quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PORQUE AS PESSOAS FRACASSAM
Régis Varão/¹

As escolas de negócios espalhadas pelo mundo, inclusive as brasileiras, discutem as qualidades de líderes empresariais bem sucedidos, mas pouco discutem a respeito do que levam as pessoas ao fracasso, isto é, essas escolas com seus MBA’s não debatem o tema fracasso. Essa disciplina não faz parte do currículo desses cursos.

Algumas escolas focam em estudos de casos (case studies), mas trabalham os pontos negativos de uma corporação como defasagem tecnológica, inadequação de produtos, aumento de custos, queda nas vendas, redução do lucro líquido, folha de pagamento crescente, hierarquia excessiva, problemas de concorrência, regulação inadequada, controles internos, falta de governança e outros fatores, mas na realidade a pergunta a ser feita é: Por que as pessoas fracassam? porque as corporações fracassam, todos já sabemos.

Pensando sob essa ótica resolvi apresentar uma descrição das principais causas que levam as pessoas ao fracasso e que estão listadas no livro de maior sucesso no mundo dos negócios “Quem pensa enriquece,” de Napoleon Hill que passou vinte e cinco anos para escrevê-lo por encomenda do milionário norte-americano Andrew Carnegie no início do século passado.

A pesquisa que deu origem ao livro apresentou 31 razões principais para o fracasso e treze princípios por meio dos quais pessoas acumulam fortunas. Considerando o objetivo desta análise, apresento algumas adaptações e observações pessoais, o que me fez selecionar 12 entre os 31 motivos listados na pesquisa de Hill:

01. Ausência de objetivo: não há esperança de sucesso para a pessoa que não tem um propósito, um objetivo definitivo no qual mirar. O artigo saúde financeira afirma: defina com clareza o que deseja fazer, pois, ter objetivo e foco são atitudes importantes na tomada de decisão. Assim, é em nossa vida, nossa família, nosso trabalho, nossa vida financeira, o lazer, a vizinhança, a escola etc. Na maioria das vezes o sucesso considera apenas objetivos comuns. É muito importante decidir o que deseja. Aponte sempre para o futuro, mas decida aonde quer chegar;

02. Falta de ambição: a ambição está diretamente vinculada a aspectos que envolvem superação e a busca por excelência. Não se vê nenhuma esperança para pessoas que são tão indiferentes que não queiram evoluir na vida e que não estejam dispostas a pagar o preço do sucesso. Pessoas com esse perfil normalmente são acomodadas, pouco criativas e têm baixo rendimento, logo, não são escolhas adequadas para corporações modernas;

03. Educação insuficiente: curso superior é apenas uma das diversas maneiras de adquirir conhecimento. Educação consiste não apenas de conhecimentos adquiridos em uma universidade ou fora dela, mas da aplicação desse conhecimento, pois os homens são pagos não meramente pelo que sabem, mas pelo que eles fazem com aquilo que sabem;

04. Falta de autodisciplina: a disciplina está associada ao autocontrole, assim, é necessário controlar todas as qualidades negativas, pois antes que você possa controlar situações, você precisa controlar a si mesmo. Robert Wise falando a respeito de uma declaração de Michael Jordan, “não há atalhos”, afirma que todo o sucesso de Jordan foi conquistado sendo o primeiro a chegar ao treino e o último a sair. Foi treinando muito, repetindo exaustivamente cada fundamento e cuidando da saúde para obter o máximo de desempenho físico em quadra que ele obteve sucesso. Assim deve ser as pessoas de sucesso;

05. Procrastinação: uma das causas frequentes do fracasso e acompanha o homem como uma sombra, aguardando a oportunidade de estragar as chances de sucesso. Pessoas com essa característica normalmente se apoiam numa variedade enorme de desculpas e álibis. A maioria segue pela vida como fracassado, porque fica esperando o tempo certo de começar a fazer algo. Não espere, siga em frente. O tempo nunca será exatamente o mesmo. Comece de onde estiver. Trabalhe com quaisquer ferramentas que estiver ao seu alcance, pois as melhores e mais adequadas ferramentas serão encontradas quando você avançar.

06. Falta de persistência: a maioria das pessoas são boas iniciadoras, mas não finalizam o que começam, e o que é pior, tendem a desistir nos primeiros sinais de dificuldade. “Não há substituto para a persistência.” A pessoa que faz da persistência o seu lema descobre que o velho amigo fracasso finalmente fica cansado e dá seu adeus, pois o fracasso não consegue conter e nunca vence a persistência;

07. Personalidade negativa: a personalidade negativa é prejudicial sob quaisquer aspectos e ambientes desde o familiar até o profissional. No mundo corporativo alguns profissionais mesmo tendo boa formação acadêmica e experiência em grandes corporações têm carreiras que não avançam, e são esses profissionais que mais reclamam de seu insucesso. A personalidade negativa sempre afirma: não sou escolhido na hora das promoções, isso não vai dar certo, não recebo propostas melhores de emprego, meu negócio não decola e finalmente o que as outras pessoas têm que eu não tenho? Segundo Hill, o sucesso vem com a aplicação de poder, que é adquirido por meio da cooperação de outras pessoas, e uma personalidade negativa não vai levar à cooperação. A pessoa que tem essa característica já acorda de mau humor, reclama de tudo e de todos, e coloca dificuldade em tudo antes de avaliar as possibilidades. Assim, terminam sempre atraindo acontecimentos negativos. O fracasso acompanha como uma sombra as pessoas de personalidade negativa que raramente sobem ao pódio;

08. Cuidado em excesso: a zona de conforto em que nos encontramos na maior parte das vezes é muito perigosa. Robert K. Wise afirma que “Muitos aceitam uma condição para a qual conferem a qualidade de temporária sem perceber a passagem dos anos e o cerco da armadilha que se fecha.” As pessoas se recusam a aceitar novos desafios. Entretanto, é importante para romper com o marasmo e ajudar a nos levar para frente. Arriscar não é agir com irresponsabilidade. A pessoa que não assume riscos geralmente tem que se contentar com o que resta após os outros terminarem suas escolhas. O risco faz parte do nosso dia-a-dia, temos que aceitá-lo e utilizá-lo a nosso favor. No entanto, quem os assume deve conhecê-los, estudá-los, deve saber exatamente quais os benefícios no caso do sucesso, bem como as consequências pelo insucesso. “Excesso de cuidado é tão prejudicial quanto falta de cuidado. Ambos são extremos dos quais devemos nos proteger, pois a vida por si só já está cheia de fatalidades”;

09. Preconceito e intolerância: são formas de ignorância e medo. Pessoas com essas características param de adquirir conhecimento, pois têm a mente fechada para novos assuntos e opiniões, assim, raramente avançam e têm sucesso. Pessoas bem sucedidas mantém a mente aberta a novos desafios. O intolerante não consegue compreender o outro em suas intenções ou observações e interpreta tudo segundo seu código particular de conduta, pois não admite que a outra pessoa - subordinada ou não - possa ter um ponto de vista ou modo de vida diferente do seu parâmetro, e reage a isso de modo agressivo. As mais danosas formas de preconceito e intolerância são aquelas ligadas à religião, política, étnica, problemas raciais e sexo;

10. Hábito de gastar muito: uma pessoa descontrolada financeiramente não pode ser bem sucedida principalmente porque ela permanece eternamente com medo da pobreza. Adquira o hábito de economizar sistematicamente um percentual de sua renda. Segundo Hill, “Dinheiro no banco proporciona uma base encorajadora para barganhar na venda de seus serviços pessoais. Sem dinheiro, você deve aceitar o que for oferecido, e ser grato por isso;”

11. Egoísmo e vaidade: são qualidades que servem como luzes vermelhas de alerta, que advertem os outros a manter distância. O egoísta acredita ser mais importante que os demais mortais e coloca seus interesses, opiniões e necessidades em primeiro lugar, em detrimento das demais pessoas com que se relaciona. O vaidoso tem cuidado exagerado com aparência, pelo prazer ou com o objetivo de atrair a admiração/elogios de terceiros e sente a necessidade de se exibir, de ostentar etc. Egoístas e vaidosos vêm e escutam o que lhes interessa e na maioria das vezes cometem erros graves que poderiam ser evitados. Podem ter sucesso, mas raramente o mantém por muito tempo;

12.  Falta de entusiasmo: segundo Hill sem entusiasmo não se pode ser convincente. Além disso, o entusiasmo pode ser contagioso e aqueles que o possuem são geralmente aceitos em qualquer grupo de pessoas. O homem de negócios bem sucedido é motivado, trabalha com entusiasmo, gosta de desafios, na maioria das vezes gosta do que faz e desempenha suas atividades da melhor maneira possível, assim, atingem o sucesso e o mantém.

Portanto, não é tão fácil evitar os princípios descritos acima para obter e se manter uma pessoa de sucesso seja no mundo empresarial, familiar ou em qualquer outro ramo da atividade humana. Muitos desses princípios já viraram crenças, logo, depende de grande esforço e persistência para alterá-los, mas com tempo e paciência tudo é possível. Se você deseja ser um bom pai de família, um profissional bem sucedido e um membro respeitável da comunidade, dependerá exclusivamente de você. Nunca desista, fique atento as suas atitudes, elas fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ESTIMATIVAS DO MERCADO
Régis Varão/¹

As estimativas realizadas pelo mercado para as principais variáveis macroeconômicos publicadas no Boletim Focus de 16.1.15, do Banco Central, apresentaram algumas alterações para 2015 e 2016. A pesquisa é semanal e realizada com cerca de 100 instituições bancárias e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 16.1.15 elevou para 6,67% a expectativa do mercado para o IPCA em 2015, ante 6,60% observada na semana anterior e 6,54% há quatro semanas, enquanto o boletim de 17.1.14 aponta para 5,60% este ano. Para 2016, a pesquisa desta semana mantém em 5,70% a estimativa do índice;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa divulgada ontem reduziu para 5,60% a projeção do índice para 2015, frente a 5,66% da semana anterior e 5,67% observada há um mês, enquanto o boletim de 17.1.14 indica 5,50%. A última pesquisa Focus aponta projeção de 5,50% para 2016;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa de 16.1.15 trabalha com um câmbio de R$/U$2,80 para 2015, ante R$/U$2,75 divulgada há quatro semanas, enquanto o Focus de 17.1.14 indica R$/U$2,50. Para 2016, a expectativa foi elevada para R$/U$2,85, de R$/U$2,83 observada na semana anterior e R$/U$2,75 há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 16.1.15 manteve inalterada a projeção da Selic em 12,50% a.a. para 2015, enquanto a pesquisa de 17.1.14 aponta taxa de 11,50% a.a. O boletim de 16.1.15 estima em 11,50% a.a. os juros para 2016;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a estimativa para 2015 declinou para +0,38%, ante +0,40% observada na semana anterior e +0,55% há um mês, enquanto a pesquisa de 17.1.14 indica +2,50% para aquele ano. Com relação ao próximo ano, o mercado manteve em +1,80% a estimativa de crescimento do PIB;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de ontem reduziu o crescimento da indústria para +0,71% em 2015, de +1,02% registrado nas últimas semanas, enquanto a pesquisa de 17.1.14 estima o desempenho da indústria em +2,89, de +3% na semana anterior. O boletim desta semana projeta o crescimento do setor industrial em +2,65% para 2016, ante a alta de 2,50% divulgada há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 16.1.15 manteve o superávit da balança comercial em U$5 bilhões para 2015, enquanto o Focus de 17.1.14 aponta para superávit de U$12 bilhões. Para 2016, a pesquisa desta semana elevou o superávit para U$13 bilhões, ante U$10 bi da semana anterior e U$13,50 bi apresentada há trinta dias;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): há meses o mercado mantém a estimativa do IED em U$60 bilhões, tendo o Focus de 16.1.15 registrado a primeira alteração nos últimos meses, com queda para 2015, que passou de U$60 bilhões para U$58,20 bi, enquanto para 2016 a estimativa continua inalterada em U$60 bi.

Portanto, o ano está começando com mudanças na política econômica, embora o mercado tenha adiantado possíveis medidas que a nova equipe econômica poderia adotar: corte nas despesas públicas, elevação dos juros, encarecimento do crédito e aumento da carga tributária, com consequente elevação do desemprego.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS CAIU EM 2014
Régis Varão/¹

Na semana passada a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) referente a 2014, que mostra uma queda de 0,8% em 2014, ante o ano anterior, atingindo a média anual de 61,9% do total das famílias brasileiras.

O número médio das famílias brasileiras endividadas com cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro, financiamento de casa, entre outros, decresceu 0,8% em 2014, ante 2013. O percentual desse endividamento no 1T (primeiro trimestre) e no 2T (segundo trimestre) de 2014 ultrapassou o patamar observado em igual período de 2013. Com o declínio mais forte no 4T14, o percentual médio de famílias com dívidas atingiu 61,9% em 2014. Nos últimos cinco anos o endividamento apresentou o seguinte comportamento: 59,1% em 2010, 62,2% em 2011, 58,3% em 2012, 62,5% em 2013 e atingiu 61,9% em 2014, o terceiro menor valor em cinco anos. Quanto a valores absolutos passou de 8.642,6 mil em 2010 para 8.470,6 mil em 2012 e atingiu 9.041,2 mil em 2014, um incremento de 4,6% nos últimos cinco anos.

No período 2010-14, a queda na média anual de famílias com conta em atraso foi 24,7%. As famílias com conta em atraso apresentaram o seguinte desempenho: 25% em 2010, 22,9% no ano seguinte, 21,4% em 2012, 21,2% em 2013 e registrou o menor valor em cinco anos com 19,4% em 2014. Em valores absolutos, passou de 3.766,9 mil em 2010 para 3.039,5 em 2012 e atingiu 2.836,6 mil famílias em 2014.

Com relação às famílias sem condições de pagar as dívidas em atraso, logo, permaneceram inadimplentes, a média anual registrou os seguintes aumentos percentuais: 8,8% em 2010, 8% em 2011, 7,1% em 2012, 6,9% em 2013 e 6,3% em 2014, o menor ante o ano anterior, declinou 1,6% em 2013 frente a 2012, recuou 11,9% naquele ano, ante 2011 e caiu neste último 10,6% ante 2010. Em números absolutos, o total de famílias inadimplentes passou de 1.288,4 mil famílias em 2010 1.015,3 mil em 2012 e atingiu o menor nível em 2014 com 899,9 mil famílias.

Nos últimos cinco anos o cartão de crédito tem liderado como o tipo de dívida mais citada pelas famílias brasileiras. É a principal fonte de endividamento das famílias, além de mais cara, seguido por carnês, financiamento de carro, crédito pessoal, financiamento de casa, cheque especial, crédito consignado, cheque pré-datado e outras dívidas/não sabe/não respondeu em última posição.

Cartão de crédito passou de 70,9% em 2010, para 72,7% no ano seguinte, 73,6% em 2012, e manteve praticamente estável em 2013 com 75,2% e 75,3% em 2014. Nos últimos cinco anos registrou elevação de 4,4 p.p. Cabe observar que essa modalidade de dívida continua na liderança e é a mais cara linha de crédito ofertada pelo sistema bancário, causando prejuízos ao orçamento familiar. Essa linha de crédito está muito distante do segundo colocado.

Carnês ocupa a segunda posição na preferência das famílias com dívidas, atingindo 25% em 2010, 22% em 2011, 19,8% em 2012, 18,7% em 2013 e finalmente 2014 registrou 17%, o menor percentual ao longo dos últimos cinco anos. Entre 2010 e 2014 apresentou declínio de 8 p.p., a maior queda verificada no período entre os tipos de dívidas pesquisadas.

Financiamento de carro, em terceiro lugar na preferência das famílias, apresentou o seguinte comportamento: 10,3% em 2010 e 10% em 2011, 11,5% em 2012, atingiu 12,2% em 2013 e chegou ao maior valor do período em 2014 com 13,8%. Esse tipo de dívida registrou crescimento de 3,5 p.p. no período. A facilidade concedida pelo setor automobilístico na aquisição de carros novos, a disponibilidade de crédito e prazos mais elásticos contribuíram para o crescimento do financiamento de carros.

Crédito pessoal é o quarto na preferência das famílias passando de 11,3% em 2010 para 10,8% no ano seguinte, subindo para 11,3% em 2012, caindo para 10,5% em 2013 e atingindo o menor valor em 2014 com 9,5%. Esse tipo de dívida apresentou decréscimo de 1,8 p.p. no período.

Financiamento de casa está em quinta posição na preferência das famílias e registra a maior variação positiva no período 2010-14 com 4,6 p.p. Ao longo dos últimos cinco anos, o financiamento de casa começou com 3,2% em 2010, foi para 3,5% no ano seguinte, subiu para 4,5% em 2012 e registrou expressivos aumentos em 2013 (6,1%) e em 2014 com 7,8%. Existe compatibilidade no crescimento desse tipo de dívida com as facilidades existentes na concessão de crédito.

Cheque especial ocupa o sexto lugar por tipo de dívida. Das linhas de crédito ofertadas pelo setor bancário, o cheque especial só perde para o cartão de crédito em termos de custos para o devedor. Uma modalidade dispendiosa para o orçamento das famílias, tendo em vista o montante de juros cobrados pelos bancos quando de sua utilização. A boa notícia é que as famílias vêm reduzindo o endividamento com esse tipo de crédito. Comportamento nos últimos cinco anos: 8,3% em 2010, 6,8% em 2011, 6,2% em 2012 e 2013, respectivamente, e atingindo 5,6% em 2014, o menor valor do período. Nos últimos cinco anos houve declínio de 2,7 p.p. nesse tipo de dívida, tendo registrado o segundo maior declínio entre 2010 e 2014 entre os tipos de dívidas listadas.

Crédito consignado é o sétimo colocado e de mais baixo custo para as famílias. Estava em 3,9% em 2010 e 2011, respectivamente, subiu para 4% em 2012, atingiu 5,2% em 2013 e caiu em 2014 para 4,7%. No período apresentou crescimento de 0,8 p.p. Interessante observar que esse tipo de dívida é a de mais baixo custo entre todas as listadas, mas não tem a simpatia por parte das famílias que preferem modalidades mais caras com o cartão de crédito.

Cheque pré-datado é o oitavo classificado e apresentou o terceiro maior declínio no período 2010-14, com -1,8 p.p. Em 2010 estava em 4%, caiu para 3% no ano seguinte, e continuou caindo em 2012 (2,7%), 2013 (2,2%) e 1,8% em 2014.

Outras dívidas/não sabe ou não respondeu, no conjunto, apresentou pequenas mudanças ao longo dos últimos cinco anos, saindo de 3% em 2010 e chegando a 2,8% em 2012 e 2014, respectivamente.

Embora tenha melhorado o perfil das dívidas das famílias, houve crescimento do nível de comprometimento da renda familiar com pagamento de dívidas.  Os juros elevados pressionaram o custo do crédito, que vem ficando elevado nos últimos meses. Nos últimos cinco anos o aumento do prazo médio de comprometimento da renda familiar apresentou o seguinte comportamento: em 2010 estava em 6,68 meses, ficou praticamente estável em 2011 com 6,69 meses, caiu para 6,53 em 2012, subiu para 6,74 em 2013 e atingiu 6,90 meses em 2014, a mais elevada no período. Já a parcela média da renda mensal familiar comprometida com o pagamento de dívidas ficou em 29,9% em 2010, caiu para 29,6% em 2011, subiu para 30% em 2012, declinou para 29,4% em 2013 e registrou o maior percentual no período com 30,4% em 2014.

Embora tenha havido elevação do comprometimento de renda das famílias, a redução do percentual de famílias brasileiras com dívida e o perfil mais favorável do endividamento familiar ajudou para que as famílias tivessem uma percepção mais favorável em relação ao nível de endividamento. A média anual do percentual de famílias que afirmaram estar muito endividadas atingiu 14% em 2010, 15,9% em 2011, 13% em 2012, 12,4% em 2013 e atingiu no período em análise o menor percentual em 2014 com 11,6%. As famílias que se consideram mais ou menos endividadas passou de 21,1% em 2010 para 20,8% em 2012 e atingiu o maior percentual em 2014 com 23,8%. As famílias pouco endividadas passaram de 24% em 2010, para 23,9% em 2011, subiu para 24,5% em 2012, atingiu o maior percentual em 2013 (27,2%) e fechou 2014 com 26,6%.

Portanto, o nível de endividamento das famílias brasileiras em 2014 diminuiu quando comparado ao ano anterior, tendo o moderado aumento do crédito e um consumo mais modesto contribuído para esse declínio. Embora tenha havido decréscimo do endividamento e da inadimplência, houve aumento do comprometimento de renda das famílias que se declararam endividadas. A alta dos juros elevou o custo do crédito e contribuiu para aumentar o peso do serviço das dívidas na renda das famílias.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE NOVEMBRO DE 2014
Régis Varão/¹

A redução no ritmo de crescimento verificada na produção industrial nacional no período out-nov/14, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por sete dos quatorze estados pesquisados, com destaque para os declínios mais acentuados no Amazonas (-4,0%), Minas Gerais (-2,6%), São Paulo (-2,3%) e Santa Catarina (-1,9%). Com os resultados de nov/14, o primeiro reverteu a alta de 1,3% de outubro; o segundo registrou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando no período decréscimo de 6,0%; o terceiro recua após elevação de 0,6% no mês anterior; e o último eliminou parte do aumento de 6,4% acumulado no período jul-out/14, segundo a pesquisa mensal de produção industrial elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estados do Ceará (-1,2%) e Rio Grande do Sul (-0,9%) registraram quedas mais fortes do que a média nacional de -0,7%, e Goiás com -0,1% completou o grupo de estados com índices negativos em nov/14. Por outro lado, Pernambuco (5,3%), Rio de Janeiro (2,5%) e Espírito Santo (1,7%) apresentaram os maiores crescimentos em nov/14, enquanto a Região Nordeste com 1,0%, Paraná com 0,9%, Pará com 0,8% e Bahia com 0,6% apontaram expansões moderadas.

Na comparação com nov/13, a indústria decresceu 5,8% em nov/14, com onze dos quinze estados da federação acompanhando o movimento de queda na produção. Em nov/14, os declínios mais intensos foram observados nos estados do AM (-16,9%), SP (-9,9%), MG (-8,5%) e PR (-8,0%), pressionados, em grande parte, pela redução na produção dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores), bebidas e outros equipamentos de transporte (motocicletas/peças e acessórios), no primeiro local; de produtos alimentícios (açúcar cristal, VHP e refinado), veículos automotores, reboques e carrocerias, máquinas e equipamentos e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, no segundo; de produtos alimentícios, máquinas e equipamentos e veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis), no terceiro; e de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos, no último.

Já os estados do CE (-6,8%) e RS (-6,5%) apontaram quedas mais acentuadas que a média nacional (-5,8%), enquanto RJ (-3,6%), SC (-3,4%), PE (-2,2%), Região Nordeste (-0,9%) e BA (-0,5%) completaram o total de estados com taxas negativas em nov/14. Por outro lado, ES com 11,7% registrou o avanço mais forte no mês, devido, em grande parte, ao comportamento positivo do setor extrativo (minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo). Os demais resultados positivos foram observados em GO (7,4%), PA (7,0%) e MT (6,3%).

No acumulado jan-nov/14, frente a jan-nov/13, a queda na produção nacional atingiu dez dos quinze estados, com quatro recuando com intensidade superior à da média da indústria (-3,2%): PR (-6,2%), SP (-6,0%), RS (-4,8%) e AM (-3,8%). Os demais com resultados negativos no período jan-nov/14 foram: RJ (-3,2%), CE (-3,2%), BA (-2,9%), MG (-2,8%) e SC (-2,0%). Nesses estados, o menor dinamismo foi influenciado por fatores relacionados à redução na fabricação de bens de capital, bens intermediários e bens de consumo duráveis. Os estados do PA (8,8%) e ES (5,0%) registraram as expansões mais fortes, pressionados em grande parte pelo desempenho positivo vindo do setor extrativo (minérios de ferro). Por outro lado, MG (2,9%), GO (2,3%) e PE (1,1%) também indicaram taxas positivas no período jan-nov/14, enquanto a Região Nordeste (0,0%) repetiu o comportamento de jan-nov/13.

Quanto à taxa anualizada, acumulado em 12 meses, com o recuo de 3,2% em nov/14, a trajetória declinante iniciada em mar/14 (2,0%) se manteve e assinalou o resultado negativo mais intenso desde jan/10 (-4,8%). Em termos regionais, dez dos quinze estados pesquisados mostraram taxas negativas em nov/14 e onze apontaram menor desempenho frente ao índice de out/14. As principais perdas no período out-nov/14 foram verificadas nos estados do AM (de -0,9% para -3,1%), PR (de -4,7% p/ -5,9%), CE (de -1,4% para -2,6%), RS (de -3,4% p/ -4,4%) e SP (de -5,0% para -5,9%), enquanto GO (de 3,0% p/ 3,6%) e ES (de 3,8% para 4,3%) mostraram os maiores avanços no período out-nov/14.

Portanto, a queda da produção de bens intermediários puxou para baixo o desempenho da indústria em nov/14, enquanto no acumulado jan-nov/14, o declínio na indústria atingiu dez dos quinze estados pesquisados. Um desempenho medíocre com forte impacto negativo na atividade econômica como um todo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MEDO DO DESEMPREGO CAI EM DEZEMBRO/2014
Régis Varão/¹

A pesquisa Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida é elaborada e publicada trimestralmente pela Confederação Nacional da Indústria-CNI a partir de pesquisa de opinião pública de âmbito nacional e realizada pelo Ibope Inteligência. O período de coleta dessa amostra é de 05 a 08 de dez/14 e são realizadas 2002 entrevistas em 142 municípios.

O Índice de Medo do Desemprego (IMD) da população brasileira caiu de 77 pontos em set/14 para 75 pontos em dezembro de 2014. Essa queda de 2,6% é a primeira observada no índice desde mar/13, quando registrou 69 pontos, interrompendo uma trajetória de seis trimestres consecutivos de alta. Quando comparado com dez/13, o IMD ainda apresenta elevação de 2,7%. A média histórica do IMD é 83,6 e a partir de jun/09 o índice manteve-se abaixo dessa média.

Já o Índice de Satisfação com a Vida (ISV) voltou a cair depois de dois trimestres seguidos de crescimento. O ISV registrou 103,2 pontos em dez/14, o que representa uma queda de 0,6% em relação à set/14 (103,8). Com relação à dez/13 (103,2) o índice manteve-se estável, enquanto a média histórica do índice está em 102,9 pontos.

A importância dos índices IMD e ISV deve-se ao fato de que o desempenho deles contribui para antecipar comportamentos no ritmo de crescimento do consumo das famílias, que por sua vez pressiona o nível de atividade econômica da economia.

Portanto, um consumidor otimista tende a consumir mais e se está satisfeito com sua vida e não tem medo ou preocupação em ficar desempregado também tende a aumentar seu nível de consumo. Nos dois casos, a economia se beneficia.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ESTIMATIVAS DO MERCADO PARA 2015 E 2016
Régis Varão/¹

As previsões do mercado para as principais variáveis macroeconômicos divulgadas no Boletim Focus de 9.1.15, do Banco Central, apresentaram pequenas alterações para 2015 e mostram pela primeira vez as expectativas para 2016. A pesquisa é semanal e realizada com cerca de 100 instituições bancárias e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 9.1.15 elevou para 6,60% a expectativa do mercado para o IPCA em 2015 frente a 6,56% observada na semana anterior e 6,50% registrado há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 10.1.14 indicava 5,50% para aquele ano. A pesquisa divulgada hoje indica uma projeção de 5,70% para 2016;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa divulgada hoje reduziu para 5,66% a projeção do índice para 2015, ante 5,67% da semana anterior e 5,73% observada há um mês, enquanto o Focus de 10.1.14 apontava 5,50%. A pesquisa desta semana aponta estima alta de 5,50% para 2016;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa de 9.1.15 apresenta projeção de R$/U$2,80 para o câmbio em 2015 frente a R$/U$2,72 divulgada há quatro semanas, enquanto o Focus de 10.1.14 indicava R$/U$2,47. Para 2016, a expectativa foi elevada para R$/U$2,83, de R$/U$2,80 da semana anterior e R$/U$2,75 observada há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus divulgado hoje manteve inalterada a projeção da Selic em 12,50% a.a. para 2015, enquanto a pesquisa de 10.1.14 apontava 11,50% a.a. O boletim de 9.1.15 indica estimativa de 11,50% a.a. para a taxa de juros no próximo ano;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a estimativa do mercado para o PIB declinou para +0,40%, ante +0,50% da semana anterior e +0,69% observada há um mês, enquanto a pesquisa de 10.1.14 indicava +2,48%. Com relação a 2016, o mercado estimou em +1,80% a estimativa de crescimento para aquele ano;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje reduziu o crescimento da indústria para 1,02% em 2015, de +1,04% da semana anterior e +1,13% há quatro semanas. Ainda para 2015, a pesquisa de 10.1.14 estimava o desempenho do setor industrial em +3%, uma diferença de –1,98 p.p. entre as duas estimativas. O boletim divulgado hoje projeta o desempenho da indústria em +2,65% para 2016 frente a alta de 3% divulgada há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 9.1.15 manteve um superávit em U$5 bilhões para a balança comercial em 2015, valor observado nas últimas semanas, enquanto o Focus de 10.1.14 apontava para superávit de U$12 bilhões. Para 2016, a pesquisa de hoje manteve o superávit em U$10 bilhões frente à U$15 bi divulgado há quatro semanas;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): há meses as estimativas do mercado mantém em U$60 bilhões o crescimento do IED para 2015, enquanto para 2016 as pesquisas realizadas nas últimas semanas trabalham com os mesmos valores de U$60 bi.

Portanto, este ano está apenas começando e comparando ao anterior deverá ter melhor desempenho, desde que os ajustes propostos pela nova equipe econômica não fiquem apenas no discurso. Será um ano de fortes ajustes na área fiscal, monetária e creditícia, com inflação, juros e câmbio em alta, possível elevação da carga tributária e com reflexos negativos no desemprego.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

As projeções do mercado para as principais variáveis macroeconômicos publicadas no Boletim Focus de 2.1.15, do Banco Central, o primeiro do ano, mantiveram-se praticamente inalteradas quando comparadas as estatísticas da semana anterior, enquanto algumas variáveis apresentaram mudanças pouco significativas. A pesquisa é semanal e realizada com cerca de 100 instituições entre bancos e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Focus de 2.1.15 elevou para 6,39% a expectativa do mercado para o IPCA de 2014 frente a 6,38% observado nas últimas três semanas, enquanto a pesquisa de 3.1.14 indicava 5,97%. A pesquisa divulgada ontem elevou para 6,56% a projeção para 2015 frente a 6,53% do boletim anterior e 6,50% da pesquisa divulgada há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim desta semana manteve estável em 3,96% a projeção do índice para 2014, ante 4,06% há um mês, enquanto o Focus de 3.1.14 apontava para 6%. A pesquisa divulgada ontem manteve inalterada em 5,67% a estimativa para 2015, de 5,70% apresentada há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa de 2.1.15 não apresenta projeção para 2014, pois o dado do Focus refere-se a fim de período. Para 2015, a expectativa do mercado no boletim desta semana manteve em R$/U$2,80 frente a R$/U$2,80 da semana anterior e R$/U$2,70 registrada há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a pesquisa de 2.1.15 não apresenta informações para o final de 2014. O mercado manteve a estimativa da Selic em 12,50% a.a. para o final de 2015, valor que se mantém inalterado nas últimas quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a estimativa desta semana para o crescimento do PIB em 2014 subiu para +0,15%, de +0,14% do boletim anterior e +0,18% há trinta dias, enquanto o Focus de 3.1.14 indicava +1,95%. Com relação a 2015, o mercado reduziu a estimativa de crescimento para +0,50% frente à alta de 0,55% da pesquisa anterior e +0,73% do boletim publicado há um mês;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 2.1.15 manteve estável em -2,49% a expectativa de crescimento da indústria para 2014, de -2,50% da pesquisa divulgada há quatro semanas, enquanto o Focus de 3.1.14 apresentava elevação de 2,20%. Para 2015, o primeiro Focus deste ano elevou o crescimento para +1,04%, ante incremento de 1,02% da semana anterior e 1,23% da divulgada há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 2.1.15 manteve em -U$2 bilhões o déficit da balança comercial para 2014 frente a U$0 bi divulgado há quatro semanas, enquanto o Focus de 3.1.14 apresentava superávit de U$8 bilhões. Para 2015, a pesquisa divulgada ontem manteve o superávit em U$5 bilhões frente à semana anterior e U$6,31 bi divulgado há quatro semanas;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): há meses as estimativas elaboradas pelo mercado mantém em U$60 bilhões a projeção de crescimento do IED para 2014, enquanto para 2015 as pesquisas realizadas nas últimas três semanas manteve a estimativa em U$60 bilhões.

Portanto, 2015 será o ano dos ajustes nas contas públicas, com crédito escasso e mais caro para pessoa física/jurídica, com inflação, juros e câmbio em alta, com aumento da carga tributária e desemprego se elevando.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Veja o site www.ravecofinancas.com.