sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CONSUMIDORES MAIS OTIMISTAS EM OUTUBRO
Consultor Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentou elevação de 2,1% em outubro deste ano, atingindo 112 pontos, o maior valor desde jan/14 (113,9), ante 109,7 registrado em set/14. Segundo relatório da CNI, “o resultado confirma a tendência de recuperação da confiança do consumidor.” Quando comparado a out/13 (110,7 pontos), o índice de out/14 registrou incremento de 1,2%.

O índice de out/14 atingiu valor próximo ao de nov/13 (111,8), mas ainda inferior a janeiro de 2014, maior índice do ano, embora acima da média observada no período jan-out/14, com 109,4. Os resultados observados nos primeiros dez meses do ano mostram declínio na percepção do comportamento do consumidor quando comparados ao final do ano anterior. Por outro lado, trata-se do primeiro crescimento do INEC na comparação anual desde março de 2013.

Desempenho dos diversos componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: atingiu 111,2 pontos em out/14, ante 98,7 observados no mês anterior, crescimento de 12,7%, e 104,8 pontos registrados em out/13, incremento de 6,1%. Entre os demais indicadores, foi o que apresentou melhor variação positiva no mês de outubro, na comparação mensal;

(b) Expectativa de Desemprego: entre os componentes do INEC foi o que apresentou maior valor em outubro (124,3 pontos), ante 116,2 verificados em set/14, incremento de 7%, e subiu 5,9% quando comparada a out/13 (117,4). No ano, o desempenho perdeu apenas para o indicador de jan/14, que atingiu 131,9 pontos. Entre os componentes do INEC foi o segundo com maior crescimento;

(c) Expectativa da renda pessoal: decresceu para 108,9 pontos em out/14, de 110,2 observados em setembro, queda de 1,2%. Ao comparar out/14 com igual período do ano anterior o indicador declinou 2%;

(d) Situação Financeira: subiu para 110,2 pontos em out/14, maior valor dos últimos nove meses, de 109,4 em set/14, alta de 0,7%, mostrando pequena elevação das expectativas positivas quanto ao comportamento do indicador nos próximos meses. Quando comparada a out/13, o indicador apresentou exatamente o mesmo valor (110,2 pontos);

(e) Endividamento: registrou elevação de 0,7% entre setembro (104,8 pontos) e out/14 (105,5), e subiu 2,9% ante out/13 (102,5).
O resultado mostra que mais pessoas afirmaram estarem menos endividadas em outubro que nos últimos três meses;

(f) Compras de bens de maior valor: o indicador atingiu 114 pontos em outubro deste ano, ante 115,1 registrados em setembro, com declínio de 1%, e caiu 1,6% quando comparada a igual período do ano anterior. Foi a segunda maior queda dos componentes do INEC frente ao mês anterior.

Portanto, o INEC cresceu em outubro basicamente em decorrência de maior otimismo dos consumidores quanto à inflação e ao desemprego, ambos com variações positivas de 12,7% e 7%, respectivamente, na comparação mensal, e com bom desempenho na comparação anual.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM OUTUBRO
Consultor Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu 101,5 pontos em out/14, menor nível desde abr/09, ante 103 pontos observados no mês anterior e 111,6 registrados em out/13. Em out/14 houve piora da satisfação do consumidor com a situação presente e quanto às expectativas em relação aos próximos meses.

De acordo com Viviane Seda, da FGV/IBRE, com o resultado de outubro, o índice retoma a trajetória declinante iniciada em nov/13 - que havia sido temporariamente interrompida em julho passado. Assim, a preocupação com o mercado de trabalho e a inflação ainda parecem ser dominantes nas avaliações dos consumidores.

O Índice da Situação Atual (ISA) decresceu 2,9% em out/14 (101,8 pontos), ante 104,8 pontos registrados no mês anterior, e muito abaixo dos 119,4 pontos observados em out/13. O ISA de outubro apresentou o menor valor desde abr/09, quando atingiu 98,3 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,6%, declinando de 102,2 pontos em set/14, para 101,6 em outubro, mas segundo a FGV mantendo, no entanto, uma tendência positiva no indicador de médias móveis trimestrais. No período out/13 a out/14, o IE de maio (100,6), junho (100,7) e de agosto (100,1) apresentaram os piores desempenhos.

Ainda com relação a outubro deste ano, a principal influência para a redução do ICC foi avaliação negativa por parte dos consumidores quanto à situação financeira da família na atualidade. O grau de satisfação dos consumidores com as finanças pessoais apresentou decréscimo de 2,3% em out/14, ante setembro e caiu 3,4% no trimestre, chegando a 104,3 pontos, o pior nível desde jul/09 (102,4). Enquanto isso, a proporção dos que avaliam a situação atual como boa diminuiu de 20,7% para 19,2%, e dos que a julgam ruim cresceu de 13,9% para 14,9%.

No que se refere às perspectivas futuras, o relatório da FGV afirma: o ânimo dos consumidores em relação à compra de bens duráveis voltou a cair, após uma breve recuperação em set/14. O indicador de intenção de compras de duráveis nos seis meses seguintes recuou 3,6% para 81,1 pontos, menor nível desde fev/12 (80,5 pontos). A parcela de consumidores com expectativa de aumento de gastos decresceu de 14,3% para 14,1%, e a dos que preveem redução de gastos avançou de 30,2% para 33%.

Portanto, houve piora da confiança dos consumidores em outubro deste ano, ante o mês anterior, tendo os três índices apresentado declínios: ICC (-1,5%), ISA (-2,9%) e IE (-0,6%), enquanto na comparação com outubro de 2013, a queda foi mais pronunciada: ICC (-9%), ISA (-14,7%) e IE (-5,5%).

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

ENDIVIDAMENTO FAMILIAR RECUA EM OUTUBRO
Consultor Régis Varão/¹

O percentual de endividamento das famílias brasileiras vem apresentando declínio a partir de agosto deste ano quando atingiu 63,6%, caindo para 63,1% em setembro e registrando 60,2% em out/14, quando foi observada a menor taxa do ano, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), com dados coletados em todas as capitais brasileiras mais o Distrito Federal.

O percentual de famílias endividadas que relataram dívidas nas modalidades: cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 60,2% em out/14, declinando 2,9 p.p. ante o mês anterior, e registrando recuo de 1,9 p.p. frente a out/13.

Acompanhando a redução do endividamento familiar, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso caiu para 17,8% em out/14, ante 19,2% observado no mês anterior, e apresentou queda de 3,8 p.p. com relação a out/13 (21,6%). O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas atingiu 5,4% em outubro, ante 5,9% verificado em set/14 e 7,3% de out/13.

A redução do número de famílias endividadas em outubro, ante set/14, foi presenciada nas duas faixas de renda, até 10 Salários Mínimos (SM) e com mais de 10 SM. Para quem ganha até 10 SM, o percentual de famílias com dívidas decresceu para 61,9% em out/14, ante 64,5% em set/14 e 64% em out/13. Já para aquelas com renda acima de 10 SM, o percentual de endividadas caiu para 52,4% em out/14, de 56,2% em set/14 e 53,1% em out/13.

Com relação ao relatório da CNC, na faixa até 10 SM, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou de 21,2%, em set/14, para 19,7% em out/14. Em out/13, 23,8% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso. Já no grupo com renda superior a 10 SM, o percentual de inadimplentes alcançou 9,4% em outubro de 2014, ante 9,9% em set/14 e 12,3% em out/13.

Ainda de acordo com a CNC, “A análise por faixa de renda do percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas em atraso também mostrou comportamento semelhante entre os grupos pesquisados, em ambas as bases de comparação.” Na faixa acima de 10 SM, o indicador alcançou 2,5% em out/14, ante 2,7% em set/14 e 3,1% em out/13. Para o grupo até 10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos recuou para 6,1% em out/14, de 6,7% em set/14.

O número de famílias que se declararam muito endividadas declinou a partir de ago/14 (11,8%), setembro com 11,5% e atingiu 11% em out/14. Para aquelas mais ou menos endividadas o declínio foi a partir de set/14 (24,3%), chegando em out/14 com 23%. A proporção de famílias pouco endividadas caiu para 26,3% em out/14, ante 27,3% observado no mês anterior, e praticamente semelhante ao percentual apresentado em out/13 (26,2%). As que declararam não terem dívidas dessas categorias atingiu 39,3% em out/14, frente a 36,5% no mês anterior e 37,7% registrado em out/13.

Nos últimos meses o cartão de crédito tem sido apontado como o principal tipo de endividamento familiar, atingindo 74,7% em out/14, ante 75,1% observado no mês anterior e 75,8% em ago/14. Ainda com relação a out/14, esse tipo de dívida continua a manter grande distância do segundo colocado, carnês de loja (17,3%), seguido de financiamento de carro (14,1%), crédito pessoal (9,3%), financiamento de casa (8,7%), cheque especial (6,1%), crédito consignado (5,1%), outras dívidas (2,3%) e cheque pré-datado com 1,8%. Cabe observar, que nos últimos meses essa ordem de classificação mantém-se praticamente inalterada.

Segundo a CNC, “O nível de endividamento das famílias brasileiras apresentou queda em outubro de 2014. Houve não apenas diminuição da proporção de endividados, mas também melhora da percepção em relação ao endividamento, com menos famílias relatando estar muito endividadas.” Os dados de outubro mostram cautela em relação ao consumo, e que a proximidade das festas de fim de ano tem levado consumidores a quitarem suas dívidas. Apesar da moderação observada no consumo, o aumento das modalidades financiamento de casa, cheque especial e crédito consignado têm contribuído para manter elevado o nível de endividamento das famílias.

A pesquisa afirma que o cartão de crédito é o preferido por 74,7% das famílias endividadas, enquanto o crédito consignado, uma modalidade mais barata, e representa menos de 20% do custo do rotativo, é utilizado por 5% dos endividados. A preferência recai no cartão de crédito, uma escolha cara, pois compromete a capacidade de pagamento das famílias, cujos encargos pagos por atraso atingem três dígitos ao ano.

Portanto, o desconhecimento de noções básicas de economia e de finanças pessoais, talvez explique a preferência dos endividados pelas modalidades de crédito mais caras.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ESTIMATIVAS DO MERCADO PARA 2014 E 2015
Consultor Régis Varão/¹

As estimativas realizadas pelo mercado para as principais variáveis macroeconômicas permanecem praticamente inalteradas segundo os dados divulgados no Boletim Focus do Banco Central de 24.10.14, para 2014 e 2015:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 24.10.14 manteve pela terceira semana consecutiva variação positiva de 6,45% para 2014, ante 6,31% observada há quatro semanas, e 5,92% divulgada no boletim de 25.10.13. Para o próximo ano, o último Focus manteve a projeção em 6,30%, que se mantém nesse patamar há quatro semanas, enquanto no boletim de 2013 não havia projeção para o IPCA em 2015;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no Focus de 24.10.14, a projeção para 2014 manteve-se em 3%, pela segunda semana consecutiva, ante 3,65% observada há um mês, enquanto o boletim de 25.10.13 apresentava elevação de 6% para 2014. Quanto a 2015, os três últimos boletins manteve a estimativa de 5,52%, ante 5,50% registrada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio em fim de período (R$/U$): as três últimas pesquisas registraram, para 2014, taxa de câmbio de R$/U$2,40, ante taxa de R$/U$2,35 verificada há um mês, enquanto o boletim de 25.10.13 indicava R$/U$2,40 para este ano. Com relação a 2015, os três últimos boletins projetaram R$/U$2,50, ante R$/U$2,45 verificada há um mês;

(d) Taxa Selic em fim de período (% a.a.): as estimativas realizadas pelo mercado para 2014, divulgadas em 24.10.14, pela vigésima primeira semana consecutiva continuam em 11% a.a., enquanto para 2015 caiu de 11,88% a.a. para 11,50% a.a. na última semana. O Boletim Focus de 25.10.13 indicava taxa de 10,25% a.a. para 2014, não constando projeção do indicador para o próximo ano;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (% do crescimento): as projeções de crescimento para o PIB em 2014 declinaram durante vinte semanas consecutivas, tendo o Focus de 24.10.14 mantido a mesma variação positiva de 0,27% registrado nas duas últimas semanas, ante 0,29% observada há quatro semanas, enquanto o boletim de 25.10.13 apontava crescimento de 2,13% para 2014. Para 2015, os três últimos boletins apontam incremento de 1% do PIB, ante elevação de 1,01% registrado há um mês;

(f) Produção Industrial (% do crescimento): o último Focus de 24.10.14 mantém a mesma projeção da semana anterior, decréscimo de 2,24% para 2014, ante declínio de 1,95% registrado há quatro semanas, enquanto o boletim de 25.10.13 registrava elevação de 2,39% para 2014. Para o próximo ano, o último Focus apresenta variação positiva de 1,42%;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a projeção divulgada no boletim de 24.10.14 aponta superávit de U$2,10 bilhões para 2014, ante U$2,29 bi da semana anterior e U$2,40 bilhões observados há quatro semanas, enquanto atingiu U$8,50 bi observados no boletim de 25.10.13. Para 2015, o último Focus estima superávit de U$7,21 bilhões, ante U$7,65 bi apresentados no boletim anterior, e U$9 bi registrados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): o IED tem se mantido estável ao longo das últimas vinte nove semanas em U$60 bilhões para 2014, enquanto para 2015, o último Focus indicou também U$60 bi, enquanto o Focus de 25.10.13 indicava U$60 bilhões. Para 2015, a última pesquisa mantém o mesmo valor de U$60 bi.

As expectativas do mercado se voltam para as possíveis medidas macroeconômicas que deverão ser tomadas pelo governo, reduzindo ou pelo menos abrandando o pessimismo dos agentes econômicos quanto às expectativas de crescimento da economia para o próximo ano.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PESQUISA MENSAL DE COMÉRCIO DE AGOSTO
Consultor Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 15.10.14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz indicadores do comércio varejista que permitem acompanhar o desempenho do setor e de seus principais segmentos. A pesquisa trabalha com uma amostra de cerca de seis mil empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas, e abrange dez grupos de atividades.

Em agosto deste ano, o comércio varejista apresentou crescimento de 1,1% no volume de vendas e 1,3% na receita nominal, ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Tanto na série de volume quanto na de receita nominal os resultados voltaram a ser positivos após dois meses de declínios.

Nas séries, sem ajuste, o varejo apresentou, em termos de volume de vendas, declínio de 1,1% ante ago/13 e cresceram 2,9% e 3,6% nos acumulados dos oito primeiros meses de 2014 e dos últimos 12 meses, respectivamente. Na mesma base de comparação, a receita nominal de vendas apresentou incrementos de 5,2%, 9,2% e 10,1%, respectivamente.

Com relação ao comércio varejista ampliado, que contempla o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, voltou a registrar variação negativa tanto para o volume de vendas (-0,4%), quanto para a receita nominal (-0,2%), ambos com relação a julho, com ajuste sazonal. Em relação à ago/13, o varejo ampliado decresceu 6,8% no volume de vendas e 1,1% na receita nominal de vendas. Nas taxas acumuladas, os resultados foram -1,5% no ano e +0,6% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 4,2% e 6,2%, respectivamente, para a receita nominal.

Em relação a jul/14, com relação ao volume de vendas, com ajuste sazonal, oito das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas. Em ordem de importância temos: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,5%); Tecidos, vestuário e calçados (3,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); Combustíveis e lubrificantes (1,4%); Móveis e eletrodomésticos (1,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%); Material de construção (0,2%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%) e Veículos e motos, partes e peças com -2,5%.

Comparando ago/14 com ago/13, ainda quanto ao volume de vendas, na série sem ajuste sazonal, das oito atividades do varejo cinco apresentaram decréscimos. As cinco atividades que apresentaram declínios foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%); Móveis e eletrodomésticos (-7,5%); Tecidos, vestuário e calçados (-1,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-8,9%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-6,8%). Os segmentos com resultado positivo foram: Combustíveis e lubrificantes (0,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,4%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%).

Dos 27 estados da federação, 16 apresentaram variações negativas no volume de vendas, na comparação de ago/14 com ago/13, na série sem ajuste sazonal, destacando-se: Santa Catarina (-5,1%); Espírito Santo (-4,5%); e Goiás (-4,2%). Os estados com melhores resultados foram: Acre (+19,0%); Rondônia (+10,0%); e Roraima (+8,1%). Ainda para o volume de vendas, comparando ago/14 com jul/14, com ajuste sazonal, 23 estados apresentaram desempenho positivo, sendo as maiores taxas: Piauí (4,7%); Rondônia (4,6%); Paraíba (3,8%); Maranhão (3,4%); e Acre (3,1%).

Quanto ao comércio varejista ampliado, 22 estados apresentaram decréscimos na comparação com ago/13 para o volume de vendas, destacando-se São Paulo (-14,0%); Espírito Santo (-9,0%); e Paraná (-8,9%). Já as maiores taxas de crescimento ocorreram em: Roraima (5,9%); Tocantins (2,2%); e Rondônia (2,1%).

Portanto, o desempenho do varejo em ago/14 apresenta uma pequena melhora, após o declínio observado nos meses de junho e julho, embora não configure uma mudança de tendência, tendo em vista que as perspectivas da economia para os próximos meses não são animadoras, conforme demonstra a pesquisa semanal realizada pelo Boletim Focus do Banco Central.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

EXPECTATIVAS DO MERCADO PARA 2014 E 2015
Consultor Régis Varão/¹

As estimativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas permaneceram praticamente inalteradas segundo os dados divulgados no Boletim Focus do Banco Central de 17.10.14, para 2014 e 2015:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): para o indicador que serve de referência para a meta de inflação, a estimativa divulgada no Boletim Focus de 17.10.14 manteve pela segunda semana consecutiva alta de 6,45% para 2014, ante 6,30% observada há quatro semanas, e 5,94% divulgada em 18.10.13. Para 2015, o último Focus manteve a projeção da semana anterior em 6,30%, ante 6,28% registrada há um mês, enquanto no boletim de 2013 não havia projeção para o índice no próximo ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no boletim de 17.10.14, a projeção para 2014 ficou em 3%, ante 3,19% da semana anterior, e 3,72% verificada há um mês, enquanto o Focus de 18.10.13 apresentou elevação de 6% para aquele ano. Quanto ao próximo ano, os dois últimos boletins mantiveram a estimativa de 5,52%, ante 5,50% registrada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio em fim de período (R$/U$): os dois últimos Focus registraram, para 2014, taxa de câmbio de R$/U$2,40, ante R$/U$2,34 verificada há quatro semanas, enquanto o boletim de 18.10.13 indicava R$/U$2,40. Com relação a 2015, os dois últimos boletins projetam taxa de R$/U$2,50, ante R$/U$2,45 observada há um mês;

(d) Taxa Selic em fim de período (% a.a.): as expectativas do mercado para 2014, divulgadas no Focus de 17.10.14, continuam pela vigésima semana consecutiva em 11% a.a., enquanto para 2015 mantém-se em 11,88% a.a. nas últimas duas semanas. O Boletim Focus de 18.10.13 indicava taxa de 10,25% a.a. para 2014, não constando projeção do indicador para 2015;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): as projeções de crescimento do PIB para 2014 vêm declinando nas últimas vinte semanas, tendo o Focus de 17.10.14 apresentado crescimento de 0,27%, ante 0,28% no boletim anterior, e 0,30% há quatro semanas, enquanto o boletim de 18.10.13 indicava, para aquele ano, elevação de 2,20%. Para 2015, os três últimos boletins apontam crescimento de 1% para o indicador, ante incremento de 1,01% há quatro semanas;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): a projeção divulgada no boletim de 17.10.14, para 2014, aponta superávit de U$2,29 bilhões, ante U$2,44 bi da semana anterior, e U$2,40 observada há quatro semanas, enquanto atingiu U$8,20 bilhões no boletim de 18.10.13. Para o próximo ano, o último Focus estima superávit de U$7,65 bilhões, ante U$7,27 bi observado na semana anterior, e U$9 bi registrado há um mês;

(g) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): o IED tem se mantido estável ao longo das últimas quarenta e cinco semanas em U$60 bilhões para 2014, enquanto para 2015, o último Focus indicou também U$60 bi, ante U$59,20 bilhões da semana anterior, e U$57 bi apresentado há quatro semanas.

As projeções do mercado para 2014 e 2015, quanto ao desempenho das principais variáveis macroeconômica estão atreladas em grande parte, às expectativas negativas dos agentes econômicos quanto ao resultado das eleições presidenciais.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS CAI EM OUTUBRO
Consultor Régis Varão/¹

O indicador antecedente de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), objetiva antecipar o potencial de vendas do comércio e medir a avaliação que os consumidores fazem de aspectos relevantes da condição de vida de suas famílias, do crédito, da segurança no emprego e da qualidade do consumo atual e futura. ICF inferior a 100 pontos indica insatisfação, acima (vai até 200) sugere satisfação com emprego, renda e consumo. As informações são obtidas de 18 mil questionários, e tem a composição: emprego, renda e consumo atual, compra a prazo, perspectiva de consumo e avaliação atual quanto à aquisição de bens duráveis.

O ICF de out/14 atingiu 121,5 pontos, apresentando declínio de 0,3% ante o mês anterior (121,9), e caiu 3,8% em relação a out/13. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos (SM) mostrou queda de 0,6% na comparação mensal. Segundo a CNC, famílias com renda acima de 10 SM apresentaram aumento de 0,4%, e o índice das famílias mais ricas encontra-se em 124,5 pontos, o das demais 121 pontos.

O componente Emprego Atual apresentou alta de 1,1% em out/14, ante o mês anterior, e cresceu 1,4% na comparação em doze meses. A percepção de famílias que se sente mais segura quanto ao nível do Emprego Atual é de 45,8%, enquanto em agosto foi 45,4%. Já a percepção de famílias que sentem menos segurança atinge 12,7%, enquanto no mês anterior atingiu 13,8%.

O componente Nível de Consumo Atual, com 101,7 pontos, registrou crescimento de 0,3% em out/14, frente a set/14 (101,4), e caiu 0,3% quando comparado a out/13. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo igual a 2013 (34,6%), revelando uma pequena elevação em relação ao mês anterior, em que 33,8% das famílias declararam o mesmo fato.

O alto custo do crédito e o elevado nível de endividamento das famílias tem contribuído para o desaquecimento na intenção de compras a prazo. O item Momento para Duráveis registrou queda de 3,9% em out/14 (104,7), ante setembro, e caiu 13% com relação a out/13, que apresentou o menor valor da série histórica. As famílias com renda até 10 SM apresentaram declínio de 3,9%, em out/14, no item Momento para Duráveis na comparação mensal, enquanto consumidores com renda acima de 10 SM apresentaram queda de 3,8%.

Portanto, a pressão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi um dos fatores relevante para o declínio do ICF observado em outubro, que vinha de uma sequência de três meses em alta finalizada em set/14, mas continuando abaixo dos níveis verificados no ano anterior.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Ver o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

PROJEÇÕES DO MERCADO PARA 2014 E 2015
Consultor Régis Varão/¹

As projeções do mercado para as variáveis macroeconômicas divulgadas no Boletim Focus do Banco Central de 10.10.14, para 2014 e 2015, continuam piorando ao longo dos últimos meses:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no Boletim Focus de 10.10.14, a estimativa do mercado para este ano atingiu 6,45%, ante 6,32% do boletim anterior, e 6,29% observada há quatro semanas, enquanto o boletim de 11.10.13 projeta 5,95%. Com relação a 2015, os dois últimos boletins mantiveram inalteradas as projeções em 6,30%, ante 6,29% registrada há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no último boletim, a projeção para 2014 ficou em 3,19%, ante 3,63% da semana anterior, e 3,77% verificada há um mês, enquanto o Focus de 11.10.13 registra 5,96%. Para 2015, o boletim de 10.10.14 registrou 5,52%, ante 5,50% da semana anterior, e 5,52% registrado há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio em fim de período (R$/U$): os dois últimos Focus indicam, para este ano, uma taxa de câmbio de R$/U$2,40, ante R$/U$2,30 verificada há quatro semanas, enquanto o boletim de 11.10.13 aponta R$/U$2,40. Para 2015, os dois últimos boletins projetam taxa de R$/U$2,50, ante R$/U$2,45 observada há quatro semanas;

(d) Taxa Selic em fim de período (% a.a.): as expectativas do mercado para 2014, divulgadas no Focus de 10.10.14, continuam em 11% a.a., enquanto para 2015 vem apresentando ajustes para cima, e atingiu 11,88% a.a. nos dois últimos boletins. O Focus de 11.10.13 indica 9,75% a.a. para 2014, mantendo inalterada a projeção divulgada nos últimos cinco boletins;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): as projeções de crescimento do para 2014 vêm declinando nas últimas dezenove semanas, tendo o Focus de 10.10.14 apresentado elevação de 0,28%, ante 0,24% observado no boletim anterior, alta de 0,04 p.p., enquanto o de 11.10.13 indica, para aquele ano, alta de 2,20%. Para 2015, os dois últimos boletins apontam crescimento de 1% para o PIB, ante crescimento de 1,04% há quatro semanas;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): as estimativas divulgadas no Focus de 10.10.14, para este ano, apontam superávit de U$2,44 bilhões, ante U$2,41 bi da semana anterior, e U$2,40 há quatro semanas, enquanto atinge U$9,25 bilhões no boletim de 11.10.13. Para 2015, o Focus de 10.10.14 estima superávit de U$7,27 bilhões, ante U$7,24 bi registrados na semana anterior, e U$9 bi observados há um mês.

As expectativas do mercado quanto ao bom desempenho das principais variáveis macroeconômicas, em 2014 e 2015, estão atreladas, em grande parte, ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Ver o site www.ravecofinancas.com.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR PAULISTA
Consultor Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomércioSP), é uma adaptação do índice elaborado pela University of Michigan, criado em 1950. Em meados da década de 1990, a FecomércioSP adaptou a metodologia daquela universidade às nossas necessidades. O ICC tem como base uma coleta mensal com 2.200 consumidores no município de São Paulo.

Em set/14 o ICC atingiu 118,9 pontos, crescimento de 7,6%, ante o mês ago/14 (110,5), e decresceu 13% frente a set/13 (136,7). Ao comparar o ICC de set/14 com dez/13 (136,6), o declínio chega a 13%. Para consumidores com renda inferior a 10 Salários Mínimos (SM), o ICC apresenta elevação de 6,6% em set/14 (118,1), e cai 15,9% ante set/13. Com relação aos consumidores com renda superiores a 10 SM, o incremento em set/14 foi 9,7% ante ago/14, e declinou 6,5% frente a set/13.

O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) apresentou elevação de 3,4% em set/14 (113,8 pontos), ante ago/14, e registrou declínio de 18,4% ante set/13. Embora tenha havido melhora na percepção do consumidor, em set/14 com relação ao mês anterior, as condições econômicas atuais quando comparadas há 12 meses apresentaram piora significativa (-18,4%). O comportamento do ICEA para os consumidores nas duas faixas de renda manteve-se praticamente semelhante ao subir 3,4% em set/14 ante agosto, e decresceu 18,5% e 18,2%, respectivamente, em set/14 ante setembro do ano anterior.

Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) apresentou o melhor desempenho em set/14 (10,4%), ao atingir 122,3 pontos, ante ago/14, e declinou 9,4% frente a igual mês de 2013. A expectativa dos consumidores com renda inferior a 10 SM cresceu 8,7% em set/14 (120,4), ante agosto, e decresceu 14,1% quando comparada a set/13. Para consumidores com renda acima de 10 SM, o único segmento a registrar elevação nas duas bases de comparação, subindo 13,8% em set/14 (126,3), ante ago/14, e apresentou crescimento de 2,1% ante set/13.

Portanto, considerando os três índices, o IEC foi o que apresentou melhor desempenho em set/14 quando comparado ao mês anterior e há doze meses, embora na comparação anual os três registraram decréscimos.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Ver o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ESTIMATIVAS DO MERCADO PARA 2014 E 2015
Consultor Régis Varão/¹

As estimativas do mercado para as variáveis macroeconômicas publicadas no Boletim Focus do Banco Central de 3.10.14, para 2014 e 2015, continuam piorando gradativamente ao longo dos últimos meses:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no Focus de 3.10.14, a estimativa do mercado para 2014 subiu para 6,32%, ante 6,31% da semana anterior, e 6,29% há quatro semanas. O boletim de 4.10.13 projetava 5,95% para o IPCA naquele ano. Com relação a 2015, os dois últimos boletins deste ano manteve inalterada a estimativa em 6,30%, ante 6,29% verificada há um mês;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no boletim de 3.10.14, a projeção para este ano está em 3,63%, de 3,65% da semana anterior, e 3,80% há quatro semanas, enquanto no Focus de 4.10.13 registrava 5,92%. Para 2015, os dois últimos boletins deste ano mantiveram em 5,50% as estimativas do mercado para o IGP-DI;

(c) Taxa de Câmbio em fim de período (R$/U$): o último Boletim Focus aponta uma taxa de câmbio de R$/U$2,40 para 2014, ante R$/U$2,35 da semana anterior, e R$/U$2,33 há quatro semanas. Ainda para aquele ano, o boletim de 4.10.13, indicava estimativa de R$/U$2,40, não constando projeção para 2015. O último Focus projeta para 2015 uma taxa de R$/U$2,50, ante R$/U$2,45 da semana anterior, e R$/U$2,49 há um mês;

(d) Taxa Selic em fim de período (% a.a.): a expectativa do mercado para 2014, de acordo com os últimos Focus, continua em 11% a.a., enquanto para 2015, vem apresentando ajustes para cima, atingindo 11,88% a.a. no boletim de 3.10.14, ante 11,38% a.a. divulgada no boletim anterior, e 11,63% há quatro semanas. O Focus de 4.10.13 indicava taxa de 9,75% a.a. para 2014, mantendo inalterada a projeção divulgada em boletins anteriores;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): as projeções de crescimento do PIB para 2014 e 2015 não param de declinar. A estimativa publicada em 3.10.14 para 2014, declinou para +0,24%, de +0,29% observada há uma semana, e +0,48% há um mês, enquanto em 4.10.13, a expectativa do mercado indicava variação positiva de 2,20% para 2014. O Focus de 3.10.14 indica crescimento de 1% para 2015, ante alta de 1,10% verificada quatro semanas;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): as projeções divulgadas no último Focus para 2014, apontam superávit de U$2,41 bilhões, ante U$2,40 bi da semana anterior, e U$2,41 divulgado há quatro semanas, enquanto atinge U$9,25 bilhões em 4.10.13. Para 2015, o Focus de 3.10.14 estima superávit de U$7,24 bilhões, ante U$9 bi registrado na semana anterior, e U$8,50 há um mês.

O mercado continua pessimista quanto ao comportamento do PIB, da inflação, do câmbio e de outras variáveis macroeconômicas, para 2014 e 2015, devido em grande parte, ao cenário eleitoral indefinido.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Ver o site www.ravecofinancas.com.