quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

EMPRESÁRIO INDUSTRIAL ENCERRA 2017 MAIS CONFIANTE
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou crescimento de 3,2% em dez/17 quando atingiu 58,3 pontos. Na comparação anual o índice subiu 21,5%. O índice avançou em dezembro tendo em vista uma combinação de melhores condições de negócios e expectativas mais otimistas por parte dos empresários industriais.

O índice encontra-se acima da média histórica de 54,1 pontos, pelo quarto mês consecutivo e apresenta o melhor resultado desde nov/12 quando atingiu 58,4 pontos e o maior valor para um mês de dezembro quando chegou a 61,4 pontos em dez/10.

Componentes do ICEI:

(a) Índice de Condições Atuais-ICA

O ICA subiu 2,7% em dez/17 (52,9 pontos), ante o mês anterior e registrou incremento de 30% na comparação anual. Em dezembro o ICA apresentou o maior nível desde fev/11, quando o índice atingiu 54,2 pontos. O índice vem se afastando da linha divisória de 50 pontos pelo quarto mês consecutivo, indicando que o empresário industrial trabalha com a previsão de melhora cada vez mais relevante das condições atuais de negócios.

As condições atuais com relação a economia brasileira apresentou alta de 3,5% (+1,8 ponto) em dez/17, na comparação mensal, atingindo 52,6 pontos, enquanto na comparação anual subiu 42,2% (+15,6 pontos).

Já as condições atuais com relação às empresas houve crescimento de 2,1% (+1,1 ponto) em dez/17 quando atingiu 53 pontos, ante o mês anterior, enquanto na comparação anual subiu 24,4% (+10,4 pontos).

(b) Índice de Expectativas-IE

O IE mostra o empresário industrial mais otimista com relação ao próximo ano. O índice registrou crescimento de 3,6% (+2,1 pontos) em dez/17 (61 pontos), ante o mês anterior. Segundo o relatório da CNI, o índice registrado em dez/17 “superou o patamar de 60 pontos; a última vez que isso havia ocorrido foi em março de 2013. O índice é 9,4 pontos superior ao de dezembro de 2016”.

Com relação às expectativas da economia brasileira, o índice chegou a 57,9 pontos em dez/17, subindo 4,9% (+1,05 pontos) com relação ao mês anterior, e apesentou elevação de 24,8% (+11,5 pontos) na comparação anual.

Já com relação às expectativas das empresas, o IE atingiu 62,5 pontos em dez/17, ante 61 pontos observados no mês anterior, e 54,3 pontos registrados em dez/16. O índice registrou elevação de 2,5% e 15,1% na comparação mensal e anual, respectivamente.

No segmento industrial o melhor desempenho em dez/17 ficou com a indústria da construção (56,7 pontos) que subiu 4,2% na comparação mensal e 22,5% na anual. Depois temos a indústria extrativa (59,4 pontos) que cresceu 3,3% na comparação mensal e 19,5% na anual. A indústria de transformação (58,6 pontos) apresentou elevação de 3% em dez/17 ante novembro, e cresceu 21,3% na comparação anual.

Com relação ao porte da empresa, o melhor desempenho em dezembro deste ano ficou com as pequenas empresas (55,5 pontos), ao subir 5,5% ante nov/17 e 25% na comparação anual. Segue as grandes empresas (60,2 pontos) com alta de 2,9% em dez/17 frente ao mês anterior e crescimento de 19,7% ante dez/16. O terceiro lugar ficou para as médias empresas (57,1 pontos) que registraram alta de 2% em dez/17 ante o mês anterior e subiram 22,3% na comparação anual.

O ICEI vem melhorando nos últimos seis meses, devido à elevação do otimismo dos empresários quanto ao comportamento das condições de negócios para os próximos meses. A análise das condições atuais e futuras da economia brasileira e das empresas, apresentaram desempenho positivo tanto na comparação mensal quanto na anual.

Portanto, cabe observar uma melhora das condições de negócios devido ao aumento das expectativas otimistas dos empresários industriais para os próximos meses. Contribuem ainda para esse cenário positivo, a queda da inflação, a redução dos juros básicos da economia e o declínio do desemprego.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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