quinta-feira, 11 de julho de 2019


AUMENTA O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS EM JUNHO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias apresentou em jun/19 a sexta alta mensal consecutiva, atingindo o maior patamar desde jul/13. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso declinou entre maio e jun/19, bem como em relação a jun/18. O total de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso ficou estável na comparação mensal, e aumentou na comparação anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC.

O percentual de famílias endividadas com cartão de crédito, carnê de loja, financiamento de carro, financiamento de casa, crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado,  cheque pré-datado atingiu 64% em jun/19, ante 63,4% observados em mai/19 e 58,6% registrados em jun/18.

O número de famílias com dívidas/contas em atraso caiu em jun/19, na comparação mensal, passando de 24,1% para 23,6% do total. Também caiu o percentual de famílias inadimplentes em relação a jun/18 (23,7%). O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que permaneceriam inadimplentes, ficou estável em 9,5% na comparação mensal. Em jun/18 atingiu 9,4% ficando no mesmo patamar de jun/19. Ver gráficos.

Entre as faixas de renda pesquisadas, tanto na comparação mensal como na anual, as famílias endividadas apresentaram a mesma tendência. Para as famílias que ganham até 10 salários mínimos (<10 SM), o percentual com dívidas alcançou 64,9% em jun/19, acima dos 64,3% de mai/19, e superior aos 60% de jun/18. Para as famílias com renda >10 SM, o percentual de endividadas subiu entre mai/19 e jun/19, de 59,5% para 60,1%. Em jun/18, o percentual de endividadas nessa faixa de renda chegou a 52,1%.

O percentual de famílias com dívidas em atraso também apresentou tendências semelhantes entre os grupos pesquisados, nas duas bases de comparação. Na faixa <10 SM, o percentual de famílias com contas em atraso caiu de 27% em mai/19 para 26,6% no mês seguinte. Em jun/18, 26,8% das famílias nessa faixa de renda estavam com contas em atraso. Já no grupo >10 SM, o percentual de inadimplentes alcançou 10,4% em jun/19, abaixo dos 11,4% observados em mai/19, porém menor que os 11% de jun/18.

Ainda por faixa de renda, o percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamento distinto entre os grupos pesquisados, na comparação mensal. Na faixa >10 SM, o indicador alcançou 3,7% em jun/19, ante 3,6% em mai/19 e 2,8% em jun/18. Para o grupo <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos declinou de 11% em mai/19 para 10,9% em jun/19. Em relação a jun/18, houve queda de 0,4 p.p.

A proporção das famílias muito endividadas aumentou no período mai-jun/19, de 12,9% para 13% do total de famílias, e apresentou estabilidade na comparação anual. Entre jun/18 e jun/19, a parcela mais ou menos endividada subiu de 22,4% para 23,5%, e a parcela pouco endividada cresceu de 23,2% para 27,6% do total de famílias.

Entre as famílias com dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63,4 dias em jun/19, ante 63,6 dias observados em jun/18. O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 7 meses, sendo que 24,7% delas estão comprometidas com dívidas até três meses e 32,1%, por mais de um ano.

O cartão de crédito continua na preferência das famílias como forma de endividamento, atingindo 78,8% em jun/19, seguido por carnês de loja com 15,8%, financiamento de carro (10,5%), financiamento de casa com 8,8%, crédito pessoal (8%), cheque especial (5,7%), crédito consignado (5,6%), cheque pré-datado (1,3%) e outras dívidas com 2,7%. Por faixa de renda, o cartão de crédito apresentou o seguinte comportamento: famílias de menor renda (79,4%) e de maior renda (76,6%). Ver gráficos.

Portanto, o endividamento das famílias apresentou elevação nos últimos seis meses, e atingiu em jun/19 o maior patamar desde jul/13. A persistente preferência das famílias pelo endividamento com cartão de crédito indica o completo desconhecimento das ferramentas básicas de educação financeira.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

AUMENTA O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS EM MARÇO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias subiu em mar/19 ante o mês anterior e na comparação anual. As famílias com dívidas ou contas em atraso apresentaram elevação entre fev/19 e o mês seguinte, mas caiu na comparação anual. O percentual de famílias que não terão condições de pagar suas contas em atraso registrou incremento na comparação mensal e apresentou declínio na anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC.

O percentual de famílias endividada com cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, financiamento de  casa, empréstimo pessoal, cheque especial, cheque pré-datado e crédito consignado atingiu 62,4% em mar/19, um aumento ante o mês anterior e frente a mar/18.

O número de famílias com dívidas/contas em atraso registrou elevação em mar/19 ante o mês anterior, subindo de 23,1% para 23,4%. Com relação à inadimplência houve decréscimo em relação a mar/18 (25,2%). O percentual de famílias sem condições de pagar suas dívidas em atraso e que continuam inadimplentes cresceu na comparação mensal, saindo de 9,2% em fev/19 para 9,4% no mês seguinte, enquanto chegou a 10% em mar/18.

Entre as faixas de renda pesquisadas, apenas na comparação mensal, as famílias endividadas apresentaram comportamento distinto. Para aquelas que percebem até 10 salários mínimos (<10 SM), o percentual de famílias com dívidas atingiu 63,5% em mar/19, acima dos 62,4% observados em fev/19, e dos 62,8% em mar/18. Para as famílias com renda superior (>10 SM), o percentual de endividadas permaneceu estável entre fev e mar/19 com 58,3%. Em mar/18, o percentual de famílias com dívidas nessa faixa de renda chegou a 54%.

O percentual de famílias com dívidas em atraso apresentou tendências semelhantes entre os grupos pesquisados, nas duas bases de comparação. Na faixa de renda <10 SM, o percentual com contas em atraso cresceu de 25,8% (fev/19) para 26% em mar/19. Em mar/18, 28,1% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso. No grupo de maior renda, o percentual de inadimplentes chegou a 11,4% em mar/19, ante 11,2% observado em fev/19 e abaixo dos 12,8% de mar/18.

Ainda por faixa de renda, o percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamento semelhante entre os grupos pesquisados, nas duas bases de comparação. Na faixa >10 SM, o indicador alcançou 3,5% em mar/19, ante 3,3% em fev/19 e 4,4% em mar/18. No grupo <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas subiu de 10,8% (fev/19) para 11% em mar/19. Com relação a mar/18 houve queda de 0,3 p.p.

O cartão de crédito continua na preferência das famílias como forma de endividamento, atingindo 78% em mar/19, seguido por carnês de loja com 14,4%, financiamento de carro (10%), financiamento de casa com 8,5%, crédito pessoal (8,4%), crédito consignado (5,4%), cheque especial (4,7%), outras dívidas com 2,7% e cheque pré-datado (0,9%). Por faixa de renda, o cartão de crédito apresentou o seguinte comportamento: famílias de menor renda (78,5%) e de maior renda (75,9%). Ver gráficos.

Portanto, o endividamento das famílias apresentou elevação nos últimos três meses, e atingiu em mar/19 o maior patamar desde set/15. A opção de endividamento das famílias com cartão de crédito sugere a falta de educação financeira e o desconhecimento das ferramentas básicas de finanças pessoais. Já o comprometimento médio de renda com pagamento de dívidas permaneceu estável. A sazonalidade presente no primeiro trimestre de cada ano (impostos, taxas, matrícula, material escolar etc), pode ter contribuído para a elevação do percentual de contas em atraso.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com e os outros canais de comunicação (blog, facebook, instagram e youtube).

terça-feira, 5 de março de 2019

AUMENTA O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS EM JANEIRO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias cresceu em jan/19 ante o mês anterior, embora tenha registrado declínio na comparação anual. As famílias com contas ou dívidas em atraso apresentaram pequena elevação entre dez/18 e jan/19, mas caiu na comparação anual. O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso registrou queda nas duas bases de comparação, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC.

O percentual de famílias endividada com cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, financiamento de  casa, empréstimo pessoal, cheque especial, cheque pré-datado e crédito consignado atingiu 60,1% em jan/19, uma redução de 1,2 p.p. ante jan/18, e registrou crescimento de 0,3 p.p. na comparação mensal.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso manteve-se praticamente estável entre dez/18 e jan/19 quando passou de 22,8% para 22,9%, respectivamente, mas recuou 2,1 p.p. na comparação anual. O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso caiu de 9,5% em jan/18 para 9,2% em dez/18,  e chegou a 9,1% em jan/19.

Entre as faixas de renda, as famílias sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamento distinto, na comparação anual. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos (<10 SM), o percentual de famílias com dívidas atingiu 60,9% em jan/19, acima dos 60,8% observados em dez/18, e abaixo dos 62,9% de jan/18. Para as famílias com renda >10 SM, o percentual de famílias endividadas subiu de 55,8% em dez/18 para 57,1% em jan/19. Em jan/18, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda chegou a 53,6%.

O percentual de famílias com contas/dívidas em atraso apresentou tendências distintas entre os grupos de renda pesquisados, nas duas bases de comparação. Na faixa de renda <10 SM, o percentual de famílias com contas em atraso permaneceu estável, no patamar de 25,5%, em jan/19, enquanto em jan/18, 28,2% das famílias nessa faixa de renda haviam declarado ter contas em atraso. No grupo >10 SM, o percentual de inadimplentes chegou a 11,2% em jan/19, ante 10,5% no mês anterior e 11% em jan/18.

Ainda por faixa de renda, o percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamento distinto entre os grupos pesquisados. Na faixa >10 SM, o indicador alcançou 3,4% em jan/19, ante 3,8% em dez/18 e 3,5% em jan/18. Para o grupo <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar suas dívidas subiu de 10,4% em dez/18 para 10,6% em jan/19, enquanto em relação a jan/18 houve queda de 0,4 p.p.

O cartão de crédito continua na preferência das famílias como forma de endividamento, atingindo 78,4% em jan/19, seguido por carnês de loja com 14%, financiamento de carro (9,7%), financiamento de casa com 8,6%, crédito pessoal (8,4%), cheque especial com 5,7%, crédito consignado (5,5%), outras dívidas com 2,6% e cheque pré-datado (1,3%). Em jan/18 o cartão de crédito registrou 77,4% nas preferências das famílias, subindo 1 p.p. entre jan/18 e jan/19. Ainda por faixa de renda, em jan/19, o cartão de crédito continua liderando com 79,1% nas famílias <10 SM e 75,9% nas >10 SM. Ver gráficos.

Portanto, embora o endividamento das famílias tenha declinado na comparação mensal, subiu na anual, enquanto a preferência das famílias pelo cartão de crédito - pior forma de endividamento - registrou incremento na comparação anual. A opção de endividamento das famílias com cartão de crédito sugere o completo desconhecimento de educação financeira. Políticas públicas direcionadas para esse segmento podem contribuir para formar uma população mais saudável financeiramente, combatendo indiretamente problemas como estresse, depressão, alcoolismo, falta ao emprego entre outros.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR MELHORA EM JANEIRO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da FGV, avançou 3,6 pontos entre dez/18 e jan/19, registrando o quarto mês consecutivo de crescimento ao atingir 96,6 pontos, a maior pontuação observada desde fev/14 quando chegou a 97,3 pontos, ficando 8 pontos acima do verificado em jan/18.

Em janeiro deste ano, os consumidores apresentaram melhores avaliações a respeito da situação atual e das expectativas em relação aos próximos meses. Os dois componentes do ICC apresentaram trajetória ascendente conforme descrito a seguir. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,2 ponto, chegando a 76,8 pontos, mantendo a trajetória de crescimento pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior valor desde mai/18 quando ficou em 77,2 pontos. O Índice de Expectativas (IE) cresceu 5,1 pontos, saindo de 105,6 pontos para 110,7 pontos, registrando o maior valor desde jun/12 quando ficou em 111,8 pontos.

Segundo Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, “O ano de 2019 começa com boas notícias sobre a ótica dos consumidores. A recuperação da confiança nos últimos quatro meses é reflexo de perspectivas mais otimistas sobre a economia, recuperação financeira das famílias, emprego e inflação. Aos poucos, os consumidores começam a perceber a melhora do mercado de trabalho, ajustar seu orçamento doméstico e reduzir o nível de endividamento. A expectativa é de que o cenário se mantenha favorável para a continuidade dessa recuperação e que o ICC ultrapasse os 100 pontos ainda no primeiro semestre”.

Entre os quesitos que compõem o ICC, indicador que afere o grau de otimismo com relação a situação financeira das famílias nos próximos meses foi o que mais contribuiu para o aumento da confiança em jan/19 ao subir 7,4 pontos, para 111,6 pontos, apresentando o maior nível desde fev/13 quando chegou a 112 pontos.

Segundo o relatório da FGV, “A percepção sobre o momento permaneceu estável. O resultado mais otimista em relação as finanças contribuíram para que os consumidores aumentassem a intenção de compras com bens duráveis. O indicador que mede a disposição para comprar aumentou 3,2 pontos para 87,6 pontos, a maior desde maio de 2018 (88,6)”.

Com relação a situação econômica, o indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica no momento cresceu 2,4 pontos, chegando a 84,2 pontos, o maior valor desde dez/14 quando atingiu 87,2 pontos, enquanto o indicador que afere o otimismo do consumidor com relação a economia nos próximos meses apresentou incremento de 3,8 pontos.

Com relação ao Índice de Confiança do Consumidor por faixa de renda (ICC-RI), a reação dos consumidores é favorável para três das quatro faixas de renda analisadas. A maior elevação foi observada na faixa de renda até R$2.100,00 quando avançou 7,1 pontos em jan/19 ante crescimento de 2,4 pontos em dez/18. O segundo melhor desempenho foi verificado na faixa de renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00 ao subir 4 pontos em jan/19, tendo declinado 1,1 ponto em dez/18. O terceiro melhor desempenho ficou na faixa entre R$4.800,01 e R$9.600,00 ao subir 2,3 pontos em jan/19 e registrar alta de 2 pontos em dez/18. Já na faixa de renda acima de R$9.600,00, foi verificado decréscimos de respectivamente -0,1 ponto em jan/19 e dez/18.

Portanto, a confiança do consumidor vem melhorando nos últimos meses, devido em grande parte ao crescimento do otimismo com relação ao desempenho da economia, do nível de emprego, da recuperação financeira das famílias e do declínio da inflação.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em planejamento financeiro pessoal, educação financeira e finanças pessoais. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos, é palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais e inteligência financeira, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. Economista com mestrado e doutorado em economia, é bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. É Master Practitioner em PNL. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O FATOR CAFÉ
Régis Varão/¹

No final dos anos noventa, o especialista norte-americano em finanças pessoais David Bach desenvolveu a teoria denominada Fator Café, publicada no livro O Milionário Automático, um best seller internacional. A teoria mostra basicamente que a chave para o progresso financeiro pessoal é ficar atento aos pequenos valores gastos no dia a dia.

A maioria das pessoas acredita que o segredo da prosperidade consiste unicamente em buscar novas fontes de receita, procurar alternativas de emprego com salários mais elevados, mudar de empresa, aumentar a renda, trocar de cidade, mudar de país e até mesmo de profissão, como se essas alternativas resolvessem os problemas da gestão financeira individual.

Considerando essas crenças, aproveito para registrar a citação atribuída ao físico Albert Einstein a respeito de hábitos: “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes.” Einstein estava corretíssimo, se não houver alteração nos hábitos de consumo e na postura do indivíduo frente ao dinheiro, com certeza os problemas financeiros continuarão e poderão levar a pessoa/família ao endividamento.

O Brasil pratica os juros bancários mais elevados do mundo, duas modalidades são bons exemplos. Os juros do rotativo do cartão de crédito estão próximos de 280% a.a. e os cobrados pela utilização do cheque especial se aproximam de 300% a.a., enquanto a taxa Selic, juros básicos da economia, está em 6,5% a.a.

As pessoas que mudam de trabalho, de cidade e até de país, continuam praticando os mesmos erros, pois não entendem o significado das palavras de Einstein. Grande parte dos brasileiros não tem educação financeira, desconhece os rudimentos de finanças pessoais, matemática financeira, planejamento financeiro e o impacto multiplicador dos juros compostos nas dívidas, logo, mudar de profissão, empresa ou país não vai resolver a situação financeira.

Existem comportamentos que marcam o modo de agir daqueles que não têm educação financeira, basta perguntarmos a uma pessoa que teve aumento de receita (vários motivos) em 2018, se ela se preocupou em fazer uma reserva financeira. Com certeza a resposta é não.

Na maioria das vezes quanto mais dinheiro ganhamos mais gastamos, e o aumento de despesas costuma ser proporcionalmente maior que o aumento da receita. Por outro lado, quando perdemos ou temos redução de nossa receita não reduzimos as despesas com tanta agilidade. A grande maioria das pessoas que perdem receita (desemprego etc) continuam gastando como se mantivesse o mesmo padrão de renda.

Muitas vezes as pessoas têm aumento de receita e a gastam antes de recebê-la (antecipam consumo), e para agravar a situação existem profissionais bem pagos criando campanhas publicitárias de estímulo ao consumo. Pouco tempo após a entrega da declaração de imposto de renda a rede bancária oferta crédito para antecipar a restituição do imposto, o mesmo ocorrendo com o 13º salário. Os juros cobrados nos dois casos são elevadíssimos e muitas vezes por falta de orientação a pessoa se endivida.

Com relação aos inúmeros feriados, a publicidade trabalha para induzir o cidadão a consumir cada vez mais, pois são desenvolvidas campanhas sofisticadas que contribuem para tirar ou reduzir os recursos de pessoas que deveriam quitar dívidas ou formar reserva financeira. Muita gente cai nas armadilhas do comércio, no estímulo visual das decorações dos shoppings, e por falta de planejamento financeiro, continuam se endividando.

Segundo o Fator Café “As chamadas ninharias em que desperdiçamos dinheiro diariamente podem com rapidez atingir um volume capaz de modificar a nossa vida e custar-nos a liberdade”. Há um pouco de exagero na afirmação, mas não devemos desconsiderá-la, pois muitos consumidores não pensam nos gastos do dia a dia, e se preocupam apenas com valores elevados, prestação da casa própria, financiamento do carro, aluguel, condomínio, salário da empregada doméstica, previdência privada, colégio das crianças entre outros, sem considerar que as pequenas despesas também impactam negativamente o orçamento doméstico.

Todos têm despesas aparentemente insignificantes, seja por hábito ou vício. Se juntarmos os pequenos valores gastos no dia a dia com o café expresso, a sobremesa após o almoço, o lanche no final da tarde, a cerveja com os amigos, o cigarro etc, teremos uma quantia considerável. Cortando apenas uma parte dessas despesas - 25% a 50% - daria para formar uma reserva financeira que poderia gerar uma renda passiva para complementar a aposentadoria, sem reduzir a qualidade de vida.

É o poder dos pequenos números ou valores se manifestando. Por esse motivo os pequenos valores são irrisórios quando isolados, mas somados a outros pequenos valores se transformam em grandes valores, é o efeito dos juros compostos fazendo a diferença e podendo elevar o endividamento.

Cada indivíduo desenvolve o seu Fator Café, que pode ser barato ou caro. Estabeleça metas de gastos no dia a dia para evitar surpresas desagradáveis no fim do mês. Se a pessoa gosta de um expresso após o almoço, tudo bem, mas evite um segundo à tarde ou após o jantar. O fumante ao reduzir o consumo de cigarros melhora a saúde e o bolso. O lanche próximo ao trabalho deve ser feito em casa. Alugar filmes custa menos que ir ao cinema, pois tem o combustível, a pipoca, o sorvete e até um jantar. As mulheres podem economizar indo uma vez por mês ao salão ou resolver fazer como uma grande amiga que faz as unhas em casa, e está feliz.

Embora controles pareçam chatos, tomar cuidado com os pequenos valores podem fazer grande diferença ao longo dos anos. Não vamos perder qualidade de vida ou deixar de fazer o que gostamos, apenas devemos prestar atenção às pequenas despesas que parecem inofensivas quando isoladas, mas perigosas ao longo dos anos.

Portanto, a ideia não é deixar de fazer o que gosta, mas apenas reduzir os excessos. Ao escovar os dentes feche a torneira, ao ensaboar-se ou usar shampoo feche o chuveiro, verifique periodicamente se existem vazamentos em sua residência, evite interurbano com celular, estabeleça dia específico para lavar e passar roupa, não abra a geladeira muitas vezes, e tudo isso ajuda a economizar dinheiro. Hábitos saudáveis refletem positivamente no meio ambiente e no bolso. Economizar no dia a dia é importante para atingir a prosperidade financeira e ter boa saúde física e mental.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e planejamento financeiro pessoal. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais e inteligência financeira, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. É Master Practitioner em PNL. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

domingo, 13 de janeiro de 2019


CRESCE O ENDIVIDAMENTO COM CARTÃO DE CRÉDITO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias decresceu em dez/18 ante o mês anterior, e também na comparação anual registrou declínio. As famílias com contas ou dívidas em atraso apresentaram declínio no período nov-dez/18, caindo também com relação a dez/17. O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso registrou queda nas duas bases de comparação, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC.

O percentual de famílias endividada com cartão de crédito, carnê de loja, prestação de carro, financiamento de  casa, empréstimo pessoal, cheque especial, cheque pré-datado e crédito consignado atingiu 59,8% em dez/18, uma queda de 0,5 p.p. ante novembro e uma redução frente a dez/17 (62,2%).

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou para 22,8%  em dez/18 ante 22,9% do mês anterior e 25,7% de dez/17. O percentual registrado em dez/18 é o menor valor observado desde nov/15 (22,7%). Houve queda do percentual de famílias inadimplentes em relação a dez/17, quando chegou a 25,7%. O percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso e permaneciam inadimplentes caiu nas duas bases de comparação, caindo de 9,5% em nov/18 para 9,2% no mês seguinte. Em dez/17 o indicador atingiu 9,7%.

Por faixa de renda as famílias sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou comportamento distinto entre os dois grupos pesquisados nas duas bases de comparação. Na faixa de renda >10 SM, o indicador alcançou 3,8% em dez/18 ante 3,6% em nov/18 e 3,2% em dez/17. No grupo até 10 SM as famílias sem condições de quitar seus débitos caiu de 11% em nov/18 para 10,4% em dez/18.

O cartão de crédito continua liderando a preferência das famílias como forma de endividamento, atingindo 78,1% em dez/18, seguido por carnês de loja com 14,7%, financiamento de carro (10,2%), crédito pessoal com 8,5%, financiamento de  casa (8,3%), crédito consignado com 6%, cheque especial (5,8%), outras dívidas com 2,4% e cheque pré-datado (1,3%). Por faixa de renda, o cartão de crédito continua liderando com 79,1% nas famílias com renda até 10 SM e 74,8% nas acima de 10 SM. Ver gráficos.

Portanto, embora o endividamento das famílias venha registrando declínio, a preferência das famílias pelo cartão de crédito vem aumentando, o que indica o completo desconhecimento de educação financeira. O País tem um grande desafio, que é dotar as crianças, os jovens e adultos a compreenderem a necessidade da educação financeira. Atitudes financeiras saudáveis na infância geram adultos financeiramente responsáveis.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

domingo, 6 de janeiro de 2019

NEGÓCIOS VERSUS SUSTENTABILIDADE
Régis Varão/¹

A revista Forbes Brasil apresenta uma pesquisa realizada pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade a respeito de negócios que são mais comprometidos com a sustentabilidade. Segundo a pesquisa atitudes como reduzir o consumo de água e energia, separar e dar destinação correta a resíduos, apoiar comunidades no entorno da empresa e privilegiar fornecedores locais estão entre as principais ações desenvolvidas por micro e pequenas empresas quando o assunto é sustentabilidade.

A pesquisa contempla os setores do agronegócio, indústria, comércio e serviços de todo o País. A seguir uma estatística dos entrevistados e o grau de envolvimento desses empresários com a sustentabilidade:

(a) Dos empresários entrevistados 97% afirmaram que substituíram lâmpadas incandescentes por outras mais econômicas como LED (Light Emitting Diode);

(b) Dos entrevistados 93% afirmaram que contratam mão de obra local;

(c) Dos pesquisados 91% consideram que novas oportunidades e modelos de negócio estão surgindo com a sustentabilidade;

(d) Dos pesquisados 80% dão preferência e escolhem fornecedores locais;

(e) Dos entrevistados 71% afirmaram que separam resíduos perigosos - lâmpadas, óleo, pilhas e baterias - para coleta por empresa especializada;

(f) Dos empresários entrevistados 67% afirmaram que tomam atitudes sustentáveis para preservar o meio ambiente;

(g) Dos pesquisados 45% afirmaram que fazem reaproveitamento de água para fins não potáveis como lavar pisos, descargas etc; e

(h) Do total de entrevistados 20% afirmaram que tomam atitudes sustentáveis para preservar o meio ambiente e reduzir custos.

A seguir um sucinto comentário a respeito de negócio sustentável. O Sebrae trabalha a sustentabilidade como tema de suma importância nos pequenos negócios, mostrando como eles podem reduzir os impactos no ambiente onde operam, além de contribuir no desenvolvimento de atividades lucrativas, com elevado valor social e utilizando de maneira racional os recursos naturais disponíveis. As atitudes defendidas e implementadas pelo Sebrae para os micros e pequenos empresários são válidas para toda e qualquer corporação independente de tamanho e setor.

Segundo John Elkington, empresário norte-americano, fundador de uma organização não governamental (ONG) chamada SustainAbility, “É preciso que os negócios sejam feitos levando-se em consideração o equilíbrio entre os fatores ambientais, sociais e econômicos, e os resultados das empresas precisam refletir esse equilíbrio.”

Ao reduzir o consumo de recursos naturais, os empreendimentos também economizam recursos financeiros. A adoção de atitudes sustentáveis pelo empresariado promove o estabelecimento de uma nova cultura com foco no meio ambiente, ao mesmo tempo que preserva, produz e presta serviços responsáveis.

Criador do chamado “tripé da sustentabilidade”, o triple bottom line, Elkington acredita na necessidade de um olhar amplo para a agenda socioambiental, no qual os conceitos se conectem e cheguem às empresas e governos de uma forma simples de serem compreendidos e implementados.

Portanto, a sustentabilidade é um assunto importante e está presente no meio corporativo nacional onde temos 67% dos empresários comprometidos com atitudes sustentáveis para preservar o meio ambiente. Temos um longo caminho pela frente, e o Sebrae tem realizado relevante papel ao orientar micro e pequenos empresários quanto à sustentabilidade contribuindo para a preservação do meio ambiente.

¹/ Mentor, Consultor e Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais, educação financeira, planejamento financeiro pessoal, familiar e empresarial. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro e dos hábitos financeiros das pessoas nas últimas três décadas. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira e educação corporativa, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. É Master Practitioner em PNL. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

OTIMISMO DO CONSUMIDOR AUMENTA EM DEZEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) sobe pelo sexto mês consecutivo e atinge 114,3 pontos em dez/18. O último mês do ano registra o maior valor observado desde mar/13 (114,3 pontos) e supera em 6,5 pontos a média histórica de 107,8 pontos.

Os componentes do INEC apresentam elevação em dez/18 ante o mês anterior, exceto os indicadores de endividamento que apresentou queda e compras de bens de maior valor que ficou estável. Na comparação anual, o indicador sobe 13,7% em dez/18, e registra alta de 0,6% frente a nov/18.

Compras de bens de maior valor foi o único a ficar abaixo do nível em que estava há doze meses e ficou estável na comparação mensal. O endividamento foi o único a registrar declínio na comparação mensal. Os demais componentes apresentam elevação, revelando otimismo dos consumidores para os próximos seis meses. A maioria dos componentes mostra avanços significativos na comparação anual.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o indicador apresenta incremento de 30,7% em dez/18 (136,3 pontos), ante dez/17, representando a maior alta entre os componentes nessa base de comparação e o maior valor da série histórica, e sobe 1,8% ante nov/18. O componente apresenta as maiores variações positivas nas duas bases de comparação. O desempenho positivo pelo quinto mês consecutivo tem contribuído para aumentar o otimismo dos consumidores quanto ao declínio dos preços para os próximos seis meses;

(b) Expectativa de desemprego: o índice registra o segundo maior crescimento dos componentes do INEC em dez/18 (142,8 pontos), ao subir 27,2% na comparação anual e sobe 1,1% ante o mês anterior. O valor observado em dez/18 registra o maior valor verificado na série histórica. O desempenho do indicador nos últimos meses indica elevação do otimismo das pessoas quanto à queda do desemprego para os próximos meses;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: o componente registra variação positiva de 19,2% em dez/18 (106,1 pontos) ante igual período de 2017, e sobe 0,1% na comparação mensal. É o maior valor observado desde dez/14 quando chega a 109,7 pontos. Entre os indicadores de expectativas, a renda pessoal apresenta a terceira maior variação positiva na comparação anual. O desempenho positivo em dez/18, indica que mais consumidores esperam elevação de seus rendimentos pessoais nos próximos meses;

(d) Expectativa de Compras de Bens de Maior Valor: o único dos componentes a registrar variação negativa anual (-2,5%) em dez/18 (110 pontos), enquanto permanece estável com relação ao mês anterior. O desempenho anual negativo indica elevação do pessimismo quanto às compras de bens de maior valor para os próximos meses;

(e) Endividamento: o indicador apresenta variação positiva de 11,3% em dez/18 (105,4 pontos) na comparação anual, e cai 0,3% ante nov/18. O desempenho anual desse componente indica que uma maior quantidade de consumidores espera uma redução no nível de endividamento;

(f) Situação financeira: o componente apresenta variação positiva de 13,5% em dez/18 (101,4 pontos), ante dez/17, e apresenta elevação de 1,1% na comparação mensal. O desempenho positivo do indicador em dez/18, quando atinge o maior valor desde jan/15 (105 pontos), indica crescimento do otimismo na melhora da situação financeira do consumidor para os próximos meses.

Portanto, o índice de confiança do consumidor registrou no último mês do ano o valor mais elevado desde mar/13, indicando elevação no otimismo do consumidor para os próximos meses. Cabe ressaltar o desempenho dos indicadores de inflação e de desemprego, que contribuíram para elevar o otimismo quanto ao declínio da inflação e da queda do desemprego para os próximos meses.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, educação corporativa e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.