CONFIANÇA
DAS FAMÍLIAS MELHORA EM RELAÇÃO A 2016
Régis
Varão/¹
A
Intenção de Consumo das Famílias (ICF)
calculado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC)
é um indicador antecedente que objetiva antecipar o potencial de vendas do
comércio, mensura a avaliação que os consumidores fazem da capacidade e qualidade
de consumo atual e futura, o nível de renda doméstica, as condições de crédito
e segurança no emprego. O índice ainda permanece em nível inferior a 100
pontos, o que indica insatisfação com a situação atual.
O
nível de confiança das famílias com renda inferior a dez salários mínimos (<10
SM) apresentou piora de 0,7% na comparação mensal, e as famílias com renda >10
SM registrou elevação de 0,2%. Já o índice das famílias mais ricas está em 86,7
pontos, enquanto das demais registra 76,1 pontos. Por outro lado, os índices
abertos por faixa de renda continuam abaixo de 100 pontos.
Quanto
à comparação regional, a maior variação ocorreu na região Sul (+1,8%) na
intenção de consumo e a pior foi observada no Nordeste com redução de 1,3%.
Segundo
a pesquisa da CNC, a intenção de consumo das famílias segue em recuperação progressiva,
tendo jun-jul/16 registrado os menores patamares dos componentes. A seguir, os diversos
componentes do ICF:
Emprego Atual: esse componente registrou crescimento de 0,4% abr/17
(108,7 pontos) em relação ao mês anterior e alta de 5,7% na comparação com
igual período de 2016. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em
relação ao Emprego Atual é de 31,6%, ante 31,5% em março. De acordo como a CNC,
as regiões Centro-Oeste (139 pontos), Norte (118,7 Pontos) e Sul (114,3 pontos)
são as mais confiantes em relação ao Emprego Atual, com variações mensais
respectivas de +1,9%, +1,7% e +0,1%. Já o Nordeste e Sudeste apresentaram os
menores níveis de confiança, respectivamente 108,3 e 98,9 pontos;
Nível de Consumo Atual: esse componente apresentou incremento de 0,4% em
abr/17 (51,3 pontos) ante o mês anterior e alta de 4,6% frente a igual período
de 2016. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo
abaixo de 2016;
Acesso ao Crédito: esse componente registrou crescimento de 1% em
abr/17 (70,1 pontos) ante o mês anterior e declínio de 0,5% em relação abr/16;
Momento para Duráveis: foi observado nesse componente, redução de 3,8% em
abril deste ano (50,8 pontos) na comparação mensal, indicando o segundo
decréscimo consecutivo - mar/17 com 52,8 pontos e abr/17 com 50,8 pontos - após
sete meses seguidos de alta, quando passou de 41,1 pontos em jul/16 para 53,3
pontos em fev/17. Na comparação anual o componente registrou crescimento de
14,1% ante abr/16 (44,5 pontos);
Renda Atual: as famílias com renda <10 SM registraram
declínio de 2,8% no item Momento para Duráveis na comparação mensal, e as com
renda >10 SM registraram decréscimo de 7,1%. Em termos regionais, o
indicador apresentou forte variação, 70,9 pontos no Sul ante 29,6 pontos no
Norte do País;
Perspectiva de Consumo: esse componente apresentou elevação de 0,6% em
abr/17 (70,1 pontos) ante o mês anterior, e na comparação anual subiu 22,5%, a
sétima variação positiva consecutiva desde ago/14. Na comparação mensal, as
famílias com renda <10 SM apresentaram incremento de 0,4% e as com renda >10
SM subiram 1,4%;
Perspectiva Profissional: em abr/17 esse indicador caiu 2,5% chegando a 100,4
pontos ante o mês anterior, e apresentou elevação de 3,7% quando comparado a abr/16.
Portanto,
embora em abril deste ano a confiança tenha caído, segundo o relatório da CNC
ela continua em trajetória positiva, decorrendo em grande parte da melhora das
expectativas. A queda da inflação e dos juros podem, juntamente com a liberação
de recursos das contas inativas do FGTS, contribuir para uma melhora mais
consistente das variáveis que aferem a situação dos consumidores brasileiros
nos próximos meses.
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