CONFIANÇA DO CONSUMIDOR AVANÇA EM JANEIRO
Régis Varão/¹
O Índice de Confiança do Consumidor-ICC calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia-IBRE, da Fundação Getulio Vargas-FGV, avançou
2,5 pontos em jan/16 atingindo 67,9 pontos. De acordo
com Viviane Bittencourt, da FGV, “A boa notícia é que a confiança do
consumidor parou de cair em setembro passado e vem ensaiando alguma melhora,
embora com oscilações e na dependência de um quadro político e econômico
instável. Com avaliações ainda muito desfavoráveis sobre a situação presente da
economia e expectativas bastante pessimistas em relação aos próximos meses,
ainda é cedo para se falar em reversão consistente de tendência.“ A pesquisa de
janeiro deste ano coletou informações de 2090 domicílios entre os dias 4 e 22
de jan/16.
O
desempenho do indicador no primeiro mês de 2016 foi determinado tanto pela
elevação do grau de satisfação com o presente, quanto pelo declínio do
pessimismo em relação aos próximos meses (meses futuros).
O
Índice da Situação Atual-ISA
subiu 1,1 p.p., após recuar por oito meses consecutivos e atingir o valor mínimo
da série histórica em dez/15 quando chegou a 66,4 pontos. Já o Índice de
Expectativas-IE
avançou 3,4 p.p., atingindo 70 pontos, o maior nível observado desde ago/15.
Segundo
informações coletadas pela Sondagem do Consumidor-FGV, aproximadamente 96% da elevação
do ICC em jan/16 foi
determinada pelo desempenho positivo dos indicadores que medem o grau de
satisfação dos consumidores com a situação financeira da família e o impulso de
compra de bens duráveis, também foram responsáveis por influenciarem negativamente
o desempenho do índice no último mês de 2015.
O
indicador que mede o grau de satisfação da família com a situação financeira no
momento atual apresentou crescimento de 3,4 p.p., de 60,7 para 64,1
pontos, após oito meses de quedas sucessivas e chegar ao menor nível da série
em dez/15. Com relação às perspectivas para os próximos meses, o indicador que afere
o ímpeto de compras avançou 7,7 p.p., compensando o decréscimo observado nos
dois últimos meses do ano (-6,8 p.p).
Com
relação à análise por classes de renda temos a seguinte distribuição:
-
Até R$ 2.100,00 (praticamente estável): dez/15 com -4 p.p. e jan/16 com -0,1
p.p.;
-
Entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00: dez/15 com 0,5 p.p. e jan/16 com 9,4 p.p.;
-
Entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00: dez/15 com -2,9 p.p. e jan/16 com 4,3 p.p.;
-
Acima de R$ 9.600,01: dez/15 com -3,4 p.p. e jan/16 com 5,5 p.p.
No que se refere a faixa de renda,
a melhora ocorreu principalmente nas faixas de renda mais elevada, ao passo que
o indicador permaneceu praticamente estável nas faixas de renda mensal até R$
2.100,00. Por outro lado, segundo o relatório da Sondagem do Consumidor, “A manutenção da confiança do consumidor em baixo patamar
ainda deve se traduzir em retração do consumo neste início de ano.”
Portanto, o desempenho positivo observado no ICC no
primeiro mês de 2016 e nas faixas de renda mais elevadas (acima de R$ 2.100,00),
não configura mudança de tendência.
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