segunda-feira, 20 de julho de 2015

PESSIMISMO DO MERCADO CONTINUA ELEVADO
Régis Varão/¹

As previsões apresentadas no Boletim Focus de 17.7.15, do Banco Central (BCB), para os principais indicadores macroeconômicos apresentaram alterações para 2015 em grande parte dos índices pesquisados, exceto para o câmbio, juros e produção industrial que permanecem estáveis ante os valores verificados na semana anterior. A pesquisa é semanal, considera informações fornecidas por cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, e não reflete posicionamento do BCB:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 17.7.15 elevou de 9,12% para 9,15%, em uma semana, a expectativa do índice para 2015, ante 8,97% observada há quatro semanas, enquanto o boletim de 18.7.14 corrige para 6,12% a estimativa do índice para aquele ano. Em doze meses um incremento de 3,03 p.p. nas estimativas do IPCA para 2015. Para 2016, o Focus divulgado hoje reduz a projeção do índice para 5,40% (-0,04 p.p.), frente a 5,50% há trinta dias, na comparação semanal;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim de 17.7.15 corrigiu para 7,64% a projeção do índice para 2015, de 7,51% da semana anterior e 7,31% há trinta dias, enquanto o de 18.7.14 mantém em 5,50% a variação para este ano. Assim como o IPCA (+3,03 p.p.), o IGP-DI (+2,14 p.p.) apresenta deterioração nas estimativas nos últimos doze meses. O Focus de 17.7.15 continua projetando variação de 5,50% para 2016, valor mantido nos últimos 50 meses;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Focus de 17.7.15 mantém a projeção da taxa de câmbio em R$/U$3,23 para o final de 2015, enquanto a pesquisa de 18.7.14 mantém em R$/U$2,50. Para o final de 2016, a pesquisa divulgada hoje mantém o câmbio em R$/U$3,40, valor observado nas últimas semanas;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a pesquisa de 17.7.15 mantém em 14,50% a.a. a expectativa dos juros para o final deste ano, ante mesmo valor observado na semana anterior e 14,25% a.a. verificado há trinta dias, enquanto o boletim de 18.7.14 mantém em 12% a.a. Para 2016, a pesquisa divulgada esta semana reduz a estimativa dos juros para 12% a.a., de 12,25% a.a. observada na semana anterior;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 17.7.15 corrige para baixo o desempenho do PIB para 2015 em -1,70%, ante -1,50% do boletim anterior e -1,45% há quatro semanas, enquanto o Focus de 18.7.14 estima variação positiva de 1,50%. Com relação a 2016, o boletim divulgado hoje reduz para +0,33% o crescimento do PIB, ante +0,50% da semana anterior e +0,70 há trinta dias;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana mantém em -5% o decréscimo da indústria para 2015, frente a mesmo valor observado há sete dias e -3,10% há quatro semanas, enquanto o boletim de 18.7.14 projeta variação positiva de 1,70%. Para o próximo ano, a pesquisa de 17.7.15 corrige para +1,50% a expectativa de crescimento da indústria, de +1,40% da semana anterior e +1,50% há quatro semanas;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 17.7.15 corrigiu para U$6,40 bilhões o superávit da balança comercial para este ano, de U$5,50 bi registrados na semana anterior e U$3,10 bilhões há quatro semanas, enquanto o boletim de 18.7.14 estima superávit de U$9,80 bilhões. Para 2016, o Focus divulgado hoje eleva o superávit para U$14 bilhões, ante U$ 13 bi da semana anterior e U$ 11 bi observados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira eleva a projeção do IED para U$66,25 bilhões em 2015, de U$66 bi da semana anterior e U$66,50 bi há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 18.7.14 projeta U$55 bi. O boletim desta semana mantém a estimativa de IED em U$65 bi para 2016, valor observado nas últimas oito semanas.

Portanto, as correções realizadas em algumas das mais importantes variáveis macroeconômicas, como índices de preços e PIB, decorrem em grande parte do mau desempenho da economia brasileira nos últimos meses e das dificuldades enfrentadas pelo governo na aprovação do ajuste fiscal.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sábado, 18 de julho de 2015

AUMENTAM AS DEMISSÕES NA INDÚSTRIA
Régis Varão/¹

A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) realizada e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 17.7.15, investiga em cerca de 5.500 indústrias, as seguintes variáveis: pessoal ocupado assalariado, admissões, desligamentos, número de horas pagas e valor da folha de pagamento em termos nominais (valores correntes) e reais (deflacionados pelo IPCA).

Em mai/15, o total do pessoal ocupado assalariado na atividade industrial nacional apresentou declínio de 1% frente ao mês imediatamente anterior, na série sem ajustes sazonais, quinta taxa negativa consecutiva, acumulando no período perda de 3,1%. Cabe observar que o decréscimo registrado em mai/15 foi o maior desde fev/09 quando caiu 1,3%. Com os resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,8% no período mar-mai/15, ante o patamar observado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abr/13.

Na comparação com mai/14, o emprego industrial mostrou queda de 5,8% em mai/15, 44º resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação e o mais forte desde set/09 com -6,1%. No acumulado jan-mai/15, o total do pessoal ocupado registrou queda de 5%, ritmo de queda mais brando do que o observado no período jan-mar/15 (-4,6%), ambas as comparações ante mesmos períodos de 2014. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 4,4% em mai/15, manteve a trajetória descendente iniciada em set/13 com -1%.

Comparando mai/15 com igual período de 2014, o contingente de trabalhadores apontou redução em 17 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para: máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações com -12,9%, meios de transporte com -11%, produtos de metal (-10,6%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%), calçados e couro com -7,6%, vestuário (-7,5%), máquinas e equipamentos com -7,2%, refino de petróleo e produção de álcool com -7%, metalurgia básica (-6,6%), indústrias extrativas com -5,2%, papel e gráfica (-3,3%), alimentos e bebidas (-3,2%), produtos têxteis com -2,9% e minerais não-metálicos com -2,4%. O único resultado positivo em mai/15 foi verificado no setor de produtos químicos (+0,2%).

No acumulado jan-mai/15, o emprego industrial mostrou queda de 5%, com taxas negativas nos 18 setores pesquisados. As contribuições negativas mais relevantes ficaram com: máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,2%), produtos de metal (-9,9%), meios de transporte com -9,5%, outros produtos da indústria de transformação (-8,6%), calçados e couro (-7,4%), refino de petróleo e produção de álcool com -6,8%, metalurgia básica (-6,4%), máquinas e equipamentos (-5,8%), vestuário (-5,1%), indústrias extrativas (-4,4%), papel e gráfica com -3,1%, produtos têxteis (-2,7%) e alimentos e bebidas com -2,1%.

Com relação ao total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria, enquanto o primeiro registrou o quinto resultado negativo consecutivo, o segundo registrou declínio mais intensa desde jan/09. Cabe observar que tais resultados refletem, especialmente, a redução de ritmo da produção industrial desde o trimestre out-dez/13, com queda de 9,7% desde out/13. Nesse mesmo período, o total do pessoal ocupado e o número de horas pagas apresentaram decréscimos: de -7,3% e de -8,2%, respectivamente. O desempenho do índice de média móvel trimestral confirma esse quadro de menor intensidade do mercado de trabalho da indústria, já que esse indicador continuou com desempenho praticamente negativo desde o período jan-jun/13.

Em mai/15, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, com ajuste sazonal, mostrou queda de 3,7% frente a abr/15, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando no período redução de 4,6%. Vale observar que o recuo registrado em maio foi o mais forte desde jan/13 (-5,3%). No índice de mai/15, verifica-se a influência negativa tanto do setor extrativo (-6,0%), acentuando a queda de 3,5% registrada em abri/15, como da indústria de transformação (-2,6%), que permaneceu caindo pelo quinto mês consecutivo. Com tais resultados, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria recuou 1,5% no período mar-mai/15 frente o patamar do mês anterior e continua em trajetória descendente desde fevereiro deste ano.

Na comparação com maio de 2014, o valor da folha de pagamento real mostrou decréscimo de 9,7% em mai/15, com resultados negativos em dezessete dos dezoito ramos investigados, com destaque para: indústrias extrativas (-30,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-29,4%), meios de transporte (-15,1%), metalurgia básica (-12%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,6), calçados e couro (-10,2%), produtos de metal (-10,1%), outros produtos da indústria de transformação (-8,1%), máquinas e equipamentos (-5,9%), alimentos e bebidas (-5,8%), borracha e plástico (-4,0%) e papel e gráfica (-2,6%). Destaque para os resultados negativos mais acentuados das extrativas e de refino de petróleo e produção de álcool que foram explicados pela elevada base de comparação, já que avançaram, respectivamente, 8,8% e 10,5% em mai/14, influenciados em grande parte pelo pagamento de participação nos lucros e resultados em importante empresa desses setores. A atividade de produtos químicos, com variação de +0,1%, assinalou a única influência positiva em mai/15.

Já no acumulado jan-mai/15, o valor da folha de pagamento real caiu 5,9%, com taxas negativas nas 18 atividades pesquisadas, pressionado, principalmente, pelas quedas de: meios de transporte (-10,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-10,6%), indústrias extrativas (-10,5%), produtos de metal (-10,3%), calçados e couro (-9,7%), metalurgia básica (-8,4%), outros produtos da indústria de transformação (-7,2%), máquinas e equipamentos (-4,1%), borracha e plástico (-2,9%), alimentos e bebidas (-2,6%) e papel e gráfica (-2,0%).

Portanto, muito preocupante a quantidade de trabalhadores que perdeu o emprego nos últimos meses, e em especial em maio deste ano (-1%), que apresentou o maior declínio desde fev/09 (-1,3%). Um quadro desanimador se instalou na indústria nacional, que também reduziu a quantidade de horas trabalhadas e o valor da folha de pagamento no quinto mês deste ano. O País atravessa um período de grandes dificuldades e aumento do pessimismo por parte dos principais agentes econômicos, o que pode ser verificado nas expectativas realizadas pelo mercado para as principais variáveis macroeconômicas, e divulgadas semanalmente no Boletim Focus do Banco Central (BCB).

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA CAEM EM MAIO
Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 14.7.15,  produz indicadores do comércio varejista que permitem acompanhar o desempenho do setor e de seus principais segmentos. A pesquisa trabalha uma amostra com cerca de 5.700 empresas com vinte ou mais pessoas ocupadas, abrange dez grupos de atividades e está distribuída nas 27 Unidades da Federação.

Em mai/15, o Comércio Varejista brasileiro apresentou variação negativa de 0,9% no volume de vendas com relação ao mês anterior, ajustada sazonalmente, registrando o quarto mês consecutivo de declínio, e caiu 4,5% ante mai/14, acumulando variações de -2,0% no ano e de -0,5% em 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou variação de 1,9%, 4,1% e de 5,7%, respectivamente.

Com relação ao Comércio Varejista Ampliado, inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, maio de 2015 permaneceu em queda frente ao mês anterior com -1,8%, o sexto resultado consecutivo negativo, na série com ajuste sazonal. Em relação à mai/14, foram registradas variações de -10,4% para o volume de vendas e -4,2% na receita nominal de vendas. Nos resultados acumulados, as taxas foram -7% no ano e -5% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e -1,1% e 0,8% para a receita nominal, respectivamente.

No quinto mês deste ano, sete das dez atividades pesquisadas registraram variações negativas para o volume de vendas, na relação mensal com ajuste sazonal. Comportamento das taxas: combustíveis e lubrificantes (-0,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%); livros, jornais/revistas e papelaria (-2,1%); móveis e eletrodomésticos (-2,1%); material de construção (-3,8%); e veículos e motos, partes e peças com -4,6%. As atividades que apresentaram resultados positivos: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+5,5%); tecidos, vestuário e calçados (+2,7%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico com +1,7%.

Na comparação mai/15, ante mai/14, uma queda de 4,5%, sem ajuste sazonal, no volume de vendas, cinco das oito atividades pesquisadas registraram decréscimos. Atividades que apresentaram participação negativa no desempenho da taxa global: móveis e eletrodomésticos com -18,5%; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%); tecidos, vestuário e calçados com -7,7%; combustíveis e lubrificantes (-4,2%); e livros, jornais, revistas e papelaria com -11,8%. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 0,3%; e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 0,2%, praticamente não pressionaram a taxa geral. A atividade artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com +1,8%, exerceu impacto positivo no resultado do varejo.

Em mai/15, o segmento de móveis e eletrodomésticos, apresentou declínio de 18,5% no volume de vendas em relação a igual período de 2014, e registrou o maior impacto negativo na taxa geral do setor varejo. O mau desempenho em maio deste ano reflete não só a redução da massa de rendimento e o menor ritmo de concessão de crédito, mas também o fraco desempenho das vendas no Dia das Mães frente a mai/14, este beneficiado pelo aumento das vendas de televisores para a Copa do Mundo. No acumulado jan-mai/15 e dos últimos 12 meses, as taxas apresentaram -10,9% e -6,1%, respectivamente.

O segmento hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, declinou 2,1% no volume de vendas em mai/15, ante igual mês de 2014, registrando a segunda maior contribuição negativa na formação da taxa geral do comércio. Quanto aos resultados acumulados, a atividade apresentou variação negativa de 1,6% no ano e nos últimos 12 meses de -0,9%. O desempenho negativo foi influenciado pelo redução do poder de compra da população e devido ao fato de mai/15 contar com um dia útil a menos, frente a mai/14, mesmo com o incremento dos preços de alimentação no domicílio se encontrar inferior a média geral.

A atividade de tecidos, vestuário e calçados, a terceira maior participação negativa na composição do índice agregado do varejo, com declínio de 7,7% em relação a mai/14. Normalmente a atividade reflete positivamente as compras realizadas no Dia das Mães, mas em mai/15 apresentou resultado negativo e abaixo da média geral, mesmo ajudado pelosos preços de vestuário se posicionando abaixo do índice de inflação (variações de 3,4% e 8,5% no acumulado em 12 meses, respectivamente, até maio, segundo IPCA). Em termos acumulados apresentaram retração de -5,0% no ano e -2,8% nos últimos 12 meses.

O Comércio Varejista Ampliado, que inclui o varejo mais os segmentos de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou na comparação mai/15 ante mai/14, para o volume de vendas, uma variação negativa de 10,4%, taxa acumulada no ano de -7,0% e em doze meses de -5,0%. Este mau desempenho ocorre em função do declínio nas vendas de veículos, motos, partes e peças, cujo resultado interanual foi -22,2%, acumulando no ano taxa de -17,3% e, em 12 meses -13,9%. A redução no segmento foi decorrente, entre outros fatores, da gradual redução dos incentivos via IPI, do menor ritmo na concessão de crédito e da restrição orçamentária das famílias, devido o decréscimo real da massa salarial.

O segmento material de construção apresentou variação negativa, no volume de vendas, de 11,3% frente a mai/14. Em relação aos resultados acumulados, as taxas foram de -5,7% no ano e de -3,6% nos últimos 12 meses, também reflexo da diminuição da renda somada as expectativas negativas sobre o cenário macroeconômico.

Dos 27 estados da federação 25 apresentaram variações negativas no volume de vendas do comércio, na comparação de mai/15 com mai/14, série sem ajuste sazonal, com destaque para o estado da Paraíba, com -13,6%; Goiás com -12,6%; e Amazonas com -11,1%. Quanto às maiores participações negativas na composição da taxa geral do varejo, as variações foram: -9,6% na Bahia; -4,0% em Minas Gerais; -3,5% em São Paulo; e -3,0% no Rio de Janeiro.

Para o volume de vendas, comparando mai/15 com o mês anterior, com ajuste sazonal, os resultados foram negativos para 22 estados, ressaltando-se: Sergipe, com -3,9%; Amazonas (-3,1%); Rondônia (-2,7%); e Paraíba com -1,8%. As maiores taxas positivas foram verificadas em Roraima com 3,9%; Mato Grosso (1,6%); e Tocantins com 1,5%.

Quanto ao varejo ampliado, 26 estados apresentaram decréscimos, em termos de volume de vendas, ante mai/14, com destaque para: Espírito Santo com -21,7%; Rondônia (-17,7%); Acre com -17,6%; e Paraíba com -17,5%. Com relação às maiores participações negativas na taxa geral do comércio varejista ampliado, temos: -13,7% no Rio Grande do Sul; -11,0% no Paraná; -9,1% em Minas Gerais; -8,6% em São Paulo; e -8,1% para Rio de Janeiro.

Portanto, o comercio varejista apresentou desempenho ruim em maio deste ano, devido em grande parte à conjuntura econômica desfavorável, redução do padrão de renda das pessoas, elevado nível de endividamento das famílias e redução do crédito, podendo piorar nos próximos meses, o que pode ser verificado com as estimativas do mercado publicadas semanalmente no Boletim Focus do Banco Central (BCB).

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 14 de julho de 2015

CONTINUA O PESSIMISTA DO MERCADO
Régis Varão/¹

As previsões apresentadas no Boletim Focus de 10.7.15, do Banco Central (BCB), para as principais variáveis macroeconômicos apresentaram alterações para este ano parte dos indicadores pesquisados, exceção para a Taxa Selic e PIB que permanecem estáveis ante os valores da semana anterior. A pesquisa é divulgada semanalmente com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, não refletindo posicionamento do BCB quanto aos números divulgados:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 10.7.15 elevou para 9,12% a expectativa do índice para 2015, ante 9,04% da semana anterior e 8,79% há quatro semanas, enquanto o boletim de 11.7.14 mantém o índice estável em 6,10%. Em apenas doze meses um forte incremento de 3,02 p.p. nas estimativas do índice para 2015. Para o próximo ano, o Focus desta semana reduz a projeção para 5,44%, de 5,45% observado na semana anterior e 5,50% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa de 10.7.15 corrigiu para 7,51% a projeção do índice para 2015, de 7,42% apresentada na semana anterior e 7,08% há trinta dias, enquanto o boletim de 11.7.14 mantém em 5,50% a variação para este ano. Assim como o IPCA (+3,02 p.p.), o IGP-DI (+2,01 p.p.) também tem apresentado deterioração nas estimativas nos últimos doze meses. O Focus de 10.7.15 continua projetando variação de 5,50% para 2016, valor inalterado nos últimos 49 meses;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 10.7.15 corrige a projeção da taxa de câmbio para R$/U$3,23 para o final de 2015, enquanto a pesquisa de 11.7.14 mantém em R$/U$2,50. O Focus desta semana mantém o câmbio em R$/U$3,40, de R$/U$3,30 registrado há quatro semanas, para o final do próximo ano;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 10.7.15 mantém em 14,50% a.a. a projeção dos juros para o final de 2015, ante igual valor observado na semana anterior e 14% a.a. verificado há trinta dias, enquanto o boletim de 11.7.14 mantém em 12% a.a. Para 2016, a pesquisa divulgada esta semana eleva a estimativa dos juros para 12,25% a.a., de 12,06% a.a. observada na semana anterior;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 10.7.15 mantém o desempenho do PIB para 2015 em -1,50%, ante igual valor observado na semana anterior e variação negativa de 1,35% apresentada há um mês, enquanto o boletim de 11.7.14 estima variação positiva de 1,50%. Com relação a 2016, o boletim desta semana mantém inalterado em +0,50% o desempenho do PIB;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana corrigiu para -5% o decréscimo da indústria para este ano, ante -4,72% verificado há sete dias e -3,20% há quatro semanas, enquanto o boletim de 11.7.14 projeta variação positiva de 1,80%. Para o próximo ano, a pesquisa de 10.7.15 corrige para +1,40% a expectativa de crescimento da indústria, de +1,35% da semana anterior e +1,60% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 10.7.15 corrigiu para U$5,50 bilhões o superávit da balança comercial para este ano, de U$5 bi registrados na semana anterior e U$3 bilhões há quatro semanas, enquanto o boletim de 11.7.14 estima superávit de U$9,40 bilhões. Para 2016, o Focus desta semana eleva o superávit para U$13 bilhões, ante U$ 12,40 bi da semana anterior e U$ 10,35 bi observado há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa Focus divulgada segunda-feira reduz a projeção do IED para U$66 bilhões em 2015, de U$67 bi registrados na semana anterior e há quatro semanas, respectivamente, enquanto a pesquisa de 11.7.14 projeta U$55 bi. O boletim desta semana mantém a estimativa de IED em U$65 bi para 2016, valor observado nas últimas sete semanas.

Portanto, as correções realizadas pelo mercado para o PIB, inflação, juros e câmbio ao longo dos últimos meses decorrem da percepção negativa frente à aprovação pelo Congresso Nacional dos ajustes propostos pela equipe econômica.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 7 de julho de 2015

CAI O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS EM JUNHO
Régis Varão/¹

O percentual de famílias com dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros atingiu 62% em jun/15, 0,4 p.p. abaixo do observado em mai/15 e -0,5 p.p. frente a jun/14, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), com dados coletados em todas as capitais do País, contemplando cerca de 18 mil consumidores.

Apesar do declínio do percentual de famílias endividadas no período mai-jun/15, a proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso subiu em jun/15 para 21,3%, ante 21,1% em mai/15 e 19,8% em jun/14. Quanto às famílias que se declararam sem condições de pagar suas dívidas, também foram observadas elevações nas duas bases de comparações, chegando a 7,9% em jun/15, ante 7,4% no mês anterior e 6,6% em jun/14.

Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso o tempo médio de atraso foi de 59,6 dias em jun/15, ante 60,8 dias de jun/14. Segundo o relatório da CNC, “O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias endividadas foi de 7,1 meses, sendo que 25,5% estão comprometidas com dívidas até três meses, e 33,1%, por mais de um ano. Ainda entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas aumentou na comparação anual, passando de 30,3% para 30,5%; e 22,9% delas afirmaram ter mais da metade de sua renda mensal comprometida com pagamento de dívidas.”

O declínio do número de famílias endividadas entre maio e jun/15 foi observado nas duas faixas de renda, até 10 salários mínimos (SM) e superior a 10 SM, bem como na comparação anual. As famílias que ganham até 10 SM, o percentual do endividamento atingiu 63,5% em jun/15, ante 63,7% do mês anterior e 63,9% em jun/14. Já o grupo com renda acima de 10 SM o percentual de endividamento caiu de 56,2% em mai/15, para 55,2% no mês seguinte, enquanto em jun/14 o percentual de endividadas no grupo >10 SM era 55,8%.

O percentual de famílias que se declararam muito endividadas manteve-se estável no período mai-jun/15 com 12,5%, embora tenha atingido 11,9% em jun/14. A proporção de famílias que declararam estarem mais ou menos endividadas passou de 23% em mai/15, para 23,2% no mês seguinte, embora tenha chegado a 23,4% em jun/14. A proporção de famílias que se declaram pouco endividadas caiu de 26,9% em maio para 26,2% em jun/15, ante 27,3% observado em junho do ano anterior. Famílias que se declararam sem dívidas nas categorias citadas apresentaram o seguinte comportamento: 37% em jun/14, 37,3% em mai/15 e 37,8% no mês seguinte. As famílias que não sabem informar a respeito de suas dívidas, o percentual ficou estável entre maio e jun/15 (0,2%).

Em junho deste ano, o cartão de crédito é apontado como o principal tipo de dívida por 77,2% das famílias endividadas. Na ordem de preferência, o segundo tipo de dívida são os carnês de lojas com 16,3%, em terceiro lugar vem o financiamento de carro com 13,4%, seguido por crédito pessoal com 8,9%, financiamento de casa (7,8%), cheque especial (6,9%), crédito consignado (4,7%) e cheque pré-datado com 1,6%, enquanto os que têm outras dívidas (2,5%) e não sabem ou não responderam totalizam 0,4%. De acordo com a PEIC, “Entre as famílias com renda até dez salários mínimos, cartão de crédito, por 78,3%, carnês, por 17,5%, e financiamento de carro, por 10,4% são os principais tipos de dívida apontados.” Nos últimos meses, essa ordem de preferência manteve-se inalterada, ficando a liderança com o cartão de crédito, ainda muito distante dos demais.

Embora tenha havido redução do número de famílias com dívidas, a proporção de famílias endividadas com contas/dívidas em atraso subiu em jun/15 pela quarta vez consecutiva, registrando o maior índice desde out/13. Por outro lado, houve piora na percepção das famílias endividadas em relação à capacidade de pagamento, e o percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso apresentou o maior patamar desde out/11.

Portanto, os problemas por que passam a economia brasileira, com aumento do desemprego, inflação e juros, têm contribuído para pressionar negativamente a renda do trabalhador, pressionando para cima os índices de inadimplência das famílias.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

As estimativas do Boletim Focus de 3.7.15, do Banco Central (BCB), para as principais variáveis macroeconômicos apresentaram alterações para este ano na grande maioria dos indicadores pesquisados, exceção para a Taxa Selic, que permanece estável quando comparada ao valor da semana anterior. O Focus divulga pesquisa realizada semanalmente com cerca de 100 instituições financeiras e consultorias nacionais, não refletindo qualquer posicionamento do BCB quanto aos números divulgados:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 3.7.15 elevou para 9,04% a expectativa do índice para 2015, ante 9% observada na semana anterior e 8,46% há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 4.7.14 mantém o IPCA estável em 6,10%, para aquele ano. Em doze meses uma elevação de 2,94 p.p. nas estimativas do índice para 2015. Para 2016, o boletim de 3.7.15 reduz a projeção para 5,45%, de 5,50% observado nas semanas anteriores;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa divulgada hoje corrigiu para 7,42% a projeção do índice para este ano, de 7,37% verificada há uma semana e 7,05% há trinta dias, enquanto o boletim de 4.7.14 mantém 5,50% para 2015. Assim como o IPCA (+2,94 p.p.), o IGP-DI (+1,92 p.p.) também apresentou deterioração das expectativas do mercado nos últimos doze meses. O boletim de 3.7.15 continua projetando variação de 5,50% para 2016, valor mantido inalterado nos últimos 48 meses;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 3.7.15 corrige a projeção da taxa de câmbio para R$/U$3,22 para o final de 2015, enquanto a pesquisa de 4.7.14 estima R$/U$2,50. O Focus divulgado hoje corrige o câmbio para R$/U$3,40, de R$/U$3,37 registrado na semana anterior, para o final de 2016;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 3.7.15, divulgado hoje, mantém estável em 14,50% a.a. a projeção da Taxa Selic para o final deste ano, ante igual valor observado na semana anterior e 14% a.a. verificado há trinta dias, enquanto o boletim de 4.7.14 mantém em 12% a.a. As correções realizadas na Taxa Selic, nos últimos meses, têm levado o mercado a corrigir para cima as expectativas dos juros para o final de 2015, o que é péssimo para os tomadores de crédito. A pesquisa divulgada hoje eleva para 12,06% a.a., de 12% a.a. da semana anterior, os juros para o final de 2016;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 3.7.15 continua corrigindo para baixo, -1,50%, o desempenho do PIB para 2015, ante declínio de 1,49% observado na semana anterior e queda de 1,30% há quatro semanas, enquanto o boletim de 4.7.14 estima alta de 1,50%. Com relação a 2016, o boletim divulgado hoje mantém inalterado em +0,50% o crescimento do PIB. O mau desempenho do PIB no primeiro trimestre deste ano, associado ao crescimento do desemprego, dos juros, do câmbio e da inflação pode pressionar negativamente as expectativas do mercado a serem divulgadas nas próximas pesquisas do Boletim Focus;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de hoje corrigiu para -4,72% o decréscimo do setor industrial para 2015, ante -4% verificado há sete dias e -3,20% há quatro semanas, enquanto o boletim de 4.7.14 projeta variação positiva de 2,10%. Para 2016, a pesquisa desta semana corrige para baixo a expectativa de crescimento da indústria para +1,35%, de +1,50% da semana anterior e igual valor observado há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 3.7.15   corrigiu para U$5 bilhões o superávit da balança comercial para este ano, de U$4 bi registrados na semana anterior e U$3,10 bilhões há trinta dias, enquanto o boletim de 4.7.14 estima superávit de U$9,90 bilhões. Para o próximo ano, o Focus divulgado hoje eleva o superávit para U$12,40 bilhões, ante U$ 12 bi da semana anterior e U$ 10 bi observado há quatro semanas;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa Focus divulgada hoje eleva a projeção do IED (U$67 bilhões) para 2015, de U$65,70 bi registrados na semana anterior e U$67,50 bilhões observados há quatro semanas, enquanto a pesquisa de 4.7.14 projeta U$55 bi. O boletim desta semana mantém a estimativa de IED em U$65 bi para 2016, valor observado nas últimas seis semanas.

Portanto, o aumento dos juros, do desemprego, da inflação e da insatisfação da base parlamentar, associados ao isolamento da presidente Dilma (entrevista do ministro do STF Marco Aurélio, ao Correio Braziliense de 5.7.15), devem elevar o pessimismo dos agentes econômicos e da população em geral, com reflexos negativos nas expectativas do mercado para os próximos meses.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

VENDAS E PRODUÇÃO DE VEÍCULOS DESPENCAM EM JUN/15
Régis Varão/¹

O País atravessa uma crise política e econômica de grandes proporções, com os principais indicadores macroeconômicos se deteriorando a cada dia. As projeções apresentadas semanalmente pelo Boletim Focus do Banco Central (BCB) tem mostrado correções para baixo nas expectativas do mercado para a produção industrial, PIB, investimentos estrangeiros diretos, enquanto eleva as estimativas dos índices de preços, câmbio e juros para os próximos meses.

Um cenário desanimador nos aguarda nos próximos meses deste ano, podendo chegar em 2016. A Carta da Anfavea de jun/15 confirma o desempenho medíocre da atividade econômica, da produção industrial, do licenciamento e das vendas do setor de autoveículos, enquanto montadoras providenciam férias coletivas, e dependendo da extensão do problema podem reduzir seus quadros em futuro próximo. Em 2015 foram fechadas 250 concessionárias no País, totalizando 12 mil demissões, e tudo indica que mais ajustes virão neste ano.

No período jan-mai/15 foram produzidos 1.092,32 mil autoveículos, ante 1.350,12 mil de igual período de 2014, queda de 19,1%, enquanto em mai/15 foram produzidos 210,1 mil, declínio de 3,4% ante abr/15 e decréscimo de 25,3% frente a mai/14.

Com relação aos licenciamentos - Renavan e Denatran - de autoveículos, nos primeiros cinco meses de 2015 foram 1.106,43 mil unidades, com declínio de 20,9% ante jan-mai/14. Em mai/15 (212,7 mil licenciamentos) com queda de 3% frente ao mês anterior e redução de 27,5% ante mai/14.

Quanto às vendas internas no atacado de máquinas agrícolas e rodoviárias, no período jan-mai/15 (20,3 mil) houve queda de 25,2% quando comparada a  igual período de 2014, tendo mai/15 registrado vendas de 4,1 mil, decréscimo de 2,6% ante o mês anterior, e declínio de 32,6% ante mai/14.

As exportações de autoveículos e máquinas agrícolas e rodoviárias (valores em U$), registraram decréscimo de 12,1% nos cinco primeiros meses de 2015 frente ao período jan-mai/14, enquanto subiu 50,9% entre abril e maio deste ano, e cresceu 12,6% em mai/15 ante igual mês do ano anterior.

Os licenciamentos totais de autoveículos novos (veículos leves, caminhões e ônibus), atingiram 1.106.425 unidades no período jan-mai/15, -20,9% ante jan-mai/14. O item veículos leves (automóveis e comerciais leves), com 1.067.093 licenciamentos nos cinco primeiros meses de 2015 apresentou queda de 20% ante igual período de 2014. Os veículos leves participam com 96,5% dos licenciamentos totais de autoveículos novos. O item caminhões, no período analisado, caiu -42,4%, enquanto ônibus decresceu 27,9%. Comparando mai/15 com mai/14, os licenciamentos totais de autoveículos novos apresentaram queda de 27,5%, enquanto veículos leves caiu 26,3%, caminhões (-52,7%) e ônibus -35,3%.

Os licenciamentos de autoveículos novos nacionais registraram desempenho negativo no período jan-mai/15 (-19,3%), ante igual período de 2014, tendo a seguinte distribuição: veículos leves (-18,1%), caminhões (-42,3%) e ônibus com -27,9%.

Por outro lado, os licenciamentos de autoveículos novos importados também apresentaran mau desempenho nos cinco primeiros meses de 2015 (-28,2%), quando comparado a igual período de 2014, ficando assim distribuido: veículos leves (-28,1%) e caminhões (-50,2%), não tendo havido licenciamento no segmento de ônibus no período em análise.

Portanto, o desempenho do setor de autoveículos reflete, em grande parte, o momento atual por que passa a economia brasileira, com declínio da atividade econômica, aumento do pessimismo, redução do poder aquisitivo da população, elevação dos preços, incremento do desemprego, crescimento do endividamento das famílias e aumento dos juros.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.