segunda-feira, 5 de novembro de 2018

MEDO DO DESEMPREGO CAI EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

O índice de medo do desemprego-IMD decresce 2,2 pontos entre junho e set/18 e atinge 65,7 pontos, enquanto cai 2 pontos ante set/17. O índice de set/18 permanece 16 pontos acima da média histórica de 49,7 pontos.

Com relação as regiões pesquisadas, o Norte/Centro-Oeste com 60,9 pontos e o Sul com 62,7 pontos em set/18, respectivamente, foram as únicas a registrarem elevação, com +2,3 pontos e +0,8 ponto respectivamente, entre junho e set/18. O Nordeste com 73,1 pontos apresenta declínio de 1 ponto no período jun-set/18, enquanto o Sudeste com 64 pontos registra o maior declínio (-5,8 pontos).

Na análise por sexo, o medo do desemprego apresentou queda de 2,7 pontos em set/18, ante jun/18. O sexo feminino chegou a 68,4 pontos, e caiu 1,6 ponto entre junho e set/18 para o masculino que atingiu 62,9 pontos no último mês. Na comparação anual, o sexo masculino apresentou crescimento de 0,2 ponto entre set/17 e set/18, enquanto o feminino registrou decréscimo de 4,1 pontos no período.

Analisando as famílias com base na renda familiar, as com medo de perder o emprego e recebem mais de 5 salários mínimos (SM) foram as únicas a registrarem variação positiva de 3,2 pontos em set/18 (58,4 pontos), ante jun/18, enquanto as com renda até 1 SM apresentaram o maior declínio (-4,3 pontos) entre junho e set/18. Na sequência de declínio temos famílias com renda mais de 1 a 2 SM (-4,1 pontos), a segunda maior redução, e famílias com mais de 2 a 5 SM com decréscimo de 1,9 pontos.

O índice de satisfação com a vida-ISV subiu 1,1 ponto em set/18 (65,9 pontos), ante jun/18, e caiu 0,1 ponto frente a set/17. O índice registra 3,8 pontos abaixo da média histórica de 69,7 pontos.

Com relação as regiões pesquisadas, todas apresentaram elevação entre junho e set/18 no nível de satisfação com a vida, ficando o destaque para a região Sul (66,2 pontos) que cresceu 2,4 pontos em set/18 ante jun/18, seguido por Norte/Centro-Oeste (67,2 pontos) com elevação de 2,3 pontos na mesma base de comparação, enquanto o Nordeste com 66 pontos e o Sudeste com 65,3 pontos, subiram respectivamente 1 ponto e 0,2 ponto no período jun-set/18. No período em análise, o Sul e o  Norte/Centro-Oeste apresentaram o maior nível de satisfação com a vida entre junho e set/18.

O nível de satisfação com a vida apresentou elevação para ambos os sexos, o feminino com  +1,3 ponto e o masculino com +0,8 ponto entre junho e set/18. Na comparação anual, o sexo masculino apresentou declínio de 0,1 ponto entre set/17 e set/18, enquanto o feminino registrou estabilidade com 65,1 pontos para os dois períodos.

Quanto ao nível de satisfação com a vida, considerando o fator renda familiar, famílias que recebem mais de 5 salários mínimos (SM) foram as que apresentaram a maior elevação (+2,4 pontos) em set/18 (69,8 pontos), seguido por famílias de recebem mais de 2 a 5 SM com +1,4 ponto em set/18 (68,6 pontos) e com mais de 1 a 2 SM que registraram elevação de 0,7 ponto em set/18 frente a jun/18. As famílias com renda até 1 SM foram as únicas a apresentarem redução no nível de satisfação com a vida (-0,9 ponto) na mesma base de comparação.

Portanto, a lenta e gradual recuperação da atividade econômica pode ser sentida na queda do medo do desemprego (-2,2 pontos) entre junho e set/18, enquanto o nível de satisfação com a vida subiu 1,1 ponto no período. As famílias que recebem maior renda apresentaram maior medo em perder o emprego, enquanto as de baixa renda registraram declínio do medo.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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