CONFIANÇA DO CONSUMIDOR CONTINUA BAIXA
Régis Varão/¹
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) elaborado e divulgado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI), a partir de pesquisa de opinião pública de abrangência nacional, atingiu
109,2 pontos em dez/14 frente a 109,7 observados no mês anterior e 111,2
registrados em dez/13.
O INEC recuou 0,5% em dez/14 e registra queda de
1,8% na comparação com dez/13. Quando comparado a jan/14 (113,9), o índice de dez/14
registra queda de 4,1%. A redução do índice é a segunda seguida na comparação
mensal e mantém o indicador abaixo de sua média histórica de 111,1 pontos.
O índice de dez/14 registra o segundo mês
consecutivo de queda, embora acima de outros valores registrados no ano. Os resultados
de 2014 apresentaram comportamento atípico, com jan/14 atingindo o maior valor
do ano, alternando declínios com elevações, e chegando em out/14 (112 pontos)
com o segundo maior valor do ano, e caindo nos meses seguintes. O desempenho do
indicador mostra decréscimo na percepção do comportamento do consumidor quando
comparados aos últimos meses de 2013 e janeiro de 2014.
Fatores que contribuíram para o desempenho do
indicador em dez/14:
(a) Expectativa de Inflação: em dez/14
atingiu 96,2 pontos frente a 104,3 observados no mês anterior, decréscimo de 7,8%,
e registrou queda de 9,8% quando comparada a dezembro de 2013 (106,7);
(b) Expectativa de Desemprego: registrou
110,7 pontos em dez/14, ante 116,7 verificados em novembro, declínio de 5,1%, e
registrou queda de 8,4% quando comparada a dez/13 (120,9);
(c) Expectativa da renda pessoal: subiu para
109,7 pontos em dez/14, de 108,7 no mês anterior, crescimento de 0,9%. Quando
comparado a dez/13 (112) o indicador de dez/14 apresentou declínio de 2,5%;
(d) Situação Financeira: atingiu
110,3 pontos em dez/14, de 108,3 observado no mês anterior, alta de 1,85%,
mostrando elevação das expectativas positivas quanto ao indicador nos próximos
meses. Quando comparada a dez/13, o indicador registrou alta de 0,9%. O
indicador apresenta aumento do número de consumidores que melhoraram suas
percepções a respeito do indicador no último mês do ano;
(e) Endividamento: apresentou declínio de 0,10%
entre novembro com 101 pontos e dez/14 com 100,9, e registrou redução de 4%
ante dez/13 (105,1). O resultado mostra que mais pessoas afirmaram maior nível
de endividamento em dez/14 que nos outros meses do ano;
(f) Compras de bens de maior
valor: entre os demais componentes
do INEC, as compras de bens de maior valor apresentaram em dez/14 (119,6
pontos) a maior variação positiva (2,5%), ante nov/14 (116,7), e cresceu 5,4% quando
comparada ao dez/13. O último mês do ano registrou o maior valor no período,
seguido por 116,7 pontos em novembro e 115,7 em mar/14.
O declínio do INEC em dezembro deve-se ao maior
pessimismo com relação à evolução da inflação e o aumento do desemprego, embora
os indicadores tenham recuado fortemente pelo segundo mês consecutivo, o que
demonstra a elevação do percentual de pessoas com a expectativa de crescimento
dos preços e do desemprego para os próximos seis meses. Entre novembro e
dez/14, o índice de expectativa de inflação e desemprego declinaram 13% e 11%,
respectivamente.
Contudo, o índice de compras de maior valor cresceu
pelo segundo mês consecutivo devido à proximidade das festas de final de ano, e
o índice de situação financeira subiu o que contribuiu para conter o declínio
do INEC no último mês do ano.
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