terça-feira, 30 de maio de 2017

EDUCAÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL E NO MUNDO
Régis Varão/¹

A Educação Financeira (EF) ajuda pessoas e instituições a compreender a necessidade do planejamento financeiro e seus benefícios ao país, aos setores produtivos, às famílias e à sociedade em geral. Vários segmentos dos setores financeiro e produtivo, além do governo brasileiro, estão direcionando algumas ações voltadas para a prática da EF, como uma possibilidade de ajudar a evitar possíveis descontroles futuros, endividamento por parte das empresas e famílias, com reflexos em toda sociedade.

Enquanto uma parte dos brasileiros declara saber cuidar de seu dinheiro, outra afirma utilizar algum tipo de controle mensal de receitas e despesas, mas na prática, apenas uma pequena minoria retira parte de sua renda ou um percentual para formar uma reserve financeira e até mesmo fazer aplicações financeiras. Pesquisas apontam que aproximadamente 90% das famílias brasileiras não têm controle de orçamento pessoal ou familiar, e de R$ 3,00 em cada R$ 10,00 que ganham vão direto para o pagamento de dívidas e consumo.

O total de famílias brasileiras endividadas subiu em abr/17, ante o mês anterior, a terceira elevação consecutiva, embora tenha caído frente a abr/16. O total de famílias com contas ou dívidas em atraso também registrou elevação em abr/17 na comparação mensal e anual. O percentual de famílias sem condições de pagar as contas em atraso apresentou pequeno decréscimo em abr/17, ante o mês anterior, mas registrou incremento na comparação annual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de famílias que relataram ter dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 58,9% em abr/17, com alta de 1 p.p. em relação a mar/17, mas ficando abaixo do observado em abr/16 (59,6%), segundo a PEIC.

Ainda segundo a PEIC, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu de 23,7% em mar/17 para 24,1% no mês seguinte, e registrou crescimento de 0,9 p.p. frente a abr/16. Quanto ao percentual de famílias sem condições de pagar suas contas, e continuam inadimplentes, caiu para 9,7% em abr/17, ante 9,9% do mês anterior, e cresceu 1,5 p.p. ante abr/16 (8,2%).

Pesquisa do IBOPE e Serasa realizada em 142 cidades, com maiores de 16 anos e de diversas classes sociais, descobriu que 7 em cada 10 brasileiros não têm o hábito de poupar. Afirma, ainda, que metade da população desconhece as vantagens de se fazer poupança. Contudo, a pesquisa “aponta que 35% dos brasileiros sentem mais prazer em gastar rapidamente do que poupar”.

O nível de endividamento das famílias brasileiras tem aumentando nos últimos meses, segundo informa a pesquisa PEIC-CNC. Logo, não sobra dinheiro para o lazer, educação, poupança, e muito menos para aplicações no mercado financeiro. Quando sobra algum dinheiro, as pessoas não sabem o que fazer, onde e em que aplicar, e tais dificuldades naturalmente as direcionam para o consumo. Pesquisa do Ibope descobriu que só 2% da população declara ter plano de previdência.

Nas últimas décadas a Educação Financeira vem ganhando espaço e já é tema relevante na maioria dos países, mesmo antes da crise financeira internacional de 2008. Os prejuízos que governos, empresas e famílias sofrem com essas crises, fazem da EF uma prioridade para governos, organismos internacionais, empresas, instituições financeiras e famílias. Há décadas, a EF já vem sendo praticada em países como os EUA, o Reino Unido, a Espanha, o México entre outros, chegando finalmente ao Brasil na década passada.

Portanto, está comprovado que indivíduos com elevado endividamento são mais descuidados, faltam mais ao trabalho, vão mais a médicos e hospitais, se utilizam mais de atestados médicos, se irritam facilmente, se desentendem com mais frequência com familiares e colegas de trabalho, o que reduz substancialmente a produtividade no trabalho com reflexos negativos na produtividade das empresas.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
DEFENDENDO O CONSUMIDOR!
Régis Varão/¹

Para defender o consumidor da possibilidade de abuso, foi promulgada a Lei n° 8.078, de 11.9.90, denominada Código de Defesa do Consumidor-CDC, que estabelece normas de relações entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços, e define responsabilidades, padrões de conduta, prazos, danos etc.

CDC conceitua os termos consumidor, fornecedor, produto e serviço, mas que não serão aqui descritos. Mais detalhes podem ser consultados no próprio texto do CDC, ajudando a sanar eventuais dúvidas.

A obra Descomplicando o CDC, da Ed. BestSeller, relaciona algumas práticas abusivas, tais como:

01. As cláusulas que livrem, total ou parcialmente, a responsabilidade do fornecedor quanto a defeitos, e obriguem o consumidor a desistir de seus direitos;

02. Obriguem o consumidor a transferir seus direitos para o fornecedor ou para terceiros, e as que permitem ao fornecedor transferir suas responsabilidades para outras pessoas;

03. Retiram do consumidor o direito de receber de volta a quantia já paga, nos casos previstos no CDC;

04. Estabeleçam obrigações abusivas para o consumidor, deixando-o em desvantagem;

05. Obrigam o consumidor a provar que o produto ou serviço está defeituoso, que foi enganado, ou vítima de omissão;

06. Imponham ao consumidor que, em caso de desacordo entre as partes, será escolhida outra pessoa para dizer quem está certo;

07. Obriguem que outra pessoa represente ao consumidor para concluir ou realizar negócio em seu nome, sem sua aprovação;

08. Estabeleçam que o consumidor terá de cumprir o contrato, e desobrigue o fornecedor de cumpri-lo;

09. Determinem que o fornecedor possa alterar o preço, sem a concordância do consumidor;

10. Instituem que o fornecedor poderá cancelar o contrato, e não assegurem ao consumidor igual direito, e as que autorizem o fornecedor a modificar o contrato após a sua celebração;

11. Obriguem o consumidor a pagar as despesas que o fornecedor tiver para cobrar as prestações em atraso;

12. Infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

13. Conste que o fornecedor não se obrigue a obedecer ao regime de preços administrados, tabelados ou controlados pelo estado;

14. Eximem o fornecedor de assegurar a reposição de peças por período razoável de tempo, nunca inferior à vida útil do produto ou serviço;

15. Estipulem em contrato a perda total das prestações pagas, em benefício do fornecedor, e as cláusulas que proíbam o consumidor de pleitear a extinção do contrato, quando não podem continuar a pagar o combinado;

16. Impeçam o consumidor o direito de liquidar antecipadamente o débito, total ou parcial, mediante redução proporcional dos juros, encargos entre outros, e aquelas que constem a aplicação de índices em desacordo com o que seja legal ou contratualmente permitido;

17. Dificultem a troca de produto impróprio, inadequado, ou de menor valor, por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso, ou a restituição imediata da quantia paga, devidamente corrigida, ou fazer abatimento proporcional do preço, a critério do consumidor;

18. Determinem que o fornecedor não se obriga a reexecutar o serviço, quando cabível, sem custo adicional;

19. Estabeleçam que o fornecedor não tem prazo determinado para iniciar o cumprimento do que combinou ou que não tem prazo certo para concluir o combinado.

Duas outras infrações comuns que são praticadas contra os consumidores:

(a) venda casada, que se dá quando na compra de um produto ou serviço A, o consumidor se vê obrigado a adquirir o produto ou serviço B. Exemplo: cliente só receberá o crédito do banco R&V se adquirir um título de capitalização da instituição;

(b)  a remessa por parte de alguns bancos e lojas de departamento, de produtos e serviços sem a solicitação do consumidor.
Dado a complexidade do tema, o texto aborda apenas uma parte das infrações cometidas contra os consumidores, e que causam grandes desconfortos, quase sempre passíveis de penalidades.

Portanto, aos consumidores, recomenda-se que quando ficarem insatisfeitos com o produto ou serviço adquirido, tentem inicialmente resolver o problema junto ao fornecedor. Não conseguindo acordo, deve-se registrar uma reclamação junto ao PROCON e as associações de defesa do consumidor, podendo, inclusive apelar para o Poder Judiciário como última instância.


¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 16 de maio de 2017

ATENÇÃO COM SEU DINHEIRO!
Régis Varão/¹

Estamos com 14,2 milhões de desempregados, uma taxa de desocupação de 13,7% em mar/17, segundo o IBGE. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC de abr/17, da Confederação Nacional do Comércio-CNC, estamos com 58,9% das famílias brasileiras endividadas, 24,1% estão com contas ou dívidas em atraso, e 9,7% das famílias não terão condições de pagar suas contas. Por outro lado, embora a inflação e os juros estejam em declínio, as compras em supermercados não estão baratas, os preços de combustíveis continuam elevados, remédios cada vez mais caros, enfim, atenção aos gastos do dia a dia.

Algumas mudanças de hábitos que podem contribuir para uma vida financeira melhor:

(a) Faça planejamento financeiro, elabore um orçamento com receitas e despesas e não esqueça dos pequenos valor;

(b) Liquide a fatura integral do cartão de crédito. Os juros do crédito rotativo que incidem no saldo devedor continuam elevados, mesmo após a mudança verificada a partir de 3.4.17;

(c) Não tenha mais que um cartão de crédito. Ao sair com o cartão de crédito não leve o talão de cheques;

(d) Evite comprar a prazo e não faça parcelamentos, a não ser em caso de necessidade (remédios, despesas hospitalares etc);

(e) Quando for ao supermercado alimente-se primeiro e só compre o que estiver na lista de compras;

(f) Se tiver dívidas utilize o 13º, bonificações natalinas ou receitas extras periódicas para quitá-las. Evite pagar juros;

(g) Se não estiver endividado guarde parte dos ganhos extras para pagar despesas de início de ano como IPTU, IPVA, matrícula, material escolar etc. Compre a vista;

(h) Peça desconto em tudo que for comprar, negocie antes de pagar um bem ou serviço;

(i) Faça pesquisa de preços, existe uma grande diferença entre os fornecedores;

(j) Faça uma reserva financeira para sua aposentadoria, comece com 10% da sua renda líquida;

(k) Com a reforma da previdência que deverá ser aprovada no Congresso Nacional, uma poupança será fundamental para manter a qualidade de vida futura;

(l) Uma sugestão de como sua receita mensal pode ser distribuída sem perder qualidade de vida: aluguel e prestação da casa própria destine até 25% da renda líquida mensal; educação até 14%; supermercado e alimentação até 14%; saúde/beleza pessoal e da família até 14%; financiamento e despesas com carro até 13%; reserva financeira para aposentadoria 10%; lazer 5% e dívidas em geral 5% (máximo).

Portanto, está na hora de pensarmos a respeito de nossa vida financeira presente e futura. Reserve uma quantia ou um percentual da receita líquida para uma reserva financeira, tenha uma renda extra independente do teto estabelecido pelo INSS para viver com qualidade de vida na aposentadoria. Para termos essa renda extra, economize todos os dias, faça poupança, guarde parte de seus proventos para uma reserva de emergência e você estará garantindo um futuro melhor para você e sua família.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 13 de maio de 2017

AUMENTA O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS!
Régis Varão/¹

O total de famílias brasileiras endividadas subiu em abr/17, ante o mês anterior, a terceira elevação consecutiva, embora tenha caído frente a abr/16. O total de famílias com contas ou dívidas em atraso também registrou elevação em abr/17 na comparação mensal e anual. O percentual de famílias sem condições de pagar as contas em atraso apresentou pequeno decréscimo em abr/17, ante o mês anterior, mas registrou incremento na comparação anual.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 58,9% em abr/17, com alta de 1 p.p. em relação a mar/17, mas ficando abaixo do observado em abr/16 (59,6%), segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu de 23,7% em mar/17 para 24,1% no mês seguinte, e registrou crescimento de 0,9 p.p. frente a abr/16. Quanto ao percentual de famílias sem condições de pagar suas contas, e continuam inadimplentes, caiu para 9,7% em abr/17, ante 9,9% do mês anterior, e cresceu 1,5 p.p. ante abr/16 (8,2%).

O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso registrou tendências distintas entre os grupos de renda analisados, apenas na comparação anual. Já na comparação mensal, houve crescimento em ambos os grupos de renda pesquisados. Na comparação anual, foi registrado incremento apenas no grupo com renda até dez salários mínimos (<10 SM). Nessa faixa de renda, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou de 26,9% em mar/17 para 27,4% em abr/17. No grupo com renda acima de 10 salários mínimos (>10 SM), o percentual de inadimplentes atingiu 10,5% em abr/17, ante 10,4% no mês anterior e 11,3% em abr/16.

A proporção de famílias que se declararam muito endividadas ficou praticamente estável entre mar/17 (14,2%) e abr/17 (14,3%), um pouco acima do observado em abr/16 com 14,5%. A parcela que declarou estar mais ou menos endividada passou de 21,3% em mar/17 para 22% em abr/17. A parcela de famílias que declararam pouco endividadas passou de 22,4% em mar/17 para 22,6% no mês seguinte.

Os dados de abril deste ano continuam apontando o cartão de crédito como a preferência das famílias endividadas, sendo apontado por 76,6% das famílias, seguido por carnês de lojas por 15,3%, financiamento de carro (10,6%), crédito pessoal (9,9%), financiamento de casa (8,1%), cheque especial (7,3%), crédito consignado (5,5%) e cheque pré-datado por 1,6%.

Para as famílias com renda <10 SM, o cartão de crédito (77,7%), carnês de loja (16,6%) e crédito pessoal (9,8%), são os principais tipos de dívidas apontados. Já entre as famílias com renda >10 SM, os principais tipos de dívida observados em abr/17 foram o cartão de crédito por 71,7%, financiamento de carro (22,4%) e financiamento de casa (19,6%).

Portanto, o endividamento das famílias registrou em abril deste ano a terceira alta mensal consecutiva, o que pode ser explicado, em parte, pela elevação do nível de desemprego da economia, juros ainda elevados, embora em queda, e alta inadimplência.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

VIVA MAIS E MELHOR!
Régis Varão/¹

A correria do dia-a-dia independe de qual região se vive, mas se a localidade for uma metrópole aí a coisa fica um pouco complexa. Podemos listar ou recomendar algumas regras para viver mais e melhor, e que são fundamentais para uma boa qualidade de vida, pois contribuem para aumentar a longevidade, a qualidade de vida e a tranquilidade das pessoas, e na grande maioria das vezes é praticamente de graça.

Uma reflexão deve ser considerada, é o que se refere à expectativa de vida da população, também chamada de esperança de vida ao nascer, que é um índice que indica quantos anos se espera que um ser humano possa viver ao nascer. Alguns fatores relevantes influenciam o desempenho do indicador: qualidade da saúde, da educação, do saneamento básico, da qualidade de vida da população, da qualidade dos serviços públicos e do índice de criminalidade entre outros.

Considerando tais aspectos verificamos que o Brasil tem sérios problemas em todos aqueles setores acima citados, o que coloca a expectativa de vida do brasileiro distante de países como Japão com cerca de 86 anos, Itália (83,1), Espanha com 82,5, França (82,3), Chile (81,2), Alemanha (81), Portugal e Estados Unidos da América, respectivamente com cerca de 80 anos, Uruguai (77,3), Argentina (76), Venezuela (75), Paraguai (74,7) e Colômbia com 74,6 anos.

Vale observar o que determina uma expectativa de vida elevada, em países como Japão, Itália, Espanha, França e até mesmo de um vizinho próximo, o Chile. As pesquisas apontam para a boa qualidade de vida, alimentação balanceada, sistema de saúde eficiente, escolas de qualidade, baixa criminalidade, pouco desemprego, boa qualidade dos serviços públicos como transportes etc. Em todos esses itens o Brasil perde ponto inclusive para alguns países vizinhos.

A expectativa de vida do brasileiro subiu para 75,2 anos em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo Santa Catarina o estado com maior índice com 78,4 anos entre os cinco melhores classificados, seguido por Distrito Federal com 77,6 anos, Espírito Santo e São Paulo, respectivamente com 77,5 anos, Rio Grande do Sul (77,2 anos) e Minas Gerais com 76,7 anos. Já os estados da federação com pior desempenho são em ordem decrescente: Rondônia e Roraima com respectivamente 70,9 anos, Alagoas (70,8 anos), Piauí (70,7 anos) e o Maranhão com 70 anos em último lugar, grande coincidência, todos do Nordeste.

É possível tornar esses indicadores melhores, mas para que isso ocorra é importante a população, com ou sem ajuda do estado, considerar e pôr em prática esses mandamentos que podem ajudar a obter uma vida longa e saudável, segundo a lista abaixo:

01. FAÇA PLANEJAMENTO FINANCEIRO

A Educação Financeira ajuda pessoas e instituições a compreender a necessidade do planejamento financeiro e seus benefícios ao país, aos setores produtivos, às famílias e à sociedade em geral. Enquanto uma parte dos brasileiros declara saber cuidar de seu dinheiro, outra afirma utilizar algum tipo de controle mensal de receitas e despesas, mas na prática, uma pequena minoria faz planejamento. Esse problema pode ser sentido no crescente nível de endividamento das famílias brasileiras, que tem aumentado nos últimos meses, chegando a 58,9% em abr/17 ante 57,9% observado no mês anterior, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC. Faça uma poupança desde o primeiro emprego e reserve um percentual do salário, dos proventos, do pró-labore, das gratificações natalinas ou dos bônus para uma reserva financeira, o que pode facilitar a vida após os 50 anos. É importante para o sucesso pessoal e familiar fazer planejamento financeiro desde cedo;

02. ECONOMIZE

Uma das grandes fraquezas do ser humano é a tendência a gastar mais do que ganha. Qualquer pessoa bem sucedida sabe que economizar dinheiro é essencial para o triunfo pessoal e familiar. As pessoas não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar. Você pode economizar 10% de seus proventos líquidos e ter boa qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem com 90% do que ganham e milhares com até 70%. O segredo está na forma como gastam seus rendimentos. Economizar é uma questão de hábito saudável;

03. PRATIQUE EXERCÍCIOS FÍSICOS

Se o problema for tempo, 30 ou 45 minutos de exercícios físicos diários já são suficientes para ajudar a manter boa forma física, além de melhorar a coordenação, o humor, o sono, controla o peso, reduz a ansiedade e estimula as funções respiratórias e cardiovasculares. Por outro lado, academia tem custo, mas se tiver folga orçamentária encontre tempo para uma caminhada três vezes por semana, é de graça e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares entre outras;

04. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E LONGEVIDADE

Com o passar dos anos, verificam-se alterações fisiológicas e biológicas que afetam a alimentação e a nutrição das pessoas com mais idade. Assim, uma alimentação saudável ajuda a manter o peso corporal adequado e prevenir contra anemias, diabetes, osteoporose etc. Muitos especialistas falam na coloração do prato e fique atento para ingerir muita água e comer frutas, verduras, legumes, grãos e folhas todos os dias. Alimentos grelhados e cozidos são mais saudáveis, fuja das frituras, massas em excesso, carnes vermelhas e gorduras. Carnes vermelhas e brancas devem ser consumidas em iguais proporções e tenha predileção por peixe, que contém Ômega 3, faz bem a saúde e ajuda a reduzir os índices de colesterol;

05. DURMA BEM

Uma boa noite de sono é fonte de saúde, logo, durma o suficiente para ter as energias repostas para o dia seguinte, mas não esqueça que dormir muito não implica em dormir bem. Tem gente que dorme pouco e fica bem, enquanto outros ficam muito tempo na cama e acordam como se tivessem dormido muito pouco. Cada organismo tem a quantidade de sono ideal, mas se ficar muito tempo na cama e acordar com sono, procure um especialista, ele pode ser útil;

06. BEBA POUCO E NÃO FUME

Dois péssimos hábitos que devem ser combatidos definitivamente ou reduzido substancialmente. No caso das bebidas com álcool, se beber, faça com moderação, já com relação ao cigarro o ideal é parar de vez, segundo alguns médicos, parar de fumar é uma atitude de amor próprio e respeito ao próximo;

07. MANTENHA O PESO SOB CONTROLE

Muitos se enganam pensando que para manter o peso ideal, comer pouco é o correto, mas a regra é comer o bastante, reduzindo a quantidade de sal, e controle do peso, pois os índices de obesidade têm se elevado. Excesso de peso, além dos inconvenientes normais (prejudica joelho, calcanhar etc), é fator de risco à saúde e pode provocar doenças como câncer e hipertensão;

08. FAÇA CHECK-UPS PERIÓDICOS

Tenha um plano de saúde que cubra todas as despesas médicas, odontológicas e hospitalares, assim, faça pelo menos duas vezes ao ano check-ups médicos e odontológicos preventivos. Segundo o site Boa Saúde, antigamente, existiam duas ideias que tentavam explicar a associação entre exercício físico e saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra dizia que a atividade física representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Na atualidade, sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam;

09. UMA TAÇA DE VINHO TINTO

Os estudos científicos têm demonstrado que tomar uma taça de vinho tinto, cerca de 180 ml, por dia traz benefícios ao coração. Alguns gostam de citar os franceses, que embora tenham uma alimentação com muita manteiga e leite, eles têm um dos mais baixos níveis de infarto, devido ao hábito de tomar as refeições acompanhadas de uma taça de vinho tinto, apenas uma taça, não uma garrafa;

10. SEJA OTIMISTA

Ser otimista é quase uma obrigação, pois os efeitos de sentimentos negativos como angústia, rancor, raiva, tristeza e outros, são rejeitados por parte da sociedade, além de não ajudar no crescimento pessoal e profissional. Os impactos dessas emoções na saúde física e emocional são ruins, e aí temos um especialista, o psicólogo norte-americano Martin Seligman, um dos pais da psicologia positiva, que advoga que sentimentos como otimismo, gratidão, generosidade, gentileza e bom humor quando exercidos com frequência ajudam a sensação de bem-estar, que é importante para a qualidade de vida e eleva a longevidade. Quem tem atitudes otimistas é menos propenso a desenvolver doenças;

11. MANTENHA RELAÇÕES SOCIAIS

Uma rede de amigos está comprovada que é saudável e evita muitas doenças. Um expresso ou um vinho no final da tarde, almoço com os amigos pelo menos uma vez por mês ajuda a colocar a conversa em dia. Está comprovado que as pessoas que têm razoável quantidade de amigos e investe em atividades sociais vivem mais e melhor;

12.  APRENDA ALGO NOVO

Isso é válido para todas as idades e uma necessidade para os maiores de cinquenta anos. Ler, fazer cursos, estudar algo novo é muito bom para manter a mente sempre ativa e lúcida. As pessoas com mais idade, seus cérebros tendem a armazenar menor volume de informações, logo, para evitar tais problemas é importante sempre estar aprendendo algo novo. Eu cursei direito aos 50 anos, aposentei-me do serviço público federal e montei uma consultoria de finanças pessoais além de ter feito vários cursos de coaching.

Portanto, se as pessoas se preocuparem em fazer planejamento financeiro, fazer uma reserva para a aposentadoria, praticarem gentileza, pensarem positivo, serem gratas, praticarem exercícios físicos diários, beberem comedidamente, manter contatos sociais frequentes e ter uma alimentação saudável, com certeza terão vida longa, saudável e prazerosa.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

ATITUDES DE RIQUEZA - GANHANDO O JOGO DA MENTE!
Régis Varão/¹

Se algumas pessoas estão endividadas, isto é, com as finanças pessoais descontroladas, está na hora de adotar os conselhos de T. Harv Eker, autor do best seller internacional Os Segredos da Mente Milionária, publicado no Brasil pela Editora Sextante, em 2006.

Harv Eker, como é mais conhecido, lista 10 Atitudes de Riqueza que ele chama Ganhando o Jogo da Mente, abaixo descritas:

01. Eu crio minha vida. Crio a quantidade exata de meu sucesso financeiro;

02. Eu jogo o jogo do dinheiro para ganhar. Minha intenção é criar riqueza e abundância;

03. Eu admiro e copio pessoas ricas e bem-sucedidas;

04. Eu creio que dinheiro é importante. Dinheiro é liberdade e dinheiro faz a vida mais divertida;

05. Eu fico rico fazendo o que eu gosto;

06. Mereço ser rico porque acrescento valor à vida de muitas pessoas;

07. Eu sou doador generoso e um excelente recebedor;

08. Eu sou verdadeiramente grato por todo o dinheiro que tenho agora;

09. Oportunidades lucrativas sempre aparecem em meu caminho;

10. Minha capacidade de ganhar, manter e aumentar dinheiro expande todos os dias.

Portanto, essas atitudes estão descritas no material impresso que é distribuído no curso Millionaire Mind Intensive-MMI, dado por Harv Eker e sua equipe, em vários países do mundo, inclusive no Brasil. O conhecido MMI, evento que dura três dias, é baseado no livro Os Segredos da Mente Milionária.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 2 de maio de 2017

ATITUDES E CONSELHOS DE WARREN BUFFETT!
Régis Varão/¹

O presidente da Berkshire Hathaway, investidor e filantropo norte-americano Warren Edward Buffett, é considerado o segundo homem mais rico do mundo, com patrimônio estimado em U$74,6 bilhões, segundo a revista Forbes de mar/17 (Bill Gates lidera a lista com U$86 bilhões). Warren Buffett é considerado um dos maiores investidores e filantropos da atualidade, e deseja deixar grande parte de seu patrimônio para instituições de caridade após sua morte. Uma atitude magnânima e nada parecida com as adotadas pela grande maioria dos milionários tupiniquins, normalmente avessos a doações. Uma exceção é Jorge Paulo Lemann, o maior bilionário brasileiro.

Apresentaremos a seguir uma lista com 12 conselhos atribuídos a Warren Buffett, e que estão relacionados às finanças pessoais:

01. REGRAS BÁSICAS

Regra nº 1: Nunca perca dinheiro;
Regra nº 2: Nunca esqueça da regra nº 1;

02. FONTES DE RENDA

Nunca conte apenas com um rendimento. Faça investimentos para criar fontes adicionais ou alternativas de renda. Faça uma reserva financeira, crie o hábito de investir e você poderá ter uma fonte de renda extra - renda passiva - na aposentadoria e mais qualidade de vida;

03. GASTOS

Se você compra coisas que não precisa, logo, terá que vender o que precisa. Isso está associado ao consumo consciente, compre apenas o que precisa, aquilo que é necessário;

04. POUPANÇA

Não poupe o que restou depois do que você gastou. Gaste o que sobrou depois que você separou a importância a ser poupada. Isso está associado ao conceito do chamado “pague-se primeiro”, isto é, antes de pagar as contas retire um percentual ou valor da receita e faça uma reserva financeira. Após aplicar na reserva financeira, o que sobrar pague as despesas, prestações, financiamentos etc;

05. RISCOS

“Jamais meça a profundidade de um rio com as duas pernas” e “Os riscos vêm de não saber o que você está fazendo”;

06. HERANÇA

“Um homem rico deve deixar aos seus filhos o suficiente para que eles possam fazer o que quiserem, mas não o suficiente para que não tenham que fazer nada”;

07. APRENDER COM A HISTÓRIA

“Se os fatos passados fossem tudo o que há para aprender nesse jogo, os bibliotecários seriam as pessoas mais ricas do mundo”;

08. INVESTIR PARA O FUTURO

“Alguém está sentado à sombra hoje porque alguém plantou uma árvore há muito tempo”. Faça planejamento financeiro, gaste menos do que ganhe e destine um percentual de sua renda para uma reserva financeira, ela dará as condições de uma aposentadoria mais tranquila;

09. HÁBITOS

“Os grilhões dos hábitos são leves para serem sentidos, até que se tornam pesados demais para serem rompidos”. Mantenha hábitos saudáveis - físicos, financeiros e alimentares - e você terá uma vida futura saudável nos três aspectos;

10. APRENDA COM OS MELHORES

É melhor andar com pessoas melhores que você. Escolha parceiros com comportamento melhor que o seu e você se inclinará na direção deles. Se você convive com alguns endividados, “você pode” desenvolver hábitos pouco saudáveis de gestão financeira, e o mesmo se aplica a outros hábitos. Existem pesquisas que afirmam que você é a média das cinco pessoas com quem você passa mais tempo.

11. SER RICO

Segundo Buffett, “Entre os bilionários que eu conheci, notei que o dinheiro apenas realça as suas características básicas. Se eles eram canalhas antes de terem dinheiro, tornaram-se apenas canalhas com um bilhão de dólares”. Um indivíduo com desvio de caráter, sua conta bancária não tem nenhuma relação com esse fato. Muitos dizem que determinada pessoa é rica, logo, não é boa gente etc, isso é uma crença, pois, o indivíduo pode ser pobre e pode ser um canalha, não é questão de tamanho da conta bancária;

12. PREÇO E VALOR

“Preço é o que você paga. Valor é o que você obtém.”

Portanto, o que o investidor Warren Buffett demonstra é basicamente a importância de ter uma renda extra, pagar-se primeiro, gastar menos do que ganha, fazer poupança, desenvolver bons hábitos, ser ético, andar em boa companhia, praticar o consumo consciente e fazer uma reserva financeira para a aposentadoria.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento pessoal; educador e planejador financeiro; palestrante de finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista pós-graduado stricto sensu (UFPE e UFV) e bacharel em direito pelo UniCeub. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.