ÍNDICE
DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM JUNHO
Régis
Varão/¹
O
Índice de Confiança do Consumidor-ICC da Fundação Getúlio Vargas (FGV) recuou de 84,2 pontos em mai/17 para 82,3 no mês
seguinte, declínio de 2,3%, enquanto subiu 14% ante jun/16 (72,2 pontos). O
Índice da Situação Atual (ISA) chegou a 70,1 pontos em jun/17, declínio de 0,6%
frente ao mês anterior, mas acima 9% do observado em jun/16. Cabe observar que
o ISA apresentou sua terceira redução consecutiva.
O
Índice de Expectativas (IE) por sua vez atingiu 91,7 pontos em jun/17, uma
redução de 3,1% quando comparada ao valor verificado no mês anterior. Embora
tenha se recuperado em mai/17, registrou declínio no mês seguinte. Na
comparação anual, o IE apresentou a maior variação positiva (+16%), quando passou
de 79,1 pontos em jun/16 para 91,7 doze meses depois.
De
acordo com Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor-FGV, “A
piora das expectativas em junho foi fortemente influenciada pelo aumento da
incerteza após os eventos de maio e dos riscos de que estes possam impactar
negativamente a economia. A Sondagem apurou piora das expectativas para o
emprego e para as finanças familiares, o que, como em um efeito cascata, também
reduzem o ímpeto para compras de bens duráveis nos próximos meses“.
Já
o indicador que afere as perspectivas com relação à situação financeira das
famílias foi o que mais contribuiu para a queda do ICC em jun/17, ao cair 5,6
pontos ante o mês anterior, chegando a 89,9 pontos. A piora das expectativas a
respeito da economia, como decorrência da instabilidade política, mais a
dificuldade de recuperação do emprego, são variáveis que parecem estrar
contribuindo negativamente na hora dos consumidores pensarem em sua situação
financeira familiar levando instabilidade às expectativas sobre as finanças
familiares e o consumo de bens duráveis nos últimos meses.
A
confiança apresentou declínio em todas as faixas de renda, exceto para as
famílias com renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00, quando subiu 3,7 pontos em
jun/17 ante o mês anterior. Estas famílias demonstraram mais otimismo em junho,
o que evitou um decréscimo maior do ICC.
Já
na faixa de renda acima de R$9.600,00 houve decréscimo de 2,9 pontos em jun/17
ante maio. Na faixa entre R$4.800,01 e R$9.600,00 o declínio foi 1,4 pontos na
comparação mensal. Nessa faixa de renda foi registrado o terceiro mês consecutivo
de queda, com a confiança atingindo 83,6 pontos. A queda mais significativa foi
na faixa até R$2.100,00 quando recuou 3,1 pontos em jun/17 frente a maio.
Portanto,
a queda dos indicadores de confiança e expectativas foram fortemente
influenciados pela atual instabilidade política por que passa o País, não
havendo expectativas de melhora no curto prazo.
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