sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A PROSPERIDADE TE AGUARDA EM 2018
Régis Varão/¹

Estamos na primeira semana de 2018, e as lembranças de 2017 ainda estão presentes. O ano de 2017 não deixará saudades tendo em vista as inúmeras dificuldades que os consumidores brasileiros e os que pagam tributos tiveram ao longo do ano, mas justiça seja feita, no geral, foi melhor que 2016.

Algumas estatísticas, a seguir, que devemos considerar em nossas decisões de consumo e que podem trazer consequências positivas ou negativas em 2018, dependendo da atitude de cada consumidor. Há um ano o Brasil tinha cerca de 13,5 milhões de desempregados, devemos fechar 2017 com menos de 12,5 milhões, número ainda elevado; iniciamos 2017 com uma Taxa Selic de 13,75% a.a. e chegamos em dez/17 com 7% a.a.; a inflação aferida pelo IPCA saiu de um acumulado em 12 meses em dez/16 de 6,28% para cerca de 3% no acumulado em 12 meses um ano depois (falta dez/17); em dez/16 o Brasil tinha 58,3 milhões de inadimplentes, o último dado de nov/17 apontava 61,1  milhões (um recorde); o endividamento das famílias passou de 59% em dez/16 para 62,2% em dez/17; o principal tipo de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito com 76,7% na média mensal em 2017; o Brasil encerrou 2017 com um superávit recorde na balança comercial de U$67 bilhões contra U$47,7 bilhões do ano anterior; o PIB brasileiro caiu 3,6% em 2016 e pode apresentar variação positiva de até 0,89% em 2017, segundo analistas consultados.

Como podemos observar acima, temos fatores positivos como queda da inflação e dos juros, crescimento do PIB, superávit recorde na balança comercial, enquanto outros como a inadimplência, o endividamento das famílias e a preferência delas pelo cartão de crédito como forma de endividamento, mostram o pouco conhecimento do brasileiro com educação financeira.

Considerando o balanço de perdas e ganhos, o País melhorou, foi aprovada a reforma trabalhista, os juros caíram, o PIB cresceu após dois anos de queda, as expectativas dos agentes econômicos apresentaram melhora e o empresário industrial finaliza o ano mais confiante.

Algumas mudanças de hábitos podem ajudar para que tenhamos um 2018 melhor:

01. Inicie o ano fazendo planejamento financeiro;

02. Elabore um orçamento pessoal ou familiar e liste todas as despesas e receitas. Não descuide dos pequenos valores (cafezinho, lanches etc), eles fazem grande diferença com o passar do tempo;

03. Liquide mensalmente a fatura do cartão de crédito. Apesar do Banco Central ter alterado a forma de pagamento do crédito rotativo, os juros continuam elevados. Não tenha mais que um cartão de crédito, e ao sair com o cartão de crédito não leve o talão de cheques;

04. Evite comprar a prazo e não faça parcelamentos, a não ser por necessidade (doença, despesas hospitalares etc). Compre sempre a vista;

05. Quando for ao supermercado alimente-se primeiro e leve uma lista do que precisa;

06. Se tiver dívidas utilize o 13º, bonificações natalinas ou receitas extras para quitá-las;

07. Se não estiver endividado guarde parte dos ganhos/receitas extras para pagar as despesas de início de ano como IPTU, IPVA, matrícula das crianças, material escolar etc;

08. Peça desconto em tudo que for comprar e seja passível de barganha. Ao negociar você obtém bons descontos;

09. Faça pesquisa de preços, existe grande diferença entre os vendedores de remédios, alimentos, material escolar etc;

10. Faça uma reserva financeira para sua aposentadoria. Comece com 10% da sua renda líquida e ao longo do tempo eleve esse percentual, sem perder qualidade de vida;

11. Uma reserva financeira será fundamental para garantir qualidade de vida futura, além de permitir uma aposentadoria segura. No curto prazo teremos novas regras de aposentadoria, assim, é importante fazer uma reserva financeira;

12. Uma sugestão de distribuição da receita mensal líquida: despesas com aluguel ou prestação da casa própria até 25% da renda líquida; educação até 14%; supermercado até 14%; saúde e produtos de beleza até 14%; financiamento e manutenção do carro até 13%; reserva financeira 10% (mínimo); lazer 5% (máximo 7%) e dívidas em geral 5%.

Portanto, início de ano é um período adequado para pensar na vida presente e futura, assim, reserve uma quantia ou um percentual de sua receita para uma reserva financeira com vistas a aposentadoria. Tenha uma renda independente do teto estabelecido pelo INSS para viver com qualidade na aposentadoria. Economize todos os dias e você estará assegurando um futuro melhor para você e sua família. As atitudes adotadas no presente terão impactos positivos em sua vida futura. Pense muito antes de abrir a carteira ou usar o cartão de crédito. Não descuide dos pequenos valores. Desejo um Ano Novo com saúde, paz, prosperidade e boa reserva financeira.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, inteligência financeira, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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