quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO ATINGE 75,8 ANOS
Régis Varão/¹

A expectativa de vida do brasileiro chega a 75,8 anos para uma pessoa nascida em 2016. Entre 1940 e 2016 a expectativa de vida apresentou um acréscimo de 30,3 anos, e subiu 3 meses e 11 dias em relação a 2015. Enquanto os homens têm expectativa de 72,2 anos, as mulheres têm 79,4 anos, isto é, as mulheres vivem mais que os homens cerca de 7 anos, o que não é pouco, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com Fernando Albuquerque, do IBGE, “a partir de 1940, com a incorporação dos avanços da medicina às políticas de saúde pública, o país experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade”.

Com relação as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi observada em Santa Catarina (SC) com 79,1 anos, acima da média nacional, enquanto o Maranhão (MA) registrou a menor expectativa com 70,6 anos, muito abaixo da média nacional. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa de vida (20,1 anos) no Espírito Santo (ES), enquanto em Rondônia, uma pessoa com 65 anos em 2016 teria mais 15,9 anos.

Quanto a diferença por sexo, a população idosa do sexo masculino do ES teria mais 18,2 anos e a do sexo feminino mais 21,8 anos. Já com relação as menores expectativas de vida, temos os idosos do sexo masculino do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia com mais 17,1 anos.

Um indivíduo ao completar 50 anos em 1940, tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com a redução da mortalidade no período, uma pessoa de 50 anos, em 2016, teria uma expectativa de mais 30,3 anos, podendo chegar em média aos 80,3 anos, ou seja, 11,2 anos a mais que o mesmo cidadão da mesma idade em 1940.

A pesquisa do IBGE afirmar que um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos que uma mulher na mesma idade em 2016. Afirma ainda, “Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”.

De acordo com a pesquisa, “a partir de 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc., passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino”. Por outro lado, entre 1940 e 2016, diminuiu a mortalidade feminina da população de 15 a 49 anos de idade.

Ainda de acordo com Albuquerque, “a diferença nas expectativas de vida entre homens e mulheres reflete os altos níveis de mortalidade, principalmente de jovens, por causas violentas, que incidem diretamente na esperança de vida ao nascer da população masculina”.

O relatório afirma que em 1940, de cada mil pessoas que chegavam aos 65 anos de idade, 259 atingiriam os 80 anos ou mais. “Em 2016, de cada mil idosos com 65 anos, 628 completariam 80 anos. As expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 10,2 e 8,5 anos para mulheres e homens, respectivamente. Em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens”.

A maior expectativa de vida entre as unidades da federação foi em SC com 79,1 anos, seguida por ES, Distrito Federal e São Paulo, todos acima de 78 anos. Estados com expectativa acima da média nacional: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A menor expectativa de vida foi encontrada no MA com 70,6 anos.

Portanto, temos que aproveitar, com parcimônia, esse ganho extra de vida. Temos que nos preparar financeiramente para situações não previstas e que poderão demandar recursos financeiros, como acidentes diversos, exames médicos sem cobertura de planos de saúde, doença em família etc. Cuide de sua saúde física e mental, mas não descuide de suas finanças pessoais. Faça uma reserva financeira e economize no dia a dia para aproveitar esse ganho de vida extra. Sempre é tempo de fazer reserva financeira para imprevistos.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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