quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM DEZEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores brasileiros quanto à situação atual e às expectativas econômicas das pessoas e do País para os próximos meses. Quanto maior o valor do índice, mais alto é o percentual de respostas positivas, isto é, maior é o percentual de pessoas esperando declínio da inflação, do desemprego, elevação da renda pessoal e das compras de bens de maior valor, e esperando melhor situação financeira e queda do endividamento.

O INEC registra 100,3 pontos em dez/16, valor 2,8% abaixo do observado em nov/16, e +4,2% acima do registrado em dez/15 quando registrou 96,3 pontos. Com os declínios verificados nos dois últimos meses do ano, o índice reverte o crescimento do período jul-out/16, quando apresentou elevação de 3,4%. O INEC ainda é maior do que o de dez/15 (+4,2%), mas está 7,8% abaixo da média histórica (108,8 pontos).

A maioria dos componentes do INEC mostra declínio na comparação mensal, ficando a exceção por conta do índice de situação financeira, o que reflete uma pequena melhora na percepção dos consumidores a respeito de suas condições financeiras.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o índice de expectativas de inflação registrou declínio de 6,1% em dez/16 (102,4 pontos) com relação ao mês anterior, e subiu 9,4% quando comparado ao mesmo mês de 2015;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram queda de 7,8% em dez/16 (106,3 pontos) quando comparado ao nov/16, mas registrou elevação de 7,8% com relação ao mesmo mês do ano anterior;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal registraram decréscimo de 3,5% em dez/16 (91,7 pontos) ante o mês anterior, e subiu 5,8% com relação à dez/15;

(d) Compras de Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor, houve decréscimo nas duas bases de comparação, registrando -1,7% em dez/16 (111,3 pontos) frente ao mês anterior e declínio de 3% ante igual período de 2015;

(e) Endividamento: o endividamento apresentou queda de 1,3% em dez/16 (96,4 pontos) quando comparado ao mês anterior, e registrou incremento de 4% frente ao mesmo mês de 2015;

(f) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, houve melhora nas expectativas nas duas bases de comparações, mensal e anual. Apresentou elevação de 1,1% em dez/16 (91,3 pontos) frente ao mês anterior e subiu 9,3% quando comparado a igual período do ano anterior.

Portanto, a maioria dos componentes do INEC apresenta declínio na comparação mensal, o que sugere perda de confiança dos consumidores brasileiros nos últimos meses. Uma situação preocupante, o que sugere um freio no consumo das famílias brasileiras para os próximos meses.

¹/ Coach Financeiro, Business & Executive Coach, Personal Coach, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com pós-graduação stricto sensu em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

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