terça-feira, 12 de julho de 2016

MERCADO CONTINUA CORRIGINDO SUAS PROJEÇÕES
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisou 80% das projeções do mercado para 2016, enquanto para o próximo ano as estimativas de quatro variáveis permaneceram inalteradas. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e contempla 15 indicadores. A seguir, a análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 8.7.16 reduz a estimativa do índice para 7,26% em 2016, ante 7,27% observado na semana anterior, enquanto a pesquisa de 10.7.15 reduz a projeção para 5,44% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem reduz para 5,40% a projeção do mercado para o IPCA, ante 5,43% verificado na pesquisa anterior;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 8.7.16 eleva a projeção do índice para 9,20% em 2016, de 8,61% registrado na pesquisa anterior, enquanto o relatório de 10.7.15 mantém a estimativa em 5,50%, pela quadragésima nona semana consecutiva. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem eleva a expectativa do IGP-DI para 5,57%, ante 5,56% verificado há sete dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório Focus desta semana reduz a expectativa da taxa de câmbio para R$/U$3,40 em 2016, ante R$/U$3,46 há sete dias. Ainda com relação a 2016, o Focus de 10.7.15 mantém o câmbio em R$/U$3,40. Para o próximo ano, a pesquisa de 8.7.16 reduz a taxa de câmbio para R$/U$3,55, ante R$/U$3,70 observado na pesquisa anterior;

(d) Taxa Selic (% a.a.): Relatório de Mercado de 8.7.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,25% a.a. para 2016, enquanto o relatório de 10.7.15 eleva a projeção dos juros para 12,25% a.a. O Focus desta semana mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, mesmo valor observado nas duas semanas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 8.7.16 corrige para -3,30% o declínio da atividade econômica em 2016, ante variação negativa de 3,35% verificada no Focus anterior. Já a pesquisa de 10.7.15 mantém a expectativa de crescimento do PIB para 2016 em +0,50%. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana mantém em +1% a projeção de crescimento do PIB, mesmo valor observado nas quatro semanas anteriores;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 8.7.16 corrigiu o declínio da atividade industrial para -5,80% em 2016, ante variação negativa de 5,90% estimada na pesquisa anterior. Com relação à pesquisa de 10.7.15 a projeção de crescimento do setor industrial sobe para +1,40% em 2016, ante +1,35% observado na pesquisa anterior. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem reduz o crescimento da indústria para +0,67%, de +0,90% apresentado no relatório Focus da semana anterior;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 8.7.16 reduz a projeção do superávit comercial para U$50,44 bilhões em 2016, ante U$51,05 bi observados no Focus anterior. A pesquisa de 10.7.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$13 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$49,88 bilhões a estimativa do superávit comercial;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 8.7.16 corrige a estimativa do IDP para U$63,50 bilhões, para o final de 2016, ante U$64 bi observados há sete dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para 2016. Para 2017, a pesquisa Focus divulgada ontem eleva a estimativa do IDP para U$65 bilhões, o que representa U$5 bilhões acima do valor divulgado na semana anterior.

O governo tenta colocar a economia em funcionamento, enquanto os agentes econômicos aguardam as decisões políticas a respeito do mandato da presidente Dilma e da eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados. Por outro lado, as expectativas dos agentes econômicos apresentam sinalização positiva quanto ao desempenho futuro da economia, embora os indicadores de desemprego, endividamento das famílias, inadimplência e preços continuem desfavoráveis.


¹/ Coach Financeiro, Executive Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 5 de julho de 2016

MERCADO CORRIGE A MAIORIA DAS PROJEÇÕES
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) revisou 80% das projeções do mercado para este ano, enquanto para 2017 as estimativas de sete variáveis permaneceram inalteradas. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e contempla 15 indicadores. A seguir, uma análise de oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 1.7.16 reduz a estimativa do IPCA para 7,27% em 2016, ante 7,12% observado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 3.7.15 reduz a projeção para 5,45% para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem reduz para 5,43% a projeção do mercado para o índice, ante 5,50% observado há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Relatório de Mercado de 1.7.16 eleva a projeção do índice para 8,61% em 2016, de 7,27% verificado há um mês, enquanto a pesquisa de 3.7.15 mantém a estimativa em 5,50%, pela quadragésima oitava semana consecutiva. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem reduz a expectativa do IGP-DI para 5,56%, ante 5,58% verificado há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório Focus desta semana reduz a expectativa da taxa de câmbio para R$/U$3,46 em 2016, ante R$/U$3,68 há trinta dias. Ainda com relação a 2016, o Focus de 3.7.15 eleva o câmbio para R$/U$3,40, de R$/U$3,30 observado há quatro semanas. Para o próximo ano, a pesquisa de 1.7.16 reduz a taxa de câmbio para R$/U$3,70, ante R$/U$3,85 observado há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 1.7.16 mantém a estimativa da taxa de juros em 13,25% a.a. para 2016, ante 12,88% a.a. observado há 30 dias, enquanto o relatório de 3.7.15 eleva a projeção dos juros para 12,06% a.a. O Relatório de Mercado desta semana mantém a expectativa dos juros em 11% a.a. para 2017, ante 11,25% a.a. verificado há um mês;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 1.7.16 corrige para -3,35% o declínio da atividade econômica em 2016, ante variação negativa de 3,71% verificada há trinta dias. Já a pesquisa de 3.7.15 mantém a expectativa de crescimento do PIB para 2016 em +0,50%, ante variação positiva de 1% observado há quatro semanas. Com relação a 2017, a pesquisa Focus desta semana mantém em +1% a projeção de crescimento do PIB, ante +0,85% verificado há quatro semanas;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 1.7.16 corrigiu o declínio da atividade industrial para -5,90% em 2016, ante variação negativa de 5,89% estimada na pesquisa anterior. Com relação à pesquisa de 3.7.15 a projeção de crescimento do setor industrial cai para +1,35% para 2016, ante +1,50% observado há trinta dias. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem eleva o crescimento da indústria para +0,90%, de +0,80% apresentado no Focus anterior;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 1.7.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$51,05 bilhões em 2016, ante U$50 bi observados há trinta dias. A pesquisa de 3.7.15 eleva a estimativa do superávit comercial para U$12,40 bilhões em 2016. Para 2017, o Focus desta semana mantém estável em U$50 bilhões a estimativa do superávit comercial;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o Focus de 1.7.16 corrige a estimativa do IDP para U$64 bilhões, para o final de 2016, ante U$60 bi observados há trinta dias, enquanto o relatório de igual período de 2015 mantém em U$65 bilhões a projeção para este ano. Para 2017, a pesquisa Focus desta semana mantém a estimativa do IDP em U$60 bilhões, pela décima semana consecutiva.

O atual governo tenta colocar a economia em funcionamento, enquanto os agentes econômicos aguardam as definições a respeito do mandato da presidente afastada.


¹/ Executive Coach, Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.
ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS RECUOU EM JUNHO DE 2016
Régis Varão/¹

O percentual de famílias com dívidas apresentou declínio entre maio e junho deste ano, bem como em relação à jun/15, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). A pesquisa é realizada mensalmente com cerca de 18 mil consumidores e contempla todas as capitais do País mais o Distrito Federal. São apurados os indicadores: percentual de consumidores endividados, com contas em atraso e que não terão condições de pagar suas dívidas, tempo de endividamento e nível de comprometimento da renda.

O percentual de famílias com dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 58,1% em jun/16, um decréscimo de 0,6 p.p. ante mai/16 e -3,9 p.p. frente à jun/15. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso caiu para 23,5% em jun/16, de 23,7% em mai/16, e registrou 21,3% em jun/15. Já com relação às famílias sem condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que permanecem inadimplentes, houve elevação nas duas bases de comparação, chegando a 9,1% em jun/16, 9% no mês anterior e 7,9% em jun/15.

Com relação a contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso ficou em 62,4 dias em jun/16, acima dos 59,6 dias observados em jun/15, enquanto o tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas atingiu 7,3 meses, sendo que 23,2% estão comprometidas com dívidas até 90 dias, e 35,2% com mais de 12 meses.

Quanto ao nível de endividamento familiar, a proporção de famílias que se declararam muito endividadas cresceu no período mai-jun/16, de 14,9% para 15%, enquanto na comparação jun/15-jun/16 subiu 2,5 p.p. As famílias que se declararam mais ou menos endividadas passou de 23,2% em jun/15 para 20,8% em mai/16 e caiu para 20,5% no mês seguinte. Os que estão pouco endividados passaram de 26,2% em jun/15 para 23% em mai/16 e atingiram 22,6% em jun/16, representando -3,6 p.p. na comparação anual. Os que declararam não terem esse tipo de dívida passou de 37,8% (jun/15) para 41% em mai/16 e atingiu 41,7% no mês seguinte.

Por faixa de renda, o percentual de famílias sem condições de pagar as contas em atraso mostrou comportamento distinto entre os grupos pesquisados (<10 SM e >10 SM) na comparação mensal. Na faixa de renda acima de 10 SM (Salário Mínimo), o indicador atingiu 4,3% em jun/16, ante 3,9% no mês anterior e 3,1% em jun/15. No grupo com renda <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos apresentou estabilidade (10,2%), mas em relação a jun/15 cresceu 1,1 p.p.

Por tipo de dívida, o cartão de crédito continua tendo a preferência das famílias, sendo apontado como o principal tipo de dívida por cerca de 77% delas, seguido de carnês de lojas com 15,6%, crédito pessoal (11,3%), financiamento de carro com 10,8%, financiamento de casa (8,6%), cheque especial com 7,4%, crédito consignado (5,1%) e cheque pré-datado com 1,8%.

Entre as famílias com renda <10 SM, o cartão de crédito é destaque com 77,7%, seguido por carnês de loja (16,7%), crédito pessoal com 10,8% e financiamento de carro (8,9%). Na faixa de renda >10 SM, os principais tipos de dívida registrados em jun/16 foram: cartão de crédito (72,2%), financiamento de casa com 19,6%, financiamento de carro (19,5%) e crédito pessoal com 13,5%.

Portanto, embora o cenário não seja favorável com inflação em alta, juros elevados, desemprego crescente e inadimplência em alta, observou-se redução do percentual de famílias endividadas pelo quinto mês consecutivo, atingindo em jun/16 um indicador com menor patamar desde fev/15. Observo, no entanto, que a proporção de famílias com contas/dívidas em atraso também recuou no sexto mês de 2016, embora tenha ocorrido elevação da proporção de famílias sem condições de pagarem suas contas ou dívidas em atraso.


¹/ Executive Coach, Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.
ATENÇÃO COM O CARTÃO DE CRÉDITO!
Régis Varão/¹

O cidadão brasileiro está vivendo um momento atípico tanto no aspecto político quanto no econômico. Com relação à política, todos os dias temos surpresas com a descoberta de desvios ou prisão de ex-ministros, a situação está complicada. Já na economia a situação apresenta uma pequena melhora, pelo menos das expectativas, embora a divulgação recente de dados do Banco Central são uma ducha gelada nos endividados em cartão de crédito, cheque especial e outros.

Embora os juros estejam proibitivos para os que não sabem utilizá-lo, vamos mostrar vantagens e desvantagens desse prático instrumento de crédito. Ele oferece benefícios como a possibilidade de pagar compras à vista em até 40 dias, sem juros, parcela compras sem pagamento de juros, acumula créditos em milhas para viagens etc.

Embora prático, causa surpresas desagradáveis quando utilizado de maneira inadequada, podendo levar ao descontrole financeiro, e ao endividamento. A taxa de juros do crédito rotativo, que incide quando não se paga a fatura integral no vencimento da fatura, é a mais elevada do mercado, chegando a 471,3% a.a. em mai/16, segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB). Entre dez/15 (431,4% a.a.) e maio deste ano houve acréscimo de 39,9 p.p. na cobrança do rotativo, e 111 p.p. em doze meses. O rotativo é a operação em que o cliente financia o saldo devedor remanescente após pagar somente o valor mínimo ou parte da fatura mensal. Muitos desinformados têm vários cartões de crédito por status, mas esquecem das várias anuidades a serem pagas.

Para facilitar a vida financeira, pelo menos dos leitores de meu blog, protegendo-os de desagradáveis notícias, listamos algumas dicas para a melhor utilização do cartão de crédito:

01. Planeje-se financeiramente antes de realizar uma compra, e não esqueça que os gastos realizados precisam estar de acordo com o seu orçamento doméstico;

02. Pague mensalmente o saldo integral da fatura do cartão de crédito, de preferência coloque no débito em conta. Nunca pague o valor mínimo, a incidência de juros no saldo remanescente é o mais elevado do mercado, chegando próximo a 16% a.m., em mai/16. Uma curiosidade, a grande maioria dos aplicadores/investidores não conseguem esse percentual no ano;

03. Evite vários cartões, todos cobram anuidades, e cancele os que não são utilizados, de preferência tenha no máximo um;

04. Se você é disciplinado e faz planejamento financeiro, pode ter até dois cartões com vencimentos e bandeiras diferentes (por exemplo, Visa e Mastercard), o que permite trabalhar melhor com os prazos de vencimentos;

05. Muitas operadoras de cartão dispensam a anuidade quando solicitadas, portanto, solicite isenção das anuidades;

06. Prefira cartões sem anuidades, que dispõem de vantagens como boa aceitação no mercado interno e externo, bom limite de crédito, programas de seguros de viagens, programas de milhagem, bom atendimento etc;

07. Concentre-se nos benefícios que o cartão oferece e não em suas cores (black, infinite, diamante entre outros), muitas vezes vistas apenas como status;

08. Coloque o vencimento da fatura para pelo menos quatro ou cinco dias após o recebimento de seu vencimento (salário, pró-labore etc);

09. Verifique a melhor data para compras considerando aquisições próximas ao vencimento da fatura (7 a 10 dias anteriores) podem ir para o próximo vencimento, e pode chegar a 40 dias;

10. Em caso da fatura mensal vir uma despesa de compra desconhecida, reclame imediatamente junto à administradora antes de quitar a fatura;

11. Se o cartão estiver em débito automático, verifique o extrato antes do débito;

12. Ao sair de casa com o cartão de crédito não leve o talão de cheques, os dois não combinam, leve um ou outro, nunca os dois;

13. Negocie o limite de crédito com a administradora, pois elas tendem a serem generosas na concessão deles;

14. Se você está com problemas financeiros é recomendável um limite de crédito de no máximo 25% dos rendimentos líquidos mensais. Se você não está com problemas financeiros, por precaução, não permita que seus gastos ultrapassem 50% de sua renda líquida mensal;

15. Tenha sempre em mente que o valor disponível do cartão de crédito não é seu, tenha sempre o montante de dinheiro equivalente ao valor das compras para quitá-lo;

16. Se você é descontrolado financeiramente, cuidado com compras parceladas, muitas vezes você não tem a exata noção de quanto elas representam quando somadas, e quando recebe a fatura não tem mais o que fazer além de quitá-la;

17. Nunca empreste seu cartão de crédito, não faça compras para terceiros, pois poderá ter aborrecimentos no vencimento da fatura do cartão;

18. Não gaste mais do que pode apenas para agradar um filho, a mulher ou parente próximo, economize seu dinheiro (veja o item 01);

19. Se você está com dívida elevada no cartão, evite usá-lo e tente imediatamente renegociar a dívida;

20. Evite comprar com cartão de crédito em viagens internacionais, o IOF é muito elevado, sem considerar a taxa de câmbio. Procure levar moeda estrangeira em espécie, sai mais barato e você tem o controle de suas despesas;

21. Uma recomendação importante é evitar sacar dinheiro com o cartão de crédito, os juros são elevadíssimos e podem facilmente ultrapassar os juros do crédito rotativo (471,3% a.a.), que são os mais elevados do mercado;

22. Cuidado com fraudes, cada vez mais aparecem casos de clonagem, sempre verifique a fatura do cartão e se achar uma compra suspeita fale imediatamente com a administradora do cartão ou com o banco em que você tem conta.

Como podemos observar, o cartão de crédito é um instrumento prático e muito útil para os que sabem usá-lo com parcimônia, pois facilita a vida do consumidor livrando-o de carregar dinheiro em espécie, em compras, viagens, restaurantes e shoppings, também  possibilita o adiamento do pagamento em até 40 dias. Por outro lado, mal utilizado, pode endividá-lo, constrangê-lo e até mesmo se transformar em uma grande dor de cabeça.

Portanto, faça planejamento financeiro, mantenha controle sobre suas despesas, e principalmente monitore as despesas com o cartão de crédito, pague a fatura integral no vencimento e faça apenas compras planejadas e necessárias, preferencialmente já planejadas em seu orçamento financeiro pessoal. O cartão de crédito quando bem utilizado pode ser um importante instrumento de consumo, um facilitador de pagamento, podendo ser um aliado, que atende e ajuda a resolver imprevistos e a suprir as necessidades momentâneas de crédito.

¹/ Executive Coach, Coach Financeiro, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.