IMPORTÂNCIA
DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Régis
Varão/¹
A educação financeira é fundamental na
formação de uma sociedade saudável sob todos os aspectos. Quando iniciada na
infância a prática constante da educação financeira ajuda a formar adultos
financeiramente responsáveis. Pessoas se endividam devido basicamente à
inadequada gestão de seus recursos financeiros e por desconhecerem completamente
os rudimentos de educação financeira.
As pessoas endividadas não praticam
planejamento financeiro, gastam mais do que ganham, logo, vivem no vermelho. Normalmente
o endividado paga o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, se endivida no
cheque especial, compra sempre a prestação, prefere produtos de marca, não sabe
quanto gasta com prestações, financiamentos, supérfluos, restaurantes,
supermercados e lazer. Essas são algumas das razões que contribuem para que o
endividado tenha uma saúde financeira precária.
A má gestão dos recursos financeiros decorre,
em grande parte, de hábitos inadequados e repetitivos na administração das
receitas vindas de salário, pró-labore, bônus, premiações, comissões e extras,
e interfere negativamente no sucesso de nossa vida financeira e na busca da tão
sonhada prosperidade.
Maus hábitos no trato com o dinheiro podem
levar ao endividamento, com danos à saúde física e mental. Indivíduos com
problemas financeiros vão ao médico com regularidade, faltam mais ao trabalho,
se desentendem com frequência com colegas de trabalho, amigos e familiares, se
separam ou divorciam mais, estão sujeitos a perderem o emprego, perdem a
concentração com facilidade e sofrem mais acidentes de trabalho em relação
aqueles que não têm problemas financeiros. As consequências são inúmeras e
refletem diretamente na produtividade do trabalho e no lucro das empresas.
Segundo Robert Kiyosaki em O segredo dos ricos: as 8 novas regras para
lidar melhor com o dinheiro, as pessoas “que adquirem sólida educação
financeira possuem uma injusta vantagem sobre aqueles que não possuem”, pois
quem tem forte conhecimento na área pode usar os impostos, as dívidas, a
inflação e a aposentadoria para se tornar mais rico e não mais pobre. Por outro
lado, essas forças dominam aqueles que não possuem educação financeira.
Ainda segundo Kiyosaki, “A educação
financeira é essencial para a inteligência financeira, que não trata apenas de
como você faz dinheiro, mas de quanto dinheiro você consegue acumular, quão
arduamente seu dinheiro trabalha para você e para quantas gerações você passa
seu dinheiro. Na era da Informação, a educação financeira é essencial para a
segurança financeira”.
Investir em educação financeira é de
fundamental importância para o desenvolvimento do País, para tirar grande parte
das famílias brasileiras do analfabetismo econômico, afirma Bodo Schäfer autor
de O caminho para a liberdade financeira.
Um dos princípios que regem o impulso do
consumidor brasileiro ao adquirir bens e serviços a prazo e com juros
exorbitantes, é se as parcelas cabem no orçamento pessoal ou familiar.
Pesquisa citada por Eric Tyson (Personal Finance for Dummies), afirma
que os norte-americanos também desconhecem princípios básicos de matemática e
finanças pessoais. No Brasil, a situação é mais grave, segundo aponta a Pesquisa
Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC,
de ago/17, da Confederação Nacional do Comércio-CNC.
Segundo a PEIC,
o endividamento das famílias atinge 58%, o que indica o desconhecimento de
educação financeira por parte dos brasileiros. Conforme demonstram os índices
encontrados na pesquisa, o cartão de crédito tem a preferência de 76,4% das
famílias endividadas; seguido pelos carnês
de loja com 15,8%; crédito pessoal com 10,6%, financiamento de carro (9,8%), financiamento
de casa com 8,1%, enquanto o crédito consignado, o menor juro do setor
bancário, tem a preferência de apenas 5,8% das famílias.
É de fundamental importância compreender os
fundamentos da educação financeira não só para evitar problemas de
endividamento, mas principalmente para conseguir trilhar os caminhos da prosperidade
financeira.
Portanto, a maioria das famílias brasileiras
não tem a percepção da relevância do planejamento financeiro pessoal e familiar
(ver a PEIC).
Fazer este controle periódico é uma das alternativas para o sucesso financeiro,
pois permite ao indivíduo ou à família ter clareza para buscar alternativas de
novas fontes de receita, ao mesmo tempo que estabelece práticas de controles de
gastos.
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