sexta-feira, 21 de agosto de 2015

PESSIMISMO DO CONSUMIDOR CAI SEGUNDO A CNI
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) divulgado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, atingiu 97,9 pontos em jul/15, ante 96,2 observados no mês anterior e 109,2 em dez/14.

O INEC subiu 1,8% em julho na comparação com o mês anterior, o que revela melhora na confiança do consumidor. O resultado também pode ser entendido como declínio do pessimismo, tendo em vista que o índice de jul/15 é o segundo menor da série histórica iniciada em jun/01.

Uma melhora relevante foi verificada no índice que mede a expectativa da renda pessoal, com alta de 5,5%, ao passar de 87,3 pontos em jun/15 para 92,1 no mês seguinte. A variação positiva mostra que em julho deste ano os brasileiros estão com perspectiva mais positiva para a renda dos próximos seis meses do que estavam no mês anterior.

O índice que mede a expectativa de desemprego, o segundo melhor desempenho, subiu 4,3% entre junho e jul/15, o que sinaliza melhora nas finanças dos consumidores de acordo com a própria avaliação deles. O terceiro melhor desempenho ficou com o índice de expectativa de desemprego que apresentou crescimento de 3,1% no período jun-jul/15, indicando que no período mais pessoas passaram a acreditar na redução futura da taxa de desemprego.

O quarto melhor desempenho ficou com o índice que mede a expectativa de inflação, que passou de 91,9 pontos para 93,5 no período jun-jul/15. O quinto índice a apresentar variação positiva foi o endividamento do consumidor, que passou de 91,8 pontos em jun/15 para 93 pontos no mês seguinte.

Com exceção da expectativa de consumo de bens de maior valor, que decresceu de 114,6 pontos em jun/15 para 112,2 em julho, queda de 2,1%, todos os índices que compõem o INEC avançaram no período jun-jul/15.

Segundo relatório da CNI/INEC, “Vale lembrar que os índices que cresceram na passagem de junho para julho ainda estão bastante abaixo do nível registrado em julho de 2014. Tal comportamento revela que, de forma geral, os consumidores estão atualmente menos satisfeitos do que estavam há 12 meses e também enxergam o futuro próximo – horizonte de seis meses – com menos confiança do que enxergavam em julho do ano passado.”

Portanto, embora os indicadores tenham apresentado desempenhos positivos no bimestre jun-jul/15 (+1,8%), os valores ainda estão abaixo do nível registrado em dez/14 (109,2) e jul/14 (109,5). O desempenho do INEC no bimestre mostra que os consumidores estão mais insatisfeitos do que estavam em igual período do ano anterior e enxergam os próximos seis meses com menor grau de confiança do que viam há um ano.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e educação corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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