segunda-feira, 8 de maio de 2017

VIVA MAIS E MELHOR!
Régis Varão/¹

A correria do dia-a-dia independe de qual região se vive, mas se a localidade for uma metrópole aí a coisa fica um pouco complexa. Podemos listar ou recomendar algumas regras para viver mais e melhor, e que são fundamentais para uma boa qualidade de vida, pois contribuem para aumentar a longevidade, a qualidade de vida e a tranquilidade das pessoas, e na grande maioria das vezes é praticamente de graça.

Uma reflexão deve ser considerada, é o que se refere à expectativa de vida da população, também chamada de esperança de vida ao nascer, que é um índice que indica quantos anos se espera que um ser humano possa viver ao nascer. Alguns fatores relevantes influenciam o desempenho do indicador: qualidade da saúde, da educação, do saneamento básico, da qualidade de vida da população, da qualidade dos serviços públicos e do índice de criminalidade entre outros.

Considerando tais aspectos verificamos que o Brasil tem sérios problemas em todos aqueles setores acima citados, o que coloca a expectativa de vida do brasileiro distante de países como Japão com cerca de 86 anos, Itália (83,1), Espanha com 82,5, França (82,3), Chile (81,2), Alemanha (81), Portugal e Estados Unidos da América, respectivamente com cerca de 80 anos, Uruguai (77,3), Argentina (76), Venezuela (75), Paraguai (74,7) e Colômbia com 74,6 anos.

Vale observar o que determina uma expectativa de vida elevada, em países como Japão, Itália, Espanha, França e até mesmo de um vizinho próximo, o Chile. As pesquisas apontam para a boa qualidade de vida, alimentação balanceada, sistema de saúde eficiente, escolas de qualidade, baixa criminalidade, pouco desemprego, boa qualidade dos serviços públicos como transportes etc. Em todos esses itens o Brasil perde ponto inclusive para alguns países vizinhos.

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 75,2 anos em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo Santa Catarina o estado com maior índice com 78,4 anos entre os cinco melhores classificados, seguido por Distrito Federal com 77,6 anos, Espírito Santo e São Paulo, respectivamente com 77,5 anos, Rio Grande do Sul (77,2 anos) e Minas Gerais com 76,7 anos. Já os estados da federação com pior desempenho são em ordem decrescente: Rondônia e Roraima com respectivamente 70,9 anos, Alagoas (70,8 anos), Piauí (70,7 anos) e o Maranhão com 70 anos em último lugar, grande coincidência, todos do Nordeste.

É possível tornar esses indicadores melhores, mas para que isso ocorra é importante a população, com ou sem ajuda do estado, considerar e pôr em prática esses mandamentos que podem ajudar a obter uma vida longa e saudável, segundo a lista abaixo:

01. FAÇA PLANEJAMENTO FINANCEIRO

A Educação Financeira ajuda pessoas e instituições a compreender a necessidade do planejamento financeiro e seus benefícios ao país, aos setores produtivos, às famílias e à sociedade em geral. Enquanto uma parte dos brasileiros declara saber cuidar de seu dinheiro, outra afirma utilizar algum tipo de controle mensal de receitas e despesas, mas na prática, uma pequena minoria faz planejamento. Esse problema pode ser sentido no crescente nível de endividamento das famílias brasileiras, que tem aumentado nos últimos meses, chegando a 58,9% em abr/17 ante 57,9% observado no mês anterior, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC. Faça uma poupança desde o primeiro emprego e reserve um percentual do salário, dos proventos, do pró-labore, das gratificações natalinas ou dos bônus para uma reserva financeira, o que pode facilitar a vida após os 50 anos. É importante para o sucesso pessoal e familiar fazer planejamento financeiro desde cedo;

02. ECONOMIZE

Uma das grandes fraquezas do ser humano é a tendência a gastar mais do que ganha. Qualquer pessoa bem sucedida sabe que economizar dinheiro é essencial para o triunfo pessoal e familiar. As pessoas não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar. Você pode economizar 10% de seus proventos líquidos e ter boa qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem com 90% do que ganham e milhares com até 70%. O segredo está na forma como gastam seus rendimentos. Economizar é uma questão de hábito saudável;

03. PRATIQUE EXERCÍCIOS FÍSICOS

Se o problema for tempo, 30 ou 45 minutos de exercícios físicos diários já são suficientes para ajudar a manter boa forma física, além de melhorar a coordenação, o humor, o sono, controla o peso, reduz a ansiedade e estimula as funções respiratórias e cardiovasculares. Por outro lado, academia tem custo, mas se tiver folga orçamentária encontre tempo para uma caminhada três vezes por semana, é de graça e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares entre outras;

04. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E LONGEVIDADE

Com o passar dos anos, verificam-se alterações fisiológicas e biológicas que afetam a alimentação e a nutrição das pessoas com mais idade. Assim, uma alimentação saudável ajuda a manter o peso corporal adequado e prevenir contra anemias, diabetes, osteoporose etc. Muitos especialistas falam na coloração do prato e fique atento para ingerir muita água e comer frutas, verduras, legumes, grãos e folhas todos os dias. Alimentos grelhados e cozidos são mais saudáveis, fuja das frituras, massas em excesso, carnes vermelhas e gorduras. Carnes vermelhas e brancas devem ser consumidas em iguais proporções e tenha predileção por peixe, que contém Ômega 3, faz bem a saúde e ajuda a reduzir os índices de colesterol;

05. DURMA BEM

Uma boa noite de sono é fonte de saúde, logo, durma o suficiente para ter as energias repostas para o dia seguinte, mas não esqueça que dormir muito não implica em dormir bem. Tem gente que dorme pouco e fica bem, enquanto outros ficam muito tempo na cama e acordam como se tivessem dormido muito pouco. Cada organismo tem a quantidade de sono ideal, mas se ficar muito tempo na cama e acordar com sono, procure um especialista, ele pode ser útil;

06. BEBA POUCO E NÃO FUME

Dois péssimos hábitos que devem ser combatidos definitivamente ou reduzido substancialmente. No caso das bebidas com álcool, se beber, faça com moderação, já com relação ao cigarro o ideal é parar de vez, segundo alguns médicos, parar de fumar é uma atitude de amor próprio e respeito ao próximo;

07. MANTENHA O PESO SOB CONTROLE

Muitos se enganam pensando que para manter o peso ideal, comer pouco é o correto, mas a regra é comer o bastante, reduzindo a quantidade de sal, e controle do peso, pois os índices de obesidade têm se elevado. Excesso de peso, além dos inconvenientes normais (prejudica joelho, calcanhar etc), é fator de risco à saúde e pode provocar doenças como câncer e hipertensão;

08. FAÇA CHECK-UPS PERIÓDICOS

Tenha um plano de saúde que cubra todas as despesas médicas, odontológicas e hospitalares, assim, faça pelo menos duas vezes ao ano check-ups médicos e odontológicos preventivos. Segundo o site Boa Saúde, antigamente, existiam duas ideias que tentavam explicar a associação entre exercício físico e saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra dizia que a atividade física representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Na atualidade, sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam;

09. UMA TAÇA DE VINHO TINTO

Os estudos científicos têm demonstrado que tomar uma taça de vinho tinto, cerca de 180 ml, por dia traz benefícios ao coração. Alguns gostam de citar os franceses, que embora tenham uma alimentação com muita manteiga e leite, eles têm um dos mais baixos níveis de infarto, devido ao hábito de tomar as refeições acompanhadas de uma taça de vinho tinto, apenas uma taça, não uma garrafa;

10. SEJA OTIMISTA

Ser otimista é quase uma obrigação, pois os efeitos de sentimentos negativos como angústia, rancor, raiva, tristeza e outros, são rejeitados por parte da sociedade, além de não ajudar no crescimento pessoal e profissional. Os impactos dessas emoções na saúde física e emocional são ruins, e aí temos um especialista, o psicólogo norte-americano Martin Seligman, um dos pais da psicologia positiva, que advoga que sentimentos como otimismo, gratidão, generosidade, gentileza e bom humor quando exercidos com frequência ajudam a sensação de bem-estar, que é importante para a qualidade de vida e eleva a longevidade. Quem tem atitudes otimistas é menos propenso a desenvolver doenças;

11. MANTENHA RELAÇÕES SOCIAIS

Uma rede de amigos está comprovada que é saudável e evita muitas doenças. Um expresso ou um vinho no final da tarde, almoço com os amigos pelo menos uma vez por mês ajuda a colocar a conversa em dia. Está comprovado que as pessoas que têm razoável quantidade de amigos e investe em atividades sociais vivem mais e melhor;

12.  APRENDA ALGO NOVO

Isso é válido para todas as idades e uma necessidade para os maiores de cinquenta anos. Ler, fazer cursos, estudar algo novo é muito bom para manter a mente sempre ativa e lúcida. As pessoas com mais idade, seus cérebros tendem a armazenar menor volume de informações, logo, para evitar tais problemas é importante sempre estar aprendendo algo novo. Eu cursei direito aos 50 anos, aposentei-me do serviço público federal e montei uma consultoria de finanças pessoais além de ter feito vários cursos de coaching.

Portanto, se as pessoas se preocuparem em fazer planejamento financeiro, fazer uma reserva para a aposentadoria, praticarem gentileza, pensarem positivo, serem gratas, praticarem exercícios físicos diários, beberem comedidamente, manter contatos sociais frequentes e ter uma alimentação saudável, com certeza terão vida longa, saudável e prazerosa.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

ATITUDES DE RIQUEZA - GANHANDO O JOGO DA MENTE!
Régis Varão/¹

Se algumas pessoas estão endividadas, isto é, com as finanças pessoais descontroladas, está na hora de adotar os conselhos de T. Harv Eker, autor do best seller internacional Os Segredos da Mente Milionária, publicado no Brasil pela Editora Sextante, em 2006.

Harv Eker, como é mais conhecido, lista 10 Atitudes de Riqueza que ele chama Ganhando o Jogo da Mente, abaixo descritas:

01. Eu crio minha vida. Crio a quantidade exata de meu sucesso financeiro;

02. Eu jogo o jogo do dinheiro para ganhar. Minha intenção é criar riqueza e abundância;

03. Eu admiro e copio pessoas ricas e bem-sucedidas;

04. Eu creio que dinheiro é importante. Dinheiro é liberdade e dinheiro faz a vida mais divertida;

05. Eu fico rico fazendo o que eu gosto;

06. Mereço ser rico porque acrescento valor à vida de muitas pessoas;

07. Eu sou doador generoso e um excelente recebedor;

08. Eu sou verdadeiramente grato por todo o dinheiro que tenho agora;

09. Oportunidades lucrativas sempre aparecem em meu caminho;

10. Minha capacidade de ganhar, manter e aumentar dinheiro expande todos os dias.

Portanto, essas atitudes estão descritas no material impresso que é distribuído no curso Millionaire Mind Intensive-MMI, dado por Harv Eker e sua equipe, em vários países do mundo, inclusive no Brasil. O conhecido MMI, evento que dura três dias, é baseado no livro Os Segredos da Mente Milionária.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 2 de maio de 2017

ATITUDES E CONSELHOS DE WARREN BUFFETT!
Régis Varão/¹

O presidente da Berkshire Hathaway, investidor e filantropo norte-americano Warren Edward Buffett, é considerado o segundo homem mais rico do mundo, com patrimônio estimado em U$74,6 bilhões, segundo a revista Forbes de mar/17 (Bill Gates lidera a lista com U$86 bilhões). Warren Buffett é considerado um dos maiores investidores e filantropos da atualidade, e deseja deixar grande parte de seu patrimônio para instituições de caridade após sua morte. Uma atitude magnânima e nada parecida com as adotadas pela grande maioria dos milionários tupiniquins, normalmente avessos a doações. Uma exceção é Jorge Paulo Lemann, o maior bilionário brasileiro.

Apresentaremos a seguir uma lista com 12 conselhos atribuídos a Warren Buffett, e que estão relacionados às finanças pessoais:

01. REGRAS BÁSICAS

Regra nº 1: Nunca perca dinheiro;
Regra nº 2: Nunca esqueça da regra nº 1;

02. FONTES DE RENDA

Nunca conte apenas com um rendimento. Faça investimentos para criar fontes adicionais ou alternativas de renda. Faça uma reserva financeira, crie o hábito de investir e você poderá ter uma fonte de renda extra - renda passiva - na aposentadoria e mais qualidade de vida;

03. GASTOS

Se você compra coisas que não precisa, logo, terá que vender o que precisa. Isso está associado ao consumo consciente, compre apenas o que precisa, aquilo que é necessário;

04. POUPANÇA

Não poupe o que restou depois do que você gastou. Gaste o que sobrou depois que você separou a importância a ser poupada. Isso está associado ao conceito do chamado “pague-se primeiro”, isto é, antes de pagar as contas retire um percentual ou valor da receita e faça uma reserva financeira. Após aplicar na reserva financeira, o que sobrar pague as despesas, prestações, financiamentos etc;

05. RISCOS

“Jamais meça a profundidade de um rio com as duas pernas” e “Os riscos vêm de não saber o que você está fazendo”;

06. HERANÇA

“Um homem rico deve deixar aos seus filhos o suficiente para que eles possam fazer o que quiserem, mas não o suficiente para que não tenham que fazer nada”;

07. APRENDER COM A HISTÓRIA

“Se os fatos passados fossem tudo o que há para aprender nesse jogo, os bibliotecários seriam as pessoas mais ricas do mundo”;

08. INVESTIR PARA O FUTURO

“Alguém está sentado à sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo”. Faça planejamento financeiro, gaste menos do que ganhe e destine um percentual de sua renda para uma reserva financeira, ela dará as condições de uma aposentadoria mais tranquila;

09. HÁBITOS

“Os grilhões dos hábitos são leves para serem sentidos, até que se tornam pesados demais para serem rompidos”. Mantenha hábitos saudáveis - físicos, financeiros e alimentares - e você terá uma vida futura saudável nos três aspectos;

10. APRENDA COM OS MELHORES

É melhor andar com pessoas melhores que você. Escolha parceiros com comportamento melhor que o seu e você se inclinará na direção deles. Se você convive com alguns endividados, “você pode” desenvolver hábitos pouco saudáveis de gestão financeira, e o mesmo se aplica a outros hábitos. Existem pesquisas que afirmam que você é a média das cinco pessoas com quem você passa mais tempo.

11. SER RICO

Segundo Buffett, “Entre os bilionários que eu conheci, notei que o dinheiro apenas realça as suas características básicas. Se eles eram canalhas antes de terem dinheiro, tornaram-se apenas canalhas com um bilhão de dólares”. Um indivíduo com desvio de caráter, sua conta bancária não tem nenhuma relação com esse fato. Muitos dizem que determinada pessoa é rica, logo, não é boa gente etc, isso é uma crença, pois, o indivíduo pode ser pobre e pode ser um canalha, não é questão de tamanho da conta bancária;

12. PREÇO E VALOR

“Preço é o que você paga. Valor é o que você obtém.”

Portanto, o que o investidor Warren Buffett demonstra é basicamente a importância de ter uma renda extra, pagar-se primeiro, gastar menos do que ganha, fazer poupança, desenvolver bons hábitos, ser ético, andar em boa companhia, praticar o consumo consciente e fazer uma reserva financeira para a aposentadoria.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 29 de abril de 2017

CONFIANÇA DAS FAMÍLIAS MELHORA EM RELAÇÃO A 2016
Régis Varão/¹

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) calculado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) é um indicador antecedente que objetiva antecipar o potencial de vendas do comércio, mensura a avaliação que os consumidores fazem da capacidade e qualidade de consumo atual e futura, o nível de renda doméstica, as condições de crédito e segurança no emprego. O índice ainda permanece em nível inferior a 100 pontos, o que indica insatisfação com a situação atual.

O nível de confiança das famílias com renda inferior a dez salários mínimos (<10 SM) apresentou piora de 0,7% na comparação mensal, e as famílias com renda >10 SM registrou elevação de 0,2%. Já o índice das famílias mais ricas está em 86,7 pontos, enquanto das demais registra 76,1 pontos. Por outro lado, os índices abertos por faixa de renda continuam abaixo de 100 pontos.

Quanto à comparação regional, a maior variação ocorreu na região Sul (+1,8%) na intenção de consumo e a pior foi observada no Nordeste com redução de 1,3%.

Segundo a pesquisa da CNC, a intenção de consumo das famílias segue em recuperação progressiva, tendo jun-jul/16 registrado os menores patamares dos componentes. A seguir, os diversos componentes do ICF:

Emprego Atual: esse componente registrou crescimento de 0,4% abr/17 (108,7 pontos) em relação ao mês anterior e alta de 5,7% na comparação com igual período de 2016. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao Emprego Atual é de 31,6%, ante 31,5% em março. De acordo como a CNC, as regiões Centro-Oeste (139 pontos), Norte (118,7 Pontos) e Sul (114,3 pontos) são as mais confiantes em relação ao Emprego Atual, com variações mensais respectivas de +1,9%, +1,7% e +0,1%. Já o Nordeste e Sudeste apresentaram os menores níveis de confiança, respectivamente 108,3 e 98,9 pontos;

Nível de Consumo Atual: esse componente apresentou incremento de 0,4% em abr/17 (51,3 pontos) ante o mês anterior e alta de 4,6% frente a igual período de 2016. A maior parte das famílias declarou estar com o nível de consumo abaixo de 2016;

Acesso ao Crédito: esse componente registrou crescimento de 1% em abr/17 (70,1 pontos) ante o mês anterior e declínio de 0,5% em relação abr/16;

Momento para Duráveis: foi observado nesse componente, redução de 3,8% em abril deste ano (50,8 pontos) na comparação mensal, indicando o segundo decréscimo consecutivo - mar/17 com 52,8 pontos e abr/17 com 50,8 pontos - após sete meses seguidos de alta, quando passou de 41,1 pontos em jul/16 para 53,3 pontos em fev/17. Na comparação anual o componente registrou crescimento de 14,1% ante abr/16 (44,5 pontos);

Renda Atual: as famílias com renda <10 SM registraram declínio de 2,8% no item Momento para Duráveis na comparação mensal, e as com renda >10 SM registraram decréscimo de 7,1%. Em termos regionais, o indicador apresentou forte variação, 70,9 pontos no Sul ante 29,6 pontos no Norte do País;

Perspectiva de Consumo: esse componente apresentou elevação de 0,6% em abr/17 (70,1 pontos) ante o mês anterior, e na comparação anual subiu 22,5%, a sétima variação positiva consecutiva desde ago/14. Na comparação mensal, as famílias com renda <10 SM apresentaram incremento de 0,4% e as com renda >10 SM subiram 1,4%;

Perspectiva Profissional: em abr/17 esse indicador caiu 2,5% chegando a 100,4 pontos ante o mês anterior, e apresentou elevação de 3,7% quando comparado a abr/16.

Portanto, embora em abril deste ano a confiança tenha caído, segundo o relatório da CNC ela continua em trajetória positiva, decorrendo em grande parte da melhora das expectativas. A queda da inflação e dos juros podem, juntamente com a liberação de recursos das contas inativas do FGTS, contribuir para uma melhora mais consistente das variáveis que aferem a situação dos consumidores brasileiros nos próximos meses.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 25 de abril de 2017

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CONTINUA OSCILANDO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores quanto à situação atual e as expectativas econômicas para os próximos meses. Quanto maior o índice, maior o percentual de pessoas esperando queda da inflação ou desemprego, alta da renda pessoal, elevação das compras de bens de maior valor, melhor situação financeira e menos endividamento.

O INEC registra elevação de 1,4% em abr/17 (103,4 pontos) ante o mês anterior, revertendo parcialmente o declínio de 2,3% verificado em mar/17 (102 pontos). Apesar do desempenho positivo, o indicador permanece 4,8% abaixo da média histórica de 108,6 pontos, e registra crescimento de 6,1% na comparação com abr/16 (97,5 pontos). Todos os componentes do índice, com exceção de Compras de bens de maior valor, apresentaram incremento no período mar-abr/17. Já na comparação com abr/16, o índice apresenta recuo de 2,1%.

Os demais componentes do INEC apresentaram desempenho positivo, tanto na comparação mensal quanto anual. Na comparação mensal o destaque fica com o índice de expectativa de inflação, enquanto em 12 meses temos o endividamento.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o índice registra elevação de 5,8% em abr/17 (112,3 pontos) com relação ao mês anterior, e subiu 9,3% quando comparado a abr/16 quando ficou em 102,7 pontos;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram alta de 2% em abr/17 (116,4 pontos) ante o mês anterior, e elevação de 6,8% com relação a abr/16 (109 pontos);

(c) Expectativa de Renda Pessoal: o indicador registrou incremento de 1,1% em abr/17 (95,1 pontos) ante o mês anterior, e cresceu 8,1% com relação à abr/16 (88 pontos);

(d) Expectativas de Compras de Bens de Maior Valor: quanto ao indicador, houve declínio nas duas bases de comparação, com decréscimo de 1,7% em abr/17 (109,3 pontos) frente ao mês anterior e declínio de 2,1% ante abr/16. Esse indicador foi o único a apresentar decréscimo na comparação mensal e anual;

(e) Endividamento: o indicador apresentou elevação de 3,3% em abr/17 (100 pontos) ante o mês anterior, e alta de 11,2% na comparação anual. Entre os componentes do INEC, o endividamento foi o que apresentou maior crescimento em 12 meses;

(f) Situação financeira: a situação financeira dos consumidores apresentou alta de 0,9% em abr/17 (91,4 pontos) ante o mês anterior, e registrou elevação de 10,5% com relação a abr/16. Foi o indicador a registrar a menor variação positiva na comparação mensal.

Portanto, houve melhora no comportamento dos indicadores, com exceção de compras de maior valor. Já o indicador situação financeira continua pouco confortável, mas positivo na comparação mensal, embora tenha registrado a segunda maior alta em 12 meses. O desempenho dos indicadores de confiança dos consumidores decorre, em parte, do cenário político desanimador e das reformas econômicas aguardando aprovação no Congresso Nacional.


¹/ Coach Financeiro (especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal), planejador e educador financeiro, palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com pós-graduação stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

EXPECTATIVAS DE ELEVAÇÃO DO PIB FICAM ESTÁVEIS EM 2018
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) revisou a projeção de sete variáveis para 2017 e 2018, respectivamente, de um total de quinze. A seguir, a análise dos principais indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o relatório Focus de 20.4.17 corrige para baixo a estimativa do índice para 4,04% em 2017, abaixo da meta de inflação (Resolução nº 4.419, de 25.6.15) estabelecida pela Autoridade Monetária, ante 4,12% observada há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 22.4.16 estima em 5,80% para este ano. A pesquisa divulgada hoje reduz para 4,32% a projeção do mercado para o IPCA em 2018, de 4,50% observada há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus de 20.4.17 reduz a projeção do índice para 2,96% em 2017, de 4,32% registrada há um mês, enquanto o relatório de 22.4.16 eleva a expectativa do mercado para 5,59% para este ano. Para 2018, a pesquisa divulgada hoje reduz para 4,50%% a estimativa do IGP-DI, ante 4,60% verificada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Focus de 20.4.17, divulgado nesta segunda-feira, mantém a expectativa do mercado em R$/U$3,23, ante R$/U$3,28 há trinta dias, para o final de 2017. Há um ano, a projeção do mercado indicava o câmbio de R$/U$4 para 2017, um pouco acima do divulgado no boletim desta semana. Para 2018, a pesquisa de 20.4.17 reduz a taxa de câmbio para R$/U$3,38, ante o mês anterior (R$/U$3,40);

(d) Taxa Selic (% a.a.): o relatório Focus de 20.4.17 mantém a estimativa da taxa de juros em 8,50% a.a. para o final de 2017 e 2018, respectivamente, enquanto a pesquisa de 22.4.16 estima em 12% a.a., para 2017;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 20.4.17 reduz para +0,43% o crescimento do PIB em 2017, ante +0,47% observado há trinta dias. A pesquisa de 22.4.16 trabalha com crescimento de 0,30% para 2017. Já para 2018, a pesquisa divulgada hoje projeta crescimento de +2,50% para o final do próximo ano;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje eleva o crescimento da atividade industrial para 1,36% em 2017, ante +1,22% divulgado há quatro semanas. Com relação à pesquisa de 22.4.16 a projeção do setor industrial para 2017 estava em +0,54%. Para 2018, a pesquisa divulgada nesta segunda-feira eleva o crescimento da indústria para +2,50%, de +2,10% apresentado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.4.17 eleva a projeção do superávit comercial para U$53 bilhões em 2017, enquanto a pesquisa de 22.4.16 estimativa o superávit em U$50 bilhões para este ano. Para 2018, o Focus divulgado hoje corrige para U$42 bi a projeção do superávit comercial, de U$41,20 bilhões registrados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): o boletim de 20.4.17 mantém a estimativa do IDP em U$75 bilhões para 2017, enquanto o relatório de 22.4.16 registrava U$60 bi a estimativa para aquele ano. A pesquisa de 20.4.17 mantém em U$75 bilhões a projeção do IDP para o próximo ano.

Portanto, embora alguns índices de expectativa tenham apresentado melhora nas últimas semanas, o cenário de curto prazo ainda está aguardando as medidas a serem aprovadas no Congresso Nacional (reformas trabalhista e previdenciária), embora o ambiente político esteja contaminando as expectativas do mercado.

¹/ Coach Financeiro (especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal), planejador e educador financeiro, palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM MARÇO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o sentimento dos consumidores quanto à situação atual e as expectativas econômicas para os próximos meses. Quanto maior o índice, maior o percentual de respostas positivas, isto é, maior o percentual de pessoas esperando queda da inflação ou desemprego, alta da renda pessoal, elevação das compras de bens de maior valor, com melhor situação financeira ou menos endividamento.

A recuperação do otimismo do consumidor brasileiro verificado no período jan-fev/17 não se mantém em mar/17, quando chega a 102 pontos, mostrando um declínio de 2,3% na comparação com fev/17. Contudo, mostra incremento de 4,5% na comparação com mar/16. No entanto, mesmo com esse aumento, o índice encontra-se 6,1% abaixo da média histórica que está em 108,6 pontos.

Com relação aos componentes do INEC, apenas o índice de endividamento apresenta melhora na comparação mensal, enquanto o índice de expectativas de compras de bens de maior valor apresentou declínio em ambas as comparações.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: esse índice registrou declínio de 6,9% em mar/17 (106,1 pontos) com relação ao mês anterior, e subiu 7,5% quando comparado a mar/16 quando ficou em 98,7 pontos;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram queda de 3% em mar/17 (114,1 pontos) quando comparado ao mês anterior, mas registrou elevação de 9,9% com relação a mar/16 quando registrou 103,8 pontos;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: o indicador registrou decréscimo de 2,9% em mar/17 (94,1 pontos) ante o mês anterior, e subiu 8,7% com relação à mar/16 (86,6 pontos);

(d) Expectativas de Compras de Bens de Maior Valor: quanto a esse indicador, houve declínio nas duas bases de comparação, registrando queda de 1% em mar/17 (111,2 pontos) frente ao mês anterior e redução de 2,6% ante mar/16 quando atingiu 114,2 pontos;

(e) Endividamento: o indicador apresentou elevação em ambas as bases de comparação, subindo 0,4% em mar/17 (96,8 pontos) ante o mês anterior e cresceu 2% frente a mar/16 quando chegou a 94,9 pontos;

(f) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, apresentou declínio de 2,1% em mar/17 (90,6 pontos) ante o mês anterior, e registrou elevação de 9,2% com relação a mar/16 quando chegou a 83 pontos.

Portanto, a maioria dos componentes do INEC apresenta declínio na comparação mensal, exceção para o endividamento que subiu, o que sugere perda de confiança dos consumidores brasileiros nos indicadores macroeconômicos. Um comportamento que pode ser creditado ao desconforto das famílias brasileiras com relação a situação atual do País e às expectativas para os próximos meses. Esses resultados podem ter respaldo, em parte, nos indicadores de desemprego divulgados recentemente pelo IBGE

¹/ Coach Financeiro (especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal); educador financeiro e palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.