quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

AUMENTA A EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO
Régis Varão/¹

A expectativa de vida do brasileiro chega a 75,8 anos para uma pessoa nascida em 2016. Enquanto os homens têm expectativa de 72,2 anos, as mulheres têm 79,4 anos, isto é, as mulheres vivem mais que os homens cerca de 7 anos, o que não é pouco, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com relação as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi observada em Santa Catarina com 79,1 anos, acima da média nacional (75,8 anos), enquanto o estado do Maranhão registrou a menor expectativa com 70,6 anos, muito abaixo da média. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa de vida (20,1 anos) no Espírito Santo, enquanto em Rondônia, uma pessoa com 65 anos em 2016 teria mais 15,9 anos.

Quanto a diferença por sexo, a população idosa do sexo masculino do Espírito Santo teria mais 18,2 anos e a do sexo feminino mais 21,8 anos. Já com relação as menores expectativas de vida, temos os idosos do sexo masculino do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia com mais 17,1 anos.

A expectativa de vida do brasileiro era de 45,5 anos em 1940, sendo 48,3 anos para as mulheres e 42,9 anos para os homens. Entre 1940 e 1960, o País reduziu pela metade a taxa bruta de mortalidade passando de 20,9 óbitos em cada mil habitantes para 9,8 por mil. Assim, a expectativa de vida ao nascer em 1960 era de 52,5 anos. Em 76 anos (de 1940 a 2016), a expectativa de vida subiu 30,3 anos atingindo 75,8 anos.

Um indivíduo ao completar 50 anos em 1940, tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com a redução da mortalidade no período, uma pessoa de 50 anos, em 2016, teria uma expectativa de mais 30,3 anos, podendo chegar em média aos 80,3 anos, ou seja, 11,2 anos a mais que o mesmo cidadão da mesma idade em 1940.

A pesquisa do IBGE afirmar que um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos que uma mulher na mesma idade em 2016. Afirma ainda, “Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”.

De acordo com a pesquisa, “a partir de 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc., passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino”. Por outro lado, entre 1940 e 2016, diminuiu a mortalidade feminina da população de 15 a 49 anos de idade.

O relatório afirma que em 1940, de cada mil pessoas que chegavam aos 65 anos de idade, 259 atingiriam os 80 anos ou mais. “Em 2016, de cada mil idosos com 65 anos, 628 completariam 80 anos. As expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 10,2 e 8,5 anos para mulheres e homens, respectivamente. Em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens”.

A maior expectativa de vida entre as Unidades da Federação foi em Santa Catarina com 79,1 anos, seguida pelo Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo, todos com valores acima de 78 anos. Estados com expectativa acima da média nacional: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A menor expectativa de vida foi encontrada no Maranhão com 70,6 anos.

Portanto, temos que ficar atentos para podermos aproveitar esse ganho extra de vida. Temos que nos preparar financeiramente para as situações não previstas e que demandarão recursos financeiros, como acidentes diversos, doença em família etc. Assim, faça uma reserva financeira e economize no dia a dia para aproveitar esse ganho de vida extra.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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