segunda-feira, 30 de novembro de 2015

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

O Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB), divulgado hoje, apresenta poucas correções nas variáveis macroeconômicas para 2015, e exceto juros e investimentos estrangeiros diretos, altera os demais indicadores para o próximo ano. A pesquisa é divulgada pelo BCB, e realizada com cerca de 100 consultorias nacionais e instituições financeiras, contemplando 15 variáveis. A presente análise discute oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 27.11.15 corrigiu para 10,38% a estimativa do índice para 2015, décima primeira semana a registrar elevação, ante 10,33% observada na semana anterior, e 9,91% há quatro semanas. Ainda com relação a 2015, a pesquisa de 28.11.14 elevou a projeção do IPCA para 6,49%, ante 6,45% verificada na semana anterior, e 6,32% observada há trinta dias. Para 2016, o Focus de 27.11.15 manteve a expectativa em 6,64%, ante 6,29% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 27.11.15 elevou a projeção do índice para 10,91%, de 10,90% na pesquisa anterior, e de 10,14% no boletim divulgado há quatro semanas. O Focus de 28.11.14 corrigiu para 5,69% a projeção do IGP-DI para este ano, ante 5,60% registrada há sete dias, e 5,52% há um mês. Para 2016, o boletim de 27.11.15 elevou a expectativa do índice para 6,15%, ante 6,11% verificado na semana anterior, e 6% observado há um mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 27.11.15 manteve o câmbio estável em R$/U$3,95, nas três últimas semanas, para o final deste ano, ante R$/U$4 observado há quatro semanas. A pesquisa de 28.11.14 elevou para R$/U$2,67 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,65 divulgada na semana anterior, e R$/U$2,55 há trinta dias. Para 2016, o boletim divulgado hoje manteve em R$/U$4,20 a projeção do câmbio, pela quinta semana consecutiva;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o último dado disponível foi divulgado na semana anterior e manteve os juros em 14,25% a.a. para o final deste ano. Para o próximo ano, o Focus divulgado hoje elevou a estimativa dos juros para 14,13% a.a., ante 13,75% a.a. verificado na pesquisa anterior, e 13% a.a. observado há um mês;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 27.11.15 corrigiu para -3,19% o decréscimo do PIB para 2015, ante variação negativa de 3,15% do relatório anterior, e -3,05% há um mês. A pesquisa de 28.11.14 corrigiu para baixo a projeção de crescimento do PIB para 2015 (+0,77%), frete à variação positiva de 0,80% apresentado há uma semana, e +1% há trinta dias. Com relação a 2016, o Relatório Focus desta semana corrigiu o declínio do PIB para -2,04% para aquele ano, frente à queda de 2,01% observado há sete dias, e -1,51% há quatro semanas;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje manteve estável a estimativa de declínio da indústria em -7,50% para 2015, ante a variação negativa de 7% estimada há um mês, enquanto a pesquisa de 28.11.14 reduziu o crescimento da indústria para +1,13% para 2015, de +1,30% verificado na pesquisa anterior, e +1,42% há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa de 27.11.15 corrigiu a queda da atividade industrial para -2,30%, de -2% divulgado nas três semanas anteriores;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 27.11.15 elevou a estimativa do superávit comercial para U$15 bilhões para 2015, ante U$14,95 bi apresentados no Focus anterior, e U$14 bi há quatro semanas. Já a pesquisa de 28.11.14 corrigiu para baixo o superávit comercial para U$6,31 bilhões para 2015, de U$6,50 bi observados há sete dias, e U$7,24 bi verificado há trinta dias. Para 2016, o Focus desta semana reduziu para U$31,68 bilhões a estimativa do superávit comercial para aquele ano, ante U$31,78 bi verificados na semana anterior, e U$26,30 registrados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 27.11.15 manteve a projeção de crescimento do IED em U$62,80 bilhões para 2015, ante U$64,65 bi da pesquisa divulgada há trinta dias, enquanto o relatório de 28.11.14 manteve em U$58 bilhões para este ano, ante U$60 bi há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa divulgada hoje corrigiu para baixo a estimativa do IED, U$58 bi, de U$59 bilhões observados há sete dias, e U$60 bi há quatro semanas.

Portanto, o aumento dos preços de bens e serviços, a queda do poder de compra do contribuinte, o forte aumento do desemprego, a manutenção dos juros no atual patamar e o menor volume de crédito na economia têm contribuído para manter o pessimismo dos agentes econômicos quanto a uma solução de curto prazo para os atuais problemas nacionais.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MERCADO CORRIGE MAIORIA DAS PROJEÇÕES PARA 2016
Régis Varão/¹

O Focus-Relatório de Mercado do Banco Central (BCB), divulgado hoje, apresenta correções em cerca de 60% e 90% das variáveis macroeconômicas pesquisados pelo mercado para 2015 e 2016, respectivamente. A pesquisa é divulgada no site do BCB, no primeiro dia útil da semana, e é realizada com cerca de 100 consultorias nacionais e instituições financeiras, contemplando 15 variáveis. A presente análise discute oito indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 20.11.15 corrigiu para 10,33% a estimativa do índice para 2015, segunda semana consecutiva a registrar essa marca, ante 10,04% observada na semana anterior, e 9,85% há quatro semanas. Ainda com relação a 2015, a pesquisa de 21.11.14 elevou a projeção do IPCA para 6,45%, ante 6,40% verificada na semana anterior, e 6,30% observada há trinta dias. Para 2016, o Focus de 20.11.15 elevou a expectativa de 6,50% da pesquisa anterior para 6,64% nesta semana, ante 6,22% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 20.11.15 elevou a projeção do índice de 10,54% da pesquisa anterior, para 10,90% no boletim divulgado hoje, ante 10,11% observada há quatro semanas. O Focus de 21.11.14 corrigiu para 5,60% a projeção do IGP-DI para este ano, ante 5,57% registrada há sete dias, e 5,52% há um mês. Para 2016, o boletim de 20.11.15 elevou a expectativa do índice para 6,11%, ante 6% verificado nas três semanas anteriores;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 20.11.15 manteve o câmbio praticamente estável em cerca de R$/U$3,95, nas duas últimas semanas, para o final deste ano, ante R$/U$4 observado há quatro semanas. A pesquisa de 21.11.14 elevou para R$/U$2,65 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,61 divulgada na semana anterior, e R$/U$2,50 há trinta dias. Para 2016, o boletim divulgado hoje manteve em R$/U$4,20 a projeção do câmbio, pela quarta semana consecutiva;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a pesquisa de 20.11.15 manteve em 14,25% a.a. a expectativa dos juros para o final deste ano, valor registrado nas últimas dezessete semanas, enquanto a pesquisa de 21.11.14 manteve a projeção da taxa Selic em 12% a.a., nas últimas três semanas, de 11,50% a.a. divulgado há quatro semanas. Para o próximo ano, o Focus divulgado hoje elevou a estimativa dos juros para 13,75% a.a., ante 13,25% a.a. verificado na pesquisa anterior, e 13% a.a. observado há um mês;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 20.11.15 corrigiu para -3,15% o decréscimo do PIB para 2015, ante variação negativa de 3,10% do relatório anterior, e -3,02% há um mês. A pesquisa de 21.11.14 manteve a projeção de crescimento do PIB para 2015 em +0,80%, frete à variação positiva de 1% apresentado há quatro semanas. Com relação a 2016, o Relatório Focus desta semana manteve praticamente estável em cerca de -2% a variação do PIB para aquele ano, frente ao declínio de 1,43% observado há trinta dias;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus divulgado hoje corrigiu a estimativa de declínio do setor industrial para -7,50% em 2015, ante a variação negativa de 7% estimada há um mês, enquanto a pesquisa de 21.11.14 reduziu o crescimento da indústria para +1,30% para 2015, de +1,42% verificado há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa de 20.11.15 corrigiu a queda da atividade industrial para -2%, de -2,15% divulgado há sete dias, e -1,50% há um mês;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 20.11.15 manteve a estimativa do superávit comercial em U$14,95 bilhões para 2015, ante U$14 bi apresentados há quatro semanas. Já o Focus de 21.11.14 manteve o superávit em U$6,50 bilhões para 2015, de U$7,21 bi observados há trinta dias. Para 2016, o Focus desta semana elevou para U$31,78 bilhões a estimativa do superávit comercial para aquele ano, ante U$30,55 bi verificados na semana anterior, e U$26,30 registrados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 20.11.15 manteve a projeção de crescimento do IED em U$62,80 bilhões para 2015, ante U$62,50 da pesquisa divulgada há trinta dias, enquanto o relatório de 21.11.14 manteve em U$58 bilhões para este ano. Para 2016, a pesquisa divulgada hoje corrigiu para cima a estimativa do IED, U$59 bi, de U$60 bilhões observados há quatro semanas.

Portanto, o aumento generalizado dos preços, a perda do poder aquisitivo das famílias, o crescimento do desemprego, os juros elevados e menor volume de crédito disponível têm contribuído para elevar o pessimismo da população, enquanto aumenta o ceticismo do mercado quanto a uma solução de curto prazo para os problemas econômicos e políticos atuais.


¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

MERCADO ESTIMA INFLAÇÃO ACIMA DE 10%
Régis Varão/¹

O Focus - Relatório de Mercado do Banco Central (BCB) apresenta correções para a maioria das projeções realizadas pelo mercado para 2015 e para 2016. O relatório é uma publicação semanal divulgada no início da semana no site do BCB. A pesquisa é realizada com cerca de 100 consultorias nacionais e instituições bancárias, comtemplando 15 variáveis. No entanto, esta análise discute 8 indicadores:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 13.11.15 corrigiu para 10,04% a estimativa do índice para 2015, primeira vez que atinge essa marca, ante 9,99% observada na semana anterior, e 9,75% há quatro semanas. A pesquisa de 14.11.14 manteve a projeção do IPCA em 6,40%, ante 6,30% verificada há trinta dias, para este ano. Para 2016, o Focus de 13.11.15 elevou a estimativa do índice para 6,50%, ante 6,47% apresentado na pesquisa anterior, e 6,12% há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 13.11.15 elevou a projeção do índice para 10,54% em 2015, ante 10,44% verificado no boletim anterior, e 9,46% há trinta dias. O boletim de 14.11.14 corrigiu para 5,57% a projeção do IGP-DI para este ano, ante 5,54% registrada há sete dias, e 5,52% há um mês. Para 2016, o boletim apresentado ontem manteve a expectativa do índice em 6%, pela terceira semana consecutiva, ante 5,89% observado há quatro semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 13.11.15 reduziu a projeção da taxa de câmbio para R$/U$3,96 para o final deste ano, comportamento diferente do observado desde o Focus de 2.10.15, quando atingiu pela primeira vez R$/U$4. A pesquisa de 14.11.14 elevou para R$/U$2,61 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,60 verificada na semana anterior, e R$/U$2,50 há um mês. Para 2016, o boletim divulgado ontem manteve em R$/U$4,20 a projeção do câmbio, pela terceira semana consecutiva, de R$/U$4,13 divulgado na pesquisa há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Relatório Focus de 13.11.15 manteve em 14,25% a.a. a expectativa dos juros para o final de 2015, valor registrado nos últimos quatro meses. Já a pesquisa de 14.11.14 manteve a projeção da taxa Selic em 12% a.a., de 11,88% a.a. divulgado na semana anterior, e 11,88% a.a. observado há trinta dias. Já para 2016, o Focus desta semana manteve a estimativa dos juros em 13,25% a.a., ante 12,75% a.a. verificado há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): o Focus de 13.11.15 manteve estável, nas duas últimas semanas, a queda do PIB em -3,10% para 2015, alterando a tendência de correções para baixo observada nos quatro meses anteriores. A pesquisa de 14.11.14 manteve a projeção de crescimento do PIB em +0,80% para 2015, ante 1% apresentado há quatro semanas. Com relação a 2016, o Relatório Focus desta semana elevou a variação negativa do PIB para -2%, de -1,90% divulgado na semana anterior, e -1,22% há trinta dias;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana manteve a estimativa de declínio do setor industrial em -7,40% para este ano, frente à variação negativa de 7% estimada há um mês, enquanto a pesquisa de 14.11.14 reduziu o crescimento da indústria para +1,31% para 2015, ante +1,46% verificado nas três pesquisas anteriores. Para 2016, a pesquisa de 13.11.15 corrigiu a queda da atividade industrial para -2,15%, de -2% divulgado há sete dias, e -1% há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 13.11.15 elevou a estimativa do superávit comercial para U$14,95 bilhões em 2015, ante U$14,60 bi apresentado na pesquisa anterior, e U$13,20 bi divulgado há quatro semanas. Já o Focus de 14.11.14 reduziu o superávit para U$6,50 bilhões para 2015, de U$7 bi observados na pesquisa anterior, e U$7,65 bi apresentados há quatro semanas. Para 2016, o Focus desta semana elevou para U$30,55 bilhões a estimativa do superávit comercial para aquele ano, ante U$29 bi verificados na semana anterior, e U$25 registrados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 13.11.15 elevou a projeção de crescimento do IED para U$62,80 bilhões para 2015, ante U$62,30 da pesquisa anterior, e U$62,50 bi registrados há trinta dias, enquanto o relatório de 14.11.14 reduziu o valor para U$58 bilhões para este ano. O boletim Focus divulgado nesta semana reduziu a estimativa do IED para U$58 bi para o próximo ano, de U$60 bilhões observados nas semanas anteriores.

Portanto, o aumento dos preços dos combustíveis, a redução do poder aquisitivo da população, o aumento generalizado dos preços, a elevação do desemprego, a manutenção dos juros no atual patamar e a falta de criatividade do governo, que somado às dificuldades da presidente Dilma e do presidente da Câmara Federal, têm contribuído para elevar o pessimismo da população e do empresariado em geral com os próximos meses. Por sua vez, o mercado mantém a descrença a respeito do ajuste fiscal proposto pelo governo e não acredita em alterações que possam melhorar o desempenho da economia no médio prazo, tendo em vista que grande parte dos problemas existentes na economia foram criados pelo próprio governo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PRAZERES QUE PROPORCIONAM BEM-ESTAR
Régis Varão/¹

Nos últimos meses tenho participado direta e indiretamente de discussões, que na maioria das vezes abordam a permanência ou não da atual presidente da república ou se alguma figura de expressão da base aliada do governo está ou não envolvida com a Petrobras, fundos de previdência privada ou qualquer outro escândalo. De vez em quando, para minha tristeza, sou obrigado a ouvir a defesa “convincente” que é feita de representantes do povo nitidamente envolvidos em desvios de verbas públicas.

Nos últimos anos, muito se tem falado de qualidade de vida, felicidade e educação financeira, principalmente nos ambientes corporativos, e os programas de treinamento do setor público e privado corroboram com essa afirmação. Tentando contribuir com o tema, busquei em Oscar Wilde: para inquietos, de Allan Percy, uma lista de temas que podem melhorar, a baixo custo, o bem estar das pessoas e libertá-las dessas cansativas discussões que nada acrescentam na expectativa de vida do cidadão.

Segundo Oscar Wilde, “Os prazeres mais intensos que a vida nos proporciona são grátis ou exigem muito pouco dinheiro,” logo, podemos ter prazer e alegria fazendo coisas simples, tais como:

01. Ouça música, pois ajuda a relaxar;
02. Dê flores a quem não as espera;
03. Veja o por do sol, o de Brasília é fantástico;
04. Dance pela casa, ajuda a relaxar e queima gordura;
05. Leia um romance, existem excelentes autores brasileiros;
06. Pratique uma boa ação ajudando um desconhecido;
07. Visite um amigo ou parente sem avisá-lo;
08. Tome banho de mar à luz da lua;
09. Cuide de um bebê, pode ser um filho, sobrinho etc;
10. Seja amável com os outros, cumprimente-os;
11. Converse com o vizinho;
12. Procure escutar o ruído das plantas após regá-las;
13. Mergulhe numa piscina em um dia de muito calor;
14. Acaricie seu animal de estimação;
15. Comemore e agradeça o dia de hoje;
16. Seja humilde sem falsa modéstia;
17. Tenha sempre atitude positiva.

Portanto, ter uma boa qualidade e expectativa de vida e viver bem e melhor não é difícil, é apenas uma questão de atitude, é um hábito que deve ser incorporado em seu dia-a-dia, embora a maioria das pessoas estão preocupadas com suas atividades profissionais, e esquecem que atitudes simples praticadas diariamente podem melhorar a saúde física e mental delas.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.
MERCADO MAIS DESANIMADO
Régis Varão/¹

O Focus - Relatório de Mercado do Banco Central (BCB) continua apresentando correções em algumas estimativas do mercado para 2015 e para o próximo ano. O relatório é uma publicação semanal divulgada no site do BCB. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições bancárias e consultorias nacionais, abordando 15 variáveis. No entanto, a presente análise contempla 8 variáveis:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Relatório de Mercado de 30.10.15 corrigiu para 9,91% a estimativa do índice para 2015, ante 9,85% observada na semana anterior, e 9,53% apresentada há quatro semanas. A pesquisa de 31.10.14 elevou a projeção do IPCA para 6,32%, ante 6,30% verificada nas três semanas anteriores, para este ano. Já para 2016, o Focus de 30.10.15 elevou a estimativa do índice para 6,29%, ante 6,22% observado na pesquisa anterior, e 5,94% há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus de 30.10.15 elevou a projeção do índice para 10,14% em 2015, ante 10,11% verificado no boletim anterior, e 8,42% há trinta dias. O boletim de 31.10.14 manteve em 5,52% a expectativa do IGP-DI para este ano, ante 5,50% registrada há quatro semanas. Para 2016, o boletim divulgado hoje manteve a expectativa do índice em 6%, ante 5,82% registrado há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 30.10.15 manteve a taxa de câmbio em R$/U$4 para o final de 2015, valor observado nas últimas quatro semanas. O Focus de 31.10.14 elevou para R$/U$2,55 a estimativa do câmbio para este ano, de R$/U$2,50 observada nas três semanas anteriores. Para 2016, o boletim divulgado hoje manteve em R$/U$4,20 a estimativa do câmbio, de R$/U$4 verificado na pesquisa divulgada há trinta dias;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Relatório Focus de 30.10.15 manteve em 14,25% a.a. a expectativa dos juros para o final de 2015, valor registrado nas últimas catorze semanas. O boletim de 31.10.14 elevou a projeção da taxa Selic para 12% a.a., de 11,50% a.a. divulgado na semana anterior, e 11,88% a.a. observado há trinta dias. Já para 2016, a pesquisa desta semana manteve a estimativa dos juros em 13% a.a., ante 12,50% a.a. observado no relatório há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 30.10.15 corrigiu novamente para baixo, -3,05%, o declínio do PIB para este ano, décima sexta semana consecutiva de correção negativa do indicador, ante -3,02% apresentado no Focus anterior, e -2,85% divulgado há um mês, enquanto o boletim de 31.10.14 manteve a projeção de crescimento do PIB em +1% para 2015, valor observado nas últimas quatro semanas. Com relação a 2016, o Relatório Focus desta semana elevou a variação negativa do PIB anual para -1,51%, ante -1,43% divulgado na semana anterior, e -1% estimado há trinta dias;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana manteve a estimativa de decréscimo da atividade industrial em -7% para 2015, valor observado nas últimas três semanas, frente à variação negativa de 6,50% registrada há um mês, enquanto a pesquisa de 31.10.14 manteve o crescimento da indústria em +1,42% para 2015, ante +1,40% verificado há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa de 30.10.15 corrigiu para baixo o declínio da indústria (-2%), de -1,50% divulgado há sete dias, e -0,29% há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o Relatório de Mercado de 30.10.15 manteve a estimativa do superávit da balança comercial em U$14 bilhões em 2015, ante U$12 bi registrados há trinta dias. Já o Focus de 31.10.14 elevou o superávit para U$7,24 bilhões para 2015, de U$7,21 bi observados na pesquisa anterior, e U$7,24 bi divulgados há quatro semanas. Para o próximo ano, o Focus desta semana manteve em U$26,30 bilhões a estimativa do superávit da balança comercial para 2016, ante U$24 bi observados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 30.10.15 elevou a projeção de crescimento do IED para U$64,65 bilhões para 2015, ante U$62,50 da pesquisa anterior, e U$64 registrados há um mês, enquanto o relatório de 31.10.14 manteve o mesmo valor de U$60 bilhões, observado nas últimas três pesquisas. O boletim Focus divulgado nesta seman manteve a estimativa do IED em U$60 bi para 2016, de U$57,70 bilhões observados há quatro semanas.

Portanto, o sentimento do mercado continua inalterado quanto ao comportamento da economia brasileira para os próximos meses. A elevação dos preços dos bens e serviços, em especial dos combustíveis, o aumento do endividamento familiar, a elevação do desemprego e o consequente declínio do poder de compra do brasileiro, tem contribuído para elevar a insatisfação da população com a classe política, e em especial com a paralisia do governo federal.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.
HÁBITOS QUE AJUDAM NO SUCESSO FINANCEIRO
Régis Varão/¹

Grande parte das dificuldades financeiras das pessoas decorre da gestão inadequada de seus recursos financeiros. Gastar mais do que ganha, viver constantemente endividado, pagar o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, comprar tudo a prestação, são algumas das razões que contribuem para que as pessoas tenham uma qualidade de vida financeira ruim.

Nosso mau desempenho financeiro decorre de atitudes e hábitos inadequados e persistentes na gestão de nossos rendimentos, e que interferem negativamente no sucesso de nossa vida financeira presente e futura. Maus hábitos no trato com o dinheiro pode levar ao endividamento, com efeitos paralelos, pois está constatado que indivíduos com problemas financeiros vão ao médico com mais frequência, faltam mais ao trabalho, usam mais atestados médicos, discutem mais com colegas e familiares, estão mais sujeitos a perderem o emprego, reduzem o nível de concentração e diminuem a produtividade e se divorciam com mais frequência que os indivíduos sem problemas financeiros.

A seguir, listamos alguns hábitos que ajudam as pessoas a terem um desempenho positivo na gestão de seu dinheiro/renda:

1. Economize sempre:

Qualquer pessoa sabe ou deveria saber que economizar é essencial para uma vida financeira tranquila. A prosperidade está associada em parte, aos recursos financeiros que são guardados mensalmente em uma poupança ou reserva. A bíblia faz várias referências à prosperidade, e em Jeremias:29-11 temos: Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Na citação de Jeremias o termo prosperidade está associado à esperança de dias melhores e um futuro com segurança. Você pode começar economizando 10% de sua renda líquida mensal e gradualmente elevar esse percentual até 20% ou 30%. Considere as peculiaridades de cada um, muitas famílias têm pais, filhos, netos e avós morando juntos, nesse caso, esses percentuais funcionam apenas como indicativo, mas cuidado para não perder qualidade de vida. Muitas vezes 10%, 20% pode ser adequado para uma família padrão - pais e filhos, no entanto, um assalariado de alta renda pode guardar até 50% de seus recebimentos mensais sem afetar seu padrão de vida. A única regra é: economize sempre. Muita atenção com os supérfluos. Não precisa ser “pão duro,” um “Tio Patinhas,” guardar por guardar, tenha um objetivo em mente, estabeleça metas, discuta esses assuntos com sua família. Faça da poupança um hábito saudável. Transmita aos seus filhos tais hábitos, oriente-os enquanto são jovens e serão adultos responsáveis financeiramente. Economizar parte do que se ganha é um hábito saudável, é simplesmente uma questão de sabedoria. Incorpore esse hábito no seu dia-a-dia.

2. Utilize o Planejamento Financeiro:

Praticar o planejamento financeiro, fazer orçamento pessoal e gastar menos do que ganha é questão de bom senso e até de sobrevivência financeira. Faça orçamento pessoal, liste todas as receitas recebidas - aluguéis, aplicações financeiras, salários, pró-labore, gratificações, bônus e outras - e todas as despesas realizadas no mês, inclusive as de pequenos valores. Se preferir relacione as despesas por grupos, como alimentação, saúde, moradia, transporte, lazer etc, e as fontes de receitas, que podem ser classificadas como fixas ou eventuais. Isso servirá de indicativo para mostrar para onde está indo o dinheiro, que na maioria das vezes desaparece sem deixar vestígios, é como se fosse um grande ralo embaixo do chuveiro ligado. Ao listar as despesas, observe com muita atenção todos os valores, sem exceção, o que ajudará a tomar conhecimento e a decidir qual a melhor estratégia para realizar o planejamento financeiro.

3. Faça uma Reserva:

Muitos não fazem reserva financeira por desconhecerem sua importância. Deve-se reservar um percentual mensal da renda líquida para formá-la. Pode-se começar com 5% e subir gradualmente até atingir 20%. Todos estão sujeitos a surpresas desagradáveis como acidentes, doenças em família, gravidez inesperada, desemprego etc. O ideal é ter uma reserva que seja suficiente para cobrir gastos entre 6 e 12 meses. No entanto, se conseguir formar reserva que cubra os gastos equivalentes às despesas realizadas em 6 meses, já está muito bom. Exemplo: se você gasta mensalmente em média R$ 5.000,00, incluindo despesas fixas e variáveis, você deveria ter no mínimo R$ 60.000,00 (6 x R$ 5.000,00) em reserva financeira depositada no sistema bancário. Por outro lado, se puder formar o equivalente a um ano de despesas, totalizaria R$ 120.000,00 (12 x R$ 5.000,00). A finalidade da reserva financeira é atender a eventos inesperados.

4. Observe os Pequenos Valores:

Muitas pessoas cometem equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes na estrutura de despesas. Um simples café expresso custa R$ 4,50, tomado cinco por semana fica em R$ 22,50, que chega a R$ 90,00 no mês, e atinge R$ 1.080,00 no ano. Um lanche diário fica em R$ 9,00, R$ 45,00 por semana, R$ 180,00 por mês e no ano R$ 2.160,00. Junte-se a eles o cigarro (R$ 6,50) e a cerveja com os amigos (R$ 12,00), e temos um valor razoável. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, de 21.11.13, o “Brasileiro que consome um maço de cigarros por dia durante 50 anos gasta, no mínimo, o equivalente a um Golf zero quilômetro; despesa anual do governo com a saúde dos fumantes soma R$ 21 bilhões.” Somando esses pequenos valores gastos no dia-a-dia, a despesa anual totaliza R$ 7.680,00, um valor relativamente elevado que pode reduzir a qualidade de vida da família e não contribui para uma saúde melhor. Produtos necessários para a família, como alimento, vestuário e lazer, poderiam ser adquiridos com esses “pequenos grandes valores.” Imagine o que você poderia adquirir para sua casa, sua mulher e seus filhos, evitando esses gastos excessivos. Por outro lado, se você “precisa” de fazer esses gastos, porque não os reduz pela metade, o que daria R$ 3.840,00, uma grande quantia que poderia ajudar nas férias, na compra de equipamentos para casa etc. Não desconsidere o poder dos pequenos números.

5. Evite Compras Parceladas:

Evite compras a prazo, pois muitas vezes várias prestações podem levar ao endividamento quando somadas. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio-CNC, o carnê de loja é o segundo tipo de endividamento preferido das famílias brasileiras, perde apenas para o cartão de crédito. Se não tiver dinheiro para comprar a vista não compre, deixe para o próximo mês, até mesmo para o próximo ano. Antes de abrir a carteira pergunte-se: Eu preciso?; Tenho dinheiro?; Tem que ser agora? Com uma resposta negativa não compre. Se as respostas forem positivas, antes de comprar peça desconto. Portanto, não faça dívidas, evite compras parceladas, adquira apenas o necessário e planeje-se ao adquirir algum produto novo, pode ser que você não esteja precisando dele e até em muitos casos pode já ter um parecido.

6. Não confie na Memória:

A grande armadilha das finanças pessoais é o péssimo hábito de confiar nas chamadas contas mentais. Anote tudo guarde todos os recibos para não ter surpresas desagradáveis no final do mês. Um bom Planejamento Financeiro e o cuidado com os pequenos valores nos gastos do dia-a-dia podem ajudar a evitar as armadilhas preparadas pela memória. Tudo que é gasto é importante, mesmo os pequenos valores, e sempre peça nota fiscal (Cupom Fiscal) de tudo o que adquirir, pois além de facilitar o controle das despesas pode contribuir para reduzir o IPVA e o IPTU.

7. Tire Proveito ou abandone o Cartão de Crédito:

Pague sempre a fatura integral, nunca pague o valor mínimo, pois os juros incidentes sobre o saldo devedor é o mais elevado do mercado, e ultrapassa dois dígitos ao mês. Dados do Banco Central informam que o crédito rotativo do Cartão de Crédito (a taxa para quem paga o valor mínimo da fatura do cartão e financia o restante) atingiu em setembro deste ano 413,3% a.a., mantendo-se no maior patamar da série histórica. Utilize o cartão de crédito a seu favor, cadastre-o em programas de milhagem, que podem ajudar a adquirir passagens gratuitamente entre outros benefícios. Não leve na sua carteira o cartão de crédito e talão de cheques, pois os dois podem estimular o consumo desnecessário, coloque apenas um na carteira. Só saia com o cartão de crédito quando estiver realmente precisando de adquirir um produto essencial, como comida etc.

O segredo da prosperidade está em saber planejar, assim, evite compras por impulso, economize todos os dias, faça reserva financeira, não compre a prazo, evite pagar juros e mantenha-se atento ao poder multiplicador dos juros compostos e dos pequenos grandes valores. Bons hábitos ajudam a reduzir o estresse, contribui para melhorar a qualidade e a expectativa de vida, e ajuda a aumentar a produtividade das pessoas.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.