quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR FECHA O ANO EM BAIXA
Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atinge 100,5 pontos em dez/17, representando declínio de 0,5% ante nov/17, após a estabilidade observada no mês anterior, e apresenta crescimento de 0,2% na comparação anual.

O indicador alterna movimentos altistas e baixistas nos últimos meses e fecha o ano em nível próximo ao encerramento de 2016, quando atingiu 100,3 pontos em dez/16. O indicador mantém-se em patamar baixo, mostrando decréscimo de 7% ante a média histórica de 108,1 pontos, que vem se repetindo nos últimos três anos.

Importante ressaltar, que todos os índices de expectativa apresentam reduções na comparação mensal, entre 1% na renda pessoal e 5,3% nas expectativas de desemprego. O consumidor encerra 2017 mais preocupado com relação ao desempenho futuro dos preços, emprego e seus rendimentos, ao mesmo tempo que indica a intenção de comprar menos bens de maior valor.

Por outro lado, os índices relacionados às condições financeiras do consumidor apresentam desempenho positivo, caso dos indicadores de situação financeira e de endividamento.

Componentes do INEC:

(a) Expectativa de Inflação: o índice apresenta declínio de 2,6% em dez/17 (104,3 pontos) ante o mês anterior, e registra crescimento de 1,9% na comparação anual, quando atingiu 102,4 pontos em dez/16;

(b) Expectativa de desemprego: o índice apresenta decréscimo de 5,3% em dez/17 (112,3 pontos) ante o mês anterior, e alta de 5,6% na comparação com dez/16 (106,3 pontos). Na comparação mensal e anual a expectativa de desemprego registrou as maiores variações;

(c) Expectativa de Renda Pessoal: o índice registra variação negativa de 1% em dez/17 (89 pontos) ante o mês anterior, e caiu 2,9% na comparação anual, quando registrou 91,7 pontos em dez/16. O indicador registrou o maior declínio, entre os componentes do INEC, na comparação anual;

(d) Expectativa de Compras de Bens de Maior Valor: houve variação negativa de 1,3% em dez/17 (112,8 pontos) ante o mês anterior, e registrou crescimento de 1,3% frente a igual período de 2016;

(e) Endividamento: o índice apresenta a segunda maior elevação na comparação mensal, com alta de 3,7% em dez/17 (94,7 pontos) ante novembro, e queda de 1,8% na comparação anual, quando chegou a 96,4 pontos em dez/16;

(f) Situação financeira: esse componente apresenta incremento de 3,8% em dez/17 com 89,3 pontos ante nov/17, e queda de 2,2% com relação a igual período de 2016.

Portanto, o comportamento dos índices relacionados às condições financeiras dos consumidores, endividamento e situação financeira, apresentam elevações na comparação mensal, sugerindo que um maior percentual de consumidores esperam melhor situação financeira e menor nível de endividamento.


¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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