segunda-feira, 29 de outubro de 2018

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMILÍAS CAI EM OUTUBRO
Régis Varão/¹

A Intenção de Consumo das Famílias-ICF apresenta variação negativa de 0,3% em out/18, ante o mês anterior, e sobe 11,3% na comparação anual. A trajetória do indicador no período ago-set/18, não se confirmou, e a intenção de consumo das famílias apresenta declínio em out/18, segundo o relatório da CNC de out/18.

A pesquisa revela que, dos sete componentes do ICF, quatro apresentaram declínios em out/18, com destaque para Momento para Duráveis (-3,3%) e Perspectiva de Consumo (-1,2%). O subíndice Renda Atual registrou a maior variação positiva (1%), enquanto o Nível de Consumo Atual (+0,3%) e Emprego Atual (+0,1%) apresentaram crescimento moderado.

Análise dos componentes:

1. Emprego Atual:

O pressentimento quanto a segurança no emprego manteve-se praticamente estável em out/18  (+0,1%) frente a set/18, enquanto na comparação anual, o subíndice apresentou elevação de 5,6%. Dos sete componentes: emprego atual, perspectiva profissional e renda atual são os únicos acima da zona de 100 pontos. Em out/18, o Emprego Atual, com 113,4 pontos, ficou praticamente no mesmo patamar de mar/18 quando atingiu 113,5 pontos. O fraco desempenho da atividade econômica pode explicar parte do desempenho do emprego atual  nesses últimos meses.

2. Nível de Consumo Atual:

Esse subíndice registrou variação positiva de 0,3% em out/18 (67,8 pontos), indicando que as famílias perceberam melhora no padrão de compras em relação ao mês anterior. Na comparação anual, esse componente apresentou incremento de 24,4% em out/18, tendo registrado a maior variação positiva anual entre os subíndices do ICF.

3. Acesso ao Crédito (Compra a Prazo):

O subíndice Compra a Prazo apresentou decréscimo de 0,3% em out/18 (79,1 pontos), ante o mês anterior, porém com menor intensidade, e subiu 10,3% quando comparado a out/17. Apesar da volatilidade, o subíndice apresentou incremento de 3,7% no período jan-out/18. Cabe observar que, embora a taxa de juros Selic esteja em patamar historicamente baixo, os juros para o tomador de crédito continuam elevadíssimo, o que determina mais cautela no endividamento, que também está muito elevado, inviabilizando a elevação do consumo.

4. Momento para Duráveis:

O decréscimo de 3,3% em out/18 (58,3 pontos), ante o mês anterior, desse componente indica prudência das famílias com relação à aquisição de produtos duráveis, podendo ter contribuído para isso o atual nível de endividamento das famílias. Já com relação a out/17 (46,1 pontos) as famílias apresentaram maiores intenções na aquisição de duráveis e registraram crescimento de 8,5%. Em out/17, cerca de 23,2% das famílias consideravam o momento favorável, enquanto 69,9% revelaram que o momento era ruim.

5. Renda Atual:

O crescimento de 1% em out/18 do subíndice renda atual e de 12,6%, respectivamente ante set/18 e set/17, pode ter sido influenciada pelo impacto da liberação dos recursos do PIS/Pasep. Por outro lado, é possível que a renda tenha crescido em decorrência de ganhos adicionais resultantes de trabalho extra, como meio para incrementar a remuneração mensal. Nessa conjuntura atual, a percepção de que a renda melhorou foi registrada por 31,6% das famílias, enquanto piorou para 28,8%. O entendimento a respeito da capacidade de compra em out/17 era menos otimista. Naquele mês, aproximadamente 27,3% delas admitiam que a renda tinha apresentado elevação, enquanto para a maioria ela havia decrescido 36%.

6. Perspectiva de Consumo:

O subíndice Perspectiva de Consumo registrou decréscimo de 1,2% em out/18 (84,1 pontos) e apresentou elevação de 15% na comparação anual, o que pode refletir um pressentimento das famílias a respeito da melhora da situação frente a igual período de 2017. As perspectivas de consumo são mais elevadas para 27,1%, ao passo que  em out/17 eram maiores para 24,3%.

7. Perspectiva Profissional:

Esse subíndice apresentou declínio de 0,1% em out/18 (100,9 pontos), ante o mês anterior, e cresceu 8,3% com relação a out/17. O comportamento desse indicador pode estar relacionado ao desempenho da economia, na medida em que sugere estabilidade de melhoria profissional para os próximos seis meses. No entanto, o componente mostrou-se positivo para 44,8% das famílias, enquanto em out/17, 41,3% consideravam as perspectivas melhores.

Portanto, ao longo deste ano, as famílias têm se mostrado cautelosas com relação às intenções de consumo, o que pode estar sendo afetado pela lenta recuperação da atividade econômica, em especial pela moderada recuperação do nível de emprego, os juros ainda elevados para o  tomador final de crédito, o elevado nível de endividamento das famílias e a alta do preço do dólar entre outros fatores.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR AUMENTA EM SET/18
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), da CNI, atinge 105,9 pontos em set/18, após apresentar alta de 1,1% frente a agosto deste ano. Apesar de registrar incremento modesto, é o terceiro mês consecutivo de alta e acumula elevação de 7,7% no último trimestre. O indicador é o maior desde dez/14 (109,2 pontos), no entanto, ainda se mantém abaixo da média histórica de 107,7 pontos, indicando que os consumidores estão menos confiantes que o habitual.

Com relação aos componentes do INEC, na comparação mensal, destaca-se a alta dos indicadores de expectativas de inflação e desemprego, indicando perspectivas mais otimistas. Sobe o indicador de endividamento, e o índice de situação financeira recua, refletindo uma piora da situação financeira do consumidor. Os indicadores de expectativas de renda própria e de compras de bens de maior valor apresentaram declínio em relação a ago/18.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o indicador apresenta incremento de 7,7% em set/18 (117 pontos), ante o mês anterior, e sobe 15,8%% na comparação anual, quando chegou a 101 pontos. Em ambas as bases de comparação houve declínio do pessimismo com relação ao comportamento dos preços para os próximos meses. A expectativa de inflação apresenta o segundo maior incremento na comparação anual entre os componentes do índice, e registra o maior valor da série histórica para um mês de setembro;

(b) Expectativa de desemprego: o indicador registra crescimento de 4,3% em setembro deste ano (122,9 pontos), ante o mês anterior, e sobe 16,3% frente a set/17, que ficou em 105,7 pontos. O índice de set/18 apresenta declínio do pessimismo quanto às expectativas de desemprego para os próximos meses, isto é, maior o percentual de respondentes esperando declínio do desemprego. O indicador apresentou o melhor desempenho na comparação anual entre os componentes do índice;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: esse componente registra variação negativa de 0,6% em set/18 (97,7 pontos) ante o mês anterior, e elevação de 10% na comparação com set/17 (88,8 pontos). Entre os indicadores ligados às expectativas foi o que apresentou a terceira maior elevação anual, enquanto na comparação mensal foi o que registrou o maior declínio. O crescimento do índice de expectativas de renda pessoal em set/18, indica que mais consumidores esperam elevação de seus rendimentos pessoais nos próximos meses;

(d) Expectativa de Compras de Bens de Maior Valor: o único dos componentes do INEC a registrar variação negativa nas duas bases de comparação: mensal (-0,4%) e anual (-1,2%). O índice atinge 110,8 pontos em set/18, e registra o menor valor desde jun/18 (112,3 pontos). O desempenho do índice em ambas as bases de comparação indica elevação do pessimismo quanto às compras de bens de maior valor para os próximos meses;

(e) Endividamento: o índice apresenta variação positiva de 1,6% em set/18 (101,2 pontos) na comparação mensal, e cresce 8,2% ante set/17 (93,5 pontos). O desempenho positivo do índice nos últimos três meses, que registra o maior valor desde fev/15 (97,5 pontos), indica que maior quantidade de consumidores espera uma redução no nível de endividamento;

(f) Situação financeira: esse componente apresenta decréscimo de 3,1 em set/18 quando chega a 92 pontos, ante o mês anterior, e sobe 5,1% frente a set/17 (87,5 pontos). O declínio observado no período ago-set/18 indica declínio da esperança de uma situação financeira melhor, enquanto na comparação anual, o desempenho positivo indica que os consumidores esperam uma melhor situação financeira.

Portanto, o crescimento da confiança do consumidor em set/18deve-se basicamente ao desempenho das expectativas do desemprego, inflação, renda pessoal, endividamento e situação financeira. O mau desempenho das compras de bens de maior valor, nas duas bases de comparação, não foi suficiente para ofuscar a elevação da confiança do consumidor em setembro.


¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ENDIVIDAMENTO PREJUDICA O SUCESSO FINANCEIRO
Régis Varão/¹

O cenário atual de lenta recuperação econômica, com desemprego ainda elevado, devido em grande parte à crise econômica e política por que tem passado o País nos últimos meses, não tem prazo para encerrar, até porque estamos há poucas semanas de uma eleição presidencial. O pouco conhecimento em educação financeira aliado a maus hábitos de consumo e ao descaso no trato das finanças pessoais tem contribuído para manter o endividamento e a inadimplência das famílias nos atuais patamares, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC, de set/18, da CNC.

O endividamento com cartão de crédito, carnês de loja, financiamento de carro, financiamento de casa, crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado, outras dívidas e cheque pré-datado entre outros, atingiu 60,7% em set/18, mantendo-se estável com relação ao mês anterior. Embora tenha apresentado pequena redução na comparação anual (-1 p.p.), ainda continua em patamar elevado. Apenas com cartão de crédito o endividamento atingiu 76,7% em set/18. As famílias com renda até 10 salários mínimos (SM) esse percentual chegou a 77,8% e na faixa de renda acima de 10 SM ficou em 72,3%, segundo a PEIC.

Essa pesquisa indica que o percentual de famílias com dívidas em atraso também ficou estável em 23,8% entre agosto e set/18, embora tenha decrescido 2,7 p.p. frente a set/17. O percentual de famílias sem condições de pagar suas dívidas e permanecem inadimplentes, passou de 9,8% em ago/18 para 9,9% no mês seguinte, embora tenha apresentado declínio de 1 p.p. na comparação anual.

Um estudo da FecomércioSP afirma que a cidade mais populosa do País, São Paulo, apresentou elevação na proporção de famílias endividadas pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 54,5% em set/18. Na comparação anual, a taxa ficou tecnicamente estável com 2,13 milhões de famílias que possuem algum tipo de dívida na capital paulista. “A taxa de inadimplência também teve sua terceira alta consecutiva, marcando 20,6% em setembro, a maior desde maio de 2012”. Segundo o estudo, quase 804 mil famílias paulistanas não conseguiram quitar suas dívidas até a data do vencimento.

Em outras regiões a situação não é muito confortável. Belo Horizonte é a capital com o maior valor médio de dívida mensal por família (R$2.766,00) e Vitória com a maior taxa de inadimplência do País com 49%. Em Curitiba, nove em cada dez famílias possuem algum tipo de dívida, e a proporção de endividados na capital paraense é de 91%, a maior do País, e 4 p.p. acima de igual período de 2016. Porto Alegre por sua vez, é a capital com a segunda maior taxa de famílias que não conseguiram pagar as dívidas no vencimento (46%), segundo a 8ª Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras realizada pela FecomércioSP.

Ainda de acordo com a 8ª Radiografia do Endividamento, Goiânia por sua vez, apresenta a menor taxa de famílias endividadas do País com 38%, ante uma média de 62% do total das capitais. “Brasília, cujo volume de famílias endividadas é o terceiro maior, tem uma taxa de inadimplência de 11%, a segunda menor entre todas as capitais”. João Pessoa é a capital com a menor taxa de inadimplência do Nordeste e também com a menor parcela da renda mensal (11%) comprometida com dívidas. Nesse item, Teresina e Boa Vista dividem a taxa mais alta com 43%. Belém é a capital com menor valor médio de dívida por família (R$623,00).

O endividamento decorre, na maioria das vezes, de atitudes financeiras inadequadas, da indisciplina no trato com o dinheiro, de maus hábitos de consumo, o consumismo exagerado, a falta de conhecimentos básicos de economia, contabilidade, matemática financeira, que juntos contribuem para a má gestão das finanças pessoais e na maioria das vezes levam ao endividamento.

Dados da Serasa Experian indicam que em ago/18 o número de consumidores inadimplentes no Brasil atingiu 61,5, caindo 0,16% em relação a jul/18. “É o segundo recuo consecutivo após o recorde da série, registrado em junho deste ano, que chegou a 61,8 milhões de inadimplentes. Já na comparação com agosto de 2017 (60,4 milhões), o aumento foi de 1,82%”. O total de dívidas em ago/18 chegou a R$ 274 bilhões, uma média de quatro dívidas por CPF, somando R$ 4.453 por pessoa.

Os indicadores de inadimplência por gênero repetiram em ago/18, as mesmas participações registradas pelo levantamento da Serasa nos últimos seis meses. O percentual de mulheres inadimplentes passou de 49,1% em ago/17 para 49,2% em ago/18, enquanto os homens passaram de 50,9% para 50,8%, na mesma base de comparação.

As pesquisas mostram que pessoas com problemas financeiros vão ao médico e hospitais com mais frequência, usam mais atestados médicos, faltam mais ao trabalho, se desentendem mais com os colegas de trabalho, causam mais acidentes de trabalho, discutem com mais frequência com familiares, perdem a concentração, a produtividade do trabalho é afetada, se separam ou divorciam mais que os indivíduos financeiramente estáveis.

Portanto, pessoas que têm educação financeira são menos estressadas, produzem mais e melhor, mantém o foco, não descuidam da saúde física e mental, não compram por impulso, economizam no dia a dia, fazem reserva financeira, não compram a prestação, não desprezam o poder dos pequenos valores e buscam relacionamentos pessoais e profissionais saudáveis.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS FICA ESTÁVEL EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias fica estável em set/18 ante o mês anterior, após duas elevações mensais consecutivas. Com relação a set/17, caiu 1 p.p., enquanto o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso (CDA) também manteve-se estável  na comparação mensal. No período ago-set/18, um acréscimo de 0,1 p.p. foi observado entre as famílias sem condições de pagar suas contas em atraso, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC, da CNC.

O endividamento com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 60,7% em set/18, ficando estável em relação ao percentual de ago/18. Na comparação anual, por outro lado, houve elevação de 1 p.p., quando chegou a 61,7% em set/17. Ver gráficos.

De acordo com Marianne Hanson, economista da CNC, “Após dois meses de alta consecutiva, o percentual de famílias com dívidas apresentou estabilidade em setembro. Em relação a 2017, o indicador permaneceu em patamar inferior, refletindo um ritmo lento de recuperação do consumo e a cautela das famílias na contratação de novos empréstimos e financiamentos”.

O percentual de famílias com CDA também ficou estável em 23,8% em set/18 ante o mês anterior. Houve redução da inadimplência das famílias em relação a set/17, quando chegou a 26,5% do total. O percentual de famílias sem condições de pagar suas CDA, e continuam inadimplentes, subiu de 9,8% em ago/18 para 9,9% em set/18, declinando em relação a set/17 (10,9%).

O endividamento apresentou tendências distintas entre as faixas de renda, até 10 salários mínimos (<10 SM) e >10 SM, na comparação mensal e anual. Na anual, caiu apenas entre as famílias com renda <10 SM. Para essa faixa de renda, o percentual de endividados alcançou 61,7% em set/18, igual valor de ago/18, mas inferior aos 63,2% de set/17. Para as com renda >10 SM, o endividamento passou de 56% em ago/18 para 56,1% em set/18. Em set/17, o endividamento nessa faixa de renda era de 54,1%.

As famílias com CDA apresentaram, na comparação anual, tendência distinta entre os dois grupos de renda. Até 10 SM, o percentual de famílias com CDA caiu de 26,8% em ago/18 para 26,5% em set/18. Em set/17, 29,5% das famílias nessa faixa de renda estavam com as contas em atraso. Na faixa >10 SM, a inadimplência chegou a 11,5% em set/18, ante 10,9% em ago/18 e 12,7% em set/17.

Na comparação anual, as famílias sem condições de pagar suas CDA apresentaram comportamento análogo entre as duas faixas de renda. Acima de 10 SM, o indicador alcançou 4,3% em set/18, ante 4% de ago/18 e 5,3% em set/17. No grupo <10 SM, o percentual de famílias sem condições de quitar seus débitos ficou estável em 11,3% no período ago-set/18, e caiu 0,7 p.p. em relação a set/17.

O percentual de famílias muito endividadas caiu no período ago-set/18, de 13,5% para 13,3%. Na comparação anual, caiu 1,7 p.p. Entre set/17 e set/18, a parcela mais ou menos endividada subiu de 22,6% para 23,8%, e a pouco endividada caiu de 24% para 23,5%.

As famílias com CDA, o tempo médio de atraso foi 65,2 dias em set/18 contra 64,3 dias observados em set/17. O comprometimento médio com dívidas entre as endividadas foi de 7,1 meses, sendo 24,1% com dívidas até três meses; e 32,1%, com dívidas acima de 12 meses. Essas famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas caiu de 29,9% em set/17 para 29,6% em set/18.

O cartão de crédito continua na preferência das famílias endividadas, com 76,7%; seguido por carnês de loja (14,6%); financiamento de carro (10,2%); financiamento de casa (9,5%); crédito pessoal (8,5%); cheque especial (6%); crédito consignado (5,6%); outras dívidas (3,2%); e cheque pré-datado (1,1%). As famílias com renda <10 SM, cartão de crédito tem a preferência de 77,8%, seguido por carnês de loja (15,9%) e financiamento de carro (8,6%). Para as famílias com renda >10 SM, os principais tipos de dívida em set/18 foram: cartão de crédito (72,3%), financiamento de casa (20,5%) e financiamento de carro (18,7%). Ver gráficos.

Portanto, embora o endividamento esteja em patamar elevado, o indicador recuou na comparação anual, devido em parte ao ritmo lento de recuperação do consumo e o cuidado das famílias na contratação de novos empréstimos e financiamentos. Observo que dois outros fatores são positivos, a redução do comprometimento da renda para quitar dívidas e o declínio nos indicadores de inadimplência.


¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

AUMENTA O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS EM AGOSTO
Régis Varão/¹

O endividamento das famílias apresentou crescimento em ago/18 ante o mês anterior, a segunda alta consecutiva mensal. Na comparação com ago/17, no entanto, houve declínio. O percentual com contas ou dívidas em atraso aumentou no período jul-ago/18, decrescendo em relação a ago/17. Já as famílias sem condições de pagar suas contas em atraso subiu na comparação mensal, e caiu na variação anual, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O endividamento das famílias com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 60,7% em ago/18, o que representa incremento em relação ao patamar de jul/18. Houve queda em relação a ago/17, quando o indicador alcançou 61,2% das famílias.

A quantidade de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu em ago/18 na comparação com o mês anterior, passando de 23,7% para 23,8% do total. Houve decréscimo da inadimplência em relação a ago/17, quando chegou a 25,9%. As famílias sem condições de pagar suas contas em atraso e continuavam inadimplentes subiu de 9,4% em jul/18 para 9,8% em ago/18, apresentando queda em relação aos 10,6% de ago/17.

O número de endividadas apresentou comportamento semelhante nas faixas de renda até 10 salários mínimos e acima de 10 salários mínimos (<10 SM e >10 SM), na comparação mensal. Já na comparação anual, houve queda na faixa de renda até 10 SM. Para as que ganham abaixo de 10 SM, o percentual de famílias com dívidas atingiu 61,7% em ago/18, acima dos 60,8% observados em jul/18, mas abaixo dos 62,9% de ago/17. Para aquelas com renda acima de 10 SM, o endividamento subiu de 54,1% em jul/18 para 56,0% no mês seguinte. Em ago/17, o percentual de endividadas nesse grupo de renda chegou a 52,7%.

As famílias com contas em atraso apresentou tendência semelhante nas duas faixas de renda, na comparação mensal e anual. Na faixa <10 SM, o percentual com contas em atraso passou de 26,7% em jul/18 para 26,8% no mês seguinte. Em ago/17, 29% das famílias nessa faixa de renda estavam com contas em atraso. Já no grupo com renda >10 SM, o percentual de inadimplentes alcançou 10,9% em ago/18, ante 10,8% em jul/18 e 12,4% em ago/17.

Analisando por faixa de renda pesquisada, o percentual das famílias sem condições de pagar as contas em atraso, apresentou comportamento semelhante entre os grupos pesquisados, na comparação anual. Na faixa de renda >10 SM, o indicador alcançou 4% em ago/18, ante 3% de jul/18 e 4,7% observado em ago/17. Já no grupo com renda inferior a 10 SM, o percentual sem condições de quitar seus débitos passou de 11,2% em jul/18 para 11,3% no mês seguinte, enquanto em relação a ago/17, houve declínio de 0,6 p.p.

As famílias que se declararam muito endividadas passou de 13,2% em jul/18 para 13,5% em ago/18, enquanto na comparação anual, houve queda de 1,3 p.p. Entre ago/17 e ago/18, a parcela que se declarou mais ou menos endividada subiu de 22,9% para 23,3%, e a pouco endividada cresceu de 23,5% para 23,9%.

Aquelas com dívidas em atraso, o tempo médio foi 64,4 dias em ago/18, ante 64,7 dias observados em ago/17. O tempo médio de comprometimento com dívidas foi 7,1 meses, sendo que 24,5% delas estão comprometidas com dívidas até três meses, e 32%, por mais de um ano. Segundo a CNC, “Ainda entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas diminuiu na comparação anual, passando de 29,8% em agosto de 2017 para 29,6% em agosto de 2018, e 20,5% delas afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas”.

O cartão de crédito continua em primeiro lugar na preferência das famílias endividadas, atingindo 76,8%, seguido por carnês de loja com 14,2%, financiamento de carro (10,4%), financiamento de casa com 9%, crédito pessoal como 8,5%, cheque especial (6%), crédito consignado (5,3%) e cheque pré-datado com 1%. As famílias com renda até 10 SM, o cartão de crédito tem a preferência de 77,9%, seguido de carnês de loja com 15,4% e financiamento de carro (8,5%), como os principais tipos de dívidas apontados. Para as com renda >10 SM, os principais tipos de dívida apontados em ago/18 foram: cartão de crédito (72,8%), financiamento de carro (19,7%) e financiamento de casa (18,7%).

Portanto, embora tenha ocorrido elevação do endividamento no período jul-ago/18, o indicador permaneceu em patamar inferior ao observado no ano anterior, devido em grande parte ao ritmo lento de recuperação do consumo das famílias e a precaução na tomada de novos empréstimos e financiamento, o que é verificado com o declínio da queda da parcela média da renda comprometida, na comparação anual.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS SOBE EM AGOSTO
Régis Varão/¹

A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias-ICF, de ago/18, da CNC, indica elevação de 0,6% no ICF naquele mês, indicando alta na disposição das famílias em consumir após a retração observada em jul/18, quando retraiu 1,8%, e da que verificada em jun/18 (-0,5%). No entanto, o relatório da CNC indica que “Também mostrou que os efeitos da greve dos caminhoneiros foram parcialmente compensados com a elevação mensal”.

Após o avanço do pessimismo em jul/18, quatro componentes do ICF apresentaram incremento em ago/18, com destaque para o nível de consumo atual (+3,4%) e perspectiva de consumo (+1,8%). O comportamento dos indicadores sugere que a preocupação das famílias com a greve dos caminhoneiros vai ficando no passado, tendo em vista que os choques de preços verificados logo após a greve não se manifestaram nas semanas seguintes.

Cabe observar, que as percepções negativas quanto ao emprego atual (-0,4%) e à perspectiva profissional (-0,8%) apontam o maior receio das famílias diante da impossibilidade de a atividade econômica voltar a crescer e de gerar mais empregos de forma mais forte. Com o movimento de crescimento observado em ago/18, a variação positiva anual registra incremento de 10,7% ante ago/17.

Em ago/18 as famílias residentes no Sudeste apresentaram variação positiva de 1,4% (maior variação mensal) e as do Centro-Oeste registraram elevação de 1%, ficando as duas regiões com a maior variação positiva, seguidas da região Sul com +0,8%. As três  revelaram as maiores intenções de consumo considerando a variação mensal. O Sudeste (80,7 pontos) registrou ainda o menor nível de satisfação em ago/18, abaixo dos 100 pontos. Em contrapartida as famílias no Norte foram as únicas que apresentaram declínio (-3,2%). Na comparação anual, as intenções de compra foram mais elevadas no Norte com alta de 16%, seguido pelo Sudeste com +12,1%, graças à impressão de que a conjuntura estaria melhor do que em 2017.

Análise dos componentes do ICF:

1. Emprego Atual:

Com relação ao emprego atual, o fraco desempenho da atividade econômica e os problemas de reação positiva do mercado de trabalho, “a CNC reduziu mais uma vez a projeção das vendas do comércio varejista de 4,8% para 4,5% em 2018, assim como as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) - agora variação de 1,6%, antes 1,8% - e a geração de 500 mil postos de trabalho”, de acordo com relatório da própria CNC. Esse componente apresentou variação negativa de 0,4% em ago/18 (112,4 pontos) ante o mês anterior e subiu 4,9% na comparação anual. Foi o maior valor observado entre os componentes do ICF em agosto deste ano.

2. Nível de Consumo Atual:

O crescimento de +3,4% em ago/18 (66,1 pontos) destacou-se dentre os demais componentes do ICF, certamente impactado pelo arrefecimento do ritmo de remarcação de preços pós-maio. Cabe observar que “as famílias revelaram estar em melhores condições em agosto diante de julho. Na comparação anual, este item da pesquisa revelou aumento de 22,0% contra agosto de 2017”, segundo a CNC. Por outro lado, 51,5% das famílias declararam estar consumindo menos atualmente do que em igual período do ano anterior (59,3%).

3. Acesso ao Crédito (Compra a Prazo):

Ao mesmo tempo que a taxa de juros Selic mantida em 6,5%, menor patamar histórico, potencializa decréscimo do custo do dinheiro, “os juros reais mensais ainda são altos e as famílias encontram-se endividadas, o que pode inviabilizar aumento do consumo por meio do endividamento. As taxas ainda são inibidoras para isso. Por exemplo, o cartão de crédito rotativo ultrapassa 291% ao ano e o cheque especial supera 304% ao ano (dados de julho/18), apesar de que no ano passado estiveram mais altas”, segundo a CNC. Esse componente manteve-se inalterado em ago/18 (78,6 pontos) na comparação mensal e subiu 10,1% ante ago/17.

4. Momento para Duráveis:

O subíndice atingiu 59 pontos em ago/18, registrando declínio de 1,1% na comparação mensal, enquanto na comparação anual registrou a terceira maior elevação com 13,8%, ficando atrás do Nível de Consumo Atual (+22%) e Perspectiva de Consumo (19,9%).  O valor registrado em ago/18 foi o menor entre os componentes do ICF e o mais baixo desde jan/18 (62,2 pontos).

5. Renda Atual:

De acordo com o relatório da CNC, “A alta mensal do subíndice renda atual (+0,3%) deveu-se ao arrefecimento do processo inflacionário desencadeado durante a greve dos caminhoneiros em conjunto com a alta dos combustíveis e fretes”. O nível desse componente em ago/18 (99,3 pontos) é 9,2% maior do que o observado em ago/17. Ainda segundo a CNC, “Para 29,8% das famílias entrevistadas a situação corrente da renda familiar se encontra mais favorável, enquanto 30,6% consideraram que houve corrosão do orçamento médio. Um ano atrás a percepção das famílias quanto à deterioração da renda era maior (36,2%)”.

6. Perspectiva de Consumo:

O ICF também foi puxado pela perspectiva de consumo ao subir 1,8%, em ago/18, depois dos decréscimos verificados em jul/18 (-3,9%) e no mês anterior (-2,5%). O patamar de agosto deste ano remete ao nível do período jan-fev/18, além de criar nova tendência positiva. Esse componente apresentou incremento de 19,9% em ago/18 ante igual período do ano passado, ficando em segundo lugar em crescimento anual.

7. Perspectiva Profissional:

Ainda que neste ano a economia venha crescendo em ritmo lento, as perspectivas profissionais não se apresentaram favoráveis, decrescendo 0,8% em ago/18, ante o mês anterior, o maior declínio mensal entre os componentes do ICF. Na comparação anual, o indicador registrou a menor variação positiva (+4,5%) entre os sete subíndices que compõem o indicador. Esse componente chegou a 100,2 pontos em ago/18, sendo o segundo maior valor registado entre os componentes do ICF em ago/18.

Portanto, fora o emprego atual e perspectiva profissional, os demais componentes apresentaram variações positivas, na comparação mensal, e todos registraram elevação na comparação anual. Excetuando a região Norte (-8,9%), as demais apresentaram crescimento sobressaindo o Centro-Oeste  na comparação mensal e o Nordeste na anual.


¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 8 de setembro de 2018

UTILIZE O CARTÃO DE CRÉDITO COM MODERAÇÃO
Régis Varão/¹

A maioria das pessoas fala a respeito das desvantagens do cartão de crédito, e poucos enaltecem suas vantagens. Ele é prático, moderno, fácil de ser utilizado, antecipa a compra de bens e serviços sem incidência de juros, adquire bens e serviços para pagamento em até 40 dias, ajuda na aquisição de gêneros de primeira necessidade na ausência de outro meio de pagamento, podendo ainda acumular milhas para compra de passagens e outros benefícios.

Embora prático, pode causar surpresas desagradáveis quando utilizado de maneira inadequada, podendo levar ao descontrole financeiro, e ao endividamento. Segundo a Agência Brasil, no período de cinco dias úteis encerrados em 18.7.18, entre os cinco maiores bancos do País (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander), a taxa variou de 168,8% a 297,46% a.a., naquele período.

A taxa de juros do crédito rotativo, que incide quando não se paga a fatura integral no vencimento, é a mais elevada praticada pelo sistema financeiro nacional, sendo motivo de endividamento de parte das famílias. O rotativo do cartão de crédito é a operação em que o cliente financia o saldo devedor remanescente após pagar somente parte da fatura ou o valor mínimo. Ter vários cartões, para alguns, é sinal de status, mas esquecem das caras anuidades. O custo para manter um cartão de crédito é elevado, assim, fique atento ao adquirir um.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor-PEIC de ago/18, da Confederação Nacional do Comércio-CNC, o cartão de crédito foi apontado em primeiro lugar como um dos principais tipos de dívida por 76,8% das famílias brasileiras endividadas. As famílias com renda até 10 salários mínimos (SM) o percentual sobe para 77,9%, enquanto para as famílias com renda acima de 10 SM o percentual de endividamento cai para 72,8%. O percentual é muito elevado considerando os juros que incidem nessa modalidade de crédito.

Para facilitar a vida financeira do portador de cartão de crédito, protegendo-o de notícias desagradáveis, listamos doze dicas para a utilização adequada desse importante meio de pagamento:

01. Programe-se financeiramente antes de realizar uma compra, inclusive de alimentos e remédios;

02. Os gastos realizados precisam estar de acordo com seu orçamento doméstico. O limite de crédito não deve ultrapassar 2 vezes a remuneração líquida mensal;

03. Pague mensalmente a fatura integral, nunca o valor mínimo, pois os juros incidentes no saldo devedor é o mais elevado do mercado, podendo chegar próximo de 300% a.a., segundo a Agência Brasil;

04. Evite ter mais de um cartão de crédito. Observe sempre o vencimento da fatura e obtenha benefício com isso;

05. Se a pessoa é financeiramente educada, pode ter até dois cartões com bandeiras e vencimentos diferentes, o que permite trabalhar melhor os prazos de pagamento;

06. Muitas operadoras de cartão dispensam a anuidade quando solicitadas, portanto, negocie a isenção dela;

07. Concentre-se nos benefícios que o cartão oferece e prefira os que dispõem de boa aceitação no mercado interno e externo, programas de milhagem, seguros de viagem etc;

08. Coloque o vencimento da fatura do cartão entre três e cinco dias após o recebimento de sua remuneração mensal;

09. Observe a melhor data para compra, o que pode dar uma folga de até 40 dias sem juros no pagamento da próxima fatura;

10. Se a fatura vir com uma despesa desconhecida, reclame imediatamente na administradora antes de pagá-la;

11. Verifique a fatura antes do pagamento, caso esteja em débito automático;

12. Não empreste o cartão de crédito para ninguém, nem faça compras para terceiros. Essa atitude evita grandes aborrecimentos.

Como podemos observar, o cartão de crédito é um instrumento prático e útil para os que sabem usá-lo com parcimônia e disciplina, pois facilita a vida do consumidor livrando-o de carregar dinheiro em espécie em viagens etc, além de possibilitar uma folga na hora de pagar a fatura.

Portanto, mantenha as despesas sob controle e em especial as realizadas com cartão de crédito. Planeje suas compras e pague a fatura integral no vencimento. Esse moderno meio de pagamento pode ser um importante e útil instrumento de consumo, um facilitador na vida do consumidor, um importante aliado, que ajuda a resolver imprevistos e a suprir as necessidades momentâneas de crédito. Seja parcimonioso na utilização do cartão de crédito.

¹/ Mentor e Coach Financeiro, especializado em educação financeira, finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas. Educador e planejador financeiro há mais de 25 anos. É palestrante de temas ligados à educação financeira, finanças pessoais, inteligência financeira, saúde financeira e liderança, além de ministrar treinamentos e workshops nessas áreas. É Master Practitioner em PNL. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nas últimas três décadas. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.