PRODUTO INTERNO BRUTO VOLTA
A CRESCER
Régis Varão/¹
O Produto Interno Bruto-PIB registrou crescimento de 0,1% no 3º trimestre de
2017 (3ºTri17) frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Com
relação ao 3ºTri16, o incremento foi 1,4%. No acumulado em quatro trimestres finalizados
no 3ºTri17, o PIB apresentou declínio de 0,2%, frente aos quatro trimestres
imediatamente anteriores, segundo informa o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística-IBGE.
O PIB
manteve-se praticamente estável quando comparado o 3ºTri17 com o trimestre
anterior, com ajuste sazonal. A indústria de transformação apresentou o melhor
desempenho no segmento industrial com alta de 1,4%, seguido da extrativa com
+0,2%. Os segmentos eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de
resíduos (0,1%) e construção (0%), mantiveram-se praticamente estáveis.
Quanto ao setor serviços,
o comércio subiu 1,6%, o segmento imobiliário cresceu 0,9%, as outras
atividades de serviços (0,2%) e a administração, defesa, saúde e educação
públicas e seguridade social (0,2%), também apresentaram desempenho positivo. As
atividades financeiras, seguros e serviços relacionados (0,1%), transporte,
armazenagem e correio (0,0%) e informação e comunicação (-0,1%) apresentaram estabilidade. A agropecuária registrou queda de 3%, enquanto a indústria subiu 0,8% e o setor serviços cresceu 0,6%, segundo o IBGE.
No acumulado do ano até
o 3ºTri17 o PIB
subiu 0,6% em relação a igual trimestre de 2016. Nesta base de
comparação, a agropecuária cresceu 14,5%, enquanto a indústria (-0,9%) e o
setor serviço (-0,2%) acumularam queda.
Na atividade industrial,
apenas construção (-6,1%) acumula decréscimo, enquanto as demais atividades registram
variação positiva nesta base de comparação: extrativa (5,9%), eletricidade e
gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,3%) e transformação
(0,3%).
Com relação ao setor
serviço, os maiores declínios foram em informação
e comunicação (-2,0%), atividade financeira, seguro e serviços relacionados
(-1,8%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade
(-0,9%). Transporte, armazenagem e correio também registrou decréscimo de 0,2%.
O comércio e atividades imobiliárias cresceram, ambas, 0,8%, enquanto outras
atividades de serviços apresentou variação positiva (+0,2%).
A taxa de
investimento no 3ºTri17 foi 16,1% do PIB, pouco abaixo do observado em igual período de 2016 quando atingiu 16,3%.
A taxa de poupança ficou em 15,2% no 3ºTri17, ante 14,9% em igual trimestre do
ano anterior.
Quanto a demanda
interna, no acumulado do ano até set/17, destaca-se a redução de 3,6% da
Formação Bruta de Capital Fixo-FBCF. A despesa de consumo das famílias subiu 0,4%, enquanto a despesa de
consumo do governo caiu 0,6%, acumulando queda no ano. Com relação ao setor
externo, importações de bens/serviços subiram 3,9%, enquanto exportações de bens/serviços
cresceram 4%.
O PIB no 3ºTri17 totalizou R$1,641 trilhão, sendo R$1,4 trilhão referentes ao
Valor Adicionado a preços básicos e R$225,8 bilhões a Imposto sobre Produtos
Líquidos de Subsídios.
Portanto, a FBCF volta a subir após quinze trimestres de declínio, enquanto o consumo
das famílias, responsável por cerca de 60% do PIB apresenta
sinais de melhora. Cabe observar que são dois componentes relevantes para o
desempenho do PIB. Já no 1ºTri17, o desempenho do consumo das famílias havia interrompido
uma sequência de vários trimestres de retração, se recuperando a partir daquele
período.
¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e
desenvolvimento de pessoas, educador e planejador financeiro há 25 anos e
palestrante de temas ligados à educação financeira, liderança e conjuntura
macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é também bacharel
em direito. Tem se dedicado ao estudo do dinheiro nos últimos 34 anos. Foi
professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central
por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.
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