domingo, 9 de dezembro de 2018

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR AVANÇA EM NOVEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 7,1 pontos em nov/18 chegando a 93,2 pontos, o maior valor observado desde jul/14 quando atingiu 93,8 pontos. Após duas subidas consecutivas, o índice acumula elevação de 11,1 pontos no bimestre out-nov/18, representando a maior alta registrada na série histórica iniciada em set/05.

Na comparação mensal o índice apresentou crescimento em out/18 e novembro, de respectivamente 4 e 7,1 pontos, enquanto em termos anuais apresentou declínio de 0,5 ponto em out/18 e elevação de 5,5 pontos no mês seguinte.

Segundo Viviane Bittencourt, da FGV, “Depois de um período de desconfiança, os consumidores voltam a ficar otimistas em relação às perspectivas econômicas do país, às finanças familiares e ao emprego. Mas além de se mostrar “esperançoso” sobre o futuro, os consumidores já se mostram menos insatisfeitos com o presente. O resultado parece ter sido influenciado pela redução das incertezas políticas e o efeito “Lua de Mel” com o novo governo“.

Em nov/18, os indicadores que avaliam tanto a situação atual (Índice de Situação Atual-ISA) quanto as expectativas (Índice de Expectativas-IE) apresentaram melhora. O ISA registrou incremento de 2,7 pontos, passando de 71,9 pontos para 74,6 pontos, maior nível observado desde mai/18 quando atingiu 77,2 pontos. Já IE apresentou crescimento mais vigoroso com 9,8 pontos, saindo de 96,6 pontos em out/18 para 106,4 pontos no mês seguinte, o maior valor registrado desde fev/13 quando chegou a 106,7 pontos. Segundo o relatório da sondagem do consumidor “O resultado mostra que a proporção de respostas otimistas supera a de pessimistas pela primeira vez desde março deste ano, acumulando uma alta de 16,7 pontos nos últimos dois meses”.

Com relação à situação atual, o destaque fica com o indicador que afere o grau de satisfação com a economia, com crescimento de 3,3 pontos atingindo 81,1 pontos, o mais elevado nível desde mai/18 (82 pontos).

Quanto às perspectivas futuras, o indicador que mede o otimismo com o desempenho da situação econômica nos próximos seis meses foi o que mais contribuiu para o crescimento da confiança em nov/18, ao registrar incremento de 20 pontos e chegar a 126,1 pontos, o maior nível verificado na série histórica. A expectativa sobre a situação familiar também se tornou otimista, com alta de 13,5 pontos, atingindo 106,9 pontos, o maior nível desde set/13 quando chegou a 108,2 pontos.

De acordo com a sondagem do consumidor, “Apesar de uma recuperação do otimismo sobre as finanças pessoais, houve devolução de 45% da alta observada no mês passado do indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis, que caiu 5,4 pontos em novembro, para 85,3 pontos”.

Com relação ao ICC, por faixa de renda, houve elevação do nível de confiança em todas as classes de renda. A faixa de renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00 registrou o melhor desempenho positivo com +10,8 pontos em nov/18 ante o mês anterior. A segunda melhor performance ficou com a faixa de renda entre R$4.800,01 e R$9.600,00 ao subir 9,6 pontos em nov/18 na comparação mensal. A terceira posição ficou com a faixa de renda acima de R$9.600,00 que subiu 5,9 pontos na mesma base de comparação. O que apresentou o menor crescimento em nov/18 foi na faixa de renda de até R$2.100,00 ao crescer 4,8 pontos.

Portanto, a confiança do consumidor apresentou desempenho positivo nos últimos dois meses, devido em grande parte ao crescimento do otimismo em relação às perspectivas econômicas e à melhora do nível de emprego da economia.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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