MAIOR
NÍVEL DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR DESDE MAI/17
Régis
Varão/¹
O
Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 1,4 ponto em out/17 (83,7
pontos), ante o mês anterior, maior nível desde mai/17 quanto chegou a 84,2
pontos. Na comparação anual apresentou elevação de 3,9 pontos.
De
acordo com Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, “A recuperação mais consistente da
economia fez com que a confiança do consumidor retornasse ao nível anterior à
crise política. Na comparação com indicadores empresariais, no entanto, a
confiança do consumidor ainda é baixa, sinalizando cautela diante dos níveis
elevados de incerteza. Os resultados sugerem que a melhora do consumo nos
últimos meses tem sido sustentada mais pela liberação de recursos do FGTS,
queda dos juros e depreciação de bens duráveis que pelo otimismo do consumidor“.
Em
out/17, os consumidores avaliaram mais favoravelmente a situação atual e as
perspectivas futuras. O Índice de Situação Atual (ISA) registrou crescimento pelo
terceiro mês consecutivo e, ao subir 2,3 pontos naquele mês, atingiu 73,2
pontos, o melhor resultado desde junho de 2015 quando atingiu 74,9 pontos. Já o
Índice de Expectativas (IE) avançou pelo segundo mês consecutivo ao apresentar elevação
de 0,7 ponto, chegando a 91,8 pontos, nível próximo ao observado em jun/17
quando marcou 91,7 pontos.
Segundo
o relatório da FGV, os consumidores se mostraram menos insatisfeitos com a
situação econômica em geral, enquanto os indicadores que medem as avaliações
sobre a situação econômica no momento e nos próximos meses avançaram 2,7
pontos, impactando positivamente na confiança do consumidor em out/17.
Com
relação às finanças familiares, foi verificado um aumento da satisfação do
consumidor. O indicador que afere as avaliações no momento subiu 2 pontos, atingindo
67,1 pontos, o maior valor desde ago/15 quando registrou 70,5 pontos. E a
despeito de perspectivas mais favoráveis com relação à situação financeira das
famílias em meses futuros, a pesquisa demonstra que os consumidores brasileiros
continuam cautelosos na hora de planejar suas compras.
Já
o indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis recuou pelo quinto
mês consecutivo, para 71,3 pontos, nível próximo ao registrado em abr/17 quando
ficou em 71,1 pontos.
A
confiança avançou em três das quatro faixas de renda pesquisadas, em outubro
deste ano. O destaque foi registrado nas famílias com renda entre R$4.800,01 e
R$9.600,00, com elevação de 7 pontos na comparação mensal. Para estas, houve
melhora tanto da satisfação com a situação atual quanto das expectativas para os
próximos meses;
O
segundo maior crescimento observado em out/17 ficou nas famílias com renda até
R$2.100,00, quando subiu 5,7 pontos, enquanto em set/17 registrou crescimento
de 2,6 pontos, na mesma base de comparação;
A
terceira posição na comparação mensal, ficou para consumidores na faixa de
renda entre R$2.100,01 e R$4.800,00 ao subir 2,5 pontos em out/17, tendo
apresentado incremento de 2,2 pontos no mês anterior;
Já
com relação as famílias com renda acima de R$9.600,00, na comparação mensal, o
nível de confiança recuou 2,2 pontos, influenciado pelas expectativas negativas
em relação ao futuro, enquanto em set/17 subiu 3,5 pontos. Observo que foi a
única faixa de renda a registrar variação negativa em out/17.
Portanto,
o Índice de Confiança do Consumidor em outubro deste ano apresentou
comportamento positivo nas comparações mensal e anual, influenciado, em grande
parte, pela melhora das expectativas do consumidor quanto ao desempenho futuro
da economia nacional.
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