PESQUISA MENSAL DE COMÉRCIO - MAI0 DE 2014
Consultor Régis Varão/¹
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), produz indicadores que
permitam acompanhar o desempenho do comércio varejista e seus principais segmentos.
A pesquisa trabalha com uma amostra de 5.700 empresas que têm 20 ou mais
pessoas ocupadas, e abrange dez grupos de atividades. As séries são ajustadas
sazonalmente e consideram o efeito calendário, feriados de carnaval, páscoa e
corpus christi além da identificação de outliers.
A PMC abrange dez grupos de atividades, sendo que
oito têm receitas geradas basicamente na atividade de varejo, e as duas restantes
(Veículos e motocicletas, partes e peças e Material de construção), abrangem
atividades do varejo e atacado.
Em maio deste ano, o comércio varejista brasileiro
registrou variações de +0,5% ante abr/14, com ajuste sazonal, para o volume de
vendas e cresceu 1% para a receita nominal. Quanto à mai/13, os crescimentos
foram de 4,8% para as vendas e 11,4% na receita nominal, enquanto no acumulado
jan-mai/14 e dos últimos 12 meses, as taxas ficaram em 5,0% e 4,9% para as vendas,
e em 11,2% e 11,7% para a receita nominal, respectivamente.
O Comércio Varejista ampliado, que contempla o
varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção,
apresentou variação negativa em mai/14 para o volume de vendas (-0,3%) e
crescimento para a receita nominal (+0,4%). Em relação à mai/14 houve acréscimo
de 0,9% para as vendas e 7% na receita nominal. No ano e nos últimos 12 meses,
os incrementos foram de 1,4% e 2,2%, para o volume de vendas, e de 6,9% e 7,8%
para a receita nominal, respectivamente.
Em mai/14, oito das dez atividades pesquisadas apresentaram
variações positivas para as vendas, na relação com o mês anterior com ajuste
sazonal. O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e
comunicação registrou elevação de 2,4%; Outros artigos de uso pessoal e
doméstico (2,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%); Móveis e
eletrodomésticos (1,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de
perfumaria e cosméticos (1,2%); Tecidos, vestuário e calçados (0,5%);
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%);
Combustíveis e lubrificantes (0,1%); Material de construção (-0,3%); e Veículos
e motos, partes e peças com -1,09%.
Na comparação de mai/14 ante mai/13, seis das oito
atividades do varejo apresentaram aumento nas vendas, segundo a relação: Hipermercados,
supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 3,1%; Outros artigos
de uso pessoal e doméstico 12,4%; Móveis e eletrodomésticos 8,3%; Artigos
farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos 10%;
Combustíveis e lubrificantes 1,9%; e Tecidos, vestuário e calçados 1,9%. Os decréscimos
foram para Livros, jornais, revistas e papelaria com -3,2%; e Equipamentos e materiais
para escritório, informática e comunicação com -2,8%.
Comparando mai/14 a igual período de 2013, todas as
Unidades da Federação apresentaram desempenho positivo, sendo que as principais
elevações ficaram com os estados do Acre (16,5%); Tocantins (14,4%); Rondônia
(14,1%); Amapá (10,1%) e Ceará (9,3%). Considerando os pesos dos estados e suas
taxas, temos: São Paulo (3,4%); Rio de Janeiro (5,2%); Rio Grande do Sul
(5,7%); Bahia (7,9%) e Minas Gerais com 3,7%.
No Varejo Ampliado (dez grupos), no volume de
vendas, vinte e cinco das vinte e sete Unidades da Federação apresentaram incrementos,
segundo a ordem: Acre (15,8%); Rondônia (14,8%); Paraíba (14,3%); Tocantins
(10,5%) e Amazonas (9,3%), e os estados de São Paulo (-4,0%) e Paraná (-2,3%)
registraram declínio.
Portanto, embora tenha havido elevação generalizada
do varejo restrito, vale registrar que parte do desempenho mais forte em abr/14
é devido à base de comparação mais elevada, já que a Páscoa ocorreu em abr/14 e
em mar/13. O desempenho do varejo nos primeiros cinco meses deste ano apresenta
pequeno declínio quando comparado a igual período do ano anterior, o que pode,
no médio prazo afetar a empregabilidade no setor, com reflexos negativos na
economia como um todo.
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