quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PESQUISA MENSAL DE COMÉRCIO DE AGOSTO
Consultor Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada em 15.10.14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz indicadores do comércio varejista que permitem acompanhar o desempenho do setor e de seus principais segmentos. A pesquisa trabalha com uma amostra de cerca de seis mil empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas, e abrange dez grupos de atividades.

Em agosto deste ano, o comércio varejista apresentou crescimento de 1,1% no volume de vendas e 1,3% na receita nominal, ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Tanto na série de volume quanto na de receita nominal os resultados voltaram a ser positivos após dois meses de declínios.

Nas séries, sem ajuste, o varejo apresentou, em termos de volume de vendas, declínio de 1,1% ante ago/13 e cresceram 2,9% e 3,6% nos acumulados dos oito primeiros meses de 2014 e dos últimos 12 meses, respectivamente. Na mesma base de comparação, a receita nominal de vendas apresentou incrementos de 5,2%, 9,2% e 10,1%, respectivamente.

Com relação ao comércio varejista ampliado, que contempla o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, voltou a registrar variação negativa tanto para o volume de vendas (-0,4%), quanto para a receita nominal (-0,2%), ambos com relação a julho, com ajuste sazonal. Em relação à ago/13, o varejo ampliado decresceu 6,8% no volume de vendas e 1,1% na receita nominal de vendas. Nas taxas acumuladas, os resultados foram -1,5% no ano e +0,6% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 4,2% e 6,2%, respectivamente, para a receita nominal.

Em relação a jul/14, com relação ao volume de vendas, com ajuste sazonal, oito das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas. Em ordem de importância temos: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,5%); Tecidos, vestuário e calçados (3,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); Combustíveis e lubrificantes (1,4%); Móveis e eletrodomésticos (1,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%); Material de construção (0,2%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%) e Veículos e motos, partes e peças com -2,5%.

Comparando ago/14 com ago/13, ainda quanto ao volume de vendas, na série sem ajuste sazonal, das oito atividades do varejo cinco apresentaram decréscimos. As cinco atividades que apresentaram declínios foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%); Móveis e eletrodomésticos (-7,5%); Tecidos, vestuário e calçados (-1,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-8,9%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-6,8%). Os segmentos com resultado positivo foram: Combustíveis e lubrificantes (0,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,4%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%).

Dos 27 estados da federação, 16 apresentaram variações negativas no volume de vendas, na comparação de ago/14 com ago/13, na série sem ajuste sazonal, destacando-se: Santa Catarina (-5,1%); Espírito Santo (-4,5%); e Goiás (-4,2%). Os estados com melhores resultados foram: Acre (+19,0%); Rondônia (+10,0%); e Roraima (+8,1%). Ainda para o volume de vendas, comparando ago/14 com jul/14, com ajuste sazonal, 23 estados apresentaram desempenho positivo, sendo as maiores taxas: Piauí (4,7%); Rondônia (4,6%); Paraíba (3,8%); Maranhão (3,4%); e Acre (3,1%).

Quanto ao comércio varejista ampliado, 22 estados apresentaram decréscimos na comparação com ago/13 para o volume de vendas, destacando-se São Paulo (-14,0%); Espírito Santo (-9,0%); e Paraná (-8,9%). Já as maiores taxas de crescimento ocorreram em: Roraima (5,9%); Tocantins (2,2%); e Rondônia (2,1%).

Portanto, o desempenho do varejo em ago/14 apresenta uma pequena melhora, após o declínio observado nos meses de junho e julho, embora não configure uma mudança de tendência, tendo em vista que as perspectivas da economia para os próximos meses não são animadoras, conforme demonstra a pesquisa semanal realizada pelo Boletim Focus do Banco Central.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Site www.ravecofinancas.com.

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