segunda-feira, 14 de julho de 2014

EXPECTATIVAS DO MERCADO PARA 2014
Consultor Régis Varão/¹

O resultado das projeções para as principais variáveis macroeconômicas divulgado em 14.7.14 na pesquisa do Boletim Focus do Banco Central do Brasil (BCB), e realizada com cerca de 100 instituições entre bancos e consultorias, mostra um cenário desanimador quando comparadas com as expectativas divulgadas em 12.7.13, conforme descrição abaixo:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no boletim Focus de 12.7.13 a expectativa de crescimento do IPCA para 2014 indica elevação de 5,90%, enquanto no Focus de 11.7.14 o índice sobe para 6,48%, caindo para 6,10% em 2015, registrando elevação de 0,58 p.p. para 2014 em doze meses;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no boletim de 12.7.13, a expectativa de crescimento para 2014 indica 5,50%, e em 11.7.14 cai para 5,04% em 2014 e sobe para 5,50% no ano seguinte;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): no Focus de 12.7.13 a expectativa para a taxa de câmbio, no final de 2014 está em R$/U$2,30, e segundo o boletim de 11.7.14 sobe para R$/U$2,39 para o final de 2014, e R$/U$2,50 para o final do próximo ano;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a expectativa para a Meta da Taxa Selic, em fim de período, segundo o Focus de 12.7.13 para 2014 está em 9,50% a.a., enquanto o boletim de 11.7.14 indica 11% a.a. para o final de 2014, e 12% a.a. para o final de 2015;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): no Focus de 12.7.13 a expectativa de crescimento do PIB para 2014 aponta 2,80%, e no boletim de 11.7.14 a expectativa de crescimento cai para 1,05% em 2014 e atinge 1,50% no ano seguinte;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim Focus de 12.7.13 aponta para superávit de U$6 bilhões em 2014, enquanto o Focus de 11.7.14 aponta para U$ 2,01 bilhões neste ano, e sobe para U$9,40 bilhões em 2015.

Com relação a algumas das variáveis macroeconômicas analisadas semanalmente na pesquisa do boletim Focus, do BCB, nos últimos doze meses houve piora significativa dos indicadores de PIB, taxa de juros, inflação do consumidor, balança comercial, e em menor grau da taxa de câmbio.

Portanto um cenário pouco animador sob alguns aspectos, mas não desesperador, desde que o governo adote medidas para tentar resolver esses problemas, e evite dentro do possível adotar medidas para resolver problemas setoriais.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Acessar www.ravecofinancas.com.

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