segunda-feira, 28 de março de 2016

MERCADO MAIS PESSIMISTA COM DESEMPENHO DO PIB
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) corrige em cerca de 70% as projeções realizadas pelo mercado para 2016, e altera 60% as estimativas para o próximo ano. O relatório Focus é uma pesquisa semanal realizada com mais de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, contemplando 15 indicadores. A análise aborda 8 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 24.3.16 reduz para 7,31% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,43% observado na semana anterior e 7,57% divulgado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 27.3.15 diminui a projeção do índice para 5,60%, de 5,61% observado há sete dias e 5,50% há quatro semanas. Para 2017, o Focus de 24.3.16 mantém a expectativa do índice em 6%, pela sétima semana consecutiva. O mercado, apesar do pessimismo, nas últimas semanas vem reduzindo as expectativas do IPCA para este ano, embora continue acima da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus divulgado hoje também reduz a projeção do índice para 7,43% para 2016, ante 7,49% observada na semana anterior e 7,83% há um mês, enquanto o relatório de 27.3.15 mantém estável em 5,50%, a estimativa para este ano, valor registrado nas últimas trinta e quatro semanas. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50% pela nona semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o relatório desta semana reduz a expectativa da taxa de câmbio, final de 2016, para R$/U$4,15, de R$/U$4,20 divulgada há sete dias e R$/U$4,35 há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, o Focus de 27.3.15 eleva o câmbio para R$/U$3,23 em 2016, de R$/U$3,20 apresentado na semana anterior e R$/U$3,00 há trinta dias. Para 2017, o Focus de 24.3.16 reduz a taxa de câmbio para R$/U$4,20, de R$/U$4,30 observado na semana anterior e R$/U$4,40 há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 24.3.16 mantém os juros, final de 2016, em 14,25% a.a., pela oitava semana consecutiva, enquanto o boletim de 27.3.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para aquele ano, pela décima terceira semana consecutiva. O Focus divulgado hoje mantém a projeção dos juros em 12,50% a.a. para o final de 2017, valor observado nas últimas quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 24.3.16 reduz a expectativa de crescimento do PIB em 2016, para -3,66%, pela décima semana consecutiva, frente ao decréscimo de 3,60% do relatório anterior e -3,45% da pesquisa publicada há quatro semanas. O Focus de 27.3.15 apresenta redução na projeção de crescimento do PIB em 2016, para +1,05% frente à variação positiva de 1,20% apresentado na semana anterior e +1,50% há trinta dias. Com relação a 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz o crescimento do PIB para +0,35%, frente ao incremento de 0,44% observado na semana anterior e +0,50% há trinta dias. O mercado continua pessimista quanto ao desempenho do PIB em 2016 e 2017, e as estatísticas divulgadas nos últimos meses têm contribuído para reforçar essa descrença;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje indica decréscimo da atividade industrial de 4,40% no final de 2016, ante uma queda de 4,50% estimada nas semanas anteriores, enquanto a pesquisa de 27.3.15 mantém o crescimento em 1,68% naquele ano, de +2,40% verificado há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 18.3.16 elevou o crescimento da atividade industrial para +0,85%, de +0,55% na semana anterior e +0,80% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o relatório Focus de 24.3.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$43,53 bilhões para o final de 2016, de U$42,40 bi divulgados na semana anterior e U$40 bi há trinta dias. A pesquisa de 27.3.15 reduz a estimativa do superávit comercial para U$10,50 bilhões em 2016, de U$11 bi observados na semana anterior e U$11,24 bi há quatro semanas. Para 2017, o Focus divulgado hoje eleva para U$47,50 bilhões a projeção do superávit comercial, de U$46,90 bi verificados na pesquisa anterior e U$40 bilhões divulgados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 24.3.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para o final de 2016, valor observado nas últimas quinze semanas, enquanto o relatório de 27.3.15 reduz para U$57,40 bilhões a projeção para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje reduz a estimativa do IDP para U$55,25 bi, de U$57,50 bilhões observados na semana anterior e U$55,55 bi há trinta dias.

Portanto, as expectativas continuam pessimistas quanto ao comportamento das principais variáveis macroeconômicas em 2016 e 2017, em especial da atividade econômica, decorrentes em grande parte da pressão dos preços e dos juros, do crescimento do desemprego e da paralisia governamental.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 23 de março de 2016

WARREN BUFFET E FINANÇAS PESSOAIS
Régis Varão/¹

O Sr. Warren Buffet é considerado um dos maiores, senão o maior, investidor da atualidade, com fortuna estimada em cerca de U$50 bilhões, cuja maior parte deseja deixar para instituições de caridade após sua morte. Uma atitude valorosa e nada parecida com as atitudes da grande maioria dos milionários tupiniquins, normalmente avessos a doações para entidades filantrópicas.

Apresentaremos, a seguir, uma lista com 25 conselhos atribuídos a Warren Buffet. No entanto, discutiremos apenas doze que estão mais relacionados a finanças pessoais:

01. REGRAS BÁSICAS

“Regra nº 1: Nunca perca dinheiro;
Regra nº 2: Nunca esqueça da regra nº 1;”

02. SOBRE FONTES DE RENDA

“Nunca conte apenas com um rendimento. Faça investimentos para criar fontes adicionais de renda.” Faça uma reserva financeira, crie o hábito do investir e você poderá ter uma fonte de renda extra na aposentadoria e mais qualidade de vida;

03. SOBRE GASTOS

Se você compra coisas que não precisa, logo terá que vender o que você precisa. Isso está associado ao consumo consciente, compre apenas aquilo que precisa, que é necessário;

04. SOBRE POUPANÇA

“Não poupe o que restou depois do que você gastou. Gaste o que sobrou depois que você separou a importância a ser poupada.” Isso está associado ao conceito do chamado “pague-se primeiro”, isto é, retire um percentual da receita e faça uma reserva financeira, depois de pagar-se primeiro, o que sobra pague as despesas;

05. SOBRE RISCOS

“Jamais meça a profundidade de um rio com as duas pernas” e “Os riscos vêm de não saber o que você está fazendo;”

06. SOBRE HERANÇA

“Um homem rico deve deixar aos seus filhos o suficiente para que eles possam fazer o que quiserem, mas não o suficiente para que não tenham que fazer nada;”

07. SOBRE APRENDER COM A HISTÓRIA

“Se os fatos passados fossem tudo o que há para aprender nesse jogo, os bibliotecários seriam as pessoas mais ricas do mundo;”

08. SOBRE INVESTIR PARA O FUTURO

“Alguém está sentado à sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo.” Faça planejamento financeiro, gaste menos do que ganhe e destine um percentual de sua renda para uma reserva financeira, ela dará as condições de uma aposentadoria mais tranquila;

09. SOBRE HÁBITOS

“Os grilhões dos hábitos são leves para serem sentidos, até que se tornam pesados demais para serem rompidos.” Mantenha hábitos saudáveis - físicos, financeiros e alimentares - e você terá uma vida futura saudável nos três aspectos;

10. SOBRE APRENDER COM OS MELHORES

É melhor andar com pessoas melhores que você. Escolha parceiros com comportamento melhor que o seu e você se inclinará na direção deles. Se você convive com alguns endividados, “você pode” desenvolver hábitos pouco saudáveis de planejamento financeiro, e assim são com outros hábitos. Existem pesquisas que afirmam que você é a média das cinco pessoas com quem você passa mais tempo.

11. SOBRE SER RICO

“Entre os bilionários que eu conheci, notei que o dinheiro apenas realça as suas características básicas. Se eles eram canalhas antes de terem dinheiro, tornaram-se apenas canalhas com um bilhão de dólares.” Um indivíduo com desvio de caráter, sua conta bancária não tem nenhuma relação com esse fato. Muitos dizem que determinada pessoa é rica, logo, não é boa gente etc, isso é uma crença, pois, o indivíduo pode ser pobre e pode ser um canalha, não é questão de tamanho da conta bancária;

12. SOBRE PREÇO E VALOR

“Preço é o que você paga. Valor é o que você obtém.”

Portanto, o que o investidor Warren Buffet demonstra é basicamente a importância de ter uma renda extra, pagar-se primeiro, gastar menos do que ganha, fazer poupança, ter bons hábitos, praticar o consumo consciente e fazer uma reserva financeira para a aposentadoria.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 22 de março de 2016

PESSIMISMO AUMENTA COM PROJEÇÕES DO PIB PARA 2016
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada ontem pelo Banco Central (BCB) corrige 80% das projeções realizadas pelo mercado para este ano, e altera 67% das estimativas para 2017. Uma pesquisa semanal com mais de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, totalizando 15 indicadores. Esta análise contempla 8 indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 18.3.16 reduz para 7,43% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,46% observado na semana anterior e 7,62% divulgado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 20.3.15 eleva a projeção do índice para 5,61%, de 5,60% nas quatro semanas anteriores. Para 2017, o Focus de 18.3.16 mantém a expectativa do índice em 6%, pela sexta semana consecutiva. Após meses elevando as expectativas para 2016, os dois últimos Focus registram declínio em suas projeções, o que não é garantia de melhora no comportamento dos preços para este ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus divulgado ontem também reduz a projeção do índice para 7,49% para 2016, ante 7,60% observada na semana anterior e 7,84% registrada há um mês, enquanto o Focus de 20.3.15 mantém estável em 5,50%, a estimativa para este ano, valor registrado nas últimas trinta e três semanas. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50% pela oitava semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado desta semana reduz a expectativa da taxa de câmbio, final de 2016, para R$/U$4,20, de R$/U$4,25 divulgada há sete dias e R$/U$4,36 há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, o Focus de 20.3.15 eleva o câmbio para R$/U$3,20 em 2016, de R$/U$3,11 apresentado na semana anterior e R$/U$3,00 a quatro semanas. Para 2017, o Focus de 18.3.16 reduz a taxa de câmbio para R$/U$4,30, de R$/U$4,34 observado na semana anterior e R$/U$4,40 há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 18.3.16 mantém os juros, final de 2016, em 14,25% a.a., pela sétima semana consecutiva, enquanto o boletim de 20.3.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para aquele ano, pela décima segunda semana consecutiva. O Focus desta semana mantém a projeção dos juros em 12,50% a.a. para o final de 2017, valor observado nas últimas três semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 18.3.16 reduz, para este ano, a expectativa de crescimento do PIB para uma variação negativa de 3,60%, pela nona vez consecutiva, frente ao decréscimo de 3,54% do relatório anterior e -3,40% da pesquisa publicada há quatro semanas. O Focus de 20.3.15 apresenta redução na projeção de crescimento do PIB em 2016, para +1,20% frente à variação positiva de 1,30% apresentado na semana anterior e +1,50% há trinta dias. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana reduz o crescimento do PIB para +0,44%, frente ao incremento de 0,50% observado nas semanas anteriores. O pessimismo do mercado quanto à atividade econômica em 2016 e 2017 vem aumentando a cada pesquisa, e tudo indica que não haverá melhora nos próximos meses enquanto perdurar o atual cenário político-econômico;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado ontem eleva o decréscimo da indústria para -4,50% no final de 2016, ante uma queda de 4,45% estimada na semana anterior e -4,40% há um mês, enquanto a pesquisa de 20.3.15 mantém o crescimento em 1,68% naquele ano, de +2% verificado há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 18.3.16 elevou o crescimento da atividade industrial para +0,57%, de +0,50% na semana anterior e +1% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 18.3.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$42,40 bilhões para o final de 2016, de U$41,20 bi divulgados na semana anterior e U$37,05 bi há trinta dias. A pesquisa de 20.3.15 aumenta a estimativa do superávit comercial para U$11 bilhões em 2016, de U$10 bi observados na semana anterior e U$11 bi há quatro semanas. Para 2017, o Focus desta semana eleva para U$46,90 bilhões a projeção do superávit, de U$43,20 bi verificados na pesquisa anterior e U$39,65 bilhões divulgados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 18.3.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para o final de 2016, valor observado nas últimas catorze semanas, enquanto o relatório de 20.3.15 mantém em U$58 bilhões a projeção para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada ontem eleva a estimativa do IDP para U$57,50 bi, de U$56,25 bilhões observados na semana anterior e U$55,55 bi há trinta dias.

Portanto, as expectativas do mercado continuam pessimistas quanto ao comportamento da economia brasileira, decorrentes em grande parte da pressão dos preços, dos juros elevados, do aumento do desemprego e da paralisia governamental.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 12 de março de 2016

OS 7 ERROS MAIS FREQUENTES DOS ENDIVIDADOS
Régis Varão/¹

A grande maioria das pessoas acredita que quer mais dinheiro, quando na realidade o que deseja é o que o dinheiro pode comprar. Ter apenas a vontade pelo objeto desejado, que pode ser adquirido com dinheiro, e não ter um plano de como obtê-lo e até mesmo mantê-lo, é muito provável que nunca conquiste o que deseja.

Talvez a falta de um plano para obter mais dinheiro e mantê-lo possa ser explicada ao observar a característica e o nível do endividamento das famílias brasileiras, o que pode ser observado na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC, de fev/16, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio-CNC.

As estatísticas da PEIC-CNC mostram um panorama preocupante do endividamento do brasileiro, e que vem se repetindo há vários meses. Em fevereiro deste ano, o total de famílias endividadas atinge 60,8%, as dívidas ou contas em atraso chegam a 23,3% e famílias que se dizem sem condições de pagar suas contas está em 8,6%. Os muitos endividados passaram de 9,7% em fev/15 para 13,8% em fev/16, os mais ou menos endividados de 20,9% para 21,6% e os pouco endividados declinaram de 27,2% para 25,4%, na mesma base de comparação.

Por tipo de dívida, a PEIC de fevereiro deste ano, manteve a mesma ordem verificada em meses anteriores, isto é, a preferência das famílias continua com o cartão de crédito em primeiro lugar com 77,4%, seguido por carnês de lojas com 16,7%, financiamento de carro com 12%, crédito pessoal (10%) e financiamento de casa própria na quinta posição com 7,9%.

Considerando o perfil e as características do endividamento, resolvemos listar os sete erros mais comuns dos endividados:

01. TER MAIS DE DOIS CARTÕES DE CRÉDITO

Colecionar cartões de crédito pode ficar bonito na carteira aberta, mas pode levar ao descontrole financeiro e até mesmo ao endividamento, ainda mais se a soma dos limites estabelecidos nos cartões ultrapassar a renda mensal. Está comprovado que cartões de crédito criam uma falsa impressão de que se tem mais dinheiro para gastar, é onde mora o perigo. O cartão de crédito quando bem utilizado é muito vantajoso e pode ser um grande amigo para atender necessidades urgentes, mas desde que utilizado com parcimônia e somente em raras exceções. Liquide a fatura mensal, em hipótese alguma pague a parcela mínima. Os juros do crédito rotativo, segundo os últimos dados do Banco Central já ultrapassam a 400% a.a.;

02. NÃO NEGOCIAM DÍVIDAS

O valor da dívida pode ser reduzido se o devedor se dispuser a negociá-la junto aos credores, sejam eles bancos, financeiras, construtoras, operadoras de cartão de crédito e outros. Negociar é uma das formas de exercer a arte da escolha e sua operacionalização. Algumas negociações são muito simples e podem ter resultados rápidos, mas temos que tentar, senão como saberemos! Muitas pessoas equivocadamente têm restrições à essa palavra negociação, por interpretá-la de forma equivocada e associada a comportamentos antiéticos, como “passar a perna” em alguém, levar vantagem sobre os outros, associá-la a compra e venda de bens e serviços ou até mesmo negociação promovidas por sindicatos e associações classistas. Podemos dizer que negociação é uma técnica para alcançar objetivos por meio de um acordo em situações que existam interesses comuns e opostos. Segundo o economista Samy Dana, “Rolar as dívidas sem ao menos buscar negociação para barrar a cobrança de juros é um comportamento altamente perigoso e custoso;”

03. NÃO FAZEM PLANEJAMENTO FINANCEIRO

É fundamental ter controle de todas as receitas e despesas, inclusive dos pequenos que se transformam em grandes valores, para saber como e com que se gasta. Faça uma relação de todas as dívidas mensais e veja quantas poderiam ser quitadas, dando preferência as que cobram juros mais elevados, como: cartão de crédito, cheque especial, financeiras em geral, crédito direto ao consumidor-CDC entre outros. Faça um orçamento pessoal, liste as receitas provenientes de aluguéis, aplicações financeiras, salários, pró-labore, gratificações, bónus, premiações, comissões etc. Relacione as despesas do mês, inclusive os pequenos valores, isso ajuda nos controles e no planejamento financeiro. Gaste menos do que ganha;

04. ELEVAM O ENDIVIDAMENTO PARA PAGAR DÍVIDAS

Em situações em que a pessoa ou família está com grande endividamento, é muito importante liquidar despesas sem adquirir outras. Nunca esqueça que parcelas de novos empréstimos serão novas despesas mensais, pois deverão ser pagas e devem caber no orçamento. Não esqueça, quanto menos exigente o fornecedor de crédito (bancos, financeiras etc) for para conceder novos empréstimos, mais elevados serão os juros dos financiamentos e as prestações mensais. Fique atento, o setor bancário está repleto de pegadinhas financeiras, que podem ajudar a elevar o endividamento. Se não houver alternativas para liquidar dívidas fora da receita familiar (salário, gratificação, bónus e outros), busque crédito mais barato, nesse caso a melhor opção disponível no sistema financeiro nacional é o empréstimo consignado;

05. NÃO UTILIZAM GRATIFICAÇÕES EXTRAS

Um exemplo muito comum do endividado é não aproveitar as parcelas do 13º, adiantamento de férias e outras gratificações/bonificações para liquidar dívidas mais caras, como as do cartão de crédito. Os que trabalham em bancos, financeiras, corretoras de valores, imobiliárias, comércio, vendas em geral etc e muitas vezes recebem remunerações extras por terem batido metas poderiam utilizar esses valores para quitar as dívidas mais caras, se endividados, se estiverem sem dívidas deveriam destinar parte significativa desses valores para uma reserva financeira;

06. NÃO OBSERVAM O PODER DOS PEQUENOS VALORES

Muitos cometem equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes no total das despesas mensais. Um simples café expresso de R$5,00, tomado todo dia atinge R$150,00 no mês, e atinge R$1.800,00 no ano, em 10 anos temos R$18.000,00, sem considerar os juros incidentes. Um lanche diário de R$9,00 custa R$270,00 por mês e no ano R$3.240,00. Junte-se a eles o cigarro (R$7,00) e a cerveja com os amigos (R$12,00), e temos um valor elevado e que pode fazer falta no futuro. De acordo com o jornal O Estado de SP, de 21.11.13, o “Brasileiro que consome um maço de cigarros por dia durante 50 anos gasta, no mínimo, o equivalente a um Golf zero quilômetro; despesa anual do governo com a saúde dos fumantes soma R$ 21 bilhões.” Somando essas pequenas despesas diárias, o total atinge milhares de reais ao longo dos anos, podendo reduzir a qualidade de vida da família e nada contribuindo para uma saúde melhor;

07. NÃO ECONOMIZAM

Qualquer pessoa sabe ou deveria saber que economizar é essencial para uma vida financeira saudável. A prosperidade está associada em parte, aos recursos financeiros que são guardados mensalmente em uma reserva financeira. A bíblia faz várias referências à prosperidade, e em Jeremias 29-11, o termo prosperidade está associado à esperança de dias melhores e um futuro com segurança e tranquilidade. No entanto, para obter-se a tão sonhada prosperidade, é obrigatório fazer economia diária e destinar um percentual – entre 5% e 30% - da renda líquida ou bruta para uma reserva financeira. O segredo é manter o hábito da poupança, é melhor destinar um percentual menor, mas todo mês, que fazer aportes maiores quando sobrar, até porque quase sempre não sobra. Cuidado com os supérfluos, as compras por impulso. Não guarde dinheiro por guardar, defina objetivos bem definidos, estabeleça metas e as discuta com a família, se for casado. Transmita hábitos saudáveis aos seus filhos, oriente-os na infância e serão adultos responsáveis financeiramente. Economizar parte da receita mensal é saudável, é questão de sabedoria. Incorpore esse hábito no dia-a-dia da família.

Portanto, para evitar os sete erros mais frequentes das pessoas endividadas, faça planejamento financeiro, fique atento aos juros cobrados em empréstimos e financiamentos bancários, não pague o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, faça reserva financeira, negocie suas dívidas, busque alternativas fora do setor bancário para quitar as dívidas, como reduzir gastos, economize e seja um consumidor consciente. Utilize a regra dos 3 SIM’s que leva a pessoa a se fazer três perguntas: Eu preciso ? Tenho dinheiro ? Tem que ser agora ? E por último, fuja de promoções e supérfluos.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Mais informações visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 8 de março de 2016

PESSIMISMO DO CONSUMIDOR SE MANTÉM EM FEVEREIRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) reflete o sentimento dos consumidores brasileiros com relação à situação atual e às expectativas econômicas pessoais e do País para os próximos meses. O indicador é divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e indica que quanto maior o índice maior é o percentual de respostas positivas, e mais otimista é a avalição dos consumidores.

O INEC apresenta pouca alteração em fev/16 na comparação com o mês anterior, quando registra elevação de 0,1% no período, registrando 98,7 pontos. Assim, mantém-se variando entre 96 e 99 pontos por mais um mês, faixa em que o índice oscila desde abr/15. Esse valor está cerca de 10% inferior à média histórica do índice, que é de 109,4 pontos, o que demonstra grande pessimismo por parte do consumidor brasileiro. Esse pessimismo pode sugerir um período de menor pressão de demanda em meses futuros.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: os índices de expectativas de inflação registraram elevação de 2,5% em fev/16 ante o mês anterior, e subiu 15,9% com relação a igual período de 2015, o que mostra que o pessimismo dos consumidores com relação à evolução futura da inflação ainda é menor do que em jan/16;

(b) Expectativa de desemprego: as expectativas de desemprego apresentaram crescimento de 6,6% em fev/16 frente ao mês anterior, e cresceu 11,8% ante mesmo mês de 2015, o que registra que o pessimismo dos entrevistados quanto à evolução futura do desemprego é menor do que no primeiro mês deste ano;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: as expectativas de renda pessoal apresentaram declínio de 1,8% em fev/16 quando comparado ao mês anterior, e registrou decréscimo de 10,1% com relação a fev/15, refletindo maior pessimismo dos consumidores quanto à evolução da renda tanto na comparação mensal quanto anual;

(d) Endividamento: o endividamento também mostra queda tanto na comparação mensal (-4,2%), quanto na anual (-4,7%), mostrando um maior percentual de entrevistados mais endividados em fev/16 do que nos últimos três meses, portanto uma piora do endividamento dos consumidores;

(e) Situação financeira: com relação à situação financeira dos consumidores, manteve-se estável no período jan-fev/16, enquanto registrou decréscimo de 11,9% frente ao mês de fev/15, agravando o pessimismo do consumidor. Uma queda significativa nas expectativas do consumidor, o que pode ser reflexo da atual crise econômica por que passa o País;

(f) Compras de Bens de Maior Valor: com relação às expectativas das compras de maior valor houve uma inversão nas duas comparações, enquanto declinou 0,1% em fev/16 ante o mês anterior, e apresentou elevação de 0,8% em fevereiro deste ano quando comparado a igual mês de 2015.

Portanto, a estabilidade observada no segundo mês deste ano deve-se a comportamentos diversos dos demais indicadores que compõem o INEC, ressaltando que embora o índice tenha permanecido estável no período jan-fev/16, houve aumento do pessimismo com relação a indicadores que interferem no poder aquisitivo do consumidor como inflação e desemprego, o que demonstra que os efeitos da crise estão presentes.


¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e educação corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 7 de março de 2016

MERCADO APOSTA EM FORTE QUEDA DO PIB EM 2016
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada hoje pelo Banco Central (BCB) corrige cerca de 65% das projeções realizadas pelo mercado para 2016, e altera em torno de 50% as estimativas para o próximo ano. O boletim Focus é uma pesquisa semanal com mais de 100 instituições, financeiras e consultorias nacionais, totalizando 15 indicadores, divulgado no primeiro dia útil da semana. A análise a seguir contempla 8 desses indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 4.3.16 eleva para 7,59% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,57% observado na semana anterior e 7,56% divulgado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 6.3.15 eleva a projeção do índice para 5,51%, de 5,60% há trinta dias. Para 2017, o Focus de 4.3.16 mantém a expectativa do índice em 6%, pela quarta semana consecutiva. O mercado continua apostando na elevação do IPCA neste ano, o que é factível, contrariando a aposta do Banco Central em perseguir a meta de inflação;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus divulgado hoje mantém a projeção do índice em 7,83% para 2016, ante 7,72% observada há quatro semanas, enquanto o Focus de 6.3.15 mantém estável em 5,50%, a estimativa para este ano, valor registrado nas últimas trinta e uma semanas. Para 2017, a pesquisa divulgada hoje mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50% pela sexta semana consecutiva;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado de 4.3.16 reduz a expectativa da taxa de câmbio, final de 2016, para R$/U$4,30, de R$/U$4,35 divulgada nos boletins anteriores. Ainda com relação a 2016, o Focus de 6.3.15 mantém o câmbio em R$/U$3,00 em 2016, de R$/U$2,90 apresentado há trinta dias. Para 2017, o boletim Focus desta semana mantém estável a taxa de câmbio em R$/U$4,40, valor verificado nas últimas seis semanas;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 4.3.16 mantém os juros, final deste ano, em 14,25% a.a., pela quinta semana consecutiva, enquanto o boletim de 6.3.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016, pela décima semana consecutiva. A pesquisa desta semana mantém a projeção dos juros em 12,50% a.a. no final de 2017, valor observado nas últimas cinco semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 4.3.16 reduz a estimativa de crescimento do indicador, em 2016, para -3,50%, pela sétima semana consecutiva, frente ao decréscimo de 3,45% do relatório anterior e -3,21% da pesquisa publicada há quatro semanas. O Focus de 6.3.15 apresenta elevação de +1,40% na projeção de crescimento do PIB para 2016, frente à variação positiva de 1,50% apresentado nas semanas anteriores. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana mantém o crescimento do PIB em +0,50%, frente ao incremento de 0,60% observado há um mês. A pesquisa Focus vem corrigindo para baixo, nos últimos meses, as projeções de crescimento do PIB para 2016 e 2017, embora tenha mantido estável nas duas últimas semanas o crescimento do indicador para 2017 (+0,50%). O pessimismo do mercado quanto ao desempenho da atividade econômica deve continuar, enquanto não houver uma solução para a atual crise política, que a cada dia se agrava. A divulgação de queda do PIB de 3,8% em 2015, podendo repetir ou até mesmo ultrapassar esse número em 2016 tem causado grande desconforto nos agentes econômicos;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje mantém o decréscimo da indústria em -4,50% no final de 2016, ante uma queda de 4% estimada há um mês, enquanto a pesquisa de 6.3.15 mantém o crescimento em 2,40% naquele ano, de +2,50% verificado há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 4.3.16 reduziu o crescimento da atividade industrial para +0,57%, de +0,80% na semana anterior, e +1,50% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 4.3.16 reduz a projeção do superávit comercial para U$39,85 bilhões para o final de 2016, de U$40 bi divulgados na semana anterior e U$36,35 bi há trinta dias. A pesquisa de 6.3.15 reduz a estimativa do superávit comercial para U$10,40 bilhões em 2016, de U$11,24 bi observados na semana anterior e U$12 bi há quatro semanas. Para 2017, o Focus desta semana eleva para U$41,26 bilhões a projeção do superávit, de U$40 bi verificados na pesquisa anterior e U$39,30 bilhões divulgados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 4.3.16 eleva a estimativa de crescimento do IDP para U$57,50 bilhões para o final de 2016, ante U$55,55 bi da semana anterior, e U$60 bilhões divulgados há quatro semanas, enquanto o relatório de 6.3.15 reduz para U$58 bilhões a projeção para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana eleva a estimativa do IDP para U$57,50 bi, de U$60 bilhões observados há trinta dias.

Portanto, continua o desempenho medíocre da atividade econômica, a pressão dos preços no varejo e atacado, os juros elevados, que associados com a paralisia governamental, têm contribuído para elevar o pessimismo dos agentes econômicos quanto à mudança de rumo da economia brasileira nos próximos anos.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 4 de março de 2016

12 MANDAMENTOS PARA VIVER MAIS E MELHOR
Régis Varão/¹

A correria do dia-a-dia no atual momento mundial independe de qual região se vive, mas se a localidade for uma metrópole aí a coisa fica séria. Podemos listar ou recomendar algumas regras para viver mais e melhor, e que são fundamentais ao coloca-las em prática, pois são capazes de contribuir para aumentar a longevidade, a qualidade de vida e a tranquilidade das pessoas, e o que é mais importante, na grande maioria das vezes é praticamente de graça.

Uma reflexão deve ser considerada, é o que se refere à expectativa de vida da população, também chamada de esperança de vida ao nascer, que é um índice que indica quantos anos se espera que um ser humano possa viver ao nascer. Alguns fatores podem ser considerados relevantes para influenciar o desempenho satisfatório do indicador: qualidade da saúde, da educação, do saneamento básico, da qualidade de vida da população, dos serviços públicos e do índice de criminalidade entre outros.

Considerando tais aspectos verificamos que o Brasil tem problemas sérios em todos aqueles setores citados acima, o que coloca a expectativa de vida do brasileiro distante de países como Japão, cerca de 86 anos, Itália (83,1), Espanha (82,5), França (82,3), Chile (81,2), Alemanha (81), Portugal e Estados Unidos da América, respectivamente com cerca de 80 anos, Uruguai (77,3), Argentina (76) e próximo da Venezuela (75), Paraguai (74,7) e Colômbia (74,6).

Vale observar o que determina uma expectativa de vida elevada, em países como Japão, Itália, Espanha, França e até mesmo de um vizinho próximo, o Chile. As pesquisas apontam para a boa qualidade de vida, alimentação balanceada, um sistema de saúde eficiente e que funcione, escolas com qualidade, baixa criminalidade, pouco desemprego, boa qualidade dos serviços públicos como transportes etc. Em todos esses itens o Brasil perde ponto inclusive para alguns países vizinhos.

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 75,2 anos em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo Santa Catarina o estado com maior índice (78,4 anos) entre os cinco melhores classificados, seguido por Distrito Federal com 77,6 anos, Espírito Santo e São Paulo, respectivamente com 77,5 anos, Rio Grande do Sul (77,2 anos) e Minas Gerais com 76,7 anos. Já os estados da federação com pior desempenho são em ordem decrescente: Rondônia e Roraima com respectivamente 70,9 anos, Alagoas (70,8 anos), Piauí (70,7 anos) e o Maranhão com 70 anos em último lugar, grande coincidência, todos do Nordeste.

É possível tornar esses indicadores melhores, mas para que isso ocorra é importante a população, com ou sem ajuda do estado, considerar e pôr em prática esses 12 mandamentos que podem ajudar a obter uma vida longa e mais saudável, segundo a lista abaixo:

01. FAZER PLANEJAMENTO FINANCEIRO

A Educação Financeira ajuda pessoas e instituições a compreender a necessidade do planejamento financeiro e seus benefícios ao país, aos setores produtivos, às famílias e à sociedade em geral. Enquanto uma parte dos brasileiros declara saber cuidar de seu dinheiro, outra afirma utilizar algum tipo de controle mensal de receitas e despesas, mas na prática, uma pequena minoria faz planejamento. Esse problema pode ser sentido no crescente nível de endividamento das famílias brasileiras, que tem aumentado nos últimos meses. Assim, faça desde a obtenção do primeiro emprego uma poupança e reserve um percentual do salário, proventos, pró-labore, gratificações natalinas e bônus para uma reserva financeira, o que pode facilitar a vida após os 50 anos. É importante para o sucesso das pessoas e famílias praticar o planejamento financeiro desde cedo;

02. ECONOMIZAR SEMPRE

Uma das maiores fraquezas do ser humano é a tendência de gastar mais do que ganha. Qualquer pessoa bem sucedida sabe que economizar dinheiro é essencial para o triunfo pessoal e familiar. As pessoas não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar. Você pode economizar 10%, 15% e até 20% de seus proventos líquidos e ter boa qualidade de vida. Economizar é apenas uma questão de hábito positivo e saudável, é buscar a prosperidade;

03. PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS COM REGULARIDADE

Ir a academia tem um custo, mas se tiver folga orçamentária vá, ou então encontre tempo para uma caminhada, é de graça e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. Se o problema for tempo, 30 minutos de exercícios físicos diários já são suficientes para ajudar a manter uma boa forma física, além de melhorar a coordenação, o humor, o sono, controla o peso, reduz a ansiedade e estimula as funções respiratórias e cardiovasculares;

04. BUSCAR UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Muitos especialistas falam na coloração do prato e fique atento para ingerir muita água e comer frutas, verduras, legumes, grãos e folhas todos os dias. Alimentos grelhados e cozidos são mais saudáveis, fuja das frituras, massas em excesso, carnes vermelhas e gorduras. Carnes vermelhas e brancas devem ser consumidas em iguais proporções e tenha predileção por peixe, que contém Ômega 3, faz bem a saúde e ajuda a reduzir os índices de colesterol;

05. DORMIR BEM

Uma boa noite de sono é fonte de saúde, logo, durma o suficiente para ter as energias repostas para o dia seguinte, mas não esqueça que dormir muito não implica em dormir bem. Tem gente que dorme pouco e fica bem, enquanto outros ficam muito tempo na cama e acordam como se tivessem dormido muito pouco. Cada organismo tem a quantidade de sono ideal, mas se ficar muito tempo na cama e acordar com sono, procure um especialista, ele pode ser útil;

06. EVITAR BEBIDA EM EXCESSO E NÃO FUMAR

Dois péssimos hábitos que devem ser combatidos definitivamente ou reduzido substancialmente. No caso das bebidas com álcool, se beber, faça com moderação, já com relação ao cigarro o ideal é parar de vez, segundo alguns médicos, parar de fumar é uma atitude de amor próprio e respeito ao próximo;

07. MANTER O PESO SOB CONTROLE

Muitos se enganam pensando que para manter o peso ideal, comer pouco é o correto, mas a regra é comer o bastante, reduzindo a quantidade de sal, e controle do peso, pois os índices de obesidade têm se elevado. Excesso de peso, além dos inconvenientes normais (prejudica joelho, calcanhar e outros), é fator de risco à saúde e pode provocar doenças como câncer e hipertensão;

08. FAZER CHECK-UPS PERIÓDICOS

Tenha um plano de saúde que cubra todas as despesas médicas, odontológicas e hospitalares, assim, faça pelo menos duas vezes ao ano check-ups médicos e odontológicos preventivos, “seguro morreu de velho.” Segundo o site Boa Saúde, antigamente, existiam duas ideias que tentavam explicar a associação entre exercício físico e saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra dizia que a atividade física representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Na atualidade, sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam;

09. BEBER UMA TAÇA DIÁRIA DE VINHO TINTO

Os estudos científicos têm demonstrado que tomar uma taça de vinho tinto, cerca de 180 ml, por dia traz benefícios ao coração. Alguns gostam de citar os franceses, que embora tenham uma alimentação com muita manteiga e leite, eles têm um dos mais baixos níveis de infarto, devido ao hábito de tomar as refeições acompanhadas de uma taça de vinho tinto, não uma garrafa;

10. SER OTIMISTA

Ser otimista na atualidade é quase uma obrigação, pois os efeitos de sentimentos negativos como angústia, rancor, raiva, tristeza e outros, são rejeitados por parte da sociedade, além de não ajudar no crescimento pessoal e profissional. Os impactos dessas emoções na saúde física e emocional são ruins, e aí temos um especialista, o psicólogo norte-americano Martin Seligman, um dos pais da psicologia positiva, que advoga que sentimentos como otimismo, gratidão, generosidade, gentileza e bom humor quando exercidos com frequência ajudam a sensação de bem-estar, que é importante para a qualidade de vida e eleva a longevidade. Quem tem atitudes otimistas é menos propenso a desenvolver doenças;

11. MANTER RELAÇÕES SOCIAIS

Uma rede de amigos está comprovada que é muito saudável e evita muitas doenças. Um expresso ou um vinho no final da tarde, almoçar com os amigos pelo menos uma vez por mês ajuda a colocar a conversa em dia. Está comprovado que as pessoas que têm uma quantidade razoável de amigos e investe em atividades sociais vivem mais e melhor;

12.  APRENDER ALGO NOVO

Isso é válido para todas as idades e uma necessidade para os maiores de cinquenta anos. Ler, fazer cursos, estudar algo novo é muito bom para manter a mente sempre ativa e lúcida. As pessoas com mais idade, seus cérebros tendem a armazenar menor volume de informações, logo, para evitar tais problemas é importante sempre estar aprendendo algo novo. No meu caso cursei direito aos 50 anos, e no mês passado finalizei minha formação em coaching.

Portanto, se as pessoas se preocuparem em fazer planejamento financeiro, guardar uma reserva para a aposentadoria, praticarem gentileza, pensarem positivo, serem gratas, praticarem exercícios físicos diários, beberem comedidamente, manter contatos sociais frequentes e ter uma alimentação saudável, com certeza terão vida longa.

¹/ Coach de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.