sábado, 10 de novembro de 2018

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR SOBE EM OUTUBRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) atinge 110,6 pontos em out/18, o maior valor observado desde out/14, quando alcançou 112 pontos. Na comparação mensal o índice apresenta incremento de 4,4% em out/18, enquanto sobe 9,3% frente igual período de 2017 ao chegar a 101,2 pontos. O desempenho em out/18 é o quarto consecutivo e acumula incremento de 12,5% no período. O indicador pela primeira vez nos últimos meses ultrapassa a média histórica de 107,7 pontos, indicando que os consumidores estão mais confiantes que o habitual.

A maioria dos componentes do INEC mostra avanços significativos entre setembro e out/18. Na comparação mensal e anual o melhor desempenho ficou por conta do indicador de situação financeira, enquanto o pior desempenho continua com a expectativa de compras de bens de maior valor, com declínio nas duas bases de comparação.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o indicador apresenta incremento de 5,4% em out/18 (123,3 pontos), ante o mês anterior, e sobe 13,7%% na comparação anual, quando chegou a 108,4 pontos. Em ambas as bases de comparação houve declínio do pessimismo com relação ao comportamento da inflação para os próximos meses. O indicador expectativa de inflação apresenta o terceiro maior incremento na comparação mensal entre os componentes do índice, e registra o segundo maior crescimento na comparação anual. O desempenho positivo do indicador tem levado os consumidores a ficarem mais otimistas com relação a inflação;

(b) Expectativa de desemprego: o indicador registra crescimento de 8% em out/18 (132,7 pontos), ante o mês anterior, e sobe 12,6% frente a out/17, que ficou em 117,9 pontos. O índice de out/18 apresenta declínio do pessimismo quanto às expectativas de desemprego para os próximos meses, isto é, maior o percentual de respondentes esperando declínio do desemprego. O indicador apresentou o terceiro melhor desempenho na comparação anual entre os componentes do índice e registra o maior valor desde nov/12 (135,6 pontos);

(c) Expectativa de Renda Pessoal: esse componente registra variação positiva de 5% em out/18 (102,6 pontos) ante o mês anterior, e elevação de 11,2% na comparação com out/17 (92,3 pontos). Entre os indicadores ligados às expectativas foi o que apresentou a terceira maior elevação mensal e anual, respectivamente. O desempenho positivo do índice de expectativas de renda pessoal em out/18, indica que mais consumidores esperam elevação de seus rendimentos pessoais nos próximos meses;

(d) Expectativa de Compras de Bens de Maior Valor: o único dos componentes do INEC a registrar variação negativa nas duas bases de comparação: mensal (-0,3%) e anual (-0,8%), e chega a 110,5 pontos em out/18. O desempenho negativo do índice nas duas bases de comparação indica elevação do pessimismo quanto às compras de bens de maior valor para os próximos meses;

(e) Endividamento: o índice apresenta variação positiva de 3,4% em out/18 (104,6 pontos) na comparação mensal, e cresce 11% ante out/17. O desempenho positivo do índice nos últimos quatro meses indica que maior quantidade de consumidores espera uma redução no nível de endividamento;

(f) Situação financeira: esse componente apresenta variação positiva de 8,9% em out/18 quando chega a 100,2 pontos, ante o mês anterior, e apresenta o maior crescimento anual entre os componentes do INEC, com +16,9%. O desempenho positivo desse indicador em out/18, quando atinge o maior valor dos últimos 45 meses, indica crescimento da esperança de melhora da situação financeira dos consumidores.

Portanto, a elevação da confiança do consumidor em outubro deve-se basicamente ao desempenho satisfatório das expectativas do desemprego, inflação, renda pessoal, endividamento e situação financeira. As compras de bens de maior valor, embora com desempenho negativo, não é suficiente para ofuscar o crescimento da confiança do consumidor em outubro.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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