quinta-feira, 17 de julho de 2014

PESQUISA MENSAL DE COMÉRCIO - MAI0 DE 2014
Consultor Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz indicadores que permitam acompanhar o desempenho do comércio varejista e seus principais segmentos. A pesquisa trabalha com uma amostra de 5.700 empresas que têm 20 ou mais pessoas ocupadas, e abrange dez grupos de atividades. As séries são ajustadas sazonalmente e consideram o efeito calendário, feriados de carnaval, páscoa e corpus christi além da identificação de outliers.

A PMC abrange dez grupos de atividades, sendo que oito têm receitas geradas basicamente na atividade de varejo, e as duas restantes (Veículos e motocicletas, partes e peças e Material de construção), abrangem atividades do varejo e atacado.

Em maio deste ano, o comércio varejista brasileiro registrou variações de +0,5% ante abr/14, com ajuste sazonal, para o volume de vendas e cresceu 1% para a receita nominal. Quanto à mai/13, os crescimentos foram de 4,8% para as vendas e 11,4% na receita nominal, enquanto no acumulado jan-mai/14 e dos últimos 12 meses, as taxas ficaram em 5,0% e 4,9% para as vendas, e em 11,2% e 11,7% para a receita nominal, respectivamente.

O Comércio Varejista ampliado, que contempla o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou variação negativa em mai/14 para o volume de vendas (-0,3%) e crescimento para a receita nominal (+0,4%). Em relação à mai/14 houve acréscimo de 0,9% para as vendas e 7% na receita nominal. No ano e nos últimos 12 meses, os incrementos foram de 1,4% e 2,2%, para o volume de vendas, e de 6,9% e 7,8% para a receita nominal, respectivamente.

Em mai/14, oito das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas para as vendas, na relação com o mês anterior com ajuste sazonal. O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou elevação de 2,4%; Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%); Móveis e eletrodomésticos (1,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%); Tecidos, vestuário e calçados (0,5%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%); Combustíveis e lubrificantes (0,1%); Material de construção (-0,3%); e Veículos e motos, partes e peças com -1,09%.

Na comparação de mai/14 ante mai/13, seis das oito atividades do varejo apresentaram aumento nas vendas, segundo a relação: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 3,1%; Outros artigos de uso pessoal e doméstico 12,4%; Móveis e eletrodomésticos 8,3%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos 10%; Combustíveis e lubrificantes 1,9%; e Tecidos, vestuário e calçados 1,9%. Os decréscimos foram para Livros, jornais, revistas e papelaria com -3,2%; e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com -2,8%.

Comparando mai/14 a igual período de 2013, todas as Unidades da Federação apresentaram desempenho positivo, sendo que as principais elevações ficaram com os estados do Acre (16,5%); Tocantins (14,4%); Rondônia (14,1%); Amapá (10,1%) e Ceará (9,3%). Considerando os pesos dos estados e suas taxas, temos: São Paulo (3,4%); Rio de Janeiro (5,2%); Rio Grande do Sul (5,7%); Bahia (7,9%) e Minas Gerais com 3,7%.

No Varejo Ampliado (dez grupos), no volume de vendas, vinte e cinco das vinte e sete Unidades da Federação apresentaram incrementos, segundo a ordem: Acre (15,8%); Rondônia (14,8%); Paraíba (14,3%); Tocantins (10,5%) e Amazonas (9,3%), e os estados de São Paulo (-4,0%) e Paraná (-2,3%) registraram declínio.

Portanto, embora tenha havido elevação generalizada do varejo restrito, vale registrar que parte do desempenho mais forte em abr/14 é devido à base de comparação mais elevada, já que a Páscoa ocorreu em abr/14 e em mar/13. O desempenho do varejo nos primeiros cinco meses deste ano apresenta pequeno declínio quando comparado a igual período do ano anterior, o que pode, no médio prazo afetar a empregabilidade no setor, com reflexos negativos na economia como um todo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Acessar www.ravecofinancas.com.

Nenhum comentário:

Postar um comentário