INTENÇÃO
DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS MELHORA EM OUT/17
Régis
Varão/¹
A
pesquisa nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) publicada pela Confederação Nacional do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo (CNC) registrou crescimento de 1,4% em out/17 em
comparação com o mês anterior. O índice total permanece em um nível inferior a
100 pontos, zona de indiferença, o que indica a percepção de insatisfação das
famílias brasileiras com a situação atual do País. O ICF é um indicador
antecedente que tem como objetivo antecipar o potencial de vendas do
setor comércio.
A
confiança das famílias com renda inferior a dez salários mínimos (<10 SM)
apresentou melhora de 1,3% na comparação mensal, enquanto as famílias com renda
acima de dez salários mínimos (>10 SM), registrou crescimento 2,1%. O
relatório da CNC afirma: “O índice das famílias mais ricas está em 90 pontos; e
o das demais, em 75,5 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam
abaixo dos 100 pontos”.
Na
avaliação regional, todas registraram variações mensais positivas, exceto o
Nordeste, que apresentou decréscimo de 1,6%. A maior variação positiva foi
verificada na região Sudeste com +2,8%.
De
acordo com Juliana Serapio, da CNC, “A intenção de consumo das famílias segue
em recuperação lenta, porém progressiva. Os sinais de regeneração do mercado de
trabalho deverão contribuir para elevar o grau de confiança dos consumidores
nos próximos meses, dando sustentabilidade ao ritmo de crescimento das vendas”.
1. Emprego Atual:
Esse
componente apresentou elevação de 0,9% em out/17 (107,4 pontos) ante o mês
anterior, e subiu 1,7% na comparação anual. Por outro lado, o percentual de
famílias que se sentem mais seguras em out/17 quanto ao nível de Emprego Atual está
em 31,7% ante 30,7% observado em setembro.
As
regiões mais confiantes em relação ao Emprego Atual são: Centro-Oeste (136
pontos), Norte (124,5 pontos) e Sul (110,9 pontos), com variações mensais respectivas
de +0,4%, +0,8% e -0,2%. As regiões Sudeste (100,6 pontos) e Nordeste (99,8
pontos) registraram os menores níveis de confiança. O índice geral e os
regionais, exceto o da região Nordeste, estão acima da zona de indiferença (100
pontos).
2. Nível de Consumo Atual:
Esse
indicador registrou incremento 0,7% em out/17
(54,5 pontos) frente ao mês anterior, e apresentou crescimento de 14,8%
na comparação anual. O relatório da CNC afirma: “A maior parte das famílias
declarou estar com o nível de consumo menor que o do ano passado (59,3% ante
59,6% em setembro). O índice está em 54,5 pontos”.
3.
Acesso ao Crédito (Compra a Prazo):
O
componente Acesso ao Crédito apresentou variação positiva de 1,3% em out/17 (71,7
pontos) frente ao mês anterior, e subiu 7,4% em relação a igual período de 2016.
Entre os componentes do ICF, a modalidade compras a prazo apresentou a quarta maior
variação positiva na comparação anual.
4.
Momento para Duráveis:
O
indicador apresentou elevação de 2,3% em out/17 (53,8 pontos), ante o mês
anterior, e subiu 16,7% na comparação com out/16. O indicador continua abaixo
da zona de indiferença. Esse índice registrou o mesmo crescimento anual observado
em Perspectiva de Consumo. Ambas apresentaram a maior variação positiva anual entre
os componentes do ICF.
Considerando
por faixa de renda, as famílias com renda inferior a dez salários mínimos
(<10 SM) registraram crescimento de 1,8%, na comparação mensal, no indicador
Momentos para Duráveis, e as com renda acima de dez salários mínimos (>10
SM) apresentaram incremento de 3,9%. Em termos regionais, esse indicador variou
de 82,4 pontos na região Sul a 41 pontos na região Norte.
5.
Renda Atual:
Com
relação a esse componente houve variação positiva de 1,5% em out/17 (91,3
pontos) ante o mês anterior, e subiu 1,6% na comparação anual. Esse indicador
mostra a maior variação mensal desde mar/17, quando registrou crescimento de
2,8% ante o mês anterior.
6.
Perspectiva de Consumo:
Esse
componente apresentou elevação de 5,4% em out/17 (73,2 pontos) frente ao mês
anterior e registrou incremento (+16,7%) na comparação anual. Já na comparação
mensal, as famílias com renda <10 SM apresentaram crescimento de 4,5%, e aquelas
famílias com renda >10 SM registraram elevação de 8,8%.
7.
Perspectiva Profissional:
Esse
índice registrou declínio de 0,9% em out/17 (93,1 pontos) na comparação mensal,
e apresentou o maior declínio (-5,7%) na variação anual entre os componentes do
ICF. O valor desse componente em out/17, foi o menor observado para um mês de outubro
desde o início da série histórica. A melhora das condições atuais da economia ainda
não foram suficientes para impactar positivamente o comportamento do indicador.
Portanto,
a melhora das expectativas de alguns indicadores macroeconômicos, a redução da
inflação, a queda dos juros e a pequena melhora do emprego, estão contribuindo,
em parte, para melhorar o desempenho do ICF e de seus componentes, exceção para Perspectivas
Profissionais que foi o único a apresentar declínio nas duas bases de
comparação.
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