CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR FECHA O ANO EM BAIXA
Régis
Varão/¹
O
Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC)
divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atinge 100,5 pontos em dez/17, representando declínio
de 0,5% ante nov/17, após a estabilidade observada no mês anterior, e apresenta
crescimento de 0,2% na comparação anual.
O
indicador alterna movimentos altistas e baixistas nos últimos meses e fecha o
ano em nível próximo ao encerramento de 2016, quando atingiu 100,3 pontos em
dez/16. O indicador mantém-se em patamar baixo, mostrando decréscimo de 7% ante
a média histórica de 108,1 pontos, que vem se repetindo nos últimos três anos.
Importante
ressaltar, que todos os índices de expectativa apresentam reduções na
comparação mensal, entre 1% na renda pessoal e 5,3% nas expectativas de desemprego.
O consumidor encerra 2017 mais preocupado com relação ao desempenho futuro dos
preços, emprego e seus rendimentos, ao mesmo tempo que indica a intenção de comprar
menos bens de maior valor.
Por
outro lado, os índices relacionados às condições financeiras do consumidor apresentam
desempenho positivo, caso dos indicadores de situação financeira e de
endividamento.
(a) Expectativa de Inflação: o índice apresenta
declínio de 2,6% em dez/17 (104,3 pontos) ante o mês anterior, e registra
crescimento de 1,9% na comparação anual, quando atingiu 102,4 pontos em dez/16;
(b) Expectativa de desemprego: o índice
apresenta decréscimo de 5,3% em dez/17 (112,3 pontos) ante o mês anterior, e alta
de 5,6% na comparação com dez/16 (106,3 pontos). Na comparação mensal e anual a
expectativa de desemprego registrou as maiores variações;
(c) Expectativa de Renda Pessoal: o índice
registra variação negativa de 1% em dez/17 (89 pontos) ante o mês anterior, e
caiu 2,9% na comparação anual, quando registrou 91,7 pontos em dez/16. O
indicador registrou o maior declínio, entre os componentes do INEC, na comparação
anual;
(d) Expectativa de Compras de Bens de Maior
Valor: houve variação negativa de 1,3% em dez/17 (112,8 pontos) ante o mês
anterior, e registrou crescimento de 1,3% frente a igual período de 2016;
(e) Endividamento: o índice apresenta a
segunda maior elevação na comparação mensal, com alta de 3,7% em dez/17 (94,7
pontos) ante novembro, e queda de 1,8% na comparação anual, quando chegou a
96,4 pontos em dez/16;
(f) Situação financeira: esse componente apresenta
incremento de 3,8% em dez/17 com 89,3 pontos ante nov/17, e queda de 2,2% com relação
a igual período de 2016.
Portanto,
o comportamento dos índices relacionados às condições financeiras dos
consumidores, endividamento e situação financeira, apresentam elevações na
comparação mensal, sugerindo que um maior percentual de consumidores esperam melhor
situação financeira e menor nível de endividamento.
¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças
pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25
anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e
conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também
bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos.
Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco
Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
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