ENDIVIDAMENTO
DAS FAMÍLIAS RECUA EM NOVEMBRO
Régis
Varão/¹
O
endividamento das famílias recua em nov/18 ante o mês anterior, e cai na
comparação anual. As famílias com contas ou dívidas em atraso apresentaram
declínio no período out-nov/18, enquanto o percentual que afirmou sem condições
de pagar suas contas em atraso também registrou queda, nas duas bases de
comparação, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do
Consumidor-PEIC, da CNC.
O endividamento
com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja,
empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro declinou de 60,7% em out/18
para 60,3% no mês seguinte, embora tenha declinado 1,9 p.p. na comparação
anual.
O percentual
de famílias com dívidas em atraso recuou de 23,5% em out/18 para 22,9% em
nov/18, enquanto decresceu 2,9 p.p. na comparação anual. Houve queda do
percentual de inadimplentes em relação a nov/17, que chegou a 25,8% do total. O
percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso e
permanecem inadimplentes caiu nas duas bases de comparação, passando de 9,9% em
out/18 para 9,5% em nov/18, enquanto atingiu 10,1% em nov/17.
O
endividamento das famílias apresentou tendência semelhante nas duas faixas de
renda na comparação mensal, enquanto na anual, houve elevação na faixa acima de
10 salários mínimos (>10 SM). Para as famílias que ganham até 10 SM (<10
SM), o percentual de famílias endividadas atingiu 61,5% em nov/18, abaixo dos
61,7% registrados em out/18 e dos 63,7% de nov/17. Famílias com renda >10 SM,
o percentual de endividadas caiu de 56,3% em out/18 para 55,4% no mês seguinte.
Em nov/17, o percentual de famílias com dívidas nessa faixa de renda era 54,5%.
O percentual
de famílias com contas em atraso apresentou tendências semelhantes entre os grupos
de renda pesquisados, nas duas bases de comparação. Na faixa <10 SM, o
percentual de famílias com contas em atraso passou de 26,4% em outubro para
25,9% em nov/18. Em nov/17, 29,1% das famílias nessa faixa de renda declararam
ter contas em atraso. No grupo com renda >10 SM, o percentual de
inadimplentes alcançou 10,1% em nov/18, ante 10,8% observado em out/18 e 11,7%
em nov/17.
O resultado
por faixa de renda do percentual de famílias sem condições de pagar suas contas
em atraso apresentou comportamento diferente entre os grupos pesquisados,
apenas na comparação anual, enquanto na faixa de renda >10 SM, o indicador
atingiu 3,6% em nov/18, um pouco abaixo do observado em out/18 (3,7%) e acima
de nov/17 (3,2%). As famílias com renda <10 SM, o percentual sem condições
de quitar suas dívidas caiu de 11,5% em out/18 para 11% no mês seguinte.
A proporção
de famílias muito endividadas caiu em out-nov/18, de 12,9% para 12,8%, respectivamente.
Na comparação anual apresentou redução de 1,8 p.p. Já a parcela de famílias mais
ou menos endividada saiu de 23% em nov/17 para 23,2% em igual período de 2018, enquanto
a parcela pouco endividada passou de 24,6% para 24,3% na mesma base de
comparação. Ver gráficos.
O cartão de
crédito continua o preferido das famílias endividadas atingindo o elevado
percentual de 77,4% em nov/18. Na sequência temos: carnês de loja (14,8%);
financiamento de carro (10,2%); financiamento de casa (8,7%); crédito pessoal (8,7%);
cheque especial (5,7%); crédito consignado (5,7%); outras dívidas (2,7%); e
cheque pré-datado com 1,3%.
Nas famílias
com renda <10 SM, o cartão de crédito participa com 78,4% das preferências, seguido
por carnês de loja (16%), crédito pessoal (8,5%) e financiamento de carro (8,3%).
Nas famílias com renda >10 SM, os principais tipos de dívida são: cartão de
crédito (73,7%), seguido por financiamento de carro (19,5%) e financiamento de
casa (17,5%). Ver gráficos.
Portanto, o
endividamento recuou em novembro nas duas bases de comparação, embora o cartão
de crédito continue como líder na preferência das famílias em ambas as faixas
de renda pesquisadas. O comportamento do endividamento reflete a lenta recuperação
do consumo das famílias e a moderação ao tomar novos empréstimos e
financiamentos. O alto desemprego e o ritmo vagaroso de recuperação da
atividade econômica contribuem para manter o endividamento elevado, embora as
expectativas sejam favoráveis para os próximos meses.
¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
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