CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR RECUA EM MARÇO
Régis
Varão/¹
O
Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores quanto
à situação atual e as expectativas econômicas para os próximos meses. Quanto maior
o índice, maior o percentual de respostas positivas, isto é, maior o percentual
de pessoas esperando queda da inflação ou desemprego, alta da renda pessoal, elevação
das compras de bens de maior valor, com melhor situação financeira ou menos
endividamento.
A
recuperação do otimismo do consumidor brasileiro verificado no período
jan-fev/17 não se mantém em mar/17, quando chega a 102 pontos, mostrando um
declínio de 2,3% na comparação com fev/17. Contudo, mostra incremento de 4,5%
na comparação com mar/16. No entanto, mesmo com esse aumento, o índice encontra-se
6,1% abaixo da média histórica que está em 108,6 pontos.
Com
relação aos componentes do INEC, apenas
o índice de endividamento apresenta melhora na comparação mensal, enquanto o
índice de expectativas de compras de bens de maior valor apresentou declínio em
ambas as comparações.
Componentes
do INEC:
(a) Expectativa de Inflação: esse índice registrou
declínio de 6,9% em mar/17 (106,1 pontos) com relação ao mês anterior, e subiu 7,5%
quando comparado a mar/16 quando ficou em 98,7 pontos;
(b) Expectativa de desemprego: as
expectativas de desemprego apresentaram queda de 3% em mar/17 (114,1 pontos)
quando comparado ao mês anterior, mas registrou elevação de 9,9% com relação a
mar/16 quando registrou 103,8 pontos;
(c) Expectativa de Renda Pessoal: o
indicador registrou decréscimo de 2,9% em mar/17 (94,1 pontos) ante o mês
anterior, e subiu 8,7% com relação à mar/16 (86,6 pontos);
(d) Expectativas
de Compras de Bens de Maior Valor:
quanto a esse indicador, houve declínio nas duas bases de comparação,
registrando queda de 1% em mar/17 (111,2 pontos) frente ao mês anterior e redução
de 2,6% ante mar/16 quando atingiu 114,2 pontos;
(e) Endividamento: o indicador apresentou elevação
em ambas as bases de comparação, subindo 0,4% em mar/17 (96,8 pontos) ante o
mês anterior e cresceu 2% frente a mar/16 quando chegou a 94,9 pontos;
(f) Situação financeira: com relação à
situação financeira dos consumidores, apresentou declínio de 2,1% em mar/17 (90,6
pontos) ante o mês anterior, e registrou elevação de 9,2% com relação a mar/16
quando chegou a 83 pontos.
Portanto,
a maioria dos componentes do INEC apresenta declínio na comparação mensal, exceção
para o endividamento que subiu, o que sugere perda de confiança dos
consumidores brasileiros nos indicadores macroeconômicos. Um comportamento que pode
ser creditado ao desconforto das famílias brasileiras com relação a situação
atual do País e às expectativas para os próximos meses. Esses resultados podem ter
respaldo, em parte, nos indicadores de desemprego divulgados recentemente pelo
IBGE
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