MEDO DO
DESEMPREGO CAI EM SETEMBRO
Régis
Varão/¹
O índice de medo
do desemprego-IMD
decresce 2,2 pontos entre junho e set/18 e atinge 65,7 pontos, enquanto cai 2
pontos ante set/17. O índice de set/18 permanece 16 pontos
acima da média histórica de 49,7 pontos.
Com relação
as regiões pesquisadas, o Norte/Centro-Oeste com 60,9 pontos e o Sul com 62,7
pontos em set/18, respectivamente, foram as únicas a registrarem elevação, com
+2,3 pontos e +0,8 ponto respectivamente, entre junho e set/18. O Nordeste com 73,1
pontos apresenta declínio de 1 ponto no período jun-set/18, enquanto o Sudeste com
64 pontos registra o maior declínio (-5,8 pontos).
Na análise por sexo, o medo do desemprego apresentou queda de 2,7 pontos em set/18, ante jun/18.
O sexo feminino chegou a 68,4 pontos, e caiu 1,6 ponto entre junho e set/18 para
o masculino que atingiu 62,9 pontos no último mês. Na comparação anual, o sexo
masculino apresentou crescimento de 0,2 ponto entre set/17 e set/18, enquanto o
feminino registrou decréscimo de 4,1 pontos no período.
Analisando
as famílias com base na renda familiar, as com medo de perder o emprego e
recebem mais de 5 salários mínimos (SM) foram as únicas a registrarem variação
positiva de 3,2 pontos em set/18 (58,4 pontos), ante jun/18, enquanto as com
renda até 1 SM apresentaram o maior declínio (-4,3 pontos) entre junho e set/18.
Na sequência de declínio temos famílias com renda mais de 1 a 2 SM (-4,1
pontos), a segunda maior redução, e famílias com mais de 2 a 5 SM com
decréscimo de 1,9 pontos.
O índice de satisfação
com a vida-ISV
subiu 1,1 ponto em set/18 (65,9 pontos), ante jun/18, e caiu 0,1 ponto frente a
set/17. O índice registra 3,8 pontos abaixo da
média histórica de 69,7 pontos.
Com relação
as regiões pesquisadas, todas apresentaram elevação entre junho e set/18 no
nível de satisfação com a vida, ficando o destaque para a região Sul (66,2
pontos) que cresceu 2,4 pontos em set/18 ante jun/18, seguido por
Norte/Centro-Oeste (67,2 pontos) com elevação de 2,3 pontos na mesma base de
comparação, enquanto o Nordeste com 66 pontos e o Sudeste com 65,3 pontos,
subiram respectivamente 1 ponto e 0,2 ponto no período jun-set/18. No período
em análise, o Sul e o Norte/Centro-Oeste
apresentaram o maior nível de satisfação com a vida entre junho e set/18.
O nível de satisfação com a vida apresentou elevação para ambos os sexos, o feminino com +1,3 ponto e o masculino com +0,8 ponto entre
junho e set/18. Na comparação anual, o sexo masculino apresentou declínio de
0,1 ponto entre set/17 e set/18, enquanto o feminino registrou estabilidade com
65,1 pontos para os dois períodos.
Quanto ao nível
de satisfação com a vida, considerando o fator renda familiar, famílias que
recebem mais de 5 salários mínimos (SM) foram as que apresentaram a maior elevação
(+2,4 pontos) em set/18 (69,8 pontos), seguido por famílias de recebem mais de
2 a 5 SM com +1,4 ponto em set/18 (68,6 pontos) e com mais de 1 a 2 SM que
registraram elevação de 0,7 ponto em set/18 frente a jun/18. As famílias com
renda até 1 SM foram as únicas a apresentarem redução no nível de satisfação
com a vida (-0,9 ponto) na mesma base de comparação.
Portanto,
a lenta e gradual recuperação da atividade econômica pode ser sentida na queda
do medo do desemprego (-2,2 pontos) entre junho e set/18, enquanto o nível de
satisfação com a vida subiu 1,1 ponto no período. As famílias que recebem maior
renda apresentaram maior medo em perder o emprego, enquanto as de baixa renda
registraram declínio do medo.
¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
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