sábado, 11 de novembro de 2017

MAIOR NÍVEL DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR DESDE MAI/17
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 1,4 ponto em out/17 (83,7 pontos), ante o mês anterior, maior nível desde mai/17 quanto chegou a 84,2 pontos. Na comparação anual apresentou elevação de 3,9 pontos.

De acordo com Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, “A recuperação mais consistente da economia fez com que a confiança do consumidor retornasse ao nível anterior à crise política. Na comparação com indicadores empresariais, no entanto, a confiança do consumidor ainda é baixa, sinalizando cautela diante dos níveis elevados de incerteza. Os resultados sugerem que a melhora do consumo nos últimos meses tem sido sustentada mais pela liberação de recursos do FGTS, queda dos juros e depreciação de bens duráveis que pelo otimismo do consumidor“.

Em out/17, os consumidores avaliaram mais favoravelmente a situação atual e as perspectivas futuras. O Índice de Situação Atual (ISA) registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo e, ao subir 2,3 pontos naquele mês, atingiu 73,2 pontos, o melhor resultado desde junho de 2015 quando atingiu 74,9 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou pelo segundo mês consecutivo ao apresentar elevação de 0,7 ponto, chegando a 91,8 pontos, nível próximo ao observado em jun/17 quando marcou 91,7 pontos.

Segundo o relatório da FGV, os consumidores se mostraram menos insatisfeitos com a situação econômica em geral, enquanto os indicadores que medem as avaliações sobre a situação econômica no momento e nos próximos meses avançaram 2,7 pontos, impactando positivamente na confiança do consumidor em out/17.

Com relação às finanças familiares, foi verificado um aumento da satisfação do consumidor. O indicador que afere as avaliações no momento subiu 2 pontos, atingindo 67,1 pontos, o maior valor desde ago/15 quando registrou 70,5 pontos. E a despeito de perspectivas mais favoráveis com relação à situação financeira das famílias em meses futuros, a pesquisa demonstra que os consumidores brasileiros continuam cautelosos na hora de planejar suas compras.

Já o indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis recuou pelo quinto mês consecutivo, para 71,3 pontos, nível próximo ao registrado em abr/17 quando ficou em 71,1 pontos.

Analisando o Índice de Confiança do Consumidor-ICC, por faixa de renda, temos:

A confiança avançou em três das quatro faixas de renda pesquisadas, em outubro deste ano. O destaque foi registrado nas famílias com renda entre R$4.800,01 e R$9.600,00, com elevação de 7 pontos na comparação mensal. Para estas, houve melhora tanto da satisfação com a situação atual quanto das expectativas para os próximos meses;

O segundo maior crescimento observado em out/17 ficou nas famílias com renda até R$2.100,00, quando subiu 5,7 pontos, enquanto em set/17 registrou crescimento de 2,6 pontos, na mesma base de comparação;

A terceira posição na comparação mensal, ficou para consumidores na faixa de renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00 ao subir 2,5 pontos em out/17, tendo apresentado incremento de 2,2 pontos no mês anterior;

Já com relação as famílias com renda acima de R$9.600,00, na comparação mensal, o nível de confiança recuou 2,2 pontos, influenciado pelas expectativas negativas em relação ao futuro, enquanto em set/17 subiu 3,5 pontos. Observo que foi a única faixa de renda a registrar variação negativa em out/17.

Portanto, o Índice de Confiança do Consumidor em outubro deste ano apresentou comportamento positivo nas comparações mensal e anual, influenciado, em grande parte, pela melhora das expectativas do consumidor quanto ao desempenho futuro da economia nacional.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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