terça-feira, 11 de outubro de 2016

MERCADO REDUZ PROJEÇÕES DOS PREÇOS PARA 2016
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de nove variáveis para 2016 e de sete para 2017, de um total de quinze. A seguir, a análise de oito indicadores selecionados:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 7.10.16 corrige para baixo a estimativa do índice para 7,04% em 2016, ante 7,36% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 9.10.15 estima em 6,05% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa desta semana reduz para 5,06% a projeção do mercado para o IPCA no próximo ano, de 5,12% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 7.10.16 reduz a projeção do índice para 7,59% em 2016, de 8,03% registrado há um mês, enquanto o relatório de 9.10.15 eleva a expectativa do mercado para 5,86% para este ano. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada ontem mantém a expectativa do IGP-DI em 5,50%, pela sétima semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa divulgada segunda-feira mantém a expectativa do mercado em R$/U$3,25, na comparação mensal, para o final deste ano. Ainda com relação a 2016, o Focus de 9.10.15  eleva o câmbio para R$/U$4,15. Para 2017, a pesquisa de 7.10.16 mantém inalterada a taxa de câmbio em R$/U$3,40, ante a semana anterior, e cai quando comparada há quatro semanas (R$/U$3,45);

(d) Taxa Selic (% a.a.): o relatório Focus de 7.10.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,75% a.a. para o final de 2016, nas últimas oito semanas, enquanto a pesquisa de 9.10.15 eleva a projeção dos juros para 12,63% a.a., na comparação mensal. A pesquisa divulgada ontem mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas últimas cinco semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 7.10.16 corrige para -3,15% o declínio do indicador em 2016, ante variação negativa de 3,18% verificada há trinta dias. A pesquisa de 9.10.15 eleva a expectativa de decréscimo do PIB para -1,20% em 2016. Já para 2017, a pesquisa divulgada ontem mantém em +1,30% a projeção de crescimento do PIB;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 7.10.16 mantém o declínio da atividade industrial em -5,96% para 2016, ante queda de 5,93% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 9.10.15 a projeção de declínio do setor industrial para 2016 está em -1%, de +0,50% observado há um mês. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada segunda-feira eleva o crescimento da indústria para +1,11%, de +0,50% apresentado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 7.10.16 reduz a projeção do superávit comercial para U$49,18 bilhões em 2016. A pesquisa de 9.10.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$25 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$45 bi a projeção do superávit comercial, de U$47,55 bi registrados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 7.10.16 mantém a estimativa do IDP em U$65 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas dez semanas, enquanto o relatório de 9.10.15 reduz para U$60 bi a estimativa para aquele ano. Com relação a 2017, a última pesquisa Focus divulgada mantém em U$65 bilhões a projeção do IDP, pela décima terceira semana consecutiva.

Portanto, embora alguns índices de expectativa tenham apresentado melhora nas últimas semanas, o que não configura tendência, o cenário de curto prazo não está bom, tendo em vista o elevado desemprego, queda nas vendas do comércio, inflação e juros elevados.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

MELHORA A CONFIANÇA DO CONSUMIDOR EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores com relação à situação atual e às expectativas econômicas pessoais e do País para meses futuros. O índice representa o sentimento dos brasileiros quanto à situação e às expectativas econômicas das pessoas e do País.

Segundo o INEC de set/16, a confiança do consumidor apresenta desempenho positivo ao registrar elevação de 1,1%. É o terceiro mês consecutivo sem queda na comparação mensal. Em jun/16 (+0,2%), o INEC havia registrado estabilidade, e em jul/16 (+0,8%) crescimento. Na comparação anual, o INEC aumenta 7,1% em set/16. Apesar do momento favorável, o índice permanece 5,3% abaixo de sua média histórica (108,9). A maioria dos índices que compõem o INEC registra mais otimismo na comparação mensal.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: os índices de expectativas de inflação registraram elevação de 3,6% em set/16, quando chegou a 114,7 pontos, ante ago/16, e subiu 21,1% com relação a igual período de 2015 (94,7 pontos). Segundo dados da CNI, houve melhora da expectativa dos consumidores quanto à evolução futura da inflação, no período ago-set/16. Em set/16, o indicador apresentou o maior valor desde mai/16 (126,5 pontos). Fora o quinto mês de 2016, set/16 apresenta o maior valor registrado no ano;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram crescimento de 2,4% em set/16 (116,8 pontos), frente ao mês anterior, e subiu 14,8% ante set/15 (101,7 pontos), o que evidencia uma melhora na expectativa dos entrevistados quanto à evolução futura do desemprego. Fora mai/16 com 125,6 pontos, o melhor desempenho do indicador no ano foi setembro;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal apresentaram declínio de 2,4% em set/16 quando chegou a 92,7 pontos, ante o mês anterior, e apresentou incremento de 7% com relação à set/15 (86,6 pontos). Na comparação mensal, o dado de set/16 demonstra piora nas expectativas dos entrevistados quanto à evolução da renda, enquanto na análise anual registra melhora;

(d) Compras de Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor, o indicador de set/16 (110,1 pontos) registrou decréscimo de 0,9% com relação ao mês anterior, e caiu 2,7% ante set/15 (113,2 pontos). Entre os seis componentes do INEC, esse indicador foi o único a registrar decréscimo na comparação mensal e anual. Cabe observar que o indicador de setembro apresentou o pior desempenho no ano;

(e) Endividamento: o indicador de endividamento apresentou elevação de 2,7% em set/16 (97,8 pontos) quando comparado ao mês anterior, e registrou incremento com relação à set/15 quando chegou a 91,8 pontos, o que mostra aumento da expectativa quanto ao crescimento do endividamento dos consumidores no período. Em set/16, o indicador de endividamento do consumidor chegou ao maior nível observado desde dez/15 (92,7 pontos);

(f) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, houve melhora nas expectativas em set/16 (90,8 pontos), quando registrou crescimento de 3,1% frente ao mês anterior, e subiu 8% ante set/15 quando chegou a 84,1 pontos. O mês de setembro de 2016 foi o melhor desempenho do indicador no ano.

Portanto, a maioria dos indicadores que compõem o INEC registra desempenho positivo na comparação mensal e anual, o que mostra mais otimismo por parte dos consumidores.


¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS CONTINUA ELEVADO
Régis Varão/¹

O percentual de famílias endividadas subiu em set/16 ante o mês anterior, mas reduzindo na comparação com igual período de 2015. Já o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso apresentou elevação em relação a ago/16, mantendo a tendência de alta ante set/15. Percentual de famílias que relatou sem condições de pagar as contas em atraso cresceu na comparação mensal e anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A pesquisa é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e contempla todas as capitais do País mais Distrito Federal.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 58,2% em set/16, um aumento com relação a ago/16 (58%), interrompendo seis meses consecutivos de queda. No entanto, o indicador apresentou declínio em relação a set/15, quando ficou em 63,5%.

Com relação à elevação do percentual de endividadas, as famílias com dívidas ou contas em atraso também apresentaram crescimento em set/16, na comparação mensal, de 22,9% para 24,6% do total. A inadimplência subiu ante set/15, quando o indicador chegou a 23,1%. O percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas/dívidas em atraso e que permaneceram inadimplentes subiu nas duas bases de comparação, chegando a 9,6% em setembro deste ano, ante 9,4% observado no mês anterior e 8,6% em set/15.

Entre os grupos de renda pesquisados, abaixo de dez salários mínimos (<10 SM) e acima de dez salários mínimos (>10 SM), o crescimento do percentual de famílias endividadas foi verificado em ambos os grupos, na comparação mensal. Já na comparação anual, houve declínio em ambos os grupos. Entre as famílias que ganham <10 SM, o percentual daquelas com dívidas foi de 59,9% em set/16, ante 59,5% em ago/16 e 65,1% em set/15. Entre as famílias com renda >10 SM, o percentual das endividadas decresceu de 50,6%, em ago/16, para 49,8% no mês seguinte. Em set/15, o percentual de famílias endividadas nesse grupo de renda era 55,6%.

O percentual de famílias que declarou não ter condições de pagar suas contas em atraso também apresentou comportamentos semelhantes em ambas as bases de comparação (mensal e anual). Na faixa de renda >10 SM, o indicador atingiu 3,9% em set/16, ante 4,5% no mês anterior e 2,7% em set/15. No grupo com renda <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos subiu de 10,5% em agosto para 11% em set/16, enquanto houve alta de 0,5 p.p. em relação a set/15.

A proporção de famílias muito endividadas caiu no período ago-set/16, de 14,6% para 14,4% do total. Na comparação anual, houve elevação de 0,5 p.p. Na comparação entre set/15 e set/16, as famílias que declararam estar mais ou menos endividada caiu de 24,2% para 20,9%, e a parcela pouco endividada reduziu de 25,3% para 22,9%.

Em setembro deste ano, por tipo de dívida, o cartão de crédito continua na preferência das famílias endividadas, sendo apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,3% das famílias, seguido por carnê de loja com 14,8%, financiamento de carro (10,9%), crédito pessoal com 9,8%, financiamento de casa (8%), cheque especial com 7,2% e crédito consignado com 5,9%.

O percentual de famílias endividadas cresceu em setembro deste ano, repetindo o resultado positivo de ago/16. Já na comparação com igual mês de 2015, esse indicador registrou decréscimo de 5,3 p.p. A queda do poder aquisitivo da população, decorrente, em parte, da elevada inflação, tem contribuído para pressionar para baixo o nível de consumo que aliado ao elevado custo do dinheiro e do crédito têm contribuído para reduzir o endividamento das famílias.

Portanto, a proporção de famílias com dívidas em atraso cresceu em set/16, bem como daquelas que relataram sem condições de pagar suas dívidas/contas em atraso. Na comparação com set/15, houve piora de ambos os indicadores de inadimplência e um número crescente de famílias apresentou dificuldade de pagar suas contas em dia. O crédito consignado continuou em set/16 (5,9%) no mesmo patamar do mês anterior, o que é positivo tendo em vista tratar-se do crédito mais barato praticado pelo mercado financeiro nacional.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

MERCADO CONTINUA CORRIGINDO SUAS PROJEÇÕES!
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada no início desta semana pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de oito variáveis para 2016 e onze para 2017, de um total de quinze. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 23.9.16 corrige para baixo a estimativa do índice para 7,25% em 2016, ante 7,34% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 25.9.15 estima em 5,87% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa desta semana reduz para 5,07% a projeção do mercado para o IPCA no próximo ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 23.9.16 reduz a projeção do índice para 8% em 2016, de 7,74% registrado há um mês, enquanto o relatório de 25.9.15 mantém a expectativa do mercado em 5,75% para 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada nesta semana mantém a expectativa do IGP-DI em 5,50%, pela quinta semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa divulgada no início da semana reduz a expectativa do mercadão para R$/U$3,29, na comparação mensal, para o final deste ano. Ainda com relação a 2016, o Focus de 25.9.15  mantém o câmbio em R$/U$4. Para 2017, a pesquisa de 23.9.16 mantém inalterada a taxa de câmbio em R$/U$3,45, pela quinta semana consecutiva;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o relatório Focus de 23.9.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,75% a.a. para o final de 2016, nas últimas seis semanas, enquanto a pesquisa de 25.9.15 eleva a projeção dos juros para 12,50% a.a., na comparação mensal. A pesquisa divulgada nesta semana mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas últimas semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 23.9.16 corrige para -3,14% o declínio do indicador em 2016, ante variação negativa de 3,16% verificada há trinta dias. A pesquisa de 25.9.15 eleva a expectativa de decréscimo do PIB para -1% em 2016. Já para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana reduz para +1,30% a projeção de crescimento do PIB, ante +1,23% observado há quatro semanas;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 23.9.16 mantém o declínio da atividade industrial em -5,93% para 2016, ante queda de 5,98% estimada há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 25.9.15 a projeção de crescimento do setor industrial para 2016 apresenta variação negativa de 0,60%, de +0,89% observado há um mês. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira mantém o crescimento da indústria em +1%, de +0,50% apresentado no Focus há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 23.9.16 mantém a projeção do superávit comercial em U$50 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas seis semanas. A pesquisa de 25.9.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$23,50 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$46,83 bi a projeção do superávit comercial, de U$49,81 bi registrados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 23.9.16 mantém a estimativa do IDP em U$65 bilhões para 2016, valor verificado nos últimos dois meses, enquanto o relatório de 25.9.15 reduz para U$62,30 bi a estimativa para 2016. Com relação a 2017, a última pesquisa Focus divulgada mantém em U$65 bilhões a projeção do IDP, pela décima primeira semana consecutiva.

Assim sendo, embora alguns indicadores de expectativas tenham apresentado melhora, a situação da economia brasileira continua ruim, com alto desemprego, vendas do comércio em queda, inadimplência e inflação elevados e juros abusivos. A população continua aguardando medidas que possam gerar crescimento da atividade econômica e como consequência aumento do emprego.


¹/ Coach Financeiro, Executive Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, liderança, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

MERCADO CORRIGE SUAS ESTIMATIVAS!
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de sete variáveis para 2016 e seis para 2017, em um total de quinze indicadores pesquisados entre cerca de 100 instituições financeiras e consultorias. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 16.9.16 eleva a estimativa do índice para 7,34% em 2016, ante 7,31% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 18.9.15 eleva para 5,70% para aquele ano. Para 2017, o Focus divulgado hoje mantém em 5,12% a projeção do mercado para o IPCA naquele ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 16.9.16 eleva a projeção do índice para 8,03% em 2016, de 7,69% registrado há um mês, enquanto o relatório de 18.9.15 eleva a expectativa do mercado para 5,75% em 2016. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada hoje mantém a expectativa do IGP-DI em 5,50%, pela quarta semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim Focus divulgado hoje mantém estável a projeção para a taxa de câmbio em R$/U$3,30, na comparação mensal, para o final de 2016. Ainda com relação a 2016, o Focus de 18.9.15 eleva o câmbio para R$/U$4. Para 2017, a pesquisa de 16.9.16 mantém a taxa de câmbio em R$/U$3,45, pela quarta semana consecutiva;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Relatório de Mercado de 16.9.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,75% a.a. para o final de 2016, nas últimas cinco semanas, enquanto o relatório de 18.9.15 aumenta a projeção dos juros para 12,25% a.a., na comparação mensal. O Focus divulgado hoje mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas últimas semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 16.9.16 corrige para -3,15% o declínio do indicador em 2016, ante variação negativa de 3,20% verificada há trinta dias. A pesquisa de 18.9.15 eleva a expectativa de decréscimo do PIB para -0,80% em 2016. Já para 2017, a pesquisa divulgada hoje eleva para +1,36% a projeção de crescimento do PIB, ante +1,20% observado há quatro semanas;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 16.9.16 mantém o declínio da atividade industrial em -5,93% para 2016, ante queda de 5,95% estimada há trinta dias. Com relação à pesquisa de 18.9.15 a projeção de crescimento do setor industrial declina para +0,20% em 2016, de 1% verificado há um mês. Para o próximo ano, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira mantém o crescimento da indústria em +0,50%, de +1,05% apresentado na pesquisa há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 16.9.16 mantém a projeção do superávit comercial em U$50 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas cinco semanas. A pesquisa de 18.9.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$21,30 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$47,32 bilhões a estimativa do superávit comercial, de U$48,40 bi registrados há trinta dias;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 16.9.16 mantém a estimativa do IDP em U$65 bilhões para 2016, valor verificado nas últimas sete semanas, enquanto o relatório de 18.9.15 reduz para U$63 bi a estimativa para 2016. Para 2017, a pesquisa Focus divulgada hoje mantém em U$65 bilhões a projeção do IDP, pela décima semana consecutiva.

Portanto, embora os indicadores de atividade econômica, desemprego, endividamento das famílias, juros e inflação continuem desfavoráveis, a população espera que o governo adote medidas eficazes para tentar resolver os problemas que afligem o País e traga tranquilidade às famílias e ao empresariado nacional.

¹/ Coach Financeiro, Executive Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS AUMENTA EM AGO/2016
Régis Varão/¹

Após seis meses consecutivas de declínio, o percentual de famílias brasileiras com dívidas apresentou elevação em ago/16 ante o mês anterior, mas decrescendo na comparação anual. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso também registrou incremento ante jul/16, mantendo, no entanto, a tendência de elevação também com relação a ago/15. Já o percentual de famílias que relatou não ter condições de pagar suas contas em atraso cresceu na comparação mensal e anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A pesquisa é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e contempla todas as capitais do País mais Distrito Federal.

O percentual de famílias endividadas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 58% em ago/16, subindo ante o observado em jul/16 (57,7%), mas inferior a ago/15 quando chegou a 62,7%.

O percentual das famílias com dívidas ou contas em atraso também subiu em ago/16, de 22,9% para 24,4% do total, na comparação mensal. Também houve crescimento do percentual de inadimplentes em relação a ago/15, quando o indicador chegou a 22,4%. O percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas em atraso e que, permaneceriam inadimplentes subiu nas duas bases de comparação, atingindo 9,4% em ago/16, ante 8,7% em jul/16 e 8,4% em ago/15.

Com relação a proporção de famílias que se declararam muito endividadas, houve declínio entre os meses de jul/16 e ago/16, de 14,7% para 14,6% do total. Na comparação anual, houve alta de 1 p.p. Na comparação entre ago/15 e ago/16, a parcela que declarou estar mais ou menos endividada caiu de 24,0% para 20,7%, e a parcela pouco endividada passou de 25,1% para 22,7% do total de famílias.

Por tipo de dívida, o cartão de crédito continua tendo a preferência das famílias, sendo apontado como um dos principais tipos de dívida por 76,5% das famílias endividadas, seguido de carnês de loja com 15,3%, financiamento de carro (11,1%), crédito pessoal com 10,2%, financiamento de casa com 7,9%, cheque especial com 7,1% e crédito consignado com 6%.

No grupo de famílias com renda até dez salários mínimos (10 SM), o cartão de crédito tem a preferência de 78% das famílias endividadas, seguido pelo carnê de lojas por 16,1% e crédito pessoal (10%). Já entre as famílias com renda acima de 10 SM, os principais tipos de dívida apontados em ago/16 foram: cartão de crédito por 70,1%, financiamento de carro por 21,2% e financiamento de casa por 16%.

O percentual de famílias endividadas cresceu em ago16, interrompendo uma sequência de seis meses de declínio. Na comparação com igual período de 2015, esse indicador apresenta queda de 4,7 p.p. A retração do consumo, reflexo da perda do poder de compra dos salários e do custo elevado do crédito, podem explicar a queda recente dos níveis de endividamento.

A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso subiu, assim como a proporção daquelas que não têm condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso. Com relação ao ano anterior, houve piora de ambos os indicadores de inadimplência e um número maior de famílias apresentou dificuldade de pagar suas contas e dívidas no vencimento. Juros elevados, cenário desfavorável do mercado de trabalho e perda do poder aquisitivo refletiram negativamente nesses indicadores.

Portanto, após seis meses consecutivas de decréscimo, o percentual de famílias brasileiras com dívidas subiu em ago/16 ante o mês anterior, mas caiu na comparação anual (-4,7 p.p.), embora o percentual daquele mês ainda continue elevado, o que denota o tamanho da crise por que passa a economia brasileira. Observo, no entanto, que o crédito consignado atingiu pela primeira vez, em ago/16, a marca de 6%, o que é positivo por tratar-se do crédito mais barato quando comparado aos demais do mercado financeiro nacional.

¹/ Coach Financeiro, Executive Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.