AUMENTA A
EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO
Régis
Varão/¹
A expectativa de vida do brasileiro chega a 75,8 anos para uma pessoa nascida
em 2016. Enquanto os homens têm expectativa de 72,2 anos, as mulheres têm 79,4
anos, isto é, as mulheres vivem mais que os homens cerca de 7 anos, o que não é
pouco, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com relação as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi observada
em Santa Catarina com 79,1 anos, acima da média nacional (75,8 anos), enquanto
o estado do Maranhão registrou a menor expectativa com 70,6 anos, muito abaixo
da média. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa
de vida (20,1 anos) no Espírito Santo, enquanto em Rondônia, uma pessoa com 65
anos em 2016 teria mais 15,9 anos.
Quanto a diferença por sexo, a população idosa do sexo masculino do Espírito
Santo teria mais 18,2 anos e a do sexo feminino mais 21,8 anos. Já com relação
as menores expectativas de vida, temos os idosos do sexo masculino do Piauí,
com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia com mais 17,1 anos.
A expectativa de vida do brasileiro era de 45,5 anos em 1940, sendo 48,3
anos para as mulheres e 42,9 anos para os homens. Entre 1940 e 1960, o País
reduziu pela metade a taxa bruta de mortalidade passando de 20,9 óbitos em cada
mil habitantes para 9,8 por mil. Assim, a expectativa de vida ao nascer em 1960
era de 52,5 anos. Em 76 anos (de 1940 a 2016), a expectativa de vida subiu 30,3
anos atingindo 75,8 anos.
Um indivíduo ao completar 50 anos em 1940, tinha uma expectativa de vida de
19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com a redução da mortalidade no período,
uma pessoa de 50 anos, em 2016, teria uma expectativa de mais 30,3 anos,
podendo chegar em média aos 80,3 anos, ou seja, 11,2 anos a mais que o mesmo
cidadão da mesma idade em 1940.
A pesquisa do IBGE afirmar que um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais
chance de não completar 25 anos que uma mulher na mesma idade em 2016. Afirma
ainda, “Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por
causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população
masculina”.
De acordo com a pesquisa, “a partir de 1980, as mortes associadas às
causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios,
acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc., passaram a
desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por
idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo
masculino”. Por outro lado, entre 1940 e 2016, diminuiu a mortalidade feminina da
população de 15 a 49 anos de idade.
O relatório afirma que em 1940, de cada mil pessoas que chegavam aos 65
anos de idade, 259 atingiriam os 80 anos ou mais. “Em 2016, de cada mil idosos
com 65 anos, 628 completariam 80 anos. As expectativas de vida ao atingir 80
anos foram de 10,2 e 8,5 anos para mulheres e homens, respectivamente. Em 1940,
estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens”.
A maior expectativa de vida entre as Unidades da Federação foi em Santa Catarina
com 79,1 anos, seguida pelo Espírito Santo, Distrito Federal e São Paulo, todos
com valores acima de 78 anos. Estados com expectativa acima da média nacional: Rio
Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. A menor expectativa de
vida foi encontrada no Maranhão com 70,6 anos.
Portanto, temos
que ficar atentos para podermos aproveitar esse ganho extra de vida. Temos que
nos preparar financeiramente para as situações não previstas e que demandarão recursos
financeiros, como acidentes diversos, doença em família etc. Assim, faça uma
reserva financeira e economize no dia a dia para aproveitar esse ganho de vida
extra.
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