terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

MERCADO CORRIGE PARA BAIXO O CRESCIMENTO DO PIB
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada pelo Banco Central (BCB) nesta semana continua corrigindo a maioria das projeções do mercado para 2016, em especial da atividade econômica, IPCA, câmbio e saldo da balança comercial. O boletim Focus contempla cerca de 100 instituições - financeiras e consultorias nacionais - no total de 15 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 19.2.16 mantém praticamente estável em 7,62% (+1 p.p.) a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,61% observado na semana anterior e 7,23% divulgado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 20.2.15 mantém a projeção do índice em 5,60%, valor observado nas últimas quatro semanas. Para 2017, o Focus de 19.2.16 mantém a expectativa do índice em 6%, ante 5,65% apresentado há um mês. Os últimos boletins têm corrigido para cima as projeções do índice para 2016, seguindo o desempenho dos últimos meses. O IPCA fechou 2015 em 10,67%, e subiu para 10,71% em 12 meses, finalizado em jan/16;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus divulgado ontem reduziu a projeção do índice para 7,84% em 2016, ante 7,98% (-0,14 p.p.) observada na semana anterior e 6,96% há trinta dias, enquanto o Focus de 20.2.15 mantém estável a estimativa para este ano em 5,50%, valor verificado nas últimas vinte e nove semanas. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50% nas últimas semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado de 19.2.16 reduz a expectativa da taxa de câmbio, final de 2016, para R$/U$4,36, de R$/U$4,38 divulgada no boletim anterior, e R$/U$4,30 apresentada há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, o Focus de 20.2.15 eleva o câmbio para R$/U$3,00 em final de 2016, de R$/U$2,93 da semana anterior e R$/U$2,90 apresentado há trinta dias. Para 2017, o boletim Focus desta semana mantém estável a taxa de câmbio em R$/U$4,40, valor verificado nas últimas quatro semanas;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 19.2.16 mantém os juros, final deste ano, em 14,25% a.a., pela terceira semana consecutiva, ante 14,64% a.a. divulgada há quatro semanas, enquanto o boletim de 20.2.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016, pela oitava semana consecutiva. A pesquisa desta semana diminui a projeção dos juros para 12,63% a.a. no final de 2017, de 12,75% a.a. observado nas semanas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 19.2.16 reduz a estimativa de crescimento do indicador, em 2016, para -3,40%, pela quinta semana consecutiva, frente ao decréscimo de 3,33% do relatório anterior e -3% da pesquisa publicada há quatro semanas. O Focus de 20.2.15 mantém estável em +1,50% a projeção de crescimento do PIB para este ano, frente à variação positiva de 1,54% apresentado há quatro semanas. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana reduz o crescimento do PIB para +0,50%, frente ao incremento de 0,59% observado na semana anterior e +0,80% há um mês. A pesquisa Focus vem corrigindo para baixo, nos últimos meses, as projeções de crescimento do PIB para 2016 e 2017. O pessimismo do mercado quanto ao desempenho da atividade econômica deve continuar, enquanto a crise política não for resolvida, e o governo não adotar medidas efetivas de combate aos gastos públicos;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado ontem corrigiu o decréscimo da indústria para -4,40% no final de 2016, ante uma queda de 4,20% estimada no boletim anterior e -3,57% há um mês, enquanto a pesquisa de 20.2.15 reduziu o crescimento para 2% naquele ano, de +2,45% verificado na semana anterior e +2,50% há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 19.2.16 reduziu o crescimento da atividade industrial para +1%, de +1,50% nas últimas semanas, em linha com as estimativas do PIB;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 19.2.16 eleva a projeção do superávit comercial para U$37,05 bilhões para o final de 2016, de U$36,10 bi divulgados na semana anterior e U$37,45 bi há trinta dias. A pesquisa de 20.2.15 reduz a estimativa do superávit comercial para U$11 bilhões em 2016, de U$12 bi observados na semana anterior e U$10,02 há quatro semanas. Para 2017, o Focus desta semana eleva para U$39,65 bilhões a projeção do superávit, de U$39,30 bi verificados na pesquisa anterior e U$40 bilhões divulgados há quatro semanas;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 19.2.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para o final de 2016, mesmo valor divulgado nas últimas dez semanas, enquanto o relatório de 20.2.15 mantém em U$60 bilhões a projeção para aquele ano. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana reduz a estimativa do IDP para U$55,55 bi, de U$60 bi observados nas últimas semanas.

Portanto, o mau desempenho da atividade econômica, a pressão inflacionária e juros elevados, associados com a falta de empenho do governo em reduzir suas despesas, tem elevado o pessimismo entre os agentes econômicos quanto à recuperação da economia brasileira nos próximos anos, impactando negativamente o nível de emprego e elevando a inadimplência das famílias.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

REVISADA NOVAMENTE PARA BAIXO A ESTIMATIVA DO PIB
Régis Varão/¹

A pesquisa Focus-Relatório de Mercado divulgada pelo Banco Central (BCB) nesta segunda-feira continua corrigindo a maioria das projeções realizadas pelo mercado para 2016 e 2017. O boletim Focus contempla cerca de 100 instituições - financeiras e consultorias nacionais - no total de 15 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 12.2.16 corrigiu para 7,61% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,56% observado na semana anterior e 7% divulgado há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 13.2.15 mantém a projeção do índice em 5,60%, de 5,70% há quatro semanas. Para 2017, o boletim Focus desta segunda-feira mantém a expectativa do índice em 6%, ante 5,40% apresentado há um mês. Os últimos boletins Focus têm elevado o nível de pessimismo quanto ao desempenho do IPCA para este ano;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus divulgado hoje elevou a projeção do índice para 7,98% em 2016, ante 7,72% observada na semana anterior e 6,48% há trinta dias, enquanto o Focus de 13.2.15 mantém estável a expectativa em 5,50%, nas últimas vinte e oito semanas para aquele ano. Já para 2017, o último boletim Focus divulgado hoje mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50%, de 5,30% há um mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado de 12.2.16 eleva a expectativa da taxa de câmbio, final de 2016, para R$/U$4,38, de R$/U$4,35 divulgada no boletim anterior, e R$/U$4,25 apresentada há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, o Focus de 13.2.15 eleva o câmbio para R$/U$2,93 em final de 2016, de R$/U$2,90 da semana anterior e R$/U$2,85 observado há trinta dias. Para 2017, o boletim Focus desta semana mantém estável a taxa de câmbio em R$/U$4,40, ante R$/U$4,23 verificada há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 12.2.16 mantém os juros, final deste ano, em 14,25% a.a., ante 15,25% a.a. divulgada há quatro semanas, enquanto o boletim de 13.2.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016, nos últimos sete relatórios Focus. A pesquisa desta semana eleva a projeção dos juros para 12,75% a.a. no final de 2017, de 12,50% a.a. observado na semana anterior e 12,88% a.a. há trinta dias;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 12.2.16 corrige novamente para baixo, -3,33% o declínio do PIB para o final deste ano, frente ao decréscimo de 3,21% do relatório anterior e -2,99% da pesquisa publicada há quatro semanas. O Focus de 13.2.15 mantém estável em +1,50% a projeção de crescimento do PIB para o final de 2016, frente à variação positiva de 1,80% apresentado há quatro semanas. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana reduz o crescimento do PIB para +0,59%, frente ao incremento de 0,60% observado na semana anterior e +1% há um mês. O mercado vem corrigindo semanalmente, para baixo, a expectativa de desempenho do PIB em 2016 e 2017;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje corrigiu o declínio da indústria para -4,20% no final de 2016, ante uma queda de 4% estimada no boletim anterior e -3,47% há um mês, enquanto a pesquisa de 13.2.15 reduziu o crescimento para 2,45% naquele ano, de +2,50% verificado na semana anterior e +2,65% há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 12.2.16 mantém estável o crescimento da atividade industrial em +1,50%, de +1,80% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 12.2.16 reduz a estimativa do superávit comercial para U$36,10 bilhões para o final deste ano, de U$36,35 bi divulgados na semana anterior e U$35,50 bi há trinta dias. A pesquisa de 13.2.15 mantém a projeção do superávit comercial em U$12 bilhões para 2016, de U$13 bi observados há trinta dias. Para 2017, o Focus desta semana mantém em U$39,30 bilhões a projeção do superávit comercial, de U$39,80 bi verificados no Focus publicado há um mês;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 12.2.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para o final de 2016, mesmo valor divulgado nas últimas nove semanas, enquanto o relatório de 13.2.15 eleva para U$60 bilhões a projeção para aquele ano, de U$59,50 bi observados no Focus da semana anterior e U$60 bi há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém estável a estimativa do IDP em U$60 bi, pela décima oitava semana consecutiva.

O mercado tem corrigido semanalmente para baixo o desempenho da atividade econômica para 2016, e elevado a projeção de crescimento dos preços de bens e serviços, tendo em vista a instabilidade do cenário político-econômico atual.

Portanto, o desempenho negativo de vários setores da economia e a falta de empenho do governo em reduzir suas despesas, tem gerado mais pessimismo entre os agentes econômicos quanto a recuperação dos fundamentos macroeconômicos nos próximos dezoito meses.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

AUMENTA O PESSIMISMO DO MERCADO
Régis Varão/¹

As estimativas do Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB), divulgadas nesta semana, corrigem grande parte das projeções das principais variáveis macroeconômicas para 2016 e 2017. A pesquisa Focus contempla cerca de 100 instituições, financeiras e consultorias nacionais, no total de 15 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 5.2.16 corrigiu para 7,56% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,26% observado na semana anterior e 6,93% há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 6.2.15 mantém a projeção do índice em 5,60%, de 5,70% há quatro semanas. Para 2017, o boletim Focus desta semana eleva a expectativa para 6%, ante 5,80% apresentado na semana anterior e 5,20% há um mês. As expectativas do IPCA para 2016, dos últimos Focus, mostram rápido crescimento do pessimismo do mercado quanto ao comportamento do índice;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus de 5.2.16 elevou a projeção do índice para 7,72% em 2016, ante 7% observada na semana anterior e 6,18% há trinta dias, enquanto o Focus de 6.2.15 mantém estável a expectativa em 5,50%, nas últimas vinte e sete semanas para aquele ano. Para 2017, o último boletim Focus mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50%, de 5,30% há um mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado divulgado no início da semana mantém a expectativa da taxa de câmbio, final de período, em R$/U$4,35 em 2016, de R$/U$4,25 divulgado há quatro semanas. Já o Focus de 6.2.15 mantém estável o câmbio em R$/U$2,90 para 2016, de R$/U$2,83 divulgado há trinta dias. Para 2017, o boletim desta semana mantém inalterado o câmbio em R$/U$4,40, ante R$/U$4,23 observados há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 5.2.16 mantém os juros, final de período, em 14,25% a.a. em 2016, ante 15,25% a.a. divulgados há quatro semanas, enquanto o boletim de 6.2.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016, nos últimos seis boletins. O Focus desta semana reduz a expectativa dos juros para 12,50% a.a. em 2017, de 12,75% a.a. observado em semanas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 5.2.16 corrige para -3,21% o declínio do PIB para 2016, frente ao decréscimo de 3,01% do relatório anterior e -2,99% da pesquisa publicada há trinta dias. A pesquisa de 6.2.15 mantém em +1,50% a projeção de crescimento do PIB para 2016, frente à variação positiva de 1,80% apresentado há quatro semanas. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana reduz o crescimento do PIB para +0,60%, frente ao incremento de 0,70% observado na semana anterior e +0,86% há um mês. A cada nova pesquisa Focus, o mercado eleva o pessimismo com relação ao comportamento da atividade econômica neste ano e no próximo;

(f) Produção Industrial (Em %): o boletim Focus desta semana corrigiu o declínio da indústria para -4% em 2016, ante uma queda de 3,80% estimada no Focus anterior e -3,45% há um mês, enquanto a pesquisa de 6.2.15 mantém o crescimento em 2,50% naquele ano, de +2,65% verificado há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 5.2.16 mantém estável o crescimento da atividade industrial em +1,50%, de +1,98% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 5.2.16 reduz a estimativa do superávit comercial para U$36,35 bilhões para 2016, de U$37,90 bi divulgados na semana anterior e U$35 bi há trinta dias. A pesquisa de 6.2.15 eleva a projeção do superávit comercial para U$12 bilhões em 2016, de U$10,51 bi observados há sete dias e U$10 apontado há trinta dias. Para 2017, o Focus desta semana reduz para U$39,30 bilhões a projeção do superávit comercial, de U$40 bi verificados no Focus anterior e U$35 bi observados há um mês;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 5.2.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para 2016, mesmo valor divulgado nas últimas oito semanas, enquanto o relatório de 6.2.15 reduz para U$59,50 bilhões a projeção para aquele ano, de U$60 bi observados nos Focus divulgados nos últimos meses. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém estável a estimativa do IDP em U$60 bi, pela décima sétima semana consecutiva.

Portanto, a perda do poder aquisitivo e consequente aumento do endividamento das famílias, a elevação da inadimplência, o desemprego crescente, a atividade econômica em queda, os juros elevados, a inflação crescente e câmbio pressionado são fatores que contribuem para eleva o pessimismo do setor produtivo e da população em geral. A falta de criatividade do governo tem contribuído para elevar o nível de incerteza quanto à recuperação da economia brasileira neste ano e no próximo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

CONSUMIDOR MENOS PESSIMISTA EM JANEIRO
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) reflete o sentimento dos consumidores brasileiros com relação à situação atual e às expectativas econômicas pessoais e do País. O indicador é divulgado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e quanto maior o seu valor mais otimista é a avaliação dos consumidores.

O INEC atingiu 98,6 pontos em janeiro deste ano, aumento de 2,4% ante o mês anterior, o que revela pequena melhora do pessimismo do consumidor naquele mês. Na comparação anual, o índice apresentou variação negativa de 5,4% em jan/16 frente à jan/15. Por outro lado, embora tenha havido elevação no primeiro mês do ano, o resultado do índice permanece indicando pessimismo dos consumidores, pois se mantém 10% abaixo de sua média histórica de 109,5 pontos.

Os componentes do INEC mostram incremento na comparação mensal, exceto à expectativa de compras de bens de maior valor, que apresentou declínio. Embora registre a mais significativa variação positiva na análise mensal, a mais importante desde ago/14, o índice não indica uma tendência de redução do pessimismo dos consumidores. Desde abr/15, o índice encontra-se aparentemente estável, ficando entre 96 e 100 pontos, logo, abaixo da média histórica. A continuidade do pessimismo do consumidor brasileiro indica possibilidades de manutenção de baixa demanda nos meses futuros, o que pode ser observado em pesquisas mensais de outras instituições.

Os componentes do INEC apresentaram o seguinte comportamento:

(a) Expectativa de desemprego: atingiu 103,7 pontos em jan/16, subindo 5,2% frente à dez/15 quando chegou a 98,6 pontos, e registrou decréscimo de 0,2% na comparação com jan/15;

(b) Endividamento: o índice registrou 97 pontos em jan/16, ante 92,7 pontos no mês anterior, alta de 4,6%, e apresentou redução de 4,3% quando comparado ao mês de jan/15;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: apresentou variação positiva de 4,6% em jan/16 quando atingiu 90,7 pontos, ante dez/15 (86,7 pontos), e registrou queda de 13,7% ante jan/15 (105,1 pontos);

(d) Expectativa de Inflação: o índice chegou a 95,9 pontos no primeiro mês deste ano, elevação de 2,5% ante dez/15, e subiu 10,7% quando comparado a jan/15 (86,6 pontos). Entre os componentes do IPCA foi o único a registar variação positiva na comparação anual;

(e) Situação financeira: o índice atingiu 85,5 pontos em jan/16, apresentando elevação de 2,4% frente ao mês anterior, enquanto registrou o maior declínio entre os componentes do IPCA ao registrar -18,6% na comparação anual. Uma queda significativa nas expectativas do consumidor, o que pode ser reflexo da atual crise econômica;

(f) Compras de Bens de Maior Valor: o indicador registrou 113,5 pontos em janeiro deste ano, com declínio de 1,1% frente à dez/15, e apresentou decréscimo de 0,3% com relação a jan/15 ao atingir 113,8 pontos. Entre os componentes do INEC foi o único indicador a registrar declínio na comparação mensal.

Portanto, embora o INEC tenha apresentado crescimento no período dez/15-jan/16, o indicador Compras de Bens de Maior Valor foi o único a registrar decréscimo. Na comparação anual, o INEC registrou queda de 5,4%, tendo Expectativas de Inflação como o único a registrar elevação (+10,7) nessa base de comparação.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e educação corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

AUMENTA A DESCRENÇA NA RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA
Régis Varão/¹

As estimativas do Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB), divulgadas nesta semana, corrigem praticamente todas as projeções das principais variáveis macroeconômicas para 2016, exceto Investimentos Diretos no País-IDP que permanecem estáveis, enquanto para 2017 a metade dos indicadores apesentou alteração. A pesquisa Focus abrange cerca de 100 instituições - financeiras e consultorias nacionais - totalizando 15 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 29.1.16 corrigiu para 7,26% a estimativa do IPCA para 2016, ante 7,23% observado na semana anterior e 6,87% há quatro semanas. Ainda com relação a 2016, a pesquisa de 30.1.15 mantém a projeção do índice em 5,60%, de 5,70% há quatro semanas. Para 2017, o boletim Focus desta semana eleva a expectativa para 5,80%, ante 5,65% apresentado na semana anterior e 5,20% há um mês. As expectativas do IPCA para 2016, dos últimos Focus, mostram rápida elevação do pessimismo quanto ao comportamento do IPCA;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim Focus de 29.1.16 elevou a projeção do índice para 7% em 2016, ante 6,96% observada na semana anterior e 6,14% há trinta dias, enquanto o Focus de 30.1.15 mantém estável a expectativa em 5,50%, nas últimas vinte e seis semanas para aquele ano. Para 2017, o último boletim Focus mantém inalterada a expectativa do IGP-DI em 5,50%, de 5,30% há um mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Relatório de Mercado divulgado no início da semana corrige a expectativa da taxa de câmbio, final de período, para R$/U$4,35 em 2016, de R$/U$4,30 divulgado na semana anterior e R$/U$4,21 há quatro semanas. Já o Focus de 30.1.15 mantém estável o câmbio em R$/U$2,90 para 2016, de R$/U$2,80 divulgado há trinta dias. Para 2017, o boletim desta semana mantém inalterado o câmbio em R$/U$4,40, ante R$/U$4,20 observado há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 29.1.16 reduziu os juros, final de período, para 14,25% a.a. em 2016, ante 14,64% a.a. divulgado há sete dias e 15,25% a.a. há quatro semanas, enquanto o boletim de 30.1.15 mantém a projeção dos juros em 11,50% a.a. para 2016. O Focus desta semana mantém estável a expectativa dos juros em 12,75% a.a. em 2017, de 12,50% a.a. observado na pesquisa divulgada há um mês;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 29.1.16 corrige para -3,01% o declínio do PIB para 2016, frente ao decréscimo de 3% do relatório anterior e -2,95% da pesquisa divulgada há trinta dias. A pesquisa de 30.1.15 reduz para +1,50% a projeção de crescimento do PIB para 2016, frente à variação positiva de 1,54% apresentado há sete dias e +1,80% há quatro semanas. Com relação a 2017, a pesquisa desta semana reduz o crescimento do PIB para +0,70%, frente ao incremento de 0,80% observado na semana anterior e +1% há um mês. O pessimismo do mercado com o comportamento da atividade econômica em 2016 e 2017 tem sido observado nas expectativas dos boletins Focus;

(f) Produção Industrial (Em %): o boletim Focus desta semana corrigiu o declínio da indústria para -3,80% em 2016, ante uma queda de 3,57% estimada no Focus anterior e -3,50% há um mês, enquanto a pesquisa de 30.1.15 mantém o crescimento em 2,50% naquele ano, de +2,68% verificado há quatro semanas. Para 2017, a pesquisa de 29.1.16 mantém estável o crescimento da atividade industrial em +1,50%, de +2% divulgado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 29.1.16 eleva a estimativa do superávit comercial para U$37,90 bilhões para 2016, de U$37,45 bi divulgados na semana anterior e U$35 bi há trinta dias. A pesquisa de 30.1.15 eleva a projeção do superávit comercial para U$10,51 bilhões para 2016, de U$10,02 bi observados há sete dias e U$10 há trinta dias. Para 2017, o Focus desta semana mantém inalterado em U$40 bilhões a projeção do superávit comercial, de U$35 bi verificados há um mês;

(h) Investimentos Diretos no País-IDP (U$ Bilhões): a pesquisa de 29.1.16 mantém a estimativa de crescimento do IDP em U$55 bilhões para 2016, mesmo valor divulgado nas últimas sete semanas, enquanto o relatório de 30.1.15 mantém em U$60 bilhões a projeção para aquele ano, pela vigésima semana consecutiva. Para 2017, a pesquisa divulgada nesta semana mantém estável a estimativa do IDP em U$60 bi, pela décima sexta semana consecutiva.

Portanto, a gradual perda do poder aquisitivo da população, o crescimento do endividamento das famílias, o aumento da inadimplência, o desemprego elevado, a atividade econômica em declínio, os juros elevados, a inflação em alta e câmbio pressionado são fatores que desestimulam os negócios em geral. Falta de criatividade do governo em buscar uma solução de curto prazo sem elevar a carga tributária têm contribuído para elevar o pessimismo do mercado e deixar dúvidas na capacidade de recuperação da economia brasileira nos próximos quinze meses.


¹/ Consultor de Finanças Pessoais, Educador Financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

PEQUENOS GRANDES NÚMEROS
Régis Varão/¹

No final dos anos noventa, o consultor norte-americano de finanças pessoais David Bach desenvolveu a teoria denominada Fator Café, que foi publicada no livro O Milionário Automático, um best seller internacional. A teoria mostra basicamente que a chave para o progresso financeiro pessoal é ficar atento aos pequenos valores gastos diariamente.

A maioria das pessoas acredita que o segredo da prosperidade consiste unicamente em buscar novas fontes de receita, procurar alternativas de emprego com salários mais elevados, mudar de empregador, aumentar a renda, trocar de cidade, de profissão etc, como se essas alternativas resolvessem os problemas da gestão financeira individual. Aproveito para registrar a citação atribuída ao físico Albert Einstein a respeito de hábitos: “a definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes.”

Einstein estava correto, se não houver alteração nos hábitos de consumo e na postura do indivíduo/família frente ao dinheiro, com certeza os problemas da má gestão financeira continuarão, e serão agravados, pois os juros bancários no Brasil são elevadíssimos e não perdoam devedores.

As pessoas que mudam de trabalho, de cidade e até de país, continuam praticando os mesmos erros, pois não entendem o que disse Einstein. Grande parte dos brasileiros desconhece os rudimentos de finanças pessoais, planejamento financeiro e o impacto multiplicador dos juros compostos nas dívidas. Dados do Banco Central de dez/15 afirmam que os juros médios cobrados no crédito rotativo/cartão de crédito e cheque especial atingiram 431,4% a.a. e 287% a.a., respectivamente.

Existem comportamentos que marcam o modo de agir das pessoas que não conhecem finanças pessoais, basta perguntarmos a uma pessoa que teve aumento de renda no ano anterior se a sua reserva financeira apresentou variação positiva após o aumento de receita. Com certeza a resposta é não para os que não praticam educação financeira. Na maioria das vezes quanto mais ganhamos mais gastamos, e o aumento de despesas costuma ser proporcionalmente superior ao aumento da receita.

Muitas vezes as pessoas têm aumento de renda e a gastam antes de recebê-la, e para piorar existem profissionais bem pagos criando campanhas publicitárias de estímulo ao consumo. Nos feriados, dia das crianças, das mães, dos namorados, semana santa, natal e outros, a publicidade trabalha para induzir o cidadão a consumir cada vez mais, pois são desenvolvidas campanhas sofisticadas que contribuem para tirar recursos que deveriam quitar dívidas ou formar reserva financeira. Muita gente cai nessas armadilhas ao entrarem nos shoppings com nova decoração. Por falta de planejamento financeiro, o endividamento familiar tem aumentado nos últimos anos.

Retornando ao Fator Café, Bach afirma que “As chamadas ninharias em que desperdiçamos dinheiro diariamente podem com rapidez atingir um volume capaz de modificar a nossa vida e custar-nos a liberdade.” Há um pouco de exagero na afirmação, mas não devemos desconsiderá-la, pois muitos consumidores não pensam nos gastos do dia a dia, e se preocupam apenas com valores mais elevados, prestação da casa própria, financiamento do carro, aluguel, condomínio, salário da empregada doméstica, previdência privada, colégio das crianças entre outros, sem considerar que as pequenas despesas também reduzem o que sobra. Muitos esquecem os pequenos valores, e não param para pensar que poderiam acumular boa poupança se controlassem melhor essas despesas.

Todos têm despesas aparentemente insignificantes, seja por hábito ou vício. Exemplos:

1. Um café expresso após o almoço custa R$5,00 em média: (a) no final do mês totaliza R$150,00; (b) em 12 meses soma R$1.800,00 (R$150,00 x 12); (c) esse valor corrigido com juros de 0,8% a.m. totaliza em 12 meses R$1.980,61; (d) em 5 anos sobe para R$2.903,38; (e) em 10 anos chega a R$4.683,13; (f) em 20 anos está em R$12.184,29; e (g) em 30 anos atinge  a elevada quantia de R$31.700,35;

2. Ida à manicure no salão de beleza custa entre R$ 30,00 e R$60,00 por semana, pé e mão, sem considerar o deslocamento e em alguns casos o valor do estacionamento: (a) vamos trabalhar com o gasto de R$40,00 por semana, no final do mês soma R$ 160,00; (b) em um ano R$1.920,00; (c) corrigindo esse valor atinge R$2.112,65 em 12 meses; (d) em 5 anos chega a R$3.096,94; (e) em 10 anos R$4.995,34; (f) em 20 anos R$12.996,58; e (g) em 30 anos totaliza R$33.813,71;

3. Um fumante que consome um maço de cigarro por dia ao preço de R$ 7,00: (a) no mês ele gasta R$ 210,00; (b) em um ano R$2.520,00; (c) com correção de 0,8% a.m., em 12 meses fica em R$2.772,85; (d) em 5 anos temos R$4.064,74; (e) em 10 anos totaliza R$6.556,38; (f) em 20 anos atinge R$17.058,01; e (g) em 30 anos sobe para R$44.380,49;

4. Um lanche, café com leite grande (R$3,50) e um misto quente (R$5,00) pela manhã custa R$8,50 em uma padaria popular, abaixo dos preços praticados em localidades mais caras: (a) trabalhando com R$8,50, no mês totaliza R$255,00 (R$8,50 x 30); (b) no ano atinge R$3.060,00; (c) corrigindo esse valor chega a R$3.367,04 em 12 meses; (d) em 5 anos fica em R$4.935,75; (e) em 10 anos alcança R$7.961,32; (f) em 20 anos sobe para R$20.713,29; e (g) em 30 anos atinge R$53.890,60;

5. O lazer é importante, assim, um filme em Brasília-Pier 21 nos feriados e entre 5ª e domingo sai por R$27,00 a matinê e R$30,00 à noite. Vamos trabalhar com um ingresso de R$27,00, sem desconto: (a) no mês fica em R$ 108,00; (b) no ano totaliza R$1.296,00; (c) com correção de 0,8% a.m. atinge R$1.426,04 em 12 meses; (d) em 5 anos alcança R$2.090,44; (e) em 10 anos soma R$3.371,85; (f) em 20 anos chega a R$8.772,69; e (g) em 30 anos sobe para R$22.824,25.

O café expresso, a manicure, o cigarro, o lanche e cinema, quando somados atingem R$883,00 em um mês, e sobe para R$10.596,00 em doze meses. Corrigido a 0,8% a.m., em 10 anos chega a R$27.568,03, em 20 anos alcança R$71.724,85, e finalmente em 30 anos atinge a quantia de R$186.609,40. Se cortar pela metade essas despesas, a qualidade de vida ficaria inalterada, ganharia mais saúde e ainda teria uma significativa reserva financeira de R$93.304,70 para uma boa aposentadoria. Até mesmo uma aplicação medíocre como a poupança, que paga juros abaixo da inflação, renderia uma quantia satisfatória, aliás, qualquer quantia é melhor que nenhuma.

É o poder dos pequenos números se manifestando. Por esse motivo denomino o Fator Café de Pequenos Grandes Valores, que são irrisórios quando isolados, mas somados a outros pequenos valores se transformam em grandes números, é o efeito dos juros compostos fazendo a diferença.

Cada indivíduo desenvolve o seu Fator Café, que pode ser simples ou caro. O hábito de tomar um ou mais expressos por dia, o cigarro, o cinema seguido do jantar, a manicure aos sábados, o café da manhã fora de casa, o lanche da tarde, as saídas com os amigos, os presentes dados sem motivo, as revistas, dois ou mais pontos de TV a cabo, as gorjetas, o estacionamento, as constantes refeições fora de casa são hábitos que ao longo dos anos endividam as pessoas.

Segundo Mauro Calil, “A partir do momento em que compromete a renda ao ponto de precisar cancelar um pacote de TV por assinatura, ou fazer empréstimo para quitar dívidas, o cidadão deve se reeducar”. Logo, reduzir gastos sem alterar a qualidade de vida é a maneira adequada para se atingir a prosperidade e se preparar para uma aposentadoria tranquila.

Para evitar problemas financeiros, estabeleça metas de gastos no dia a dia para evitar surpresas desagradáveis no fim do mês. Se a pessoa gosta de um expresso após o almoço, tudo bem, mas evite um segundo à tarde ou após o jantar. O fumante ao reduzir o consumo de cigarros melhora a saúde e o bolso. O lanche próximo ao trabalho deve ser feito em casa. Alugar filmes custa menos que ir ao cinema, pois tem o combustível, a pipoca, o sorvete e até um jantar. As mulheres podem economizar indo uma vez por mês ao salão ou resolver fazer como uma grande amiga que faz as unhas em casa, e está feliz. Ao reduzir as noitadas com os amigos, além de economizar evita problemas com o Detran.

Assim, existem gastos pequenos diários que não damos importância, mas no final do mês se transformam em grandes valores. Muitas vezes o desperdício pode estar nos detalhes, é o banho demorado, a torneira aberta ao escovar os dentes, luzes acesas em ambientes sem ninguém, sobras do almoço que não aproveitadas no dia seguinte, isso tudo leva a grandes desperdícios financeiros. Um chuveiro aberto durante 5 minutos consome entre 40 e 50 litros de água, enquanto uma torneira em igual período gasta entre 15 e 20 litros, sem contar a despesa de energia elétrica no primeiro caso.

Embora controles pareçam chatos, tomar cuidado com os pequenos valores podem fazer grande diferença ao longo dos anos. Não vamos perder qualidade de vida ou deixar de fazer o que gostamos, nem virar Tio Patinhas, apenas devemos prestar atenção às pequenas despesas que parecem inofensivas vistas isoladamente, mas se tornam perigosas na contabilidade mensal.

Portanto, além de tentar reduzir os gastos com o café expresso, o cigarro, o lanche e outros, preste atenção às dicas: ao escovar os dentes feche a torneira, ao ensaboar-se ou usar shampoo feche o chuveiro, verifique periodicamente se existem vazamentos em sua residência, evite interurbano com celular, estabeleça dia específico para lavar e passar roupa, não abra a geladeira muitas vezes, e tudo isso contribui para economizar dinheiro. Hábitos saudáveis são importantes para o meio ambiente e para o bolso.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.