quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR MELHORA EM JANEIRO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da FGV, avançou 3,6 pontos entre dez/18 e jan/19, registrando o quarto mês consecutivo de crescimento ao atingir 96,6 pontos, a maior pontuação observada desde fev/14 quando chegou a 97,3 pontos, ficando 8 pontos acima do verificado em jan/18.

Em janeiro deste ano, os consumidores apresentaram melhores avaliações a respeito da situação atual e das expectativas em relação aos próximos meses. Os dois componentes do ICC apresentaram trajetória ascendente conforme descrito a seguir. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,2 ponto, chegando a 76,8 pontos, mantendo a trajetória de crescimento pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior valor desde mai/18 quando ficou em 77,2 pontos. O Índice de Expectativas (IE) cresceu 5,1 pontos, saindo de 105,6 pontos para 110,7 pontos, registrando o maior valor desde jun/12 quando ficou em 111,8 pontos.

Segundo Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, “O ano de 2019 começa com boas notícias sobre a ótica dos consumidores. A recuperação da confiança nos últimos quatro meses é reflexo de perspectivas mais otimistas sobre a economia, recuperação financeira das famílias, emprego e inflação. Aos poucos, os consumidores começam a perceber a melhora do mercado de trabalho, ajustar seu orçamento doméstico e reduzir o nível de endividamento. A expectativa é de que o cenário se mantenha favorável para a continuidade dessa recuperação e que o ICC ultrapasse os 100 pontos ainda no primeiro semestre”.

Entre os quesitos que compõem o ICC, indicador que afere o grau de otimismo com relação a situação financeira das famílias nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança em jan/19 ao subir 7,4 pontos, para 111,6 pontos, apresentando o maior nível desde fev/13 quando chegou a 112 pontos.

Segundo o relatório da FGV, “A percepção sobre o momento permaneceu estável. O resultado mais otimista em relação as finanças contribuíram para que os consumidores aumentassem a intenção de compras com bens duráveis. O indicador que mede a disposição para comprar aumentou 3,2 pontos para 87,6 pontos, a maior desde maio de 2018 (88,6)”.

Com relação a situação econômica, o indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica no momento cresceu 2,4 pontos, chegando a 84,2 pontos, o maior valor desde dez/14 quando atingiu 87,2 pontos, enquanto o indicador que afere o otimismo do consumidor com relação a economia nos próximos meses apresentou incremento de 3,8 pontos.

Com relação ao Índice de Confiança do Consumidor por faixa de renda (ICC-RI), a reação dos consumidores é favorável para três das quatro faixas de renda analisadas. A maior elevação foi observada na faixa de renda até R$2.100,00 quando avançou 7,1 pontos em jan/19 ante crescimento de 2,4 pontos em dez/18. O segundo melhor desempenho foi verificado na faixa de renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00 ao subir 4 pontos em jan/19, tendo declinado 1,1 ponto em dez/18. O terceiro melhor desempenho ficou na faixa entre R$4.800,01 e R$9.600,00 ao subir 2,3 pontos em jan/19 e registrar alta de 2 pontos em dez/18. Já na faixa de renda acima de R$9.600,00, foi verificado decréscimos de respectivamente -0,1 ponto em jan/19 e dez/18.

Portanto, a confiança do consumidor vem melhorando nos últimos meses, devido em grande parte ao crescimento do otimismo com relação ao desempenho da economia, do nível de emprego, da recuperação financeira das famílias e do declínio da inflação.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em planejamento financeiro pessoal, educação financeira e finanças pessoais. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos, é palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais e inteligência financeira, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. Economista com mestrado e doutorado em economia, é bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. É Master Practitioner em PNL. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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