DESEMPREGO ESTÁVEL EM
SETEMBRO
Régis
Varão/¹
De
acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego-PME de setembro deste ano, divulgada na semana
anterior pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, o número de
pessoas com idade igual ou acima de 10 anos (idade ativa), para o grupo das
seis regiões metropolitanas brasileiras, foi estimado em 43,9 milhões, não apresentando
variação quando comparada a mês anterior. Já com relação à set/14, houve
elevação de 1%.
A
população economicamente ativa (PEA) foi estimada em set/15, para as seis
regiões pesquisadas - Porto Alegre (PA); São Paulo (SP); Rio de Janeiro (RJ);
Belo Horizonte (BH); Salvador e Recife -, em 24,5 milhões de pessoas, ficando estável
ante o mês anterior e à set/14.
O
total de ocupados foi estimado em 22,7 milhões para as seis regiões metropolitanas
em set/15, refletindo estabilidade na variação mensal. Quando comparada com set/14,
esse contingente registrou queda de 1,8%, menos 420 mil pessoas.
O
nível da ocupação foi estimado em set/15 em 51,7% para o total das seis regiões
pesquisadas. Na comparação com set/14 foi registrada decréscimo de 1,5 p.p. Com
relação à análise regional, na variação mensal, foi registrada queda em BH, -0,9
p.p. e estabilidade nas demais regiões. Com relação a set/14, houve retração em
quatro regiões: Salvador (-3,1 p.p.); BH (2,1 p.p.); SP (-1,7 p.p.) e PA (-1,3
p.p.), enquanto em Recife e RJ não apresentou variação significativa.
Com
relação ao número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor
privado, em setembro deste ano, a estimativa ficou em 11,3 milhões no agregado
das seis regiões analisadas. Este resultado não apresentou variação na
comparação mensal. Já com relação a igual período de setembro do ano passado
houve redução de 409 mil pessoas com carteira assinada (-3,5%). Na comparação
mensal, em termos regionais, houve estabilidade em todas as regiões analisadas.
Ante set/14 as metropolitanas de BH com -5,6% e SP com -3,5% registraram queda.
O
total estimado de desocupados, em set/15, foi de 1,9 milhão de pessoas no total
das regiões pesquisadas, não apresentando variação com relação a agosto. Na
comparação com set/14, ocorreu acréscimo de 56,6% (+ 670 mil pessoas procurando
trabalho). Na análise regional o contingente de desocupados em relação a ago/15,
cresceu 25,7% no RJ, caiu 10,4% em SP e ficou estável nas demais regiões. Na
comparação com set/14, a desocupação aumentou em todas as regiões, sendo o
maior aumento no RJ (86,5%) e o menor em Salvador (25,1%).
A
taxa de desocupação foi estimada em set/15, para as seis metropolitanas pesquisadas,
em 7,6%, mesmo resultado de ago/15. Com relação a set/14 a taxa registrou
incremento de 2,7 p.p., passou de 4,9% para 7,6%.
A
variação mensal mostrou que a taxa de desocupação no RJ frente a ago/15, aumentou
de 5,1% para 6,3% e em SP caiu de 8,1% para 7,3%, enquanto nas outras regiões ficou
estável. Com relação à set/14 houve variações representativas em todas as
regiões: em Recife, passou de 6,7% para 10,4 (+3,7 p.p.); no RJ, de 3,4% para
6,3% (+2,9 p.p.); em SP, de 4,5% para 7,3% (+2,8 p.p.); em Salvador, de 10,3%
para 13,0% (+2,7 p.p.); em BH, de 3,8% para 5,9% (+2,1 p.p.); e em PA, de 4,9%
para 6,3% (+1,4 p.p.).
O
rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado para as seis
regiões, em R$ 2.179,80, para set/15. O resultado ficou 0,8% menor que o observado
em agosto (2.196,54) e 4,3% abaixo do verificado em set/14 (R$ 2.278,58). Em
termos regionais, em relação à ago/15, o rendimento subiu em BH (5,7%); em
Recife (1,9%) e em SP (0,8%). Caiu no RJ
(-5,1%); em Salvador (-3,2%) e PA (-1,7%). Com relação a setembro do ano
anterior o rendimento declinou em cinco regiões: PA (-7,7%); Recife (-7,1%); RJ
(-5,5%); SP (-4,4%); Salvador (-1,3%), enquanto em BH o rendimento ficou
estável.
A
massa de rendimento médio real dos ocupados foi projetada em 50,1 bilhões em
set/15 e ficou 0,6% menor que a estimativa de agosto, enquanto na comparação
anual recuou 6,1%.
Portanto, embora a taxa de desocupação das seis metropolitanas
pesquisadas tenha apresentado estabilidade em setembro deste ano frente a agosto
de 2015, no entanto, quando comparada a igual período do ano anterior apresentou
decréscimo de 1,8%, o que representa declínio de 420 mil pessoas no período.
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