CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM DEZEMBRO
Régis Varão/¹
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), publicado pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI), reflete o
sentimento dos consumidores brasileiros quanto à situação atual e às
expectativas econômicas das pessoas e do País para os próximos meses. Quanto maior
o valor do índice, mais alto é o percentual de respostas positivas, isto é,
maior é o percentual de pessoas esperando declínio da inflação, do desemprego, elevação
da renda pessoal e das compras de bens de maior valor, e esperando melhor
situação financeira e queda do endividamento.
O INEC registra 100,3 pontos em dez/16,
valor 2,8% abaixo do observado em nov/16, e +4,2% acima do registrado em dez/15
quando registrou 96,3 pontos. Com os declínios verificados nos dois últimos
meses do ano, o índice reverte o crescimento do período jul-out/16, quando
apresentou elevação de 3,4%. O INEC ainda é maior do que o de dez/15 (+4,2%),
mas está 7,8% abaixo da média histórica (108,8 pontos).
A maioria dos componentes do INEC mostra declínio
na comparação mensal, ficando a exceção por conta do índice de situação
financeira, o que reflete uma pequena melhora na percepção dos consumidores a
respeito de suas condições financeiras.
Componentes do INEC:
(a) Expectativa
de Inflação: o índice de expectativas de inflação registrou declínio de
6,1% em dez/16 (102,4 pontos) com relação ao mês anterior, e subiu 9,4% quando comparado
ao mesmo mês de 2015;
(b) Expectativa
de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram queda de 7,8% em
dez/16 (106,3 pontos) quando comparado ao nov/16, mas registrou elevação de
7,8% com relação ao mesmo mês do ano anterior;
(c) Expectativa
de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal registraram decréscimo
de 3,5% em dez/16 (91,7 pontos) ante o mês anterior, e subiu 5,8% com relação à
dez/15;
(d) Compras de
Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor,
houve decréscimo nas duas bases de comparação, registrando -1,7% em dez/16 (111,3
pontos) frente ao mês anterior e declínio de 3% ante igual período de 2015;
(e) Endividamento:
o endividamento apresentou queda de 1,3% em dez/16 (96,4 pontos) quando
comparado ao mês anterior, e registrou incremento de 4% frente ao mesmo mês de
2015;
(f) Situação
financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, houve
melhora nas expectativas nas duas bases de comparações, mensal e anual.
Apresentou elevação de 1,1% em dez/16 (91,3 pontos) frente ao mês anterior e
subiu 9,3% quando comparado a igual período do ano anterior.
Portanto, a maioria dos
componentes do INEC apresenta declínio na comparação mensal, o que sugere perda
de confiança dos consumidores brasileiros nos últimos meses. Uma situação preocupante,
o que sugere um freio no consumo das famílias brasileiras para os próximos
meses.
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