R$/U$3,30 para aquele ano. Para 2017, o Focus de 22.4.16 mantém a taxa de câmbio em R$/U$4,00, de R$/U$4,20 observada na pesquisa divulgada há trinta dias. A taxa de câmbio tem apresentado declínio nas últimas semanas devido à possibilidade de saída da atual presidente;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 22.4.16 reduz os juros, final de 2016, para 13,25% a.a., ante 14,25% a.a. observado no Focus divulgado há um mês, enquanto a pesquisa de 24.4.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016. O relatório Focus divulgado no início da semana reduz a projeção dos juros para 12% a.a. para o final de 2017, ante 12,50% a.a. observado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a última pesquisa divulgada esta semana corrige para baixo a expectativa de crescimento do PIB em 2016, para -3,88%, pela décima quarta semana consecutiva de queda, frente ao declínio de 3,66% do relatório divulgado há trinta dias. O Focus de 24.4.15 mantém estável em +1% a projeção de crescimento do PIB para este ano. Com relação a 2017, a pesquisa de 22.4.16 eleva a expectativa de crescimento do PIB para +0,30%, frente ao incremento de 0,35% observado há um mês. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho do PIB para este ano e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado no início da semana mantém inalterado o decréscimo da atividade industrial para 2016, -5,80%, ante queda de 4,40% estimada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 24.4.15 mantém crescimento em +1,50% naquele para 2016. Em 12 meses uma mudança radical, as expectativas do mercado passaram de +1,50% o desempenho da indústria, para -5,80% em 2016. Para 2017, a pesquisa de 22.4.16 reduz o crescimento da atividade industrial para +0,54% no próximo ano, ante +0,85% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o relatório de 22.4.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$48 bilhões para o final de 2016, ante U$43,53 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 24.4.15 mantém a estimativa do superávit comercial em U$9,95 bilhões para 2016. Para 2017, o Focus desta semana mantém em U$50 bilhões a projeção do superávit comercial, de U$47,50 bi verificados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 22.4.16 mantém praticamente estável a estimativa do IDP em U$55,10 bilhões, para o final de 2016, enquanto o relatório de 24.4.15 eleva para U$60 bilhões a projeção para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana eleva a estimativa do IDP para U$60 bi, de U$55,25 bilhões observados há trinta dias.

O País atravessa um momento bastante difícil com uma crise econômica e política cada vez mais intensa. O País está paralisado, o pessimismo está em alta, todos os brasileiros estão aguardando uma decisão do Senado Federal a respeito do impeachment da presidente Dilma. Enquanto isso, um possível novo governo já se prepara para assumir o comando.

Portanto, o Brasil espera uma solução rápida para esse desfecho, e quanto mais demora mais se agrava o quadro econômico. Falta magnanimidade aos homens públicos brasileiros. Finalizo com uma frase de John F. Kennedy: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”


¹/ Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.