quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

UMA CIDADE ABANDONADA
Régis Varão/¹

A capital da república, Patrimônio da Humanidade, está acéfala, falta gestores públicos, falta educação, falta saúde, falta transporte, falta segurança e os servidores estão sem salários. Por outro lado sobram buracos e muito mato nas principais ruas e avenidas da cidade.

As ruas e parques do Distrito Federal estão abandonados desde as eleições, e sucessivas greves e paralizações tomaram conta da cidade, e segundo a mídia e membros do governo faltam recursos para pagar as empresas terceirizadas que fornecem serviços ao DF nas áreas de educação e saúde.

Os servidores da educação, saúde e segurança não estão recebendo seus salários no prazo estabelecido, e a população está sem transporte público, refém de paralizações semana sim semana não. Como ficam os compromissos com aluguel, com taxas, impostos e com o supermercado se o professor não recebe em dia seu pagamento. Como podemos exigir aula de qualidade de um profissional que está com dificuldade de abastecer a dispensa de sua residência ?

Como o profissional da saúde pode prestar um serviço de qualidade se lhe faltam condições emocionais para atender a população. Ponha-se no lugar de um médico cirurgião que terá que realizar cirurgia importante, mas que falta remédios básicos no hospital, além, obviamente de não ter recebido o salário em dia para pagar suas contas ? A situação dos hospitais é caótica, falta gaze, dipirona e outras tantas coisas importantes para o bom funcionamento do setor. A população que não dispõe de automóvel depara-se há algum tempo com greves intermináveis na área de transporte público, prejudicando a população de chegar a tempo em seus compromissos.

Durante o primeiro turno das eleições a propaganda do atual governante mostrava uma Brasília sem problemas e todos os setores funcionando perfeitamente. Muitas vezes parecia que estávamos ouvindo falar de uma cidade de primeiríssimo mundo com serviços de altíssima qualidade.

É inacreditável e inaceitável o desrespeito com Brasília, e como faz falta um bom gestor para cuidar da capital de todos os brasileiros.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

As projeções realizadas pelo mercado para as principais variáveis macroeconômicos divulgadas pelo Boletim Focus de 26.12.14, do Banco Central, a última pesquisa do ano, manteve praticamente inalteradas as estatísticas da semana anterior, exceto para a balança comercial. A pesquisa é semanal e realizada com cerca de 100 instituições entre bancos e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o boletim Focus de 26.12.14 manteve em 6,38% a expectativa do mercado para o IPCA deste ano frente a 6,43% observado há quatro semanas, enquanto o boletim de 27.12.13 indicava 5,98%. A pesquisa divulgada ontem reduziu para 6,53% a projeção para 2015 frente a 6,54% da pesquisa anterior e 6,49% divulgada há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): o boletim desta semana manteve estável em 3,96% a projeção do índice para 2014, ante 3,81% há um mês, enquanto no Focus de 27.12.13 a expectativa do mercado apontava para 6%. O Focus divulgado ontem manteve inalterada em 5,67% a estimativa para 2015, de 5,69% apresentada há trinta mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): a pesquisa de 26.12.14 manteve o mesmo valor - R$/U$2,65 - da semana anterior para a taxa de câmbio no final de 2014, ante R$/U$2,55 do boletim publicado há quatro semanas, enquanto o Focus de 27.12.13 apontava para R$/U$2,45. Para o final de 2015, a expectativa do mercado no boletim desta semana subiu para R$/U$2,80 frente a R$/U$2,75 da semana anterior e R$/U$2,67 registrada há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a pesquisa de 26.12.14 continua sem apresentar projeção do indicador para o final deste ano. Contudo, o mercado manteve a estimativa da Selic em 12,50% a.a. para o final de 2015, ante 12% a.a. observada há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a estimativa desta semana para o crescimento do PIB em 2014 subiu para +0,14%, de +0,13% do boletim anterior e +0,19% há trinta dias, enquanto o Focus de 27.12.13 indicava +2%. Com relação a 2015, o mercado manteve inalterado a estimativa de elevação em +0,55% frente à alta de 0,77% da pesquisa publicada há um mês;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 26.12.14 manteve praticamente estável em -2,49% a expectativa de crescimento da indústria para 2014, de -2,50% da pesquisa anterior e de decréscimo de 2,26% apresentado há trinta dias, enquanto a pesquisa de 27.12.13 apresentava incremento de 2,23%. Quanto ao próximo ano, o último Focus de 2014 manteve inalterado o crescimento em 1,02%, ante elevação de 1,13% verificada há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 26.12.14 corrigiu para -U$2 bilhões o déficit da balança comercial para 2014 frente a -U$1,86 bilhão da semana anterior e U$0 bi divulgado há quatro semanas, enquanto o Focus de 27.12.13 apresentava superávit de U$8 bilhões. A última projeção do mercado realizada em 2014, para 2015, corrigiu o superávit para U$5 bilhões frente a U$4,83 bilhões da semana anterior e U$6,31 bi divulgada há quatro semanas;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): há meses as estimativas elaboradas pelo mercado têm mantido em U$60 bilhões a projeção de crescimento do IED para 2014, enquanto para 2015 apenas nas últimas pesquisas manteve a estimativa em U$60 bilhões.

Portanto, enquanto 2014 não deixará saudade e será lembrado como um dos piores das últimas duas décadas, 2015 será o ano do aperto monetário e fiscal. Serão realizados ajustes nas contas públicas, o crédito para pessoa física/jurídica será reduzido, os preços e os juros continuarão elevados, haverá elevação da carga tributária e o nível de emprego da economia poderá ser reduzido. Com certeza não será um ano fácil para a nova equipe econômica e menos ainda para a população brasileira.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Veja o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CONTINUA BAIXA
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) elaborado e divulgado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional, atingiu 109,2 pontos em dez/14 frente a 109,7 observados no mês anterior e 111,2 registrados em dez/13.

O INEC recuou 0,5% em dez/14 e registra queda de 1,8% na comparação com dez/13. Quando comparado a jan/14 (113,9), o índice de dez/14 registra queda de 4,1%. A redução do índice é a segunda seguida na comparação mensal e mantém o indicador abaixo de sua média histórica de 111,1 pontos.

O índice de dez/14 registra o segundo mês consecutivo de queda, embora acima de outros valores registrados no ano. Os resultados de 2014 apresentaram comportamento atípico, com jan/14 atingindo o maior valor do ano, alternando declínios com elevações, e chegando em out/14 (112 pontos) com o segundo maior valor do ano, e caindo nos meses seguintes. O desempenho do indicador mostra decréscimo na percepção do comportamento do consumidor quando comparados aos últimos meses de 2013 e janeiro de 2014.

Fatores que contribuíram para o desempenho do indicador em dez/14:

(a) Expectativa de Inflação: em dez/14 atingiu 96,2 pontos frente a 104,3 observados no mês anterior, decréscimo de 7,8%, e registrou queda de 9,8% quando comparada a dezembro de 2013 (106,7);

(b) Expectativa de Desemprego: registrou 110,7 pontos em dez/14, ante 116,7 verificados em novembro, declínio de 5,1%, e registrou queda de 8,4% quando comparada a dez/13 (120,9);

(c) Expectativa da renda pessoal: subiu para 109,7 pontos em dez/14, de 108,7 no mês anterior, crescimento de 0,9%. Quando comparado a dez/13 (112) o indicador de dez/14 apresentou declínio de 2,5%;

(d) Situação Financeira: atingiu 110,3 pontos em dez/14, de 108,3 observado no mês anterior, alta de 1,85%, mostrando elevação das expectativas positivas quanto ao indicador nos próximos meses. Quando comparada a dez/13, o indicador registrou alta de 0,9%. O indicador apresenta aumento do número de consumidores que melhoraram suas percepções a respeito do indicador no último mês do ano;

(e) Endividamento: apresentou declínio de 0,10% entre novembro com 101 pontos e dez/14 com 100,9, e registrou redução de 4% ante dez/13 (105,1). O resultado mostra que mais pessoas afirmaram maior nível de endividamento em dez/14 que nos outros meses do ano;

(f) Compras de bens de maior valor: entre os demais componentes do INEC, as compras de bens de maior valor apresentaram em dez/14 (119,6 pontos) a maior variação positiva (2,5%), ante nov/14 (116,7), e cresceu 5,4% quando comparada ao dez/13. O último mês do ano registrou o maior valor no período, seguido por 116,7 pontos em novembro e 115,7 em mar/14.

O declínio do INEC em dezembro deve-se ao maior pessimismo com relação à evolução da inflação e o aumento do desemprego, embora os indicadores tenham recuado fortemente pelo segundo mês consecutivo, o que demonstra a elevação do percentual de pessoas com a expectativa de crescimento dos preços e do desemprego para os próximos seis meses. Entre novembro e dez/14, o índice de expectativa de inflação e desemprego declinaram 13% e 11%, respectivamente.

Contudo, o índice de compras de maior valor cresceu pelo segundo mês consecutivo devido à proximidade das festas de final de ano, e o índice de situação financeira subiu o que contribuiu para conter o declínio do INEC no último mês do ano.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

PESSIMISMO DO MERCADO CONTINUA INALTERADO
Régis Varão/¹

As expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicos divulgadas no Boletim Focus de 19.12.14, do Banco Central, foram corrigidas frente à pesquisa anterior, com os seguintes destaques: IGP-DI, PIB e balança comercial. A pesquisa é semanal e realizada com cerca de 100 instituições entre bancos e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o boletim Focus de 19.12.14 manteve em 6,38% a expectativa do mercado para o IPCA deste ano frente a 6,43% observado há quatro semanas, enquanto o de 20.12.13 indicava 5,97%. A pesquisa divulgada hoje elevou para 6,54% a projeção para 2015 frente a 6,45% divulgada há quatro semanas;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa desta semana reduziu a projeção do índice para 3,96% em 2014, ante 4,03% do boletim anterior e 3,76% há um mês, enquanto há um ano a estimativa indicava 6%. Para 2015, o Focus divulgado hoje diminuiu a expectativa para 5,67%, de 5,73% da semana anterior e 5,60% há trinta mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 19.12.14 corrigiu a taxa de câmbio para R$/U$2,65 no final de 2014, ante R$/U$2,60 do boletim anterior e R$/U$2,55 há trinta dias, enquanto o Focus de 20.12.13 apontava para R$/U$2,45. Para o final de 2015, a expectativa do mercado divulgada hoje subiu para R$/U$2,75 frente a R$/U$2,72 da semana anterior e R$/U$2,65 registrada há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 19.12.14 não tem apresentado nas últimas semanas projeção do indicador para o final deste ano. No entanto, o mercado manteve a estimativa da Selic em 12,50% a.a. para o final de 2015, ante 12% a.a. observada há quatro semanas;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a projeção de crescimento do PIB para 2014 caiu para +0,13%, de +0,16% da semana anterior e +0,20% divulgada há quatro semanas, enquanto o Focus de 20.12.13 indicava +2%. Com relação a 2015, o mercado reduziu a estimativa de crescimento do indicador para +0,55% frente à alta de 0,69% da pesquisa anterior e 0,80% há um mês;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 19.12.14 manteve estável em -2,50% a expectativa de crescimento da indústria para 2014, ante declínio de 2,30% apresentado há trinta dias, enquanto a pesquisa de 20.12.13 apresentava elevação de 2,23%. Quanto a 2015, o último Focus indica crescimento de 1,02%, ante elevação de 1,13% verificada na semana anterior e 1,30% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa de 19.12.14 corrigiu para -U$1,86 bilhão o saldo da balança comercial para 2014 frente a -U$1,60 bi da semana anterior e +U$0,10 bi divulgado há quatro semanas, enquanto o boletim de 20.12.13 apresentava superávit de U$8,03 bilhões. A última projeção para 2015 corrigiu para baixo o superávit para U$4,83 bilhões frente a U$5 bi da semana anterior e U$6,50 bi publicada há quatro semanas;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): há meses as pesquisas têm mantido em U$60 bilhões a projeção de crescimento do IED para 2014. A pesquisa desta semana manteve a projeção para 2015 em U$60 bilhões, ante U$58,20 bi da semana anterior e U$58 bi divulgada há um mês.

Os indicadores macroeconômicos brasileiros referentes a 2014 estão dados e nada poderá alterá-los, por mais que se tenha boa vontade com a nova equipe econômica.

Portanto, o ano que se aproxima será de muita dificuldade para o setor produtivo e para a população em geral. O governo terá que fazer ajustes principalmente na área fiscal, cortes nos gastos públicos, enquanto a Autoridade Monetária manterá os juros elevados, ajudando a conter a inflação e o crédito. O ano de 2015 será dos ajustes, do aperto fiscal, monetário e creditício. Se a equipe econômica tiver liberdade para trabalhar, os impactos positivos na atividade econômica serão sentidos a partir de 2016, com o Brasil voltando a crescer.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Veja o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

CUIDE DE SUA SAÚDE FINANCEIRA
Régis Varão/¹

O modo como você lida com dinheiro hoje determina a qualidade de vida que estará reservada a você no futuro. As decisões financeiras tomadas no presente podem levá-lo a grandes alegrias ou grandes dificuldades no futuro. O aumento da renda do brasileiro nos últimos anos, as facilidades de crédito ofertadas pelo comércio e setor financeiro ajudaram a elevar o endividamento das famílias.

O planejamento financeiro é fundamental e não se restringe apenas à elaboração do orçamento pessoal. Ele apresenta sugestões que o ajudarão a garantir boa saúde financeira, a realizar sonhos e garantir uma aposentadoria tranquila. Não existe uma idade ideal para começar investir em sua saúde financeira, entretanto: quanto mais cedo iniciar o planejamento financeiro mais seguro e tranquilo será seu futuro.

O segredo da prosperidade está no planejamento financeiro, assim, evite comprar por impulso, faça reserva financeira, procure se informar a respeito da economia, não compre a prazo, leia as páginas de negócios dos jornais, faça ginástica, cuide mais de sua saúde e evite pagar juros. Bons hábitos ajudam a reduzir o estresse, contribui para boa qualidade de vida e eleva a produtividade das pessoas.

A seguir, alguns pontos relevantes que ajudarão você a melhorar sua saúde física, mental e financeira:

01. DEFINA OBJETIVOS: para chegar a algum lugar com segurança, como exemplo uma viagem de férias com a família, é necessário fazer planejamento, isto é definir o destino, se litoral, montanha, cidade histórica etc, meio de transporte ou acomodações, pousada ou hotel, enfim, precisa fazer planejamento. Assim, é com tudo em nossa vida, nossa família, nosso trabalho, nossa vida financeira, o lazer, a vizinhança, a escola das crianças etc. Defina com clareza o que deseja fazer, pois, ter objetivo e foco são atitudes importantes na tomada de decisão. Quando começar a definir os objetivos esteja preparado para as barreiras que poderão dificultar seu caminho e em hipótese alguma desista;

02. TRABALHE COM METAS ADEQUADAS E ATINGÍVEIS: é crucial que você tenha certeza de que a meta é adequada às suas necessidades e que são possíveis de serem atingidas em médio e longo prazos. Se desejar adquirir a casa própria, precisa quantificar o valor do imóvel, e precisa conhecer sua capacidade financeira (receitas-despesas) e de endividamento, para planejar quanto deverá ser poupado e em quanto tempo poderá comprar a casa, e simule quanto poderá dispor sem afetar sua qualidade de vida. Tome como exemplo uma pessoa que recebe R$ 1.500,00 por mês (R$19.500,00 p/ano), não pode pensar em comprar uma casa de R$ 300 mil, logo, a meta tem que ser atingível;

03. ECONOMIZE SEMPRE: uma das maiores fraquezas do ser humano é a tendência de gastar mais do que ganha. Qualquer pessoa bem sucedida sabe que economizar dinheiro é essencial para o triunfo pessoal e familiar. As pessoas não devem simplesmente guardar dinheiro por guardar, “tio Patinhas” já era. Você pode economizar 10%, 15% e até 20% de seus proventos líquidos e ter boa qualidade de vida. Economizar uma pequena parte do que se ganha é apenas uma questão de hábito positivo, que ao longo da vida dá bons resultados;

04. FAÇA ORÇAMENTO DETALHADO E REALISTA: o modo prático de realizar sonhos está na maneira como elaboramos e executamos nosso orçamento: (a) relacione despesas realizadas e receitas auferidas no mês etc, guarde todos os recibos e não despreze os pequenos valores; (b) relacione receitas, que pode ser de trabalho assalariado ou de comissões, este, deve utilizar a média dos últimos meses; (c) trabalhe as despesas por grupo: alimentação (padaria, supermercado etc); moradia (aluguel, prestação do imóvel, condomínio, iptu, água, luz, telefone, diarista etc); saúde (plano de saúde, consultas médicas/odontológicas, remédios etc); transporte (financiamento de veículo, seguro, ipva, combustível, revisões etc; lazer (cinema, teatro, viagens, restaurantes etc); educação (prestações de colégio/faculdade, matrícula, material escolar, uniforme etc); despesas pessoais (salão de beleza, shampoo/cremes etc); despesas financeiras (juros de empréstimos e do cheque especial, anuidade do cartão de crédito, tarifas bancárias em geral), que dão uma visão da evolução patrimonial e da saúde financeira individual/familiar; (d) some despesas e receitas e compare-as mensalmente. Um bom orçamento ajuda a evitar endividamentos e traz tranquilidade ao planejamento financeiro;

05. CORTE OS EXCESSOS: após a elaboração do orçamento, fica mais fácil resolver os problemas dos gastos excessivos e desnecessários. Discuta em família as possibilidades do aumento de receitas mantendo inalteradas as despesas; ou mantendo estáveis as receitas e reduzindo as despesas. São muitas possibilidades mas o aumento de receitas e redução de despesas pode ser considerada a melhor de todas. A elaboração do orçamento pode levar indivíduos e famílias a conhecerem seus padrões de despesas, a descobrirem para onde está indo o dinheiro oriundo do seu trabalho, a observarem os inúmeros ralos que dificultam o planejamento financeiro da maioria dos brasileiros. Portanto, tenha disciplina e siga o planejado;

06. ATENÇÃO COM O CARTÃO DE CRÉDITO: esse prático e moderno instrumento pode deixar muita gente em dificuldade, pois facilita a aquisição rápida de bens e serviços. A prática dos parcelamentos que chegam a dez vezes sem juros pode trazer problemas futuros. Pague a fatura integral, não pague o valor mínimo, os juros incidentes sobre o saldo devedor é o mais elevado do mercado e pode chegar a dois dígitos ao mês, no ano atinge três dígitos. Utilize o cartão de crédito a seu favor, cadastre-o em programas de milhagem, que podem ajudar a adquirir passagens gratuitamente entre outros benefícios. Cerca de 75% dos consumidores brasileiros, segundo a Confederação Nacional do Comércio-CNC têm se endividado com cartão de crédito, ao invés de outras modalidades mais baratas como o crédito consignado.  Não saia com cartão de crédito e talão de cheques ao mesmo tempo, coloque apenas um na carteira;

07. EVITE UTILIZAR O CHEQUE ESPECIAL: os juros são calculados diariamente com base em uma taxa prefixada e definida mensalmente por cada instituição financeira, variando de acordo com o risco de cada cliente. A cobrança dos juros pela utilização do cheque especial é feita normalmente no primeiro dia útil do mês, sendo debitada diretamente na conta corrente. Assim, cada cliente pagará uma taxa de juros específica. É uma das modalidades mais caras de crédito, juntamente com o cartão de crédito;

08. ATENÇÃO COM COMPRAS PARCELADAS: evite comprar a prazo, muitas vezes as prestações podem levar ao endividamento. Se não tiver dinheiro para comprar a vista não compre, deixe para o próximo mês, semestre etc. Antes de abrir a carteira pergunte-se: Eu preciso? Tenho dinheiro? Tem que ser agora? Com uma resposta negativa a qualquer uma das perguntas, não compre. Se as respostas forem positivas, assim mesmo antes de comprar peça desconto;

09. FIQUE DE OLHO NOS PEQUENOS VALORES: muitas pessoas cometem equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes. Um simples café expresso de R$4,00 quando tomado cinco vezes por semana soma R$ 20,00 chegando a R$80,00 no mês, e pode atingir R$960,00 no ano. Um lanche diário por R$9,00 no ano atinge R$2.160,00. Junte-se a eles o cigarro (R$5,50) e a cerveja com os amigos (R$5,50), e temos um valor razoável. Somando esses pequenos valores o gasto diário é de R$24,00 no final do ano soma R$5.760,00 e a pessoa não estará com a saúde melhor. Produtos necessários para a família poderiam ser adquiridos com esse valor ou com apenas 50% dele (R$2.880,00). Logo, não desconsidere o poder dos pequenos valores;

10. DESCONFIE DA MEMÓRIA: a grande armadilha das finanças pessoais é o péssimo hábito de confiar nas chamadas contas mentais. Anote tudo e guarde todos os recibos para não ter surpresas desagradáveis no final do mês. Tudo que é gasto é importante para o planejamento financeiro, mesmo os pequenos valores, e sempre pegue nota fiscal, pois contribui para reduzir o IPVA e o IPTU, facilitando no controle das despesas;

11. NEGOCIE SEMPRE: Embora não seja um hábito cultural do brasileiro, peça sempre descontos, pois sendo a margem de lucro do empresariado uma das maiores do mundo, sempre haverá espaço para descontos e até mesmo um parcelamento maior sem juros, desde que solicitado. Barganhe sempre, essa é a regra para fazer bons negócios e boas compras;

12. FAÇA RESERVA FINANCEIRA: muitos não fazem por desconhecerem sua importância. Deve-se reservar um percentual mensal da renda líquida para formá-la. Pode-se começar com 5% e subir gradualmente até atingir 20%. Todos estão sujeitos a surpresas desagradáveis como acidentes, doenças na família, desemprego etc. A finalidade da reserva financeira é atender esses eventos inesperados.

Contudo, planeje-se, gaste menos do que ganha, passe mais tempo com sua família, tenha reserva financeira, cuide de sua saúde física e mental, pratique um esporte, faça caminhada, leia um bom livro, fique pouco tempo em frente à televisão, valorize seu dinheiro, tenha atenção com os pequenos valores e com certeza você estará garantindo um futuro mais seguro e tranquilo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CONTINUA DECLINANDO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiu 95,3 pontos em nov/14, menor nível desde dez/08, quando ficou em 94,8 pontos. O ICC recuou cerca de 6% entre out/14 (101,5 pontos) e nov/14, com 95,3 pontos, assim, os meses de outubro e novembro apresentaram os menores índices do ano. A partir de out/14, e mais ainda em novembro, houve piora do nível de satisfação do consumidor com a situação presente e com relação às expectativas em relação ao futuro.

O Índice da Situação Atual (ISA) decresceu 5,1% em nov/14 (96,6 pontos), ante o mês anterior (101,8), e muito abaixo dos 119,6 pontos observados em nov/13. O ISA de novembro de 2014 apresentou o menor valor da série histórica iniciada em set/05, quando atingiu cerca de 102 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 6,8%, declinando de 101,6 pontos em out/14 para 94,7 no mês seguinte. Os piores desempenhos dos últimos meses do IE ficaram com nov/14 (94,7 pontos) e ago/14 (100,1).

Os cinco indicadores que compõem o ICC apresentaram declínio em novembro deste ano. As maiores pressões foram de indicadores que aferem a percepção em relação à situação geral da economia brasileira. O indicador da situação econômica atual decresceu 12,1%, atingindo o valor mínimo histórico de 53 pontos. O percentual de consumidores que avaliam a situação como boa caiu de 10,7% em out/14 para 9% no mês seguinte, enquanto a dos que consideram ruim cresceu de 50,4% para 56%.

Já o indicador de otimismo com a economia para os próximos seis meses declinou 12%, para 84,5 pontos, o menor valor desde dez/08. O percentual de consumidores afirmando que a situação da economia melhorará nos próximos meses caiu de aproximadamente 24% para 22,2%, enquanto a parcela dos que acham que a situação piorará cresceu 9,9 p.p., de 27,8% para 37,7%.

Segundo Tabi T. Santos, economista da FGV/IBRE, “A preocupação com a inflação, o mercado de trabalho e, mais recentemente, com a alta da taxa de juros, contribuiu, em novembro, para o aprofundamento da tendência de queda da confiança do consumidor observada ao longo dos últimos 12 meses”.

Portanto, houve piora da confiança dos consumidores em novembro deste ano, ante o mês anterior, tendo os três índices apresentado declínios: ICC (-6,1%), ISA (-5,1%) e IE (-6,8%), enquanto na comparação com outubro de 2013, a queda foi mais pronunciada: ICC (-15%), ISA (-19%) e IE (-12,7%).

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com larga experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.
MERCADO CONTINUA PESSIMISTA
Régis Varão/¹

As expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicos divulgadas no Boletim Focus de 5.12.14, do Banco Central, foram corrigidas frente à pesquisa anterior, com os seguintes destaques: índices de preços, PIB, produção industrial e balança comercial. A pesquisa é realizada com cerca de 100 instituições entre bancos e consultorias:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 5.12.14 corrigiu para 6,38% a expectativa do mercado para o IPCA deste ano frente a 6,43% da semana anterior e 6,39% observada há quatro semanas, enquanto o boletim de 6.12.13 estimava em 5,92%. A pesquisa divulgada hoje elevou para 6,50% a projeção do índice para 2015;

(b) Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI): o Focus desta semana elevou a projeção do índice geral de preços para 4,06% em 2014 frente a 3,81% da pesquisa anterior e 3,38% divulgada há um mês, enquanto há um ano a estimativa indicava 6%. Para 2015, o boletim desta semana elevou a expectativa do mercado para 5,70%, de 5,69% do boletim anterior e 5,54% há trinta mês;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o Focus de 5.12.14 manteve nas duas últimas semanas a taxa de câmbio para o final de 2014 em R$/U$2,55, ante R$/U$2,50 divulgada há quatro semanas, enquanto o boletim de 6.12.13 projetava R$/U$2,40. Para o final do próximo ano, a expectativa do mercado divulgada hoje subiu para R$/U$2,70 frente a R$/U$2,67 da semana anterior e R$/U$2,60 registrada há um mês;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a pesquisa não apresentou projeção do indicador para o final de 2014. No entanto, o mercado elevou a estimativa da Selic para 12,50% a.a. para o final de 2015, ante 12% a.a. observada nas últimas três semanas;

(e) Produto Interno Bruto – PIB (Em %): a projeção de crescimento do PIB para 2014 caiu para +0,18%, de +0,19% da semana anterior e +0,20% verificada há quatro semanas, enquanto o Focus de 6.12.13 indicava +2,10%. Com relação a 2015, o mercado corrigiu a estimativa de crescimento do indicador para +0,73% frente à alta de 0,77% observada na pesquisa anterior e 0,80% publicada há um mês;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus de 5.12.14 reduziu a expectativa de crescimento da indústria para -2,50% em 2014, ante declínio de 2,26% da semana anterior e -2,21% registrada há trinta dias, enquanto a pesquisa de 6.12.13 apresentava elevação de 2,25%. Quanto ao próximo ano, a pesquisa divulgada hoje indica crescimento de 1,23%, ante alta de 1,13% observada na semana anterior e 1,46% há um mês;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): a pesquisa divulgada em 5.12.14 manteve saldo zero para o superávit de 2014 frente a U$1 bilhão do boletim divulgado há quatro semanas, enquanto o Focus de 6.12.13 apresentava saldo de U$7,45 bilhões. A projeção divulgada hoje, para 2015, manteve nas últimas duas semanas saldo de U$6,31 bilhões frente a U$7 bi observada há trinta dias;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): o Focus desta semana manteve estável em U$60 bilhões a projeção de crescimento do IED para este ano. O boletim de 6.12.13 trabalhava com o mesmo valor de U$60 bi. A pesquisa desta semana manteve a projeção para 2015 em U$58 bilhões, ante U$58,50 bi publicada há quatro semanas.

Portanto, mesmo com a divulgação dos nomes da nova equipe econômica, nenhum impacto positivo foi observado quanto às expectativas do mercado para o comportamento das principais variáveis macroeconômicas nos próximos anos.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Veja o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ENDIVIDAMENTO FAMILIAR CONTINUA ELEVADO
Consultor Régis Varão/¹

O percentual de famílias brasileiras endividadas apresentou declínio pelo terceiro mês consecutivo, passando de 63,1% em set/14 para 60,2 no mês seguinte e atingindo 59,2% em novembro deste ano, quando foi observada a menor taxa desde nov/13, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), com dados coletados em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

Embora, tenha apresentado declínio no nível de endividamento das famílias nos últimos três meses, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso subiu de 17,8% em out/14 para 18% em novembro, mas quando comparado a nov/13 (21,2%) registrou queda. O total de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, isto é, continuaram inadimplentes, passou de 5,4% em out/14 para 5,5% no mês seguinte, embora abaixo do percentual observado em nov/13 (6,6%).

Cabe ressaltar, que a redução do número de famílias endividadas entre outubro e nov/14 foi observada nas duas faixas de renda - até 10 Salários Mínimos (SM) e acima de 10 SM. Na comparação anual também houve recuo nas duas faixas de renda. Para as famílias que recebem até 10 SM, o percentual do endividamento ficou em 60,7% em nov/14, ante 61,9% no mês anterior e 65,2% em nov/13. Já para o grupo de renda maior, o percentual de famílias endividadas caiu de 52,4% em out/14 para 52,1% no mês seguinte, enquanto em novembro de 2013 era 53,4%.

O percentual de famílias com contas em atraso apresentou tendências diversas entre os dois grupos de renda. Na comparação mensal, houve elevação do indicador apenas na faixa inferior a 10 SM, enquanto na de maior renda caiu. Na comparação anual foi observado retração apenas na faixa até 10 SM. Nessa faixa de renda, o percentual de famílias com dívidas em atraso passou de 19,7% em out/14, para 20,1% no mês seguinte, enquanto em nov/13 era 24,2%. Na faixa acima de 10 SM, o percentual caiu de 9,4% em out/14 para 9% em novembro, ante 8,7% registrada em nov/13.

Na comparação anual, com relação ao percentual de famílias que declararam sem condições de pagar suas contas, houve decréscimo nas duas faixas de renda. Acima de 10 SM o indicador atingiu 2% em nov/14, ante 2,5% do mês anterior e 2,2% em nov/13. No grupo até 10 SM o percentual de famílias sem condições de pagar suas dívidas subiu de 6,1% em out/14 para 6,5% em novembro, e em nov/13 estava em 7,8%.

Na categoria muito endividado, a proporção de famílias que se declararam dessa forma caiu de 11% em out/14 para 10,8% no mês seguinte, e estava em 12,1% em nov/13. As famílias que se declararam mais ou menos endividadas caiu de 23% em outubro para 22,4% em nov/14, ante 22,9% em nov/13. A parcela que se declarou pouco endividada caiu de 26,3% em out/14 para 26% no mês seguinte, ante 28,1% observado em nov/13. As famílias que se declararam não terem dívidas passou de 39,3% em out/14 para 40,2% em novembro, ante 36,5% em nov/13. O percentual que declarou desconhecer suas dívidas ficou estável entre outubro e nov/14 com 0,4% frente a 0,2% em nov/13.

Ao longo dos últimos meses o cartão de crédito tem sido apontado como a principal fonte de endividamento, mantendo-se estável em 74,7% entre out/14 e novembro, ante 75,1% observado em set/14. Ainda com relação a nov/14, esse tipo de dívida continua distante do segundo colocado, carnês de loja com 17,3%, seguido de financiamento de carro (14,2%), crédito pessoal com 9,1%, financiamento de casa (8,1%), cheque especial (6,2%), crédito consignado com 4,6%, outras dívidas (1,7%) e cheque pré-datado com 1,6%. Cabe ressaltar, que nos últimos meses essa ordem de classificação manteve-se inalterada.

Segundo a PEIC/CNC, o “endividamento das famílias brasileiras seguiu apresentando tendência de queda em novembro de 2014. Houve não apenas diminuição da proporção de endividados, mas também melhora da percepção acerca do endividamento, com menos famílias relatando estar muito endividadas.” Em nov/14, “a cautela das famílias em relação ao consumo, observada nos índices de confiança e de intenção de consumo, adicionada à proximidade das festas de fim de ano, faz com que mais consumidores quitem suas dívidas.” Ainda segundo a CNC, “entre as famílias com dívidas, o comprometimento da renda com o pagamento destas aumentou, acompanhando o custo elevado do crédito.”

A pesquisa confirma o cartão de crédito na liderança com 74,7%, enquanto o crédito consignado, uma modalidade mais barata é utilizada por cerca de 5% das famílias endividadas. Ao longo dos últimos anos, a preferência tem recaído no cartão de crédito, uma péssima escolha, tendo em vista que os encargos pagos por atraso atingem normalmente três dígitos ao ano.

Portanto, o desconhecimento de noções básicas de economia e finanças pessoais, leva o brasileiro a escolher a modalidade de crédito mais cara praticada no mercado bancário nacional.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira e conjuntura econômica, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Ver o site www.ravecofinancas.com.