CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL EM BAIXA
Régis Varão/¹
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI)
é uma publicação mensal da Confederação Nacional da Indústria (CNI). É
elaborado a partir de uma amostra de 2.830 empresas, sendo 1.091 pequenas,
1.080 médias e 659 grandes. O índice e seus componentes variam no intervalo 0 a
100 pontos, enquanto os valores superiores a 50 indicam expectativa otimista.
O ICEI recuou 4,2 pontos entre jan/15 (44,4) e fevereiro
de 2015 quando caiu para 40,2 pontos. Nos últimos doze meses, entre fev/14 e fev/15,
o índice acumula declínio de 12,2 pontos. Embora os meses de dez/14 (45,2) e
jan/15 com 44,4 pontos tenham atingido piso histórico da série pesquisada, o valor
registrado em fevereiro deste ano bateu novo recorde. Comparando fev/15 com
iguais períodos dos anos anteriores temos: em fev/12 atingiu 58,2 pontos, fev/13
(58,1) e fev/14 chegou a 52,4 pontos.
Com relação aos componentes do ICEI temos:
(a) Índice de Condições
Atuais (ICA): o índice caiu 3,5 pontos entre jan/15 (35,7) e fev/15 com 32,2
pontos. O ICA de fevereiro é o menor valor da série pesquisada e reflete a
percepção disseminada de piora nas condições atuais nos últimos seis meses. Comparando
o segundo mês de 2015 com iguais períodos dos anos anteriores temos: em fev/12
atingiu 49,4 pontos, subiu em fev/13 para 49,7, caiu para 44,2 pontos em fev/14
e chegou ao menor valor em fev/15 quando ficou em 32,2 pontos;
(b) Índice de Expectativas (IE): o índice apresentou
redução de 4,6 pontos entre os meses de jan/15 (48,7) e fev/15 com 44,1 pontos,
após mostrar relativa estabilidade nos meses anteriores. Comparando fevereiro
deste ano com iguais meses dos anos anteriores temos: em fev/12 atingiu 62,7
pontos, caiu em fev/13 para 62,3, continuou caindo em fev/14 (56,5) e atingiu
44,1 pontos em fev/15. Essa queda o afasta da linha dos 50 pontos e revela
aumento do pessimismo com relação aos próximos seis meses.
Portanto, a falta de confiança do empresariado
industrial brasileiro vem aumentando ao longo dos últimos meses. Houve piora no
nível de confiança, e essa percepção se disseminou pelo ambiente industrial
nesse início de ano. Por outro lado, não podemos afirmar que temos a formação de
uma tendência negativa para os próximos meses, embora as condições econômicas
atuais não sugerem reversão desse quadro.
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