terça-feira, 27 de outubro de 2015

DESEMPREGO ESTÁVEL EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego-PME de setembro deste ano, divulgada na semana anterior pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, o número de pessoas com idade igual ou acima de 10 anos (idade ativa), para o grupo das seis regiões metropolitanas brasileiras, foi estimado em 43,9 milhões, não apresentando variação quando comparada a mês anterior. Já com relação à set/14, houve elevação de 1%.

A população economicamente ativa (PEA) foi estimada em set/15, para as seis regiões pesquisadas - Porto Alegre (PA); São Paulo (SP); Rio de Janeiro (RJ); Belo Horizonte (BH); Salvador e Recife -, em 24,5 milhões de pessoas, ficando estável ante o mês anterior e à set/14.

O total de ocupados foi estimado em 22,7 milhões para as seis regiões metropolitanas em set/15, refletindo estabilidade na variação mensal. Quando comparada com set/14, esse contingente registrou queda de 1,8%, menos 420 mil pessoas.

O nível da ocupação foi estimado em set/15 em 51,7% para o total das seis regiões pesquisadas. Na comparação com set/14 foi registrada decréscimo de 1,5 p.p. Com relação à análise regional, na variação mensal, foi registrada queda em BH, -0,9 p.p. e estabilidade nas demais regiões. Com relação a set/14, houve retração em quatro regiões: Salvador (-3,1 p.p.); BH (2,1 p.p.); SP (-1,7 p.p.) e PA (-1,3 p.p.), enquanto em Recife e RJ não apresentou variação significativa.

Com relação ao número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, em setembro deste ano, a estimativa ficou em 11,3 milhões no agregado das seis regiões analisadas. Este resultado não apresentou variação na comparação mensal. Já com relação a igual período de setembro do ano passado houve redução de 409 mil pessoas com carteira assinada (-3,5%). Na comparação mensal, em termos regionais, houve estabilidade em todas as regiões analisadas. Ante set/14 as metropolitanas de BH com -5,6% e SP com -3,5% registraram queda.

O total estimado de desocupados, em set/15, foi de 1,9 milhão de pessoas no total das regiões pesquisadas, não apresentando variação com relação a agosto. Na comparação com set/14, ocorreu acréscimo de 56,6% (+ 670 mil pessoas procurando trabalho). Na análise regional o contingente de desocupados em relação a ago/15, cresceu 25,7% no RJ, caiu 10,4% em SP e ficou estável nas demais regiões. Na comparação com set/14, a desocupação aumentou em todas as regiões, sendo o maior aumento no RJ (86,5%) e o menor em Salvador (25,1%).

A taxa de desocupação foi estimada em set/15, para as seis metropolitanas pesquisadas, em 7,6%, mesmo resultado de ago/15. Com relação a set/14 a taxa registrou incremento de 2,7 p.p., passou de 4,9% para 7,6%.

A variação mensal mostrou que a taxa de desocupação no RJ frente a ago/15, aumentou de 5,1% para 6,3% e em SP caiu de 8,1% para 7,3%, enquanto nas outras regiões ficou estável. Com relação à set/14 houve variações representativas em todas as regiões: em Recife, passou de 6,7% para 10,4 (+3,7 p.p.); no RJ, de 3,4% para 6,3% (+2,9 p.p.); em SP, de 4,5% para 7,3% (+2,8 p.p.); em Salvador, de 10,3% para 13,0% (+2,7 p.p.); em BH, de 3,8% para 5,9% (+2,1 p.p.); e em PA, de 4,9% para 6,3% (+1,4 p.p.).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado para as seis regiões, em R$ 2.179,80, para set/15. O resultado ficou 0,8% menor que o observado em agosto (2.196,54) e 4,3% abaixo do verificado em set/14 (R$ 2.278,58). Em termos regionais, em relação à ago/15, o rendimento subiu em BH (5,7%); em Recife (1,9%) e em SP (0,8%).  Caiu no RJ (-5,1%); em Salvador (-3,2%) e PA (-1,7%). Com relação a setembro do ano anterior o rendimento declinou em cinco regiões: PA (-7,7%); Recife (-7,1%); RJ (-5,5%); SP (-4,4%); Salvador (-1,3%), enquanto em BH o rendimento ficou estável.

A massa de rendimento médio real dos ocupados foi projetada em 50,1 bilhões em set/15 e ficou 0,6% menor que a estimativa de agosto, enquanto na comparação anual recuou 6,1%.

Portanto, embora a taxa de desocupação das seis metropolitanas pesquisadas tenha apresentado estabilidade em setembro deste ano frente a agosto de 2015, no entanto, quando comparada a igual período do ano anterior apresentou decréscimo de 1,8%, o que representa declínio de 420 mil pessoas no período.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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